Esta foi a minha primeira Feira Franca. E devo dizer que gostei. Aliás, quando a coisa me deixava de interessar, a chucha e a fralda entravam em acção e lá passava pelas brasas uns bocaditos.
Algumas notas sobre a Feira:
1. Mais uma vez, o sr. Francisco Alexandre conseguiu surpreender-nos; a ideia das ferramentas é uma espécie de dois em um: dá para admirar a qulidade do seu domínio técnico na arte de esculpir a pedra e ajuda a preservar a memória de instrumentos de trabalho, alguns deles já em desuso. No entanto, as peças em Madeira – novidade absoluta – é que me encheram as medidas...
2. A Ana voltou a ocupar o espaço do Posto de Turismo. E desta vez também mostrou que é uma rapariga que gosta de desafios: O desenho deixou de ser rei e senhor e entre os trabalhos apresentados, apareceram óleos sobre telas.
3. A exposição de fotografia apresenta uma qualidade média muito boa. Foi de certeza difícil escolher os premiados. Foram aqueles, mas outros podiam ser. Como continua aberta, se não passou por lá na Feira Franca, ainda lá pode ir cuscar.
4. Num espaço pequeno mas muito bem organizado, foi possível «Olhar o Tempo» e fazer uma «Aproximação ao Património Arqueológico de Avis». Devo confessar que foi o espaço que mais me tocou. Não tanto pela quantidade e qualidade dos achados expostos, mas porque percebi que existe gente nova em Avis que está a ser iniciada – no âmbito do Clube de Arqueologia – nesta aventura que é tentar perceber o passado através de pequenas (ou grandes...) pistas que foram ficando por aí «semeadas».
5. As tascas estavam o costume: tudo como dantes, quartel general em Abrantes... É certo que há constragimentos de espaço que levam a ir para soluções culinárias mais fáceis. E o frango assado até se come bem. Mas se queremos que cada vez mais gente nos visite, tem de haver uma aposta continuada na cozinha tradicional da Região. É pena ver que o esforço para promover, por exemplo as Migas – que o ano transacto foram objecto de um festival – não é depois aproveitado para serem apresentadas como uma oferta diferenciadora do concelho.
6. Os espectáculos são o que são. O profissionalismo de Abrunhosa foi o que se estava à espera; os Fingertips, de ainda pouco conhecidos, foram para muitos uma desilusão; e o Ballet da Bielorrússia cumpriu as expectativas a cem por cento.
7. Será possível melhorar a Feira? Deve manter-se no mesmo local, cumprindo a tradição, ou deve estender-se a outros lugares da vila, criando vários polos de animação? Deve continuar a ser só três dias, ou deve estender o seu calendário, como por exemplo fazem no Crato?
Vou pensar nestas questões e, num próximo post, direi de minha justiça. Manel
terça-feira, setembro 21, 2004
quarta-feira, setembro 15, 2004
Isto dos blogs é como as cerejas: quanto mais «pósto», mais apetece postar...
Aproxima-se, rapidamente, (amanhã às 18h30m) mais um jogo do glorioso. Desta vez, calhou aos eslovacos o previlégio de receberem na sua terra o clube mais popular de Portugal e arredores. Ontem jogou o FC Porto e até nem começou mal. Apesar de tudo, o empate permitiu-lhes amealhar um precioso ponto e só no fim é que se fazem as contas.
Agora o que eu estranho é o telemóvel do meu pai não ter tocado a dar sinal de mensagens no fim do jogo. É que já estava habituado a ouvir, primeiro vários toques e depois os comentários – impublicáveis – do velhote...
Com tantos portistas que há aqui pela terra, corre-se o risco do xanax esgotar na farmácia. Não desesperem, afinal de contas, ontem, vários ex-portistas sairam vencedores: Mourinho, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, no Chelsea; e Deco, no Barcelona. Ai que saudades, ai, ai..
Aproxima-se, rapidamente, (amanhã às 18h30m) mais um jogo do glorioso. Desta vez, calhou aos eslovacos o previlégio de receberem na sua terra o clube mais popular de Portugal e arredores. Ontem jogou o FC Porto e até nem começou mal. Apesar de tudo, o empate permitiu-lhes amealhar um precioso ponto e só no fim é que se fazem as contas.
Agora o que eu estranho é o telemóvel do meu pai não ter tocado a dar sinal de mensagens no fim do jogo. É que já estava habituado a ouvir, primeiro vários toques e depois os comentários – impublicáveis – do velhote...
Com tantos portistas que há aqui pela terra, corre-se o risco do xanax esgotar na farmácia. Não desesperem, afinal de contas, ontem, vários ex-portistas sairam vencedores: Mourinho, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, no Chelsea; e Deco, no Barcelona. Ai que saudades, ai, ai..
Antes de mais, é «politicamente correcto» dar as boas vindas ao «politicamente incorrecto». No entanto, quer me parecer que tem de se esforçar mais para fazer jus ao título do blog.
Afinal de contas, infelizmente, dizer mal de políticos e da política a torto e a direito, é o pão nosso de cada dia. Logo, de tão usual, tem pouco de «politicamente incorrecto».
Acho até que nos nossos dias, ser incorrecto é defender a actividade política (não confundir com políticos incompetentes ou corruptos) e tentar trazer os cidadãos para a discussão dos problemas que lhe dizem respeito.
Mais do que discutir nomes ou siglas o que importa é discutir temas e estratégias.
E a poesia de José Régio pode ajudar-nos a isso:
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí!
Afinal de contas, infelizmente, dizer mal de políticos e da política a torto e a direito, é o pão nosso de cada dia. Logo, de tão usual, tem pouco de «politicamente incorrecto».
Acho até que nos nossos dias, ser incorrecto é defender a actividade política (não confundir com políticos incompetentes ou corruptos) e tentar trazer os cidadãos para a discussão dos problemas que lhe dizem respeito.
Mais do que discutir nomes ou siglas o que importa é discutir temas e estratégias.
E a poesia de José Régio pode ajudar-nos a isso:
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí!
domingo, agosto 29, 2004
«Sou natural do estado do Maranhão, no Brasil e residente no Rio de Janeiro. Tenho procurado muito saber sobre a origem do nome Maranhão, em Portugal, bem como se existe algum apontamento que vincula esse nome à designação da Capitania hereditária do Maranhão, nos anos 1500 e logo após. Na expectativa de merecer algum esclarecimento por parte de V.Sas, desde formulo os meus melhores agradecimentos.
Fraternal abraço,
Joé Herênio de Souza -Rio de Janeiro – Brasil
herenio@uol.com.br ou joseherenio@globo.com
Recebi, com agrado, este mail de um cidadão brasileiro. Como todos sabem, tenho pouco a ver com a escolha do nome do blog. Quando cá cheguei ele já cá estava à minha espera e pouco sei sobre a «origem do nome Maranhão». Já me contaram e li sobre a teoria de que Camões teria estado aqui neste nosso Maranhão e não naquele de onde nos escreve este nosso «irmão brasileiro». Aqui ficam o apelo e os contactos. Quem puder ajudar o homem não se acanhe. Estamos em dívida para com eles: afinal cederam-nos o Deco para jogar na selecção portuguesa. Manel
Fraternal abraço,
Joé Herênio de Souza -Rio de Janeiro – Brasil
herenio@uol.com.br ou joseherenio@globo.com
Recebi, com agrado, este mail de um cidadão brasileiro. Como todos sabem, tenho pouco a ver com a escolha do nome do blog. Quando cá cheguei ele já cá estava à minha espera e pouco sei sobre a «origem do nome Maranhão». Já me contaram e li sobre a teoria de que Camões teria estado aqui neste nosso Maranhão e não naquele de onde nos escreve este nosso «irmão brasileiro». Aqui ficam o apelo e os contactos. Quem puder ajudar o homem não se acanhe. Estamos em dívida para com eles: afinal cederam-nos o Deco para jogar na selecção portuguesa. Manel
sexta-feira, agosto 06, 2004
Caríssimo «alentejanando de Avis», não me custa nada acreditar que não sabia da existência do «alentejanando original». Eu, de certeza sendo mais novo, sou mais velho nestas andanças, sabia e sou leitor habitual. O homem escreve bem e tem vistas largas. Não se fica pela planície e, de vez em quando, fala de uma África onde o meu pai também já esteve. Para além disso os conteúdos gastronómicos são fundamentais…
E não sabendo como é que tudo se passou até me parece que o «alentejanando original» teve uma reacção exagerada.
Não é caso inédito na blogosfera aparecerem nomes que já existem ou muito semelhantes. Por exemplo a «Quinta Coluna» foi vítima de um desconhecimento desses. Tem imperado o bom senso e o que chega, depois de avisado, muda de nome.
É assim que deve ser para não haver confusões. E com o número de leitores que tem deve ser fácil abrir um concurso de ideias para um novo nome para o blog.
Mude homem que só os burros é que não mudam… Manel
E não sabendo como é que tudo se passou até me parece que o «alentejanando original» teve uma reacção exagerada.
Não é caso inédito na blogosfera aparecerem nomes que já existem ou muito semelhantes. Por exemplo a «Quinta Coluna» foi vítima de um desconhecimento desses. Tem imperado o bom senso e o que chega, depois de avisado, muda de nome.
É assim que deve ser para não haver confusões. E com o número de leitores que tem deve ser fácil abrir um concurso de ideias para um novo nome para o blog.
Mude homem que só os burros é que não mudam… Manel
quarta-feira, agosto 04, 2004
A Sandrinha da RTL – que por acaso até já me viu – é a nova directora do jornal «A Ponte». É claro que o facto de no último número do mensário, o ex-director, Santana-Maia, ter anunciado a sua saída sem indicar o nome do seu sucessor, nos deixou a pulga atrás da orelha e até pensámos que tivesse sido uma distracção...
Agora, o que eu não compreendo é como os blogs de referência do concelho de Avis – nomeadamente o «Desabafos» e o «Do Castelo» – deixam passar esta notícia ao lado... e alguns com particular responsabilidade na matéria em causa.
De qualquer maneira, sempre posso adiantar, sem quebrar nenhum inconfidência, que o jornal não sairá em Agosto, mas que em Setembro são de esperar algumas alterações. À nova directora deseja-se felicidades e pede-se que dê mais atenção a Avis. É que não basta dizer que o jornal é dos concelhos de Ponte de Sor e Avis é preciso que isso se veja nas páginas do jornal... Manel
Agora, o que eu não compreendo é como os blogs de referência do concelho de Avis – nomeadamente o «Desabafos» e o «Do Castelo» – deixam passar esta notícia ao lado... e alguns com particular responsabilidade na matéria em causa.
De qualquer maneira, sempre posso adiantar, sem quebrar nenhum inconfidência, que o jornal não sairá em Agosto, mas que em Setembro são de esperar algumas alterações. À nova directora deseja-se felicidades e pede-se que dê mais atenção a Avis. É que não basta dizer que o jornal é dos concelhos de Ponte de Sor e Avis é preciso que isso se veja nas páginas do jornal... Manel
sexta-feira, julho 30, 2004
Já andava com saudades de blogar um bocadito. Ultimamente tenho andado a investir na minha mobilidade. Eu explico: ando a aprender a gatinhar, mas a tarefa tem-se revelado mais difícil do que eu pensava. A minha mãe diz que eu pareço um sapo que, ainda por cima, é um animal que eu nunca vi... No que diz respeito ao respeito já me locomovo mas na direcção errada, ou seja, para trás. Mais uns dias de treino e de certeza que consigo «andar» para a frente. Depois quero ver quem é que me agarra...
Mas a blogosfera avisense está activa e cheia de surpresas. O alentejanando, veio lançar a discussão – e independentemente de se saber se tem ou não razão – provou que afinal há muita gente atenta ao que se diz e faz. Só é pena não ter escolhido um nome para o blog mais original. E se pensam que me estou a meter com ele dêm uma saltada aqui ao lado...
Mas a blogosfera avisense está activa e cheia de surpresas. O alentejanando, veio lançar a discussão – e independentemente de se saber se tem ou não razão – provou que afinal há muita gente atenta ao que se diz e faz. Só é pena não ter escolhido um nome para o blog mais original. E se pensam que me estou a meter com ele dêm uma saltada aqui ao lado...
quarta-feira, junho 16, 2004
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Faz hoje um ano que o Francisco postou pela primeira vez no Aviz. Só por isso merece os parabéns. Mas merece-os, acima de tudo, porque o seu blog se tornou uma referência na blogosfera: existe um tempo antes do Aviz e outro depois do Aviz. Merecidamente. Parabéns Chico. E vê lá se apareces, qualquer dia não me conheces...
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O Castelo anda preocupado comigo, mas não há motivos para isso. Acontece que com este tempo, me tem apetecido outras actividades menos electrónicas. Pode estar descansado que eu ainda não consigo fugir...
Faz hoje um ano que o Francisco postou pela primeira vez no Aviz. Só por isso merece os parabéns. Mas merece-os, acima de tudo, porque o seu blog se tornou uma referência na blogosfera: existe um tempo antes do Aviz e outro depois do Aviz. Merecidamente. Parabéns Chico. E vê lá se apareces, qualquer dia não me conheces...
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O Castelo anda preocupado comigo, mas não há motivos para isso. Acontece que com este tempo, me tem apetecido outras actividades menos electrónicas. Pode estar descansado que eu ainda não consigo fugir...
quinta-feira, maio 20, 2004
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Fiquei de tal forma emocionado com a vitória do Glorioso que até perdi a voz. Foi empolgante, só com cinco meses de vida e já estou a comemorar uma Taça. O problema é que assim habituo-me e para o ano quero mais. Como diz a canção: menos ais, menos ais, queremos mais... Aos derrotados quero desejar felicidades na final dos campeões, apesar de achar que é uma pena o FC Porto não poder ganhar e o Mourinho perder. Isso é que era ouro sobre azul...
Fiquei de tal forma emocionado com a vitória do Glorioso que até perdi a voz. Foi empolgante, só com cinco meses de vida e já estou a comemorar uma Taça. O problema é que assim habituo-me e para o ano quero mais. Como diz a canção: menos ais, menos ais, queremos mais... Aos derrotados quero desejar felicidades na final dos campeões, apesar de achar que é uma pena o FC Porto não poder ganhar e o Mourinho perder. Isso é que era ouro sobre azul...
sexta-feira, maio 14, 2004
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Parece que é desta que o Verão vem aí. Talvez assim tenha ordem de soltura. Já estou com saudades de umas passeatas a seguir ao almoço para fazer a digestão. Ontem fui ao castigo das vacinas, mas portei-me que nem herói. Acho que por isso mereço uma recompensa. Por exemplo três golos na baliza do Vítor Baía já me chegavam...
Parece que é desta que o Verão vem aí. Talvez assim tenha ordem de soltura. Já estou com saudades de umas passeatas a seguir ao almoço para fazer a digestão. Ontem fui ao castigo das vacinas, mas portei-me que nem herói. Acho que por isso mereço uma recompensa. Por exemplo três golos na baliza do Vítor Baía já me chegavam...
segunda-feira, abril 26, 2004
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Já lá vão quase três semanas que não posto aqui nada. Estou a ver que tenho de despedir o escriturário, ou então, aprender rapidamente a escrever para o poder dispensar. A verdade, é que sendo pouco tempo – três semanas – para mim é quase meia vida. Neste período aconteceram coisas muito importantes, entre elas, talvez a mais importante, é o facto de ter deixado de ser um menino-copo-de-leite. Eu explico: como já andava farto daqueles leites e papinhas que me administravam resolvi deixar de comer. É claro que caiu logo o Carmo e a Trindade. Pensaram logo que estava doente, que era dos dentes, que era da tripa, que era sei lá eu de quê... Nada disso, resolvi fazer greve da fome até me darem comida de gente. E não é que eles perceberam. Vai daí sopita e fruta (confesso que gosto mais da fruta...) aqui para o menino. Até que não é mau. Até durmo mais e melhor...
Mas não foi só na gastronomia que houve novidades. Fui tentar ver a inauguração do monumento ao 25 de Abril do Francisco Alexandre, mas como a coisa se atrasou um bocadito e eu estava com fomeca tive de ir a casa matar a malvada. O meu pai já me prometeu que depois passo por lá, mas já me foi dizendo que a peça explica e dignifica essa gloriosa data.
À tarde fui até ao auditório – agora baptizado Ary dos Santos – ver e ouvir o Jorge Palma. Foi o meu primeiro concerto e limitou-se a duas musiquitas. Mas gostei. Podem fazer mais, que eu gostei. Até dormi embalado ao som do «dá-me lume» e do «bairro do amor».
Ao almoço tinha estado na Muralha para ver a Mariana. Não a encontrei, mas tive a sorte de lá estar a Catarina que é uma espécie de salvadora e que assim que me vê pega-me ao colo. E isto de andar ao colo é que está a dar. Só não percebo é o que é que o meu pai quer dizer quando pica os dragões cá do sítio e lhes diz que se o Porto foi campeão é porque o levaram ao colo... É que na minha maneira de ver eles já são suficientemente cresciditos para poderem andar pelo seu próprio pé.
Ah. Já me estava a esquecer de dizer que no sábado vi os meninos da ludoteca apresentarem uma peça baseada num livro que eu conheço muito bem: Carlota e a Revolução dos Cravos. Fiquei espantado com a qualidade da actuação. Quando for maior também quero entar na festa...
Já lá vão quase três semanas que não posto aqui nada. Estou a ver que tenho de despedir o escriturário, ou então, aprender rapidamente a escrever para o poder dispensar. A verdade, é que sendo pouco tempo – três semanas – para mim é quase meia vida. Neste período aconteceram coisas muito importantes, entre elas, talvez a mais importante, é o facto de ter deixado de ser um menino-copo-de-leite. Eu explico: como já andava farto daqueles leites e papinhas que me administravam resolvi deixar de comer. É claro que caiu logo o Carmo e a Trindade. Pensaram logo que estava doente, que era dos dentes, que era da tripa, que era sei lá eu de quê... Nada disso, resolvi fazer greve da fome até me darem comida de gente. E não é que eles perceberam. Vai daí sopita e fruta (confesso que gosto mais da fruta...) aqui para o menino. Até que não é mau. Até durmo mais e melhor...
Mas não foi só na gastronomia que houve novidades. Fui tentar ver a inauguração do monumento ao 25 de Abril do Francisco Alexandre, mas como a coisa se atrasou um bocadito e eu estava com fomeca tive de ir a casa matar a malvada. O meu pai já me prometeu que depois passo por lá, mas já me foi dizendo que a peça explica e dignifica essa gloriosa data.
À tarde fui até ao auditório – agora baptizado Ary dos Santos – ver e ouvir o Jorge Palma. Foi o meu primeiro concerto e limitou-se a duas musiquitas. Mas gostei. Podem fazer mais, que eu gostei. Até dormi embalado ao som do «dá-me lume» e do «bairro do amor».
Ao almoço tinha estado na Muralha para ver a Mariana. Não a encontrei, mas tive a sorte de lá estar a Catarina que é uma espécie de salvadora e que assim que me vê pega-me ao colo. E isto de andar ao colo é que está a dar. Só não percebo é o que é que o meu pai quer dizer quando pica os dragões cá do sítio e lhes diz que se o Porto foi campeão é porque o levaram ao colo... É que na minha maneira de ver eles já são suficientemente cresciditos para poderem andar pelo seu próprio pé.
Ah. Já me estava a esquecer de dizer que no sábado vi os meninos da ludoteca apresentarem uma peça baseada num livro que eu conheço muito bem: Carlota e a Revolução dos Cravos. Fiquei espantado com a qualidade da actuação. Quando for maior também quero entar na festa...
domingo, abril 11, 2004
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Emprestei o nome do Blog aos meus pais para entrarem no rallye papper da Casa do Benfica. É claro que eu fiquei nas boxes, a dormir que nem um justo. Ou nem por isso que a Rita – que foi quem ficou a olhar por mim – foi bufar à minha mãe que eu tinha chorado um bocadinho. O meu pai já me deu um raspanete: «Se voltas a chorar meto-te no micro-ondas. A continuares com a choradeira, no próximo, já sei que a tua mãe não quer ir...» Não sei se o devo levar a sério, mas é melhor não arriscar.
Mas vamos ao relato dos acontecimentos: A equipa. Anibal, Rute, Joana e Kikos; O bólide. Citroen Picasso; A classificação, nono lugar.
Acho que a coisa até nem lhes começou mal, mas quando tiveram de ir à procura do pirilampo é que a porca torceu o rabo. Mais um bocadinho e tinham ido parar a Portalegre. Lá no meio do campo, perdidos na escuridão, tiveram a sorte de encontrarem os Bravos do Quintalão ( que conseguiram um honroso terceiro posto ) que os levaram quase ao colo até ao dito cujo pirilampo. Foi a sorte deles, se não ainda eram capazes de andar à procura do bicho... O meu pai está em broa com o Pedro. Até diz que outra coisa não seria de esperar de uma pessoa que nem sequer é do Benfica.
Mas o mais importante é que tudo correu muito bem. A organização está de parabéns e os vencedores também. Aliás, ia-me esquecendo de dizer que quem ganhou foi uma equipa de Benavila o que até nem me admira, pois o chefe trabalha nos correios: se ele não soubesse onde são as coisas quem é que havia de saber...
O prémio mais de equipa mais original foi para os Papa-léguas merecidamente. E Elas ganharam o prémio para a equipa feminina. Eles ficaram em primeiro e o Gang do Mercedes em segundo (assim é que está bem...). Pronto. Para o ano há mais!
Emprestei o nome do Blog aos meus pais para entrarem no rallye papper da Casa do Benfica. É claro que eu fiquei nas boxes, a dormir que nem um justo. Ou nem por isso que a Rita – que foi quem ficou a olhar por mim – foi bufar à minha mãe que eu tinha chorado um bocadinho. O meu pai já me deu um raspanete: «Se voltas a chorar meto-te no micro-ondas. A continuares com a choradeira, no próximo, já sei que a tua mãe não quer ir...» Não sei se o devo levar a sério, mas é melhor não arriscar.
Mas vamos ao relato dos acontecimentos: A equipa. Anibal, Rute, Joana e Kikos; O bólide. Citroen Picasso; A classificação, nono lugar.
Acho que a coisa até nem lhes começou mal, mas quando tiveram de ir à procura do pirilampo é que a porca torceu o rabo. Mais um bocadinho e tinham ido parar a Portalegre. Lá no meio do campo, perdidos na escuridão, tiveram a sorte de encontrarem os Bravos do Quintalão ( que conseguiram um honroso terceiro posto ) que os levaram quase ao colo até ao dito cujo pirilampo. Foi a sorte deles, se não ainda eram capazes de andar à procura do bicho... O meu pai está em broa com o Pedro. Até diz que outra coisa não seria de esperar de uma pessoa que nem sequer é do Benfica.
Mas o mais importante é que tudo correu muito bem. A organização está de parabéns e os vencedores também. Aliás, ia-me esquecendo de dizer que quem ganhou foi uma equipa de Benavila o que até nem me admira, pois o chefe trabalha nos correios: se ele não soubesse onde são as coisas quem é que havia de saber...
O prémio mais de equipa mais original foi para os Papa-léguas merecidamente. E Elas ganharam o prémio para a equipa feminina. Eles ficaram em primeiro e o Gang do Mercedes em segundo (assim é que está bem...). Pronto. Para o ano há mais!
domingo, março 28, 2004
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O meu amigo Do Castelo, por um destes dias, ficou muito irritado por ver três trabalhadoras à volta de uma enxada, a ver se a punham em condições de cumprir o seu serviço. Ele próprio, hoje, nos diz que nem sempre aquilo que parece é. Afinal o trabalho ficou feito, e pelos vistos bem feito... Mas esta história não me viria à «lembradura» se não me tivessem contado que a noite passada a GNR de Avis, resolveu «précurar» pela licença de direitos de autor em alguns bares e cafés que têm televisão e música gravada para uso dos clientes. Até aqui nada de extraordinário. A lei assim o diz, os autores assim o merecem. Agora, usar dois «jeeps» e uma outra viatura, com seis agentes para pedir aos proprietários das casa que mostrem um papel é que me parece desproporcionado. É um velho costume português. Apesar da lei dizer que somos todos inocentes até prova em contrário, as polícias, funcionários públicos e todo o bicho careta que tem algum poder, esforçam-se por nos fazer sentir exactamente o contrário. Talvez não fosse mau lembrar ao comandante do Posto da GNR de Avis, que esta força existe para garantir, primeiro de tudo, a segurança dos cidadãos. E que o uso de seis agentes numa operação sem o mínimo risco – que até poderia ter sido feita de dia – pode ser entendida como má utilização dos recursos humanos. A não ser que quem mande na «guarda» já não seja a Administração Interna e a D. Manuela tenha dado ordens para «facturar» a toda a pressa. Aí já faz sentido. É que se alguém for apanhado a roubar é preso, mas não paga multa. Mas se um cidadão cumpridor, for apanhado dentro da vila a conduzir sem o cinto de segurança, lá vai ter contribuir para amenizar o défice da ministra das Finanças... Manel
O meu amigo Do Castelo, por um destes dias, ficou muito irritado por ver três trabalhadoras à volta de uma enxada, a ver se a punham em condições de cumprir o seu serviço. Ele próprio, hoje, nos diz que nem sempre aquilo que parece é. Afinal o trabalho ficou feito, e pelos vistos bem feito... Mas esta história não me viria à «lembradura» se não me tivessem contado que a noite passada a GNR de Avis, resolveu «précurar» pela licença de direitos de autor em alguns bares e cafés que têm televisão e música gravada para uso dos clientes. Até aqui nada de extraordinário. A lei assim o diz, os autores assim o merecem. Agora, usar dois «jeeps» e uma outra viatura, com seis agentes para pedir aos proprietários das casa que mostrem um papel é que me parece desproporcionado. É um velho costume português. Apesar da lei dizer que somos todos inocentes até prova em contrário, as polícias, funcionários públicos e todo o bicho careta que tem algum poder, esforçam-se por nos fazer sentir exactamente o contrário. Talvez não fosse mau lembrar ao comandante do Posto da GNR de Avis, que esta força existe para garantir, primeiro de tudo, a segurança dos cidadãos. E que o uso de seis agentes numa operação sem o mínimo risco – que até poderia ter sido feita de dia – pode ser entendida como má utilização dos recursos humanos. A não ser que quem mande na «guarda» já não seja a Administração Interna e a D. Manuela tenha dado ordens para «facturar» a toda a pressa. Aí já faz sentido. É que se alguém for apanhado a roubar é preso, mas não paga multa. Mas se um cidadão cumpridor, for apanhado dentro da vila a conduzir sem o cinto de segurança, lá vai ter contribuir para amenizar o défice da ministra das Finanças... Manel
terça-feira, março 23, 2004
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Hoje estou de regresso a Avis. O fim-de-semana prolongou-se até terça. Fiquei em casa da minha tia Ariana e do meu tio Fernando. Vi o tio Horácio, a tia Bela, as primas Joana e Mafalda e deliciei-me com o falar cantado da D. Rosário que me faz lembrar a minha terra. Também não é de estranhar. Apesar de viver há mais de quarenta anos em Cascais, nasceu no Escoural. Se lhe pedisse talvez fosse comigo para me fazer aquelas sopas que a minha mãe diz serem divinais. A Mafalda é que não ia gostar da ideia, afinal de contas já tem o palato afinado aos sabores da D. Rosário. Mas, não desfazendo, a D. Maria José também faz – diz o meu pai – uns petiscos de se comer e chorar por mais. É o caso do Ensopado de Borrego e da Sopa de Feijão com Batatas e Carne do Osso que se podem degustar de vez em quando na Muralha. Pensando bem, são mais duas razões para visitar a Mariana...
Hoje estou de regresso a Avis. O fim-de-semana prolongou-se até terça. Fiquei em casa da minha tia Ariana e do meu tio Fernando. Vi o tio Horácio, a tia Bela, as primas Joana e Mafalda e deliciei-me com o falar cantado da D. Rosário que me faz lembrar a minha terra. Também não é de estranhar. Apesar de viver há mais de quarenta anos em Cascais, nasceu no Escoural. Se lhe pedisse talvez fosse comigo para me fazer aquelas sopas que a minha mãe diz serem divinais. A Mafalda é que não ia gostar da ideia, afinal de contas já tem o palato afinado aos sabores da D. Rosário. Mas, não desfazendo, a D. Maria José também faz – diz o meu pai – uns petiscos de se comer e chorar por mais. É o caso do Ensopado de Borrego e da Sopa de Feijão com Batatas e Carne do Osso que se podem degustar de vez em quando na Muralha. Pensando bem, são mais duas razões para visitar a Mariana...
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Uma das minhas primeiras amigas anda agora pela estrada do coco. Nem preciso dizer que é fundamental para matar saudades.
Uma das minhas primeiras amigas anda agora pela estrada do coco. Nem preciso dizer que é fundamental para matar saudades.
sábado, março 20, 2004
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Até que enfim que veio o bom tempo. Deve ter sido a minha mana Joana que o trouxe este fim-de-semana. Já andei na rua a passear sem necessidade daqueles trapos todos que me tolhem os movimentos. O meu pai até me foi mostrar o emblema do Benfica e devo dizer que até gostei. É uma cor que não envergonha ninguém, plena de significado(s): sangue, coragem, luta. Fiquei muito mais descansado. Se eles andassem para aí, a dar pontapés na bola, vestidos de azul ou de verde era uma coisa de ir ao psicanalista.... Se fosse verde – que dizem ser esperança – era o mesmo que dizer que estavam ali por estar, ganhassem ou perdessem, para eles tanto fazia. Ora, não é isso que se espera de quem vai à luta. Um jogo, mesmo a feijões é para ganhar. Com regras, mas para ganhar. Se fosse o azul a cor escolhida era mais complicado: azul é água, é calma, é céu... consta que um dos meus avós era do FCP, sinceramente, não sei o que pensar.
PS: Folgo em ver o meu amigo do castelo restabelecido. Mas, em relação ao seu post da Feira dos Produtos da Escola de Avis, sempre quero dizer que achava muito mais engraçado que tivesse sido feita no jardim que existe em frente à escola. Era, mais que não fosse, uma forma de dar vida a um dos espaços mais conseguidos da vila de Avis. Manel
Até que enfim que veio o bom tempo. Deve ter sido a minha mana Joana que o trouxe este fim-de-semana. Já andei na rua a passear sem necessidade daqueles trapos todos que me tolhem os movimentos. O meu pai até me foi mostrar o emblema do Benfica e devo dizer que até gostei. É uma cor que não envergonha ninguém, plena de significado(s): sangue, coragem, luta. Fiquei muito mais descansado. Se eles andassem para aí, a dar pontapés na bola, vestidos de azul ou de verde era uma coisa de ir ao psicanalista.... Se fosse verde – que dizem ser esperança – era o mesmo que dizer que estavam ali por estar, ganhassem ou perdessem, para eles tanto fazia. Ora, não é isso que se espera de quem vai à luta. Um jogo, mesmo a feijões é para ganhar. Com regras, mas para ganhar. Se fosse o azul a cor escolhida era mais complicado: azul é água, é calma, é céu... consta que um dos meus avós era do FCP, sinceramente, não sei o que pensar.
PS: Folgo em ver o meu amigo do castelo restabelecido. Mas, em relação ao seu post da Feira dos Produtos da Escola de Avis, sempre quero dizer que achava muito mais engraçado que tivesse sido feita no jardim que existe em frente à escola. Era, mais que não fosse, uma forma de dar vida a um dos espaços mais conseguidos da vila de Avis. Manel
quinta-feira, março 18, 2004
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O azar de uns, às vezes é a sorte de outros. Como o Petit se lesionou o meu homónimo (Manuel Fernandes) teve hipótese de jogar um bocadinho mais do que é costume. E não é que ele enche o campo com a sua classe? Apesar de ser um puto pouco mais velho que eu já não engana. Agora, é preciso que o espanhol o deixe jogar para ele ganhar arcaboiço. O meu pai é que até parece outro. Já fala em organizar uma «sessão de espiritismo» no dia 16 de Maio. Talvez seja para ressuscitar o Eusébio – desportivamente, é claro. Bem falta fazia que aquela menina do Nuno Gomes, ontem, mostrou mais uma vez que anda com as botas trocadas. Seja como for a final ninguém nos a tira, e o treinador do Porto que se cuide porque se ele é Mourinho, eu cá sou mouro... Manel
O azar de uns, às vezes é a sorte de outros. Como o Petit se lesionou o meu homónimo (Manuel Fernandes) teve hipótese de jogar um bocadinho mais do que é costume. E não é que ele enche o campo com a sua classe? Apesar de ser um puto pouco mais velho que eu já não engana. Agora, é preciso que o espanhol o deixe jogar para ele ganhar arcaboiço. O meu pai é que até parece outro. Já fala em organizar uma «sessão de espiritismo» no dia 16 de Maio. Talvez seja para ressuscitar o Eusébio – desportivamente, é claro. Bem falta fazia que aquela menina do Nuno Gomes, ontem, mostrou mais uma vez que anda com as botas trocadas. Seja como for a final ninguém nos a tira, e o treinador do Porto que se cuide porque se ele é Mourinho, eu cá sou mouro... Manel
quarta-feira, março 17, 2004
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Estavam vocês já fartos de perguntar: onde é que se meteu o Manel? Pois não me meti em lado nenhum. O taralhoco do meu pai é que não se tem dado ao trabalho de passar para o blog aquilo que eu lhe digo para lá pôr. Parece que hoje está pelos ajustes. Deve ser por ser dia de S. Benfica... Mas vamos ao que interessa: isto de ganhar de presente, logo ao nascer, um blog tem que se lhe diga. Se por um lado temos um passado às costas sem culpa nenhuma, também ganhamos alguns amigos sem fazer muito por isso. E como o melhor do mundo – logo a seguir ao Benfica – são mesmo os amigos, tenho de agradecer aos Coruchenses pela referência que me fizeram. Por acaso até é uma terra onde, de vez em quando, passo quando me levam a Lisboa. O meu pai é que a conheceu, em tempos que já lá vão, muito bem. De vez em quando ainda fala de uma coisa que era, salvo erro, A Pantera Cor de Rosa. Deve ter a ver com desenhos animados... Quem nunca mais deu à costa foi o CC. Então isso faz-se? Essa atitude não me parece nada católica. Vê lá se apareces para discutir a linha do Glorioso. Isto, é claro, se eles hoje se portarem bem.
Estavam vocês já fartos de perguntar: onde é que se meteu o Manel? Pois não me meti em lado nenhum. O taralhoco do meu pai é que não se tem dado ao trabalho de passar para o blog aquilo que eu lhe digo para lá pôr. Parece que hoje está pelos ajustes. Deve ser por ser dia de S. Benfica... Mas vamos ao que interessa: isto de ganhar de presente, logo ao nascer, um blog tem que se lhe diga. Se por um lado temos um passado às costas sem culpa nenhuma, também ganhamos alguns amigos sem fazer muito por isso. E como o melhor do mundo – logo a seguir ao Benfica – são mesmo os amigos, tenho de agradecer aos Coruchenses pela referência que me fizeram. Por acaso até é uma terra onde, de vez em quando, passo quando me levam a Lisboa. O meu pai é que a conheceu, em tempos que já lá vão, muito bem. De vez em quando ainda fala de uma coisa que era, salvo erro, A Pantera Cor de Rosa. Deve ter a ver com desenhos animados... Quem nunca mais deu à costa foi o CC. Então isso faz-se? Essa atitude não me parece nada católica. Vê lá se apareces para discutir a linha do Glorioso. Isto, é claro, se eles hoje se portarem bem.
quinta-feira, março 11, 2004
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Ainda há quem ande para aí a dizer que qualquer dia não há cá ninguém. Só nos últimos três meses «samos» pelo menos meia dúzia, e mal contados... Desta vez foi o João Miguel e com o caparro que tem fica desde já convocado para defesa central.
E, por falar em futebol, com quem eu estive no outro dia foi com o meu amigo Henrique. Levámos os nossos pais a ver o FC Porto. O FCP, é uma maneira de dizer que eles iam preparados para festejar os golos dos encarnados, mas o Costinha, já quando o jogo devia ter acabado, lá meteu aquela cabeça de alho chocho à bola e enfiou o esférico na baliza do Manchester. Foi quanto bastou para os obrigar – aos nossos pais – a meter a viola no saco e a ter de dar os parabéns aos «andrades» presentes.
Hoje é outra vez dia de futebol. Mas desta vez é a sério, ou seja, joga o Benfica. E logo contra uns caramelos que não lhes trazem grandes recordações. Só jogaram uma vez com eles e perderam por causa de um frango do guarda-redes. Ainda por cima era a final da Taça dos Campeões... Já foi há muitos anos, mas a malta não se esquece. E para além do mais a vingança serve-se fria...
Ainda há quem ande para aí a dizer que qualquer dia não há cá ninguém. Só nos últimos três meses «samos» pelo menos meia dúzia, e mal contados... Desta vez foi o João Miguel e com o caparro que tem fica desde já convocado para defesa central.
E, por falar em futebol, com quem eu estive no outro dia foi com o meu amigo Henrique. Levámos os nossos pais a ver o FC Porto. O FCP, é uma maneira de dizer que eles iam preparados para festejar os golos dos encarnados, mas o Costinha, já quando o jogo devia ter acabado, lá meteu aquela cabeça de alho chocho à bola e enfiou o esférico na baliza do Manchester. Foi quanto bastou para os obrigar – aos nossos pais – a meter a viola no saco e a ter de dar os parabéns aos «andrades» presentes.
Hoje é outra vez dia de futebol. Mas desta vez é a sério, ou seja, joga o Benfica. E logo contra uns caramelos que não lhes trazem grandes recordações. Só jogaram uma vez com eles e perderam por causa de um frango do guarda-redes. Ainda por cima era a final da Taça dos Campeões... Já foi há muitos anos, mas a malta não se esquece. E para além do mais a vingança serve-se fria...
quinta-feira, março 04, 2004
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Ora cá estou eu de volta. O Castelo meteu-se comigo. Bem vistas as coisas se para morrer, basta estar vivo para gozarem connosco só é preciso a malta dizer qualquer coisita. Mas não fica sem resposta: não tenho monte, mas tenho amigos que têm e, portanto, a cozinha estava ali à mão de semear... No que diz respeito às cervejolas até nem era mal pensado desde que fosse a acompanhar um pratito de percebes. Não sei se percebes?... O meu amigo Poolman também me mandou um abraço. Agradeço e retribuo. Mas sempre lhe quero dizer que quando me quiser dar um ao vivo pode ir até minha casa que ele sabe muito bem onde é que fica.
Quem está muito gira é a Mariana. Tenho-a visto na Muralha a azucrinar a cabeça ao António Manuel. E ele até tem jeito para lhe pegar ao colo... de vez em quando tenho de dizer bem dele que é para ver se não me toma de ponta.
Quem nunca mais vi é o meu amigo Henrique. Já estou farto de dizer aos meus pais para me levarem a casa dele, mas parece que o tempo não tem estado para brincadeiras. Agora quando melhorar tenho de lhe telefonar para organizarmos uma rave e levarmos a Mariana connosco.
Ora cá estou eu de volta. O Castelo meteu-se comigo. Bem vistas as coisas se para morrer, basta estar vivo para gozarem connosco só é preciso a malta dizer qualquer coisita. Mas não fica sem resposta: não tenho monte, mas tenho amigos que têm e, portanto, a cozinha estava ali à mão de semear... No que diz respeito às cervejolas até nem era mal pensado desde que fosse a acompanhar um pratito de percebes. Não sei se percebes?... O meu amigo Poolman também me mandou um abraço. Agradeço e retribuo. Mas sempre lhe quero dizer que quando me quiser dar um ao vivo pode ir até minha casa que ele sabe muito bem onde é que fica.
Quem está muito gira é a Mariana. Tenho-a visto na Muralha a azucrinar a cabeça ao António Manuel. E ele até tem jeito para lhe pegar ao colo... de vez em quando tenho de dizer bem dele que é para ver se não me toma de ponta.
Quem nunca mais vi é o meu amigo Henrique. Já estou farto de dizer aos meus pais para me levarem a casa dele, mas parece que o tempo não tem estado para brincadeiras. Agora quando melhorar tenho de lhe telefonar para organizarmos uma rave e levarmos a Mariana connosco.
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