Primeiro aniversário
Há muitas luas que não punha aqui os pés. No entanto, hoje, justifica-se plenamente o aparecimento para informar (os mais distraídos...) que faço um ano. Não o blog, mas eu mesmo.
Ainda parece que foi ontem que vi a luz do dia pela primeira vez, e já estou quase a ir para a tropa, seja lá isso o que for. Certo, é que já me aguento nas canetas e, mais dia menos dia, faço intenções de correr atrás da Mariana, e, se for preciso, à frente do pai dela. A propósito: a miúda está quase a fazer também um ano (30 dez). Só não vou à Muralha pagar um copo aos amigos porque, infelizmente, apanhei varicela e não a quero passar a ninguém. Mas se virem por lá o meu pai, cravem-lhe um copo que depois acerto contas com ele... Manel
quarta-feira, dezembro 15, 2004
terça-feira, outubro 12, 2004
Obrar sai caro
No passado fim e semana fui à capital do império. Os meus pais aproveitaram e foram-se aviar a uma grande superfície lá do sítio. Eu fiquei em casa da minha tia. Quando chegaram das compras o meu pai, vinha com cara de chateado. E quem levou com o mau feitio fui eu. Chegou ao pé de mim e disse: «A partir de agora, em Avis, vais ter de obrar menos. Não estou para cada vez que mudas de fralda, pagar mais 30 cêntimos do que se estivesses em Lisboa». Fiquei sem perceber patavina até ouvir a explicação que a minha mãe estava a dar à fada-madrinha. Parece que o preço das fraldas em Avis é mais do dobro do que nos supermercados. Ora se elas são feitas todas no mesmo sítio, e, apesar de tudo, aqui a 40 quilómetros (em Estremoz ou Ponte de Sor) os preços são mais baratos, porque é que há esta exagerada diferença de preços? Estou a ver que quem se vai lixar sou eu. Como o meu pai é maluco ainda me mete alguma rolha só para poupar uns cobres. Manel
No passado fim e semana fui à capital do império. Os meus pais aproveitaram e foram-se aviar a uma grande superfície lá do sítio. Eu fiquei em casa da minha tia. Quando chegaram das compras o meu pai, vinha com cara de chateado. E quem levou com o mau feitio fui eu. Chegou ao pé de mim e disse: «A partir de agora, em Avis, vais ter de obrar menos. Não estou para cada vez que mudas de fralda, pagar mais 30 cêntimos do que se estivesses em Lisboa». Fiquei sem perceber patavina até ouvir a explicação que a minha mãe estava a dar à fada-madrinha. Parece que o preço das fraldas em Avis é mais do dobro do que nos supermercados. Ora se elas são feitas todas no mesmo sítio, e, apesar de tudo, aqui a 40 quilómetros (em Estremoz ou Ponte de Sor) os preços são mais baratos, porque é que há esta exagerada diferença de preços? Estou a ver que quem se vai lixar sou eu. Como o meu pai é maluco ainda me mete alguma rolha só para poupar uns cobres. Manel
Meninos e meninas...
Não sei muito bem o que é que está para acontecer, mas o meu pai comentou que tinha ouvido dizer que ia abrir, brevemente, uma casa de meninas cá pela terra. Considero isso uma discriminação. Então e eu?! Lá por ser menino fico na rua?... O que é que as miúdas são mais que eu para terem direito a uma casa e aqui o «je» népia? É claro que as raparigas têm brincadeiras muito próprias, e eu, ainda não me estou a ver a brincar com bonecas. Talvez daqui a uns tempos, consiga convencer o Henrique a ir lá comigo para lhes perguntar se não querem jogar com as nossas bolas... Manel
Não sei muito bem o que é que está para acontecer, mas o meu pai comentou que tinha ouvido dizer que ia abrir, brevemente, uma casa de meninas cá pela terra. Considero isso uma discriminação. Então e eu?! Lá por ser menino fico na rua?... O que é que as miúdas são mais que eu para terem direito a uma casa e aqui o «je» népia? É claro que as raparigas têm brincadeiras muito próprias, e eu, ainda não me estou a ver a brincar com bonecas. Talvez daqui a uns tempos, consiga convencer o Henrique a ir lá comigo para lhes perguntar se não querem jogar com as nossas bolas... Manel
quarta-feira, outubro 06, 2004
Mamarracho
Será que a empresa a quem foi adjudicada a montagem dos stands da Feira Franca faliu? Só assim se pode explicar a continuada permanência, no Largo do Convento, do reboque que, presumo eu, contém o (ou parte) do material que serviu para fazer as «barracas». O que é mais estranho é a GNR-BT, tão diligente a matraquear a cabeça aos condutores de Avis por «dá cá aquela palha», aparentemente não tomar qualquer providência.
Será que a empresa a quem foi adjudicada a montagem dos stands da Feira Franca faliu? Só assim se pode explicar a continuada permanência, no Largo do Convento, do reboque que, presumo eu, contém o (ou parte) do material que serviu para fazer as «barracas». O que é mais estranho é a GNR-BT, tão diligente a matraquear a cabeça aos condutores de Avis por «dá cá aquela palha», aparentemente não tomar qualquer providência.
sábado, outubro 02, 2004
Os bloggers mais crescidos de Avis devem ter ido todos de férias. Liguei a net para ver se descobria alguma informação sobre o assalto às instalações dos Paços do Concelho (com tribunal e finanças incluido) e népia... Lé vou ter de esperar que O Do Castelo investigue e depois conte o que é verdadeiramente se passou...
sexta-feira, setembro 24, 2004
A blogosfera tem destas surpresas. E se houvessem prémios o blog deste nosso conterrâneo ganhava um de certeza. Às vezes, passamos tanto tempo a olhar para os nossos umbigos que nos esquecemos de olhar para as estrelas. E elas há-as muitas e variadas, sós ou juntas em constelações. Talvez o astrónomo me ensine a olhar para o céu quando me aguentar nas canetas. Até lá, tenho de me contentar com as estrelas que a minha mãe desenhou na parede do meu quarto: não brilham tanto como as outras, mas são lindas como ela. Manel
quinta-feira, setembro 23, 2004
Descobri um desenho da minha mãe num blog cá da capital. Até aqui tudo bem. Eu até sei – já quase há um ano – que ela faz uns rabiscos, agora que tinha um blog é que é uma novidade para mim.
Ainda por cima, foi preciso ler os blogs da concorrência para saber da marosca... É claro que lhe disse logo que achava que ela era muito preguiçosa; com um blog tão giro e uma ideia tão engraçada, não mete lá nada há muitas luas.
Já podia ter posto, aquelas coisas que as minhas amigas joana e kika fazem para pôr nos dedos e nas orelhas que são muita nice.
E fotos?! há para aí muitos bate-chapas que fazem bué de retratos fantásticos. Isto para não falar das fotos que ela está farta de dizer que vai fazer na oficina do mestre Passita e do Mestre Manel.
Ainda por cima, depois desta conversa toda, ainda tem a lata de me dizer que não se lembra da password. Com uma mãe destas, se eu sair despassarado, depois não me culpem... Manel
Ainda por cima, foi preciso ler os blogs da concorrência para saber da marosca... É claro que lhe disse logo que achava que ela era muito preguiçosa; com um blog tão giro e uma ideia tão engraçada, não mete lá nada há muitas luas.
Já podia ter posto, aquelas coisas que as minhas amigas joana e kika fazem para pôr nos dedos e nas orelhas que são muita nice.
E fotos?! há para aí muitos bate-chapas que fazem bué de retratos fantásticos. Isto para não falar das fotos que ela está farta de dizer que vai fazer na oficina do mestre Passita e do Mestre Manel.
Ainda por cima, depois desta conversa toda, ainda tem a lata de me dizer que não se lembra da password. Com uma mãe destas, se eu sair despassarado, depois não me culpem... Manel
terça-feira, setembro 21, 2004
Esta foi a minha primeira Feira Franca. E devo dizer que gostei. Aliás, quando a coisa me deixava de interessar, a chucha e a fralda entravam em acção e lá passava pelas brasas uns bocaditos.
Algumas notas sobre a Feira:
1. Mais uma vez, o sr. Francisco Alexandre conseguiu surpreender-nos; a ideia das ferramentas é uma espécie de dois em um: dá para admirar a qulidade do seu domínio técnico na arte de esculpir a pedra e ajuda a preservar a memória de instrumentos de trabalho, alguns deles já em desuso. No entanto, as peças em Madeira – novidade absoluta – é que me encheram as medidas...
2. A Ana voltou a ocupar o espaço do Posto de Turismo. E desta vez também mostrou que é uma rapariga que gosta de desafios: O desenho deixou de ser rei e senhor e entre os trabalhos apresentados, apareceram óleos sobre telas.
3. A exposição de fotografia apresenta uma qualidade média muito boa. Foi de certeza difícil escolher os premiados. Foram aqueles, mas outros podiam ser. Como continua aberta, se não passou por lá na Feira Franca, ainda lá pode ir cuscar.
4. Num espaço pequeno mas muito bem organizado, foi possível «Olhar o Tempo» e fazer uma «Aproximação ao Património Arqueológico de Avis». Devo confessar que foi o espaço que mais me tocou. Não tanto pela quantidade e qualidade dos achados expostos, mas porque percebi que existe gente nova em Avis que está a ser iniciada – no âmbito do Clube de Arqueologia – nesta aventura que é tentar perceber o passado através de pequenas (ou grandes...) pistas que foram ficando por aí «semeadas».
5. As tascas estavam o costume: tudo como dantes, quartel general em Abrantes... É certo que há constragimentos de espaço que levam a ir para soluções culinárias mais fáceis. E o frango assado até se come bem. Mas se queremos que cada vez mais gente nos visite, tem de haver uma aposta continuada na cozinha tradicional da Região. É pena ver que o esforço para promover, por exemplo as Migas – que o ano transacto foram objecto de um festival – não é depois aproveitado para serem apresentadas como uma oferta diferenciadora do concelho.
6. Os espectáculos são o que são. O profissionalismo de Abrunhosa foi o que se estava à espera; os Fingertips, de ainda pouco conhecidos, foram para muitos uma desilusão; e o Ballet da Bielorrússia cumpriu as expectativas a cem por cento.
7. Será possível melhorar a Feira? Deve manter-se no mesmo local, cumprindo a tradição, ou deve estender-se a outros lugares da vila, criando vários polos de animação? Deve continuar a ser só três dias, ou deve estender o seu calendário, como por exemplo fazem no Crato?
Vou pensar nestas questões e, num próximo post, direi de minha justiça. Manel
Algumas notas sobre a Feira:
1. Mais uma vez, o sr. Francisco Alexandre conseguiu surpreender-nos; a ideia das ferramentas é uma espécie de dois em um: dá para admirar a qulidade do seu domínio técnico na arte de esculpir a pedra e ajuda a preservar a memória de instrumentos de trabalho, alguns deles já em desuso. No entanto, as peças em Madeira – novidade absoluta – é que me encheram as medidas...
2. A Ana voltou a ocupar o espaço do Posto de Turismo. E desta vez também mostrou que é uma rapariga que gosta de desafios: O desenho deixou de ser rei e senhor e entre os trabalhos apresentados, apareceram óleos sobre telas.
3. A exposição de fotografia apresenta uma qualidade média muito boa. Foi de certeza difícil escolher os premiados. Foram aqueles, mas outros podiam ser. Como continua aberta, se não passou por lá na Feira Franca, ainda lá pode ir cuscar.
4. Num espaço pequeno mas muito bem organizado, foi possível «Olhar o Tempo» e fazer uma «Aproximação ao Património Arqueológico de Avis». Devo confessar que foi o espaço que mais me tocou. Não tanto pela quantidade e qualidade dos achados expostos, mas porque percebi que existe gente nova em Avis que está a ser iniciada – no âmbito do Clube de Arqueologia – nesta aventura que é tentar perceber o passado através de pequenas (ou grandes...) pistas que foram ficando por aí «semeadas».
5. As tascas estavam o costume: tudo como dantes, quartel general em Abrantes... É certo que há constragimentos de espaço que levam a ir para soluções culinárias mais fáceis. E o frango assado até se come bem. Mas se queremos que cada vez mais gente nos visite, tem de haver uma aposta continuada na cozinha tradicional da Região. É pena ver que o esforço para promover, por exemplo as Migas – que o ano transacto foram objecto de um festival – não é depois aproveitado para serem apresentadas como uma oferta diferenciadora do concelho.
6. Os espectáculos são o que são. O profissionalismo de Abrunhosa foi o que se estava à espera; os Fingertips, de ainda pouco conhecidos, foram para muitos uma desilusão; e o Ballet da Bielorrússia cumpriu as expectativas a cem por cento.
7. Será possível melhorar a Feira? Deve manter-se no mesmo local, cumprindo a tradição, ou deve estender-se a outros lugares da vila, criando vários polos de animação? Deve continuar a ser só três dias, ou deve estender o seu calendário, como por exemplo fazem no Crato?
Vou pensar nestas questões e, num próximo post, direi de minha justiça. Manel
quarta-feira, setembro 15, 2004
Isto dos blogs é como as cerejas: quanto mais «pósto», mais apetece postar...
Aproxima-se, rapidamente, (amanhã às 18h30m) mais um jogo do glorioso. Desta vez, calhou aos eslovacos o previlégio de receberem na sua terra o clube mais popular de Portugal e arredores. Ontem jogou o FC Porto e até nem começou mal. Apesar de tudo, o empate permitiu-lhes amealhar um precioso ponto e só no fim é que se fazem as contas.
Agora o que eu estranho é o telemóvel do meu pai não ter tocado a dar sinal de mensagens no fim do jogo. É que já estava habituado a ouvir, primeiro vários toques e depois os comentários – impublicáveis – do velhote...
Com tantos portistas que há aqui pela terra, corre-se o risco do xanax esgotar na farmácia. Não desesperem, afinal de contas, ontem, vários ex-portistas sairam vencedores: Mourinho, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, no Chelsea; e Deco, no Barcelona. Ai que saudades, ai, ai..
Aproxima-se, rapidamente, (amanhã às 18h30m) mais um jogo do glorioso. Desta vez, calhou aos eslovacos o previlégio de receberem na sua terra o clube mais popular de Portugal e arredores. Ontem jogou o FC Porto e até nem começou mal. Apesar de tudo, o empate permitiu-lhes amealhar um precioso ponto e só no fim é que se fazem as contas.
Agora o que eu estranho é o telemóvel do meu pai não ter tocado a dar sinal de mensagens no fim do jogo. É que já estava habituado a ouvir, primeiro vários toques e depois os comentários – impublicáveis – do velhote...
Com tantos portistas que há aqui pela terra, corre-se o risco do xanax esgotar na farmácia. Não desesperem, afinal de contas, ontem, vários ex-portistas sairam vencedores: Mourinho, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, no Chelsea; e Deco, no Barcelona. Ai que saudades, ai, ai..
Antes de mais, é «politicamente correcto» dar as boas vindas ao «politicamente incorrecto». No entanto, quer me parecer que tem de se esforçar mais para fazer jus ao título do blog.
Afinal de contas, infelizmente, dizer mal de políticos e da política a torto e a direito, é o pão nosso de cada dia. Logo, de tão usual, tem pouco de «politicamente incorrecto».
Acho até que nos nossos dias, ser incorrecto é defender a actividade política (não confundir com políticos incompetentes ou corruptos) e tentar trazer os cidadãos para a discussão dos problemas que lhe dizem respeito.
Mais do que discutir nomes ou siglas o que importa é discutir temas e estratégias.
E a poesia de José Régio pode ajudar-nos a isso:
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí!
Afinal de contas, infelizmente, dizer mal de políticos e da política a torto e a direito, é o pão nosso de cada dia. Logo, de tão usual, tem pouco de «politicamente incorrecto».
Acho até que nos nossos dias, ser incorrecto é defender a actividade política (não confundir com políticos incompetentes ou corruptos) e tentar trazer os cidadãos para a discussão dos problemas que lhe dizem respeito.
Mais do que discutir nomes ou siglas o que importa é discutir temas e estratégias.
E a poesia de José Régio pode ajudar-nos a isso:
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí!
domingo, agosto 29, 2004
«Sou natural do estado do Maranhão, no Brasil e residente no Rio de Janeiro. Tenho procurado muito saber sobre a origem do nome Maranhão, em Portugal, bem como se existe algum apontamento que vincula esse nome à designação da Capitania hereditária do Maranhão, nos anos 1500 e logo após. Na expectativa de merecer algum esclarecimento por parte de V.Sas, desde formulo os meus melhores agradecimentos.
Fraternal abraço,
Joé Herênio de Souza -Rio de Janeiro – Brasil
herenio@uol.com.br ou joseherenio@globo.com
Recebi, com agrado, este mail de um cidadão brasileiro. Como todos sabem, tenho pouco a ver com a escolha do nome do blog. Quando cá cheguei ele já cá estava à minha espera e pouco sei sobre a «origem do nome Maranhão». Já me contaram e li sobre a teoria de que Camões teria estado aqui neste nosso Maranhão e não naquele de onde nos escreve este nosso «irmão brasileiro». Aqui ficam o apelo e os contactos. Quem puder ajudar o homem não se acanhe. Estamos em dívida para com eles: afinal cederam-nos o Deco para jogar na selecção portuguesa. Manel
Fraternal abraço,
Joé Herênio de Souza -Rio de Janeiro – Brasil
herenio@uol.com.br ou joseherenio@globo.com
Recebi, com agrado, este mail de um cidadão brasileiro. Como todos sabem, tenho pouco a ver com a escolha do nome do blog. Quando cá cheguei ele já cá estava à minha espera e pouco sei sobre a «origem do nome Maranhão». Já me contaram e li sobre a teoria de que Camões teria estado aqui neste nosso Maranhão e não naquele de onde nos escreve este nosso «irmão brasileiro». Aqui ficam o apelo e os contactos. Quem puder ajudar o homem não se acanhe. Estamos em dívida para com eles: afinal cederam-nos o Deco para jogar na selecção portuguesa. Manel
sexta-feira, agosto 06, 2004
Caríssimo «alentejanando de Avis», não me custa nada acreditar que não sabia da existência do «alentejanando original». Eu, de certeza sendo mais novo, sou mais velho nestas andanças, sabia e sou leitor habitual. O homem escreve bem e tem vistas largas. Não se fica pela planície e, de vez em quando, fala de uma África onde o meu pai também já esteve. Para além disso os conteúdos gastronómicos são fundamentais…
E não sabendo como é que tudo se passou até me parece que o «alentejanando original» teve uma reacção exagerada.
Não é caso inédito na blogosfera aparecerem nomes que já existem ou muito semelhantes. Por exemplo a «Quinta Coluna» foi vítima de um desconhecimento desses. Tem imperado o bom senso e o que chega, depois de avisado, muda de nome.
É assim que deve ser para não haver confusões. E com o número de leitores que tem deve ser fácil abrir um concurso de ideias para um novo nome para o blog.
Mude homem que só os burros é que não mudam… Manel
E não sabendo como é que tudo se passou até me parece que o «alentejanando original» teve uma reacção exagerada.
Não é caso inédito na blogosfera aparecerem nomes que já existem ou muito semelhantes. Por exemplo a «Quinta Coluna» foi vítima de um desconhecimento desses. Tem imperado o bom senso e o que chega, depois de avisado, muda de nome.
É assim que deve ser para não haver confusões. E com o número de leitores que tem deve ser fácil abrir um concurso de ideias para um novo nome para o blog.
Mude homem que só os burros é que não mudam… Manel
quarta-feira, agosto 04, 2004
A Sandrinha da RTL – que por acaso até já me viu – é a nova directora do jornal «A Ponte». É claro que o facto de no último número do mensário, o ex-director, Santana-Maia, ter anunciado a sua saída sem indicar o nome do seu sucessor, nos deixou a pulga atrás da orelha e até pensámos que tivesse sido uma distracção...
Agora, o que eu não compreendo é como os blogs de referência do concelho de Avis – nomeadamente o «Desabafos» e o «Do Castelo» – deixam passar esta notícia ao lado... e alguns com particular responsabilidade na matéria em causa.
De qualquer maneira, sempre posso adiantar, sem quebrar nenhum inconfidência, que o jornal não sairá em Agosto, mas que em Setembro são de esperar algumas alterações. À nova directora deseja-se felicidades e pede-se que dê mais atenção a Avis. É que não basta dizer que o jornal é dos concelhos de Ponte de Sor e Avis é preciso que isso se veja nas páginas do jornal... Manel
Agora, o que eu não compreendo é como os blogs de referência do concelho de Avis – nomeadamente o «Desabafos» e o «Do Castelo» – deixam passar esta notícia ao lado... e alguns com particular responsabilidade na matéria em causa.
De qualquer maneira, sempre posso adiantar, sem quebrar nenhum inconfidência, que o jornal não sairá em Agosto, mas que em Setembro são de esperar algumas alterações. À nova directora deseja-se felicidades e pede-se que dê mais atenção a Avis. É que não basta dizer que o jornal é dos concelhos de Ponte de Sor e Avis é preciso que isso se veja nas páginas do jornal... Manel
sexta-feira, julho 30, 2004
Já andava com saudades de blogar um bocadito. Ultimamente tenho andado a investir na minha mobilidade. Eu explico: ando a aprender a gatinhar, mas a tarefa tem-se revelado mais difícil do que eu pensava. A minha mãe diz que eu pareço um sapo que, ainda por cima, é um animal que eu nunca vi... No que diz respeito ao respeito já me locomovo mas na direcção errada, ou seja, para trás. Mais uns dias de treino e de certeza que consigo «andar» para a frente. Depois quero ver quem é que me agarra...
Mas a blogosfera avisense está activa e cheia de surpresas. O alentejanando, veio lançar a discussão – e independentemente de se saber se tem ou não razão – provou que afinal há muita gente atenta ao que se diz e faz. Só é pena não ter escolhido um nome para o blog mais original. E se pensam que me estou a meter com ele dêm uma saltada aqui ao lado...
Mas a blogosfera avisense está activa e cheia de surpresas. O alentejanando, veio lançar a discussão – e independentemente de se saber se tem ou não razão – provou que afinal há muita gente atenta ao que se diz e faz. Só é pena não ter escolhido um nome para o blog mais original. E se pensam que me estou a meter com ele dêm uma saltada aqui ao lado...
quarta-feira, junho 16, 2004
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Faz hoje um ano que o Francisco postou pela primeira vez no Aviz. Só por isso merece os parabéns. Mas merece-os, acima de tudo, porque o seu blog se tornou uma referência na blogosfera: existe um tempo antes do Aviz e outro depois do Aviz. Merecidamente. Parabéns Chico. E vê lá se apareces, qualquer dia não me conheces...
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O Castelo anda preocupado comigo, mas não há motivos para isso. Acontece que com este tempo, me tem apetecido outras actividades menos electrónicas. Pode estar descansado que eu ainda não consigo fugir...
Faz hoje um ano que o Francisco postou pela primeira vez no Aviz. Só por isso merece os parabéns. Mas merece-os, acima de tudo, porque o seu blog se tornou uma referência na blogosfera: existe um tempo antes do Aviz e outro depois do Aviz. Merecidamente. Parabéns Chico. E vê lá se apareces, qualquer dia não me conheces...
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O Castelo anda preocupado comigo, mas não há motivos para isso. Acontece que com este tempo, me tem apetecido outras actividades menos electrónicas. Pode estar descansado que eu ainda não consigo fugir...
quinta-feira, maio 20, 2004
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Fiquei de tal forma emocionado com a vitória do Glorioso que até perdi a voz. Foi empolgante, só com cinco meses de vida e já estou a comemorar uma Taça. O problema é que assim habituo-me e para o ano quero mais. Como diz a canção: menos ais, menos ais, queremos mais... Aos derrotados quero desejar felicidades na final dos campeões, apesar de achar que é uma pena o FC Porto não poder ganhar e o Mourinho perder. Isso é que era ouro sobre azul...
Fiquei de tal forma emocionado com a vitória do Glorioso que até perdi a voz. Foi empolgante, só com cinco meses de vida e já estou a comemorar uma Taça. O problema é que assim habituo-me e para o ano quero mais. Como diz a canção: menos ais, menos ais, queremos mais... Aos derrotados quero desejar felicidades na final dos campeões, apesar de achar que é uma pena o FC Porto não poder ganhar e o Mourinho perder. Isso é que era ouro sobre azul...
sexta-feira, maio 14, 2004
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Parece que é desta que o Verão vem aí. Talvez assim tenha ordem de soltura. Já estou com saudades de umas passeatas a seguir ao almoço para fazer a digestão. Ontem fui ao castigo das vacinas, mas portei-me que nem herói. Acho que por isso mereço uma recompensa. Por exemplo três golos na baliza do Vítor Baía já me chegavam...
Parece que é desta que o Verão vem aí. Talvez assim tenha ordem de soltura. Já estou com saudades de umas passeatas a seguir ao almoço para fazer a digestão. Ontem fui ao castigo das vacinas, mas portei-me que nem herói. Acho que por isso mereço uma recompensa. Por exemplo três golos na baliza do Vítor Baía já me chegavam...
segunda-feira, abril 26, 2004
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Já lá vão quase três semanas que não posto aqui nada. Estou a ver que tenho de despedir o escriturário, ou então, aprender rapidamente a escrever para o poder dispensar. A verdade, é que sendo pouco tempo – três semanas – para mim é quase meia vida. Neste período aconteceram coisas muito importantes, entre elas, talvez a mais importante, é o facto de ter deixado de ser um menino-copo-de-leite. Eu explico: como já andava farto daqueles leites e papinhas que me administravam resolvi deixar de comer. É claro que caiu logo o Carmo e a Trindade. Pensaram logo que estava doente, que era dos dentes, que era da tripa, que era sei lá eu de quê... Nada disso, resolvi fazer greve da fome até me darem comida de gente. E não é que eles perceberam. Vai daí sopita e fruta (confesso que gosto mais da fruta...) aqui para o menino. Até que não é mau. Até durmo mais e melhor...
Mas não foi só na gastronomia que houve novidades. Fui tentar ver a inauguração do monumento ao 25 de Abril do Francisco Alexandre, mas como a coisa se atrasou um bocadito e eu estava com fomeca tive de ir a casa matar a malvada. O meu pai já me prometeu que depois passo por lá, mas já me foi dizendo que a peça explica e dignifica essa gloriosa data.
À tarde fui até ao auditório – agora baptizado Ary dos Santos – ver e ouvir o Jorge Palma. Foi o meu primeiro concerto e limitou-se a duas musiquitas. Mas gostei. Podem fazer mais, que eu gostei. Até dormi embalado ao som do «dá-me lume» e do «bairro do amor».
Ao almoço tinha estado na Muralha para ver a Mariana. Não a encontrei, mas tive a sorte de lá estar a Catarina que é uma espécie de salvadora e que assim que me vê pega-me ao colo. E isto de andar ao colo é que está a dar. Só não percebo é o que é que o meu pai quer dizer quando pica os dragões cá do sítio e lhes diz que se o Porto foi campeão é porque o levaram ao colo... É que na minha maneira de ver eles já são suficientemente cresciditos para poderem andar pelo seu próprio pé.
Ah. Já me estava a esquecer de dizer que no sábado vi os meninos da ludoteca apresentarem uma peça baseada num livro que eu conheço muito bem: Carlota e a Revolução dos Cravos. Fiquei espantado com a qualidade da actuação. Quando for maior também quero entar na festa...
Já lá vão quase três semanas que não posto aqui nada. Estou a ver que tenho de despedir o escriturário, ou então, aprender rapidamente a escrever para o poder dispensar. A verdade, é que sendo pouco tempo – três semanas – para mim é quase meia vida. Neste período aconteceram coisas muito importantes, entre elas, talvez a mais importante, é o facto de ter deixado de ser um menino-copo-de-leite. Eu explico: como já andava farto daqueles leites e papinhas que me administravam resolvi deixar de comer. É claro que caiu logo o Carmo e a Trindade. Pensaram logo que estava doente, que era dos dentes, que era da tripa, que era sei lá eu de quê... Nada disso, resolvi fazer greve da fome até me darem comida de gente. E não é que eles perceberam. Vai daí sopita e fruta (confesso que gosto mais da fruta...) aqui para o menino. Até que não é mau. Até durmo mais e melhor...
Mas não foi só na gastronomia que houve novidades. Fui tentar ver a inauguração do monumento ao 25 de Abril do Francisco Alexandre, mas como a coisa se atrasou um bocadito e eu estava com fomeca tive de ir a casa matar a malvada. O meu pai já me prometeu que depois passo por lá, mas já me foi dizendo que a peça explica e dignifica essa gloriosa data.
À tarde fui até ao auditório – agora baptizado Ary dos Santos – ver e ouvir o Jorge Palma. Foi o meu primeiro concerto e limitou-se a duas musiquitas. Mas gostei. Podem fazer mais, que eu gostei. Até dormi embalado ao som do «dá-me lume» e do «bairro do amor».
Ao almoço tinha estado na Muralha para ver a Mariana. Não a encontrei, mas tive a sorte de lá estar a Catarina que é uma espécie de salvadora e que assim que me vê pega-me ao colo. E isto de andar ao colo é que está a dar. Só não percebo é o que é que o meu pai quer dizer quando pica os dragões cá do sítio e lhes diz que se o Porto foi campeão é porque o levaram ao colo... É que na minha maneira de ver eles já são suficientemente cresciditos para poderem andar pelo seu próprio pé.
Ah. Já me estava a esquecer de dizer que no sábado vi os meninos da ludoteca apresentarem uma peça baseada num livro que eu conheço muito bem: Carlota e a Revolução dos Cravos. Fiquei espantado com a qualidade da actuação. Quando for maior também quero entar na festa...
domingo, abril 11, 2004
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Emprestei o nome do Blog aos meus pais para entrarem no rallye papper da Casa do Benfica. É claro que eu fiquei nas boxes, a dormir que nem um justo. Ou nem por isso que a Rita – que foi quem ficou a olhar por mim – foi bufar à minha mãe que eu tinha chorado um bocadinho. O meu pai já me deu um raspanete: «Se voltas a chorar meto-te no micro-ondas. A continuares com a choradeira, no próximo, já sei que a tua mãe não quer ir...» Não sei se o devo levar a sério, mas é melhor não arriscar.
Mas vamos ao relato dos acontecimentos: A equipa. Anibal, Rute, Joana e Kikos; O bólide. Citroen Picasso; A classificação, nono lugar.
Acho que a coisa até nem lhes começou mal, mas quando tiveram de ir à procura do pirilampo é que a porca torceu o rabo. Mais um bocadinho e tinham ido parar a Portalegre. Lá no meio do campo, perdidos na escuridão, tiveram a sorte de encontrarem os Bravos do Quintalão ( que conseguiram um honroso terceiro posto ) que os levaram quase ao colo até ao dito cujo pirilampo. Foi a sorte deles, se não ainda eram capazes de andar à procura do bicho... O meu pai está em broa com o Pedro. Até diz que outra coisa não seria de esperar de uma pessoa que nem sequer é do Benfica.
Mas o mais importante é que tudo correu muito bem. A organização está de parabéns e os vencedores também. Aliás, ia-me esquecendo de dizer que quem ganhou foi uma equipa de Benavila o que até nem me admira, pois o chefe trabalha nos correios: se ele não soubesse onde são as coisas quem é que havia de saber...
O prémio mais de equipa mais original foi para os Papa-léguas merecidamente. E Elas ganharam o prémio para a equipa feminina. Eles ficaram em primeiro e o Gang do Mercedes em segundo (assim é que está bem...). Pronto. Para o ano há mais!
Emprestei o nome do Blog aos meus pais para entrarem no rallye papper da Casa do Benfica. É claro que eu fiquei nas boxes, a dormir que nem um justo. Ou nem por isso que a Rita – que foi quem ficou a olhar por mim – foi bufar à minha mãe que eu tinha chorado um bocadinho. O meu pai já me deu um raspanete: «Se voltas a chorar meto-te no micro-ondas. A continuares com a choradeira, no próximo, já sei que a tua mãe não quer ir...» Não sei se o devo levar a sério, mas é melhor não arriscar.
Mas vamos ao relato dos acontecimentos: A equipa. Anibal, Rute, Joana e Kikos; O bólide. Citroen Picasso; A classificação, nono lugar.
Acho que a coisa até nem lhes começou mal, mas quando tiveram de ir à procura do pirilampo é que a porca torceu o rabo. Mais um bocadinho e tinham ido parar a Portalegre. Lá no meio do campo, perdidos na escuridão, tiveram a sorte de encontrarem os Bravos do Quintalão ( que conseguiram um honroso terceiro posto ) que os levaram quase ao colo até ao dito cujo pirilampo. Foi a sorte deles, se não ainda eram capazes de andar à procura do bicho... O meu pai está em broa com o Pedro. Até diz que outra coisa não seria de esperar de uma pessoa que nem sequer é do Benfica.
Mas o mais importante é que tudo correu muito bem. A organização está de parabéns e os vencedores também. Aliás, ia-me esquecendo de dizer que quem ganhou foi uma equipa de Benavila o que até nem me admira, pois o chefe trabalha nos correios: se ele não soubesse onde são as coisas quem é que havia de saber...
O prémio mais de equipa mais original foi para os Papa-léguas merecidamente. E Elas ganharam o prémio para a equipa feminina. Eles ficaram em primeiro e o Gang do Mercedes em segundo (assim é que está bem...). Pronto. Para o ano há mais!
domingo, março 28, 2004
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O meu amigo Do Castelo, por um destes dias, ficou muito irritado por ver três trabalhadoras à volta de uma enxada, a ver se a punham em condições de cumprir o seu serviço. Ele próprio, hoje, nos diz que nem sempre aquilo que parece é. Afinal o trabalho ficou feito, e pelos vistos bem feito... Mas esta história não me viria à «lembradura» se não me tivessem contado que a noite passada a GNR de Avis, resolveu «précurar» pela licença de direitos de autor em alguns bares e cafés que têm televisão e música gravada para uso dos clientes. Até aqui nada de extraordinário. A lei assim o diz, os autores assim o merecem. Agora, usar dois «jeeps» e uma outra viatura, com seis agentes para pedir aos proprietários das casa que mostrem um papel é que me parece desproporcionado. É um velho costume português. Apesar da lei dizer que somos todos inocentes até prova em contrário, as polícias, funcionários públicos e todo o bicho careta que tem algum poder, esforçam-se por nos fazer sentir exactamente o contrário. Talvez não fosse mau lembrar ao comandante do Posto da GNR de Avis, que esta força existe para garantir, primeiro de tudo, a segurança dos cidadãos. E que o uso de seis agentes numa operação sem o mínimo risco – que até poderia ter sido feita de dia – pode ser entendida como má utilização dos recursos humanos. A não ser que quem mande na «guarda» já não seja a Administração Interna e a D. Manuela tenha dado ordens para «facturar» a toda a pressa. Aí já faz sentido. É que se alguém for apanhado a roubar é preso, mas não paga multa. Mas se um cidadão cumpridor, for apanhado dentro da vila a conduzir sem o cinto de segurança, lá vai ter contribuir para amenizar o défice da ministra das Finanças... Manel
O meu amigo Do Castelo, por um destes dias, ficou muito irritado por ver três trabalhadoras à volta de uma enxada, a ver se a punham em condições de cumprir o seu serviço. Ele próprio, hoje, nos diz que nem sempre aquilo que parece é. Afinal o trabalho ficou feito, e pelos vistos bem feito... Mas esta história não me viria à «lembradura» se não me tivessem contado que a noite passada a GNR de Avis, resolveu «précurar» pela licença de direitos de autor em alguns bares e cafés que têm televisão e música gravada para uso dos clientes. Até aqui nada de extraordinário. A lei assim o diz, os autores assim o merecem. Agora, usar dois «jeeps» e uma outra viatura, com seis agentes para pedir aos proprietários das casa que mostrem um papel é que me parece desproporcionado. É um velho costume português. Apesar da lei dizer que somos todos inocentes até prova em contrário, as polícias, funcionários públicos e todo o bicho careta que tem algum poder, esforçam-se por nos fazer sentir exactamente o contrário. Talvez não fosse mau lembrar ao comandante do Posto da GNR de Avis, que esta força existe para garantir, primeiro de tudo, a segurança dos cidadãos. E que o uso de seis agentes numa operação sem o mínimo risco – que até poderia ter sido feita de dia – pode ser entendida como má utilização dos recursos humanos. A não ser que quem mande na «guarda» já não seja a Administração Interna e a D. Manuela tenha dado ordens para «facturar» a toda a pressa. Aí já faz sentido. É que se alguém for apanhado a roubar é preso, mas não paga multa. Mas se um cidadão cumpridor, for apanhado dentro da vila a conduzir sem o cinto de segurança, lá vai ter contribuir para amenizar o défice da ministra das Finanças... Manel
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