quinta-feira, dezembro 23, 2004
Aquela coisas das bolinhas já me estava a chatear. Agora que já sou um puto crescido, mereço um blog com um aspecto mais credível. Como é costume dizer: «Ano Novo, Vida Nova».
E aproveito a embalagem para desejar a todos um bom Natal e um próspero ano de 2005.
E vejam lá se não se esquecem de votar na «Figura Avisense de 2004». Já recebi alguns mails, mas para a «nomeação» ter alguma representatividade são necessários, pelo menos, 30 citações. Manel
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Voltámos a ter notícias do Brasil. Transcrevo o mail recebido e lanço o apelo, a quem puder e souber, para ajudar este nosso «conterrâneo» a completar o seu trabalho. Será que a Dra. Marta não pode dar uma ajuda? O mail para responder está num post aí em baixo...
Na condição de natural do Estado do Maranhão, estou fazendo uma pesquisa sobre a origem do topônimo Maranhão, no Brasil. Durante séculos, muitos escreveram falácias sobre o assunto, inclusive, dando azo ao advento e registro de devivações pejorativas envolvendo o sentido étimo do termo. Felizmente, já consegui várias comprovações e valiosos informes que nos levam a crer que o topônimo nasceu entre nós por inspiração dessa antiga freguesia de Maranhão, em Portugal, solo vizinho da lendária e poderosa Avis de passado.
Recebi informes sobre um precioso livro existente na Biblioteca de Avis, denominado "Antoponímia da Lingua Portuguesa" - de autoria do destacado filólogo português, o ilustre Doutor J. Leite de Vasconcelos que, em 1928, pronunciou-se bastante conclusivo nesse sentido. Aliás, tenho em mãos as valiosas páginas 59 a 61 de sua valiosa obra. Infelizmente, os referidos textos aqui chegaram bem opacos, por terem sido enviadas anexos em forma de fotos escaneadas. Muito me agradaria tê-las de forma bem mais claras, a fim de que possa anexá-las ao file de pesquisa que estou realizando, a título comprovatório. Sei que o ideal seria o envio de xerox´s, via ´postal, mas sei que isso já seria pedir demais.
De autoria do escritor Mário de Saa, datada de 1922, há também excelentes registros nesse sentido, através da valiosíssima obra "Camões no Maranhão", Coimbra, 1922.
Ficaria bem feliz se o prezado amigo me pudesse aduzir algo neste sentido ou, quem sabe, acrescentar algo mais inerente à época pretérita em que foi fundada ou juntada a Avis a nossa querida freguesia do Maranhão portugês. Ao final, com certeza, estariamos ajudando a elevar a auto-estima de nossa gente. Nesse sentido, teríamos como contestar a concepção pejorativa havida em nossa língua, mormente no início do séc. XVII, na qual envolveram o substantivo "maranha" , do espanhol maraña, tornado "maranha+ão" e preferiram deixar de lado a forma verbal "emaranhar", há muito existente em nossa língua, razão efetiva do referido topônimo.
Muito me agradaria receber algumas informações pretéritas desse valoroso Maranhão, terra dos Camões, que é parte de Portugal, o nosso avôzinho.
Com antecipados agradecimentos, envio-lhe votos de Feliz Natal extensivos aos seus familiares e a todos os demais irmãos lusitanos.
terça-feira, dezembro 21, 2004
Com o aproximar do fim do ano é tempo de balanço. É também, para mim, o balanço do meu primeiro ano de vida. E como qualquer blog que se preze tem uma lista de premiados aqui ficam os «maranhão 2004», para distinguir os «melhores» avisenses da blogosfera (por ordem alfabética)
Avistando o Cosmos, porque é uma prova de que a excelência pode estar em qualquer lugar. Afinal de contas, em Avis, também há estrelas.
Desabafos, pela irreverência, maluquice, e boa disposição
Do Castelo, por à falta de um jornal em papel, ser aquele que mais se aproxima disso, prestando como tal um serviço público.
Portal de Avis, porque o jarmando teve uma grande ideia e que ainda por cima funciona.
E já agora, quero deixar aqui um desafio: vamos eleger a personalidade «avisense» do ano. Podem votar por mail (cada morada um voto), e os resultados só serão divulgados se recebermos mais de 30 votos.
Ajuda, se disserem um nome e o motivo da escolha. O prazo é até às 24h00m de dia 31 de Dezembro.
A urna de voto está instalada em maranhao@iol.pt e prometemos que não faremos batota... Manel
segunda-feira, dezembro 20, 2004
Prezados Senhores:
Na condição de brasileiro nascido no estado brasileiro do Maranhão, muito estimaria se me fosse enviado um pequeno relato sobre a data da fundação da Freguesia do Maranhão, em Portugal, bem como alguns aspectos históricos, tais como sua integração ao conselho de Avis. Gostaria de saber se foi o rio português que deu o nome à Freguesia do Maranhão, bem como quaisquer outros detalhes que envolvam o assunto.
Na expectativa de uma resposta satisfatória, antecipo agradecimentos pela atenção que for dispensada ao presente, subscrevendo-me, com elevada estima apreço mui atenciosamente
José Herênio de Souza
herenio@uol.com.br
Rio de Janeiro - Brasil
Carta do Brasil
Recebi um pedido de esclarecimento deste amigo brasileiro. Como sei pouco sobre o assunto limito-me a transcrever os dados de 2001 publicados no livro «Freguesia e Concelhos de Portugal» que o JN está a editar aos domingos. Se alguém quiser acrescentar mais alguma informação, faça favor de usar o mail aqui de cima...
Área total - 71.3 km2
Densidade Populacional - 1.4 hab/km2
População Residente - 98 indivíduos
Edifícios - 113
Núcleos Familiares Residentes - 30
Orago - São Domingos
As actividades económicas são essencialmente a agricultura e a pecuária.
É nesta freguesia que se encontra o conjunto megalítico da Herdade da Ordem que é composto por sete monumentos e constitui o maior conjunto do concelho.
A festa do Maranhão decorre no terceiro sábado de Julho.
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Há muitas luas que não punha aqui os pés. No entanto, hoje, justifica-se plenamente o aparecimento para informar (os mais distraídos...) que faço um ano. Não o blog, mas eu mesmo.
Ainda parece que foi ontem que vi a luz do dia pela primeira vez, e já estou quase a ir para a tropa, seja lá isso o que for. Certo, é que já me aguento nas canetas e, mais dia menos dia, faço intenções de correr atrás da Mariana, e, se for preciso, à frente do pai dela. A propósito: a miúda está quase a fazer também um ano (30 dez). Só não vou à Muralha pagar um copo aos amigos porque, infelizmente, apanhei varicela e não a quero passar a ninguém. Mas se virem por lá o meu pai, cravem-lhe um copo que depois acerto contas com ele... Manel
terça-feira, outubro 12, 2004
No passado fim e semana fui à capital do império. Os meus pais aproveitaram e foram-se aviar a uma grande superfície lá do sítio. Eu fiquei em casa da minha tia. Quando chegaram das compras o meu pai, vinha com cara de chateado. E quem levou com o mau feitio fui eu. Chegou ao pé de mim e disse: «A partir de agora, em Avis, vais ter de obrar menos. Não estou para cada vez que mudas de fralda, pagar mais 30 cêntimos do que se estivesses em Lisboa». Fiquei sem perceber patavina até ouvir a explicação que a minha mãe estava a dar à fada-madrinha. Parece que o preço das fraldas em Avis é mais do dobro do que nos supermercados. Ora se elas são feitas todas no mesmo sítio, e, apesar de tudo, aqui a 40 quilómetros (em Estremoz ou Ponte de Sor) os preços são mais baratos, porque é que há esta exagerada diferença de preços? Estou a ver que quem se vai lixar sou eu. Como o meu pai é maluco ainda me mete alguma rolha só para poupar uns cobres. Manel
Não sei muito bem o que é que está para acontecer, mas o meu pai comentou que tinha ouvido dizer que ia abrir, brevemente, uma casa de meninas cá pela terra. Considero isso uma discriminação. Então e eu?! Lá por ser menino fico na rua?... O que é que as miúdas são mais que eu para terem direito a uma casa e aqui o «je» népia? É claro que as raparigas têm brincadeiras muito próprias, e eu, ainda não me estou a ver a brincar com bonecas. Talvez daqui a uns tempos, consiga convencer o Henrique a ir lá comigo para lhes perguntar se não querem jogar com as nossas bolas... Manel
quarta-feira, outubro 06, 2004
Será que a empresa a quem foi adjudicada a montagem dos stands da Feira Franca faliu? Só assim se pode explicar a continuada permanência, no Largo do Convento, do reboque que, presumo eu, contém o (ou parte) do material que serviu para fazer as «barracas». O que é mais estranho é a GNR-BT, tão diligente a matraquear a cabeça aos condutores de Avis por «dá cá aquela palha», aparentemente não tomar qualquer providência.
sábado, outubro 02, 2004
sexta-feira, setembro 24, 2004
quinta-feira, setembro 23, 2004
Ainda por cima, foi preciso ler os blogs da concorrência para saber da marosca... É claro que lhe disse logo que achava que ela era muito preguiçosa; com um blog tão giro e uma ideia tão engraçada, não mete lá nada há muitas luas.
Já podia ter posto, aquelas coisas que as minhas amigas joana e kika fazem para pôr nos dedos e nas orelhas que são muita nice.
E fotos?! há para aí muitos bate-chapas que fazem bué de retratos fantásticos. Isto para não falar das fotos que ela está farta de dizer que vai fazer na oficina do mestre Passita e do Mestre Manel.
Ainda por cima, depois desta conversa toda, ainda tem a lata de me dizer que não se lembra da password. Com uma mãe destas, se eu sair despassarado, depois não me culpem... Manel
terça-feira, setembro 21, 2004
Algumas notas sobre a Feira:
1. Mais uma vez, o sr. Francisco Alexandre conseguiu surpreender-nos; a ideia das ferramentas é uma espécie de dois em um: dá para admirar a qulidade do seu domínio técnico na arte de esculpir a pedra e ajuda a preservar a memória de instrumentos de trabalho, alguns deles já em desuso. No entanto, as peças em Madeira – novidade absoluta – é que me encheram as medidas...
2. A Ana voltou a ocupar o espaço do Posto de Turismo. E desta vez também mostrou que é uma rapariga que gosta de desafios: O desenho deixou de ser rei e senhor e entre os trabalhos apresentados, apareceram óleos sobre telas.
3. A exposição de fotografia apresenta uma qualidade média muito boa. Foi de certeza difícil escolher os premiados. Foram aqueles, mas outros podiam ser. Como continua aberta, se não passou por lá na Feira Franca, ainda lá pode ir cuscar.
4. Num espaço pequeno mas muito bem organizado, foi possível «Olhar o Tempo» e fazer uma «Aproximação ao Património Arqueológico de Avis». Devo confessar que foi o espaço que mais me tocou. Não tanto pela quantidade e qualidade dos achados expostos, mas porque percebi que existe gente nova em Avis que está a ser iniciada – no âmbito do Clube de Arqueologia – nesta aventura que é tentar perceber o passado através de pequenas (ou grandes...) pistas que foram ficando por aí «semeadas».
5. As tascas estavam o costume: tudo como dantes, quartel general em Abrantes... É certo que há constragimentos de espaço que levam a ir para soluções culinárias mais fáceis. E o frango assado até se come bem. Mas se queremos que cada vez mais gente nos visite, tem de haver uma aposta continuada na cozinha tradicional da Região. É pena ver que o esforço para promover, por exemplo as Migas – que o ano transacto foram objecto de um festival – não é depois aproveitado para serem apresentadas como uma oferta diferenciadora do concelho.
6. Os espectáculos são o que são. O profissionalismo de Abrunhosa foi o que se estava à espera; os Fingertips, de ainda pouco conhecidos, foram para muitos uma desilusão; e o Ballet da Bielorrússia cumpriu as expectativas a cem por cento.
7. Será possível melhorar a Feira? Deve manter-se no mesmo local, cumprindo a tradição, ou deve estender-se a outros lugares da vila, criando vários polos de animação? Deve continuar a ser só três dias, ou deve estender o seu calendário, como por exemplo fazem no Crato?
Vou pensar nestas questões e, num próximo post, direi de minha justiça. Manel
quarta-feira, setembro 15, 2004
Aproxima-se, rapidamente, (amanhã às 18h30m) mais um jogo do glorioso. Desta vez, calhou aos eslovacos o previlégio de receberem na sua terra o clube mais popular de Portugal e arredores. Ontem jogou o FC Porto e até nem começou mal. Apesar de tudo, o empate permitiu-lhes amealhar um precioso ponto e só no fim é que se fazem as contas.
Agora o que eu estranho é o telemóvel do meu pai não ter tocado a dar sinal de mensagens no fim do jogo. É que já estava habituado a ouvir, primeiro vários toques e depois os comentários – impublicáveis – do velhote...
Com tantos portistas que há aqui pela terra, corre-se o risco do xanax esgotar na farmácia. Não desesperem, afinal de contas, ontem, vários ex-portistas sairam vencedores: Mourinho, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, no Chelsea; e Deco, no Barcelona. Ai que saudades, ai, ai..
Afinal de contas, infelizmente, dizer mal de políticos e da política a torto e a direito, é o pão nosso de cada dia. Logo, de tão usual, tem pouco de «politicamente incorrecto».
Acho até que nos nossos dias, ser incorrecto é defender a actividade política (não confundir com políticos incompetentes ou corruptos) e tentar trazer os cidadãos para a discussão dos problemas que lhe dizem respeito.
Mais do que discutir nomes ou siglas o que importa é discutir temas e estratégias.
E a poesia de José Régio pode ajudar-nos a isso:
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí!
domingo, agosto 29, 2004
Fraternal abraço,
Joé Herênio de Souza -Rio de Janeiro – Brasil
herenio@uol.com.br ou joseherenio@globo.com
Recebi, com agrado, este mail de um cidadão brasileiro. Como todos sabem, tenho pouco a ver com a escolha do nome do blog. Quando cá cheguei ele já cá estava à minha espera e pouco sei sobre a «origem do nome Maranhão». Já me contaram e li sobre a teoria de que Camões teria estado aqui neste nosso Maranhão e não naquele de onde nos escreve este nosso «irmão brasileiro». Aqui ficam o apelo e os contactos. Quem puder ajudar o homem não se acanhe. Estamos em dívida para com eles: afinal cederam-nos o Deco para jogar na selecção portuguesa. Manel
sexta-feira, agosto 06, 2004
E não sabendo como é que tudo se passou até me parece que o «alentejanando original» teve uma reacção exagerada.
Não é caso inédito na blogosfera aparecerem nomes que já existem ou muito semelhantes. Por exemplo a «Quinta Coluna» foi vítima de um desconhecimento desses. Tem imperado o bom senso e o que chega, depois de avisado, muda de nome.
É assim que deve ser para não haver confusões. E com o número de leitores que tem deve ser fácil abrir um concurso de ideias para um novo nome para o blog.
Mude homem que só os burros é que não mudam… Manel
quarta-feira, agosto 04, 2004
Agora, o que eu não compreendo é como os blogs de referência do concelho de Avis – nomeadamente o «Desabafos» e o «Do Castelo» – deixam passar esta notícia ao lado... e alguns com particular responsabilidade na matéria em causa.
De qualquer maneira, sempre posso adiantar, sem quebrar nenhum inconfidência, que o jornal não sairá em Agosto, mas que em Setembro são de esperar algumas alterações. À nova directora deseja-se felicidades e pede-se que dê mais atenção a Avis. É que não basta dizer que o jornal é dos concelhos de Ponte de Sor e Avis é preciso que isso se veja nas páginas do jornal... Manel
sexta-feira, julho 30, 2004
Mas a blogosfera avisense está activa e cheia de surpresas. O alentejanando, veio lançar a discussão – e independentemente de se saber se tem ou não razão – provou que afinal há muita gente atenta ao que se diz e faz. Só é pena não ter escolhido um nome para o blog mais original. E se pensam que me estou a meter com ele dêm uma saltada aqui ao lado...