quinta-feira, janeiro 27, 2005
O número 13 da «Águia», boletim informativo da ACA, já está nas «bancas». O tema de capa é a escola e são vários os textos sobre o tema: João Pedro Amante escreve sobre «O tempo da Escola»; Pires da Silva disserta sobre «A causa da comunidade educativa»; As relações do pais com a escola é o tema do trabalho de Justina Ceia; e Fernando Máximo dá-nos conta do que se passou no encontro de reflexão sobre «Escola/Alunos/Família» que a Associação organizou no passado dia 28 de Outubro.
No entanto há outros temas interessantes, a saber: Inês Fonseca escreve sobre a «Importância da Cor» e Ana Ribeiro fala-nos do Clube de Arqueologia de Avis. António Calhau publica um texto sobre a Cegonha Branca, e José Ramiro Caldeira escreve sobre brincar e jogar - tradição e modernidade. Marta Alexandre aborda as técnicas de pintura em madeira, no século XIV e Rui Henriques dá conta do que se passou no Avis ao Vivo. Mas, desculpem-me os autores, o melhor de tudo são os anexins de Benavila. Será que falta algum?
Os Motards de Aviz, vão organizar no próximo dia 27 de Fevereiro o «I Passeio Para Motos e Quad's por Terras do Mestre de Avis». Como as inscrições são limitadas, convém que os interessados entrem em contacto com os organizadores, o mais rápido possível, através dos telefones 969 983 660 ou 936 025 590. Cada um dos «excursionistas» terá de pagar 15 euros, por troca de uma bucha a meio da manhã, almoço e algumas lembranças do evento. A concentração será junto às bombas de gasolina da Redil, em Avis, e os organizadores prometem 100 quilómetros de pura adrenalina. Este passeio tem o patrocínio da Câmara Municipal e o apoio da Redil, Taberna da Muralha e Alémtudo, comunicação e design.
Os nossos leitores podem contar, a partir de hoje, com uma nova e diária (?) secção com o título acima. O que for «apanhando» nos jornais que, no meu entender, possa interessar, ou tenha a ver com a nossa comunidade vai ser aqui pespegado (gosto desta palavra...)
Com rezas não vamos lá...
Os jornais desta manhã trazem o anúncio de uma procissão de agricultores, lá para os lados de Elvas, para pedir chuva ao Senhor. Maria Antónia Piçarra disse à Lusa que já conta com o apoio de vários lavradores do distrito e que só falta a autorização do pároco de S. Vicente. A manifestação religiosa sairá desta localidade e terminará junto a uma pequena igreja, onde se realizará uma missa campal.
Infelizmente, no Instituto de Meteorologia trabalha gente de pouca fé: para eles só vai chover lá para Fevereiro.
Quem também punha as clientes a rezar era uma cidadã brasileira que se fazia passar por vidente e, evidentemente, o não era. Em Portalegre, onde tinha o «estaminé» montado, recebia as vítimas e depois de as convencer a meter umas maçarocas ou ouro num saco, punha-as a orar e trocava-lhes o saco com a indidação de que não o deviam de abrir antes do pedido se realizar.
Pôs-se a milhas com cerca de 37 mil euros e parece que agora, as suas antigas clientes, lhe andam a rezar pela pele.
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Ainda no Público de hoje, ficámos a saber que o distrito de Portalegre foi escolhido como região piloto para a introdução de uma novidade na área da saúde. Os médicos dos Hospitais e Centros de Saúde vão deixar de passar receitas em papel...
As pessoas vão à consulta e, no final, em vez de uma mão cheia de receitas levam apenas um código com o qual se deslocam à farmácia mais próxima para levantar os medicamentos. Isto vai ser possível porque tanto as unidades de saúde como as farmácias do distrito ( cerca de 40 ) se encontram ligadas em rede, o que vai permitir ao médico introduzir no seu computador do consultório a prescrição médica e esta ficar imediatamente disponível no terminal da dita cuja farmácia.
É caso para dizer que computadores já temos, agora já só faltam mesmo é médicos e enfermeiros.
As leituras matinais têm destas coisas. No Público de hoje a revelação surge nua e crua. Paulo Teixeira Pinto foi nomeado sucessor de Jardim Gonçalves, à frente do BCP Milennium. «E o que é que nós temos a ver com isso»? - pergunta o leitor e com razão: bom, é que o senhor é proprietário de um monte nos Covões, e presença regular por estas bandas, sendo visto muitas vezes, por exemplo, a «petiscar» no Montinho.
Sendo assim, o local mais «in» do concelho - a Tasca do Montinho - apesar de ir perder a frequência do actual ministro das finanças (pelo menos nessa qualidade...) acaba por ganhar com a troca. É que entre um ministro das Finanças sem dinheiro, e o presidente do maior banco português não há comparação possível...
Vejamos então como é que a Ana Sá Lopes, jornalista do Público, nos apresenta o novo banqueiro:
«O homem que, aos 44 anos, vai presidir ao maior banco privado português, foi porta-voz do governo de Cavaco Silva, quando ocupava as funções de secretário de Estado da Presidência. Nessa altura ainda era independente - filiou-se no partido depois da derrota de 1995, ano em que começa a trabalhar para o BCP. Está na primeira linha dos combates contra a regionalização (integra o movimento Nação Unida) e pelo "não" no referendo sobre o aborto.
Católico praticante, este homem de 44 anos, próximo da Opus Dei, organização católica a que também pertence Jardim Gonçalves, é uma voz singular na direita, tendo-se recusado sempre a seguir a cartilha partidária ou mesmo a "cartilha de tendência". Defende, por exemplo, a despenalização total das drogas, tendo chegado a fazer parte de uma organização anti-proibicionista, onde pontificava o psiquiatra Eurico de Figueiredo, outrora porta-voz do PS para a saúde. É uma posição fundamentada no direito individual e no combate às máfias que nascem à sombra do negócio da droga, mas admite que a sua colocação em prática não pode ser feita por países isolados.
Foi dos raros cavaquistas que apoiou Pedro Santana Lopes na sua ascensão ao cargo de primeiro-ministro. Desde esse famoso congresso do PSD de 1999 que Teixeira Pinto admitia que o PSD viesse a fazer a experiência populista e, quando chegou a hora de Santana, apoiou. Mas depressa se desiludiu: ao contrário da palavra de ordem social-democrata do momento, Teixeira Pinto defende que o Presidente da República fez bem em dissolver o Parlamento, convocando eleições antecipadas. É um feroz adversário da integração europeia e consequente perda de soberania, tendo-se destacado como opositor à constituição europeia. Neste momento, o seu grande objectivo político era a candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República, da qual era um dos "homens-sombra". Resta saber até que ponto as novas funções no BCP lhe perturbarão o trajecto.
É casado com Paula Teixeira da Cruz, advogada, a dinâmica ex-vereadora do PSD na Câmara de Lisboa que entrou várias vezes em conflito com João Soares. Têm dois filhos.
terça-feira, janeiro 25, 2005
Com a devida vénia a Tatiana Alegria do IOL, reproduz-se aqui a entrevista ao melhor presidente de junta de freguesia do país. O Herman José que se cuide. Este é que é o presidente da Junta...
«Carlos Torres não gosta de dizer que é o melhor presidente de junta do país. Nem sequer gosta que lhe chamem presidente da junta: «Estou, não sou presidente».
A razão porque alguns defendem que este gestor é o "rei" das autarquias portuguesas é ter ganho o primeiro prémio num concurso nacional de excelência autárquica, atribuído pela Secretaria de Estado da Administração Local, em 2003. O PortugalDiário ouviu as suas explicações para esta distinção.
Qual a razão deste reconhecimento do Governo? O que fez o presidente da junta desta freguesia rural no Norte do país de tão especial?
Tive a sorte de conseguir motivar as pessoas. É fundamental trabalhar com a população. Uma coisa é os funcionários da junta fazerem um jardim e terem de o manter. Outra coisa é envolver a comunidade na feitura desse jardim e serem os habitantes a tratar dele. Nós temos uma publicação mensal (feita por mim, desde o texto às fotografias!) e tudo o que as pessoas fazem em benefício da comunidade, sai nesse jornal. E é assim que se gera a motivação, criando um certo espírito de competitividade entre as pessoas.
As pessoas trabalham de graça?
Não ganham nada. Ganham um monte de trabalho! É que não é só fazer, é preciso conservar. 50 voluntários estiveram envolvidos directamente nos projectos que transformaram lixeiras em jardins. E depois temos casos de disponibilidade pontual, em que uma pessoa ajuda a junta a alargar um caminho ou a fazer um muro.
Que mais conseguiu fazer durante este mandato?
O meu objectivo era mesmo aproximar as pessoas à junta. Disponibilizámos uma quantidade de serviços aqui na sede como um fax, acesso à internet, pagamento de impostos, fotocópias e a prática de actos notariais. Também vamos instalar uma caixa de multibanco aqui na junta, que foi uma luta, porque é difícil convencer um banco que se justifica vir para tão longe fazer os carregamentos.
E fizemos muito no que toca ao alargamento dos caminhos: Santa Leocádia é uma freguesia com 750 hectares e com um terreno muito montanhoso. Quando cheguei havia caminhos onde não passava uma ambulância. Isso passou a ser uma excepção. Claro que ainda existem muitos problemas na freguesia. Não existe rede de saneamento e a recolha de lixo não chega a mais de metade das pessoas.
E dinheiro para pagar isto tudo?
Sou um "coca-bichinhos"! Estou sempre a esgravatar para ver onde posso ir buscar mais um pouquinho de dinheiro. Até se consegue dinheiro para se fazer as coisas com apoios do Governo e através de protocolos assinados com a Câmara. Uma das vantagens do prémio de excelência autárquica é que a comparticipação do Estado nos vários projectos passa de 50 para 70 por cento.
Mas ser presidente da junta com uma população de 1500 pessoas é como gerir uma grande empresa. É preciso estar sempre à procura de oportunidades. Por exemplo, o corte de árvores dos baldios da junta rendeu perto de cem mil euros. Parte desse dinheiro vai para o combate aos fogos e parte vai para alargar mais caminhos.
Mas a junta não conta com nenhum dinheiro certo?
As receitas de uma junta de freguesia são poucas: 500 euros por ano pelas licenças de cães e outros 500 euros de declarações e atestados. Do Governo, no nosso caso, recebemos seis mil euros de três em três meses. E depois temos os protocolos com a Câmara, que dependem muito dos executivos autárquicos. Não são garantidos.»
Afinal de contas, até nem é difícil... Manel
terça-feira, janeiro 11, 2005
Julgo que não servirá de nada dizer que tive com varicela e depois duas otites apanharam-me o juízo e, por via disso, não tive disposição para voltar ao blog.
É evidente que o «Desabafos» tem toda a razão: dez dias para votar – ainda por cima sem direito a campanha eleitoral – é muito pouco tempo. Assim, é desde já aceite a sugestão do Poolman e as urnas vão permanecer abertas até ao fim deste mês. Até porque a cifra de 30 eleitores está ainda muito longe de ser atingida. Afinal, parece que o pessoal gosta mesmo é de dizer mal. Quando se trata de nomear alguém pela positiva, cala-se tudo... ou então não há ninguém para nomear. Nem sequer os autores dos blogs e portais cá do sítio se dignaram a mandar uma boca!
Eu sei que os anarcas diziam que «se o voto é a arma do povo, não votes que ficas desarmado», mas aqui não estamos em guerra... Manel
domingo, dezembro 26, 2004
Não sei se do Natal ou do frio, o certo é os blogueiros cá da terra hibernaram. Eu ainda tenho desculpa, pois fui passar a consoada com os meus tios e primos, e almoçar com a minha mana, com a minha avós e outros tios e prima.
Mas agora que estou de volta – e com muitas desculpas à mistura – aproveito para desejar aos que passam pelo «O Maranhão», festas felizes e um ano de 2005 com tudo de melhor.
E um ano destes, talvez consiga ficar por cá, para ir dar uma espreitadela à fogueira do Ervedal. Só espero é que esta bonita tradição se mantenha o tempo suficiente para eu a poder ver. Manel
Actualização: Disseram-me agora que em Benavila também fazem uma grandiosa fogueira na noite de Natal. Está visto que tenho de ir ao Ervedal com o Pinheiro e a «Bena» com o Xico...
quinta-feira, dezembro 23, 2004
Aquela coisas das bolinhas já me estava a chatear. Agora que já sou um puto crescido, mereço um blog com um aspecto mais credível. Como é costume dizer: «Ano Novo, Vida Nova».
E aproveito a embalagem para desejar a todos um bom Natal e um próspero ano de 2005.
E vejam lá se não se esquecem de votar na «Figura Avisense de 2004». Já recebi alguns mails, mas para a «nomeação» ter alguma representatividade são necessários, pelo menos, 30 citações. Manel
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Voltámos a ter notícias do Brasil. Transcrevo o mail recebido e lanço o apelo, a quem puder e souber, para ajudar este nosso «conterrâneo» a completar o seu trabalho. Será que a Dra. Marta não pode dar uma ajuda? O mail para responder está num post aí em baixo...
Na condição de natural do Estado do Maranhão, estou fazendo uma pesquisa sobre a origem do topônimo Maranhão, no Brasil. Durante séculos, muitos escreveram falácias sobre o assunto, inclusive, dando azo ao advento e registro de devivações pejorativas envolvendo o sentido étimo do termo. Felizmente, já consegui várias comprovações e valiosos informes que nos levam a crer que o topônimo nasceu entre nós por inspiração dessa antiga freguesia de Maranhão, em Portugal, solo vizinho da lendária e poderosa Avis de passado.
Recebi informes sobre um precioso livro existente na Biblioteca de Avis, denominado "Antoponímia da Lingua Portuguesa" - de autoria do destacado filólogo português, o ilustre Doutor J. Leite de Vasconcelos que, em 1928, pronunciou-se bastante conclusivo nesse sentido. Aliás, tenho em mãos as valiosas páginas 59 a 61 de sua valiosa obra. Infelizmente, os referidos textos aqui chegaram bem opacos, por terem sido enviadas anexos em forma de fotos escaneadas. Muito me agradaria tê-las de forma bem mais claras, a fim de que possa anexá-las ao file de pesquisa que estou realizando, a título comprovatório. Sei que o ideal seria o envio de xerox´s, via ´postal, mas sei que isso já seria pedir demais.
De autoria do escritor Mário de Saa, datada de 1922, há também excelentes registros nesse sentido, através da valiosíssima obra "Camões no Maranhão", Coimbra, 1922.
Ficaria bem feliz se o prezado amigo me pudesse aduzir algo neste sentido ou, quem sabe, acrescentar algo mais inerente à época pretérita em que foi fundada ou juntada a Avis a nossa querida freguesia do Maranhão portugês. Ao final, com certeza, estariamos ajudando a elevar a auto-estima de nossa gente. Nesse sentido, teríamos como contestar a concepção pejorativa havida em nossa língua, mormente no início do séc. XVII, na qual envolveram o substantivo "maranha" , do espanhol maraña, tornado "maranha+ão" e preferiram deixar de lado a forma verbal "emaranhar", há muito existente em nossa língua, razão efetiva do referido topônimo.
Muito me agradaria receber algumas informações pretéritas desse valoroso Maranhão, terra dos Camões, que é parte de Portugal, o nosso avôzinho.
Com antecipados agradecimentos, envio-lhe votos de Feliz Natal extensivos aos seus familiares e a todos os demais irmãos lusitanos.
terça-feira, dezembro 21, 2004
Com o aproximar do fim do ano é tempo de balanço. É também, para mim, o balanço do meu primeiro ano de vida. E como qualquer blog que se preze tem uma lista de premiados aqui ficam os «maranhão 2004», para distinguir os «melhores» avisenses da blogosfera (por ordem alfabética)
Avistando o Cosmos, porque é uma prova de que a excelência pode estar em qualquer lugar. Afinal de contas, em Avis, também há estrelas.
Desabafos, pela irreverência, maluquice, e boa disposição
Do Castelo, por à falta de um jornal em papel, ser aquele que mais se aproxima disso, prestando como tal um serviço público.
Portal de Avis, porque o jarmando teve uma grande ideia e que ainda por cima funciona.
E já agora, quero deixar aqui um desafio: vamos eleger a personalidade «avisense» do ano. Podem votar por mail (cada morada um voto), e os resultados só serão divulgados se recebermos mais de 30 votos.
Ajuda, se disserem um nome e o motivo da escolha. O prazo é até às 24h00m de dia 31 de Dezembro.
A urna de voto está instalada em maranhao@iol.pt e prometemos que não faremos batota... Manel
segunda-feira, dezembro 20, 2004
Prezados Senhores:
Na condição de brasileiro nascido no estado brasileiro do Maranhão, muito estimaria se me fosse enviado um pequeno relato sobre a data da fundação da Freguesia do Maranhão, em Portugal, bem como alguns aspectos históricos, tais como sua integração ao conselho de Avis. Gostaria de saber se foi o rio português que deu o nome à Freguesia do Maranhão, bem como quaisquer outros detalhes que envolvam o assunto.
Na expectativa de uma resposta satisfatória, antecipo agradecimentos pela atenção que for dispensada ao presente, subscrevendo-me, com elevada estima apreço mui atenciosamente
José Herênio de Souza
herenio@uol.com.br
Rio de Janeiro - Brasil
Carta do Brasil
Recebi um pedido de esclarecimento deste amigo brasileiro. Como sei pouco sobre o assunto limito-me a transcrever os dados de 2001 publicados no livro «Freguesia e Concelhos de Portugal» que o JN está a editar aos domingos. Se alguém quiser acrescentar mais alguma informação, faça favor de usar o mail aqui de cima...
Área total - 71.3 km2
Densidade Populacional - 1.4 hab/km2
População Residente - 98 indivíduos
Edifícios - 113
Núcleos Familiares Residentes - 30
Orago - São Domingos
As actividades económicas são essencialmente a agricultura e a pecuária.
É nesta freguesia que se encontra o conjunto megalítico da Herdade da Ordem que é composto por sete monumentos e constitui o maior conjunto do concelho.
A festa do Maranhão decorre no terceiro sábado de Julho.
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Há muitas luas que não punha aqui os pés. No entanto, hoje, justifica-se plenamente o aparecimento para informar (os mais distraídos...) que faço um ano. Não o blog, mas eu mesmo.
Ainda parece que foi ontem que vi a luz do dia pela primeira vez, e já estou quase a ir para a tropa, seja lá isso o que for. Certo, é que já me aguento nas canetas e, mais dia menos dia, faço intenções de correr atrás da Mariana, e, se for preciso, à frente do pai dela. A propósito: a miúda está quase a fazer também um ano (30 dez). Só não vou à Muralha pagar um copo aos amigos porque, infelizmente, apanhei varicela e não a quero passar a ninguém. Mas se virem por lá o meu pai, cravem-lhe um copo que depois acerto contas com ele... Manel
terça-feira, outubro 12, 2004
No passado fim e semana fui à capital do império. Os meus pais aproveitaram e foram-se aviar a uma grande superfície lá do sítio. Eu fiquei em casa da minha tia. Quando chegaram das compras o meu pai, vinha com cara de chateado. E quem levou com o mau feitio fui eu. Chegou ao pé de mim e disse: «A partir de agora, em Avis, vais ter de obrar menos. Não estou para cada vez que mudas de fralda, pagar mais 30 cêntimos do que se estivesses em Lisboa». Fiquei sem perceber patavina até ouvir a explicação que a minha mãe estava a dar à fada-madrinha. Parece que o preço das fraldas em Avis é mais do dobro do que nos supermercados. Ora se elas são feitas todas no mesmo sítio, e, apesar de tudo, aqui a 40 quilómetros (em Estremoz ou Ponte de Sor) os preços são mais baratos, porque é que há esta exagerada diferença de preços? Estou a ver que quem se vai lixar sou eu. Como o meu pai é maluco ainda me mete alguma rolha só para poupar uns cobres. Manel
Não sei muito bem o que é que está para acontecer, mas o meu pai comentou que tinha ouvido dizer que ia abrir, brevemente, uma casa de meninas cá pela terra. Considero isso uma discriminação. Então e eu?! Lá por ser menino fico na rua?... O que é que as miúdas são mais que eu para terem direito a uma casa e aqui o «je» népia? É claro que as raparigas têm brincadeiras muito próprias, e eu, ainda não me estou a ver a brincar com bonecas. Talvez daqui a uns tempos, consiga convencer o Henrique a ir lá comigo para lhes perguntar se não querem jogar com as nossas bolas... Manel
quarta-feira, outubro 06, 2004
Será que a empresa a quem foi adjudicada a montagem dos stands da Feira Franca faliu? Só assim se pode explicar a continuada permanência, no Largo do Convento, do reboque que, presumo eu, contém o (ou parte) do material que serviu para fazer as «barracas». O que é mais estranho é a GNR-BT, tão diligente a matraquear a cabeça aos condutores de Avis por «dá cá aquela palha», aparentemente não tomar qualquer providência.