sábado, fevereiro 12, 2005

Passarada...

O Portal de Avis e o Desabafos informaram que no meio de tantos passarinhos, pássaros e passarões, apareceu um blogue que fala da passarada com fotos e tudo. Seja bem vindo quem vier por bem. Deseja-se muitos e bons «bilhetes» como diz um dos nossos vizinhos da blogosfera.

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Ler jornais é saber mais (8) e às vezes menos...

Se não aconteceu podia ter acontecido

Afinal de contas, a(s) notícia(s) que davam como certo que o professor Cavaco apoiava uma maioria absoluta para o PS, não podia ter saído noutro jornal que não o PÚBLICO. Bem vistas as coisas, é o único matutino que tem um suplemento cujo lema é «Se não aconteceu, podia ter acontecido...»

Aliás, hoje na SIC, passa a primeira emissão do «Inimigo Público» em formato televisivo. Mas atenção: é tudo mentira...

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Ofícios dos Nossos Avós

Esta exposição é surpreendente na sua simplicidade. E prova que, muitas das vezes, não é preciso mais que uma boa ideia, trabalho e bom gosto para se fazer uma grande – apesar de pequena – exposição. A não perder das 9:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30, no Museu Muncipal.

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Fui ver o Carnaval passar

Este foi, verdadeiramente, o meu primeiro Carnaval. E não foi mau. Assentei arraiais na bancada central – vulgo esplanada do Martins – e foi vê-lo passar. Apesar de passar devagarinho, mas não demorou muito tempo. Foi q.b. Dos que que gostei mais foi dos palhaços, mas o meu pai, que é fanático disse-me logo que os «diabos vermelhos» é que eram os melhores. Depois, abriu uma excepção e comentou que «Os Piratas», da Lareira, também não estavam mal. O caramelo é muito exigente. Para mim, apesar das cores dos palhaços me terem entusiasmado, gostei de todos. Para o ano há mais. E um ano passa num instante. Manel
Carta a um amigo que está longe

Caro L., o meu pai e a minha mãe gostaram de te falar. Diz ele que tem saudades das tuas ideias estapafúrdias e das discussões que tinha contigo à volta da mesa. Apesar de achar que és maluco, vê-se que não o diz por mal e ficou contente por ter notícias tuas. Ainda por cima na semana em que o Benfica passou, outra vez, a perna ao Sporting e o meu homónimo foi convocado pelo Scolari para a selecção. Uma semana em cheio... Por cá, estamos no Carnaval. Estou mesmo a pensar processar os meus pais, pois tiveram a desfaçatez de me mascarar de menina. Ora, numa altura, em que o grande assunto da Campanha Eleitoral é o casamento entre homossexuais, isto pode ter todo o tipo de leituras.
A propósito, hoje à tarde vai haver cortejo de carros alegóricos pelas ruas da vila. Já se realizaram os desfiles e os bailes da ordem no Ervedal, no Alcórrego, na Aldeia e em Benavila e houve festa rija na Lareira e na Casa do Benfica.
Depois, vamos voltar ao mesmo de sempre, que é pouco, mas não é necessariamente mau. Antes pelo contrário. Aliás, com este tempo gelado, até sabe bem estar à lareira, mas a minha mãe, apesar de fumar como uma desalmada, embirra um bocado com o fumo.
O que vale é que como não tem chovido – para desgraça de muitos –, sempre tem dado para, depois de almoço, fazer uns passeios pelo jardim a apanhar sol.
Um dia destes tens de me vir visitar para darmos uns pontapés na bola.
Bom, a carta já vai longa. Deixo-te aqui, por ser carnaval, a letra de um samba. Manel

Samba de Orly

Vinicius de Moraes - Toquinho - Chico Buarque
1970

Vai meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão
De correr assim
Desse frio
Mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão

Pede perdão
Pela duração
Dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E prós da pesada
Diz que eu vou levando
Vê com'é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa
Ler jornais é saber mais (7) especial «dia de Carnaval»...

Manchete do PÚBLICO
TAP VENDE 60 MIL BILHETES PARA A EUROPA A 60 EUROS

Se fossem mais, e mais baratos era capaz de não ficar cá ninguém para votar...

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Ler jornais é saber mais (6)

Pergunta de algibeira

A quantos quilómetros estamos nós de Lisboa? Depende! Se for para ir ao cinema, estamos a cerca de 150 km, mas podem-se transformar em 290 se for por motivos de saúde. Para perceber basta ler esta notícia do PÚBLICO.

«Uma mulher ficou ontem gravemente ferida devido a um incêndio na sua residência, no Monte da Pedra, concelho do Crato, aparentemente com origem numa braseira, disse à lusa fonte da GNR. (...) A vítima sofreu queimaduras graves, tendo sido transportada para o Hospital Distrital de Portalegre e depois transferida para uma unidade hospitalar central em Lisboa.»

Aconteceu no Crato, mas se fosse em Avis...

sexta-feira, fevereiro 04, 2005

Café com Letras

O mestre José Gil foi o primeiro convidado da iniciativa que os «Amigos do Concelho de Avis» começaram a organizar. A partir de ontem, à quinta-feira antes do jantar, podem aparecer no espaço da associação cultural para beber um café, um chá, ou ouvir poemas e muitas histórias de e sobre Avis.

Na primeira sessão, ou premiére, o mestre José Gil recitou versos, cantou e contou histórias dos tempos do velho teatro onde brilharam grandes figuras da arte de palma. O cinema ao ar-livre na esplanada do empresário Simas e episódios de outros carnavais também foram tema de conversa.

Dezena e meia de convivas animaram a sessão, fazendo perguntas, ou dando achegas, contribuindo para a preservação da memória colectiva da comunidade.

Uma iniciativa a louvar e que merecia que muito mais gente estivesse presente. Pode ser que na próxima semana apareçam mais.

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Ler jornais é saber mais (5)

E às vezes menos...

É preciso saber ler os jornais. Todos sabemos que um desmentido nunca tem a força e o impacto da notícia original. Então o que dizer de uma notícia que tem por título «Joaquim Miranda no BE»? Que o ex-deputado do PCP ao Parlamento Europeu aderiu ao Bloco de Esquerda! Ou não? A resposta é não! Para saber tudo é preciso ler aqui.
Ler Jornais é saber mais (4)

Ideias feitas...

O JN de hoje publica uma sondagem com alguns dados que contrariam algumas ideias feitas. Fica aqui o excerto final e aqui o resto...

«A ideia de que a base eleitoral dos comunistas é predominantemente idosa não encontra guarida neste estudo. Com efeito, na faixa etária 35-54 anos a CDU obtém [o seu] melhor score. Já o CDS/PP apresenta a mais uniforme distribuição etária. Finalmente, dois dados sobre o BE que talvez surpreendam. Primeiro não é a juventude a mais sensível à mensagem política do partido. Segundo: Francisco Louçã, com 3,82, é o segundo líder mais popular.»


Uns abrem, outros fecham...

Empresários espanhóis abrem lagar de azeite em Arronches. Uma notícia para ler na edição online do Fonte Nova.

Cada um fala por si...

Ainda no Fonte Nova, Manuel Monteiro aparece em Portalegre a dizer que “o país está cansado desta democracia e muitos são aqueles que não se importariam de ter um ditador, até mesmo um Salazar para por em ordem a actual situação, que o nosso país atravessa, ou há uma nova democracia em Portugal, ou então vamos ter muitos portugueses a pedir a Espanha para tomar conta de Portugal.” Péra aí ó meu! Cada um fala por si... Se tivesse de ser, preferia ser colonizado pelo Brasil. Sempre falam português e o clima é bem melhor.

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

De extracção recente...

A Lusa informa – através do portal Tudoben – que «O Centro de Interpretação Ambiental do Parque Natural de São Mamede (PNSM), uma área protegida atingida pelos incêndios de 2003, foi ontem inaugurado em Marvão, Portalegre, num investimento de cinco milhões de euros.»
E quem é que foi inaugurar? Quem é que havia de ser, o ministro da Agricultura, Carlos da Costa Neves.
Das duas uma: ou o homem é como eu, veio cá uma vez, e gostou tanto que ficou, ou então é candidato a deputado por Portalegre...

terça-feira, fevereiro 01, 2005

Prémios «Maranhão 2004»

Há que assumir o rotundo fracasso desta iniciativa. Apenas foram recebidos seis (6) mails e um foi a pedir esclarecimentos... Parece que o pessoal, quando se trata de dizer bem, não se sente muito à vontade.

De qualquer forma, sempre lhes digo que destes poucos votos expressos, três (3) foram para aqui. Parabéns ao João Calhau. É pouco, mas é de boa vontade...

segunda-feira, janeiro 31, 2005

O que é que querem, hoje estou para aqui virado. Mais política...

«Há já bem mais de 10 anos, ainda não existia o Bloco, comecei a reparar num fenómeno curioso no meio em que me movia e me movo: muitos meninos-família começaram a aproximar-se dum partido que começava a dar nas vistas, o PSR. Como isso aconteceu também ao meu maninho mais novo, interessei-me e resolvi averiguar. Cheguei na altura à conclusão que não era nem o socialismo nem a revolução nem os trabalhadores que atraíam toda aquela juventude, mais ou menos dourada. Aliás, a esmagadora maioria estava-se nas tintas para o trotskismo, nem queria saber o que era esse bicho feio. O que eu penso que verdadeiramente atraía e ainda hoje atrai toda aquela boa gente era e é aquele doce discurso libertário e desresponsabilizante. Numa altura em que pontificava a feíssima geração yuppie, a malta mais nova quis ser um bocado hippie. E onde melhor o ser do que no PSR? Aquilo ficava no Bairro Alto e tudo, a paz e o amor difundia-se pelo fumo dos charros, enfim uma delícia!»

Este é um excerto de um texto editado no «Guia dos perplexos». Quem estiver interessado tem aqui tudo.

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No «Abrupto», José Pacheco Pereira tem um texto interessantíssimo. Começa assim:

«Em quem é que eu voto? É a pergunta que mais me fazem. É a pergunta que mais me faço.»

e acaba assim.

Quem não tem dúvidas que atire a primeira pedra.
O frio mata. É preciso cuidado.
A minha política é o trabalho...

Eu não gosto de meter em política, mas hoje vai ter de ser. Cada um pensa como quer e pode. É claro que uns podem mais que outros. Há coisas que são simples e tranparentes para uns, mas complexas e opacas para outros. Um grupo que nos habituou a trabalhar em equipa, a fazer das fraquezas forças, a antes quebrar que torcer, a ser a voz dos oprimidos contra o Terreiro do Paço, quando chegou ao máximo do poder o que fez? Desiludiu-nos. Não por ter perdido com o Braga, mas por ter perdido a cabeça. O Porto já era...

sexta-feira, janeiro 28, 2005

Receitas electrónicas no distrito de Portalegre

No «Portal Alentejano» vem uma notícia do Correio da Manhã sobre a visita do Ministro da Saúde ao distrito de Portalegre. Aqui fica a nota: «As receitas electrónicas já existem em Portugal e desde segunda-feira que são passadas no Centro de Saúde de Arronches. Ontem, este serviço arrancou no Centro de Saúde de Portalegre e foi nesta unidade que esteve o ministro da Saúde, no papel de doente.
Após uma consulta, Luís Filipe Pereira dirigiu-se à farmácia, ao computador da qual já tinha chegado a receita passada pela médica, no entanto, ao aviar a mesma,o ministro da Saúde pôde verificar que o medicamento prescrito está disponível no ficheiro dos médicos, mas não está efectivamente à venda.
Muitas falhas, pouco tempo. Esta falha é uma das várias já detectadas no programa, que deverá estar operacional em todo o distrito de Portalegre (área piloto), até fim de Fevereiro. "Situações de controle do receituário têm de ser melhoradas. Aquilo que ocorreu mostra que os ficheiros com que os médicos têm de trabalhar são os que estão efectivamente no mercado e não os autorizados", explicou ao CM João Cordeiro, da Associação Nacional de Farmácias.
Outra das correcções a fazer passa pelo aparecimento do nome e número de utente do doente na receita que chega às farmácias. Só desse modo, aliás, será possível o doente perguntar pela sua receita a partir do número de utente, como está previsto. Neste momento, esses dados não aparecem.
Até ao final do dia de ontem foram emitidas 443 receitas electrónicas, tendo 26 delas sido aviadas. Para já, o distrito de Portalegre dispõe de 33 farmácias preparadas para receber as novas receitas, ficando a faltar apenas 11. Por enquanto, a de Avis é uma delas...

Ler Jornais é saber mais (3)


Até Amanhã Camaradas

Carlos Câmara Leme, jornalista de o PÚBLICO diz-nos na edição de hoje deste matutino que «"Até Amanhã, Camaradas", a série a partir da obra de Manuel Tiago, pseudónimo de Álvaro Cunhal é a maior série de televisão portuguesa de sempre [com] seis episódios de 50 minutos, num total de 300 minutos, devido à complexidade do romance que envolve 140 personagens. Numa primeira fase, a série, filmada em película, esteve nas mãos do realizador Luís Filipe Rocha, autor do argumento, mas o produtor acabou por entregar o projecto a Joaquim Leitão. O realizador de "Adão e Eva", "Inferno" ou "Tentação" leu o romance "três, quatro vezes" e encontrou-se com Álvaro Cunhal. Hoje e amanhã a SIC vai transmitir os seis episódios da série, às 23h15 e 22h30, três em cada dia.
Esta ficção teve grande parte dos seus trabalhos de rodagem em Portalegre e contou com 3000 figurantes.
Para São José Almeida, também jornalista no mesmo jornal, esta «estreia eleva a níveis inéditos em Portugal os padrões do audiovisual e é uma prova de que ainda há por cá quem não esqueça a importância da memória histórica. E faça pela dignidade do seu país».

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Amigos de Avis

O número 13 da «Águia», boletim informativo da ACA, já está nas «bancas». O tema de capa é a escola e são vários os textos sobre o tema: João Pedro Amante escreve sobre «O tempo da Escola»; Pires da Silva disserta sobre «A causa da comunidade educativa»; As relações do pais com a escola é o tema do trabalho de Justina Ceia; e Fernando Máximo dá-nos conta do que se passou no encontro de reflexão sobre «Escola/Alunos/Família» que a Associação organizou no passado dia 28 de Outubro.

No entanto há outros temas interessantes, a saber: Inês Fonseca escreve sobre a «Importância da Cor» e Ana Ribeiro fala-nos do Clube de Arqueologia de Avis. António Calhau publica um texto sobre a Cegonha Branca, e José Ramiro Caldeira escreve sobre brincar e jogar - tradição e modernidade. Marta Alexandre aborda as técnicas de pintura em madeira, no século XIV e Rui Henriques dá conta do que se passou no Avis ao Vivo. Mas, desculpem-me os autores, o melhor de tudo são os anexins de Benavila. Será que falta algum?
avistt2005

Os Motards de Aviz, vão organizar no próximo dia 27 de Fevereiro o «I Passeio Para Motos e Quad's por Terras do Mestre de Avis». Como as inscrições são limitadas, convém que os interessados entrem em contacto com os organizadores, o mais rápido possível, através dos telefones 969 983 660 ou 936 025 590. Cada um dos «excursionistas» terá de pagar 15 euros, por troca de uma bucha a meio da manhã, almoço e algumas lembranças do evento. A concentração será junto às bombas de gasolina da Redil, em Avis, e os organizadores prometem 100 quilómetros de pura adrenalina. Este passeio tem o patrocínio da Câmara Municipal e o apoio da Redil, Taberna da Muralha e Alémtudo, comunicação e design.