Autárquicas já mexem
Depois do frenesim das legislativas, aí estão as autárquicas. Não muito longe de Avis, no Redondo, Alfredo Barroso, sem a confiança política do partido, vai apresentar-se como independente, protagonizando uma luta fratricida entre comunistas, e, ainda mais perto, em Sousel, as candidaturas são mais que muitas. São de esperar as três listas do costume (PSD/CDU/PS) mais as duas independentes já anunciadas: uma encabeçada por João Ruivo, e outra, do ex-presidente da Câmara, eleito pelo PS, Emílio Sabido.
Chegou aos ouvidos de «O Maranhão» que por terras do Mestre – quem sabe se influenciados por esta onda independentista – também há quem esteja apostado em reunir uma lista de cidadãos para concorrer à Câmara e à Assembleia Municipal (AM), com a particularidade de a lista que elege o presidente ser composta única e exclusivamente por mulheres, e a da AM só integrar elementos do sexo masculino. Dado a lei exigir um certo número de proponentes eleitores no concelho, não tardará muito para termos a certeza, desta, por agora, hipotética candidatura...
Comentários por mail ao post acima
A pluralidade sempre foi um catalizador da democracia.
Uma lista à Câmara Municipal de Avis protagonizada por mulheres é de louvar. Direi mesmo, que é preciso ter «um grande par de t...». Força mulheres. Os machos nunca vos abandonarão. jr
Quase que aposto que o Canto do Cisne é um blog de Avis. Mas, como isto da blogosfera é, por enquanto, o espaço mais livre do planeta terra, interessa, acima de tudo, ter em conta as opiniões de quem quer que as escreva. E ele(a) tem opinião sobre o post escrito em cima. Basta carregar no nome do site.
domingo, março 27, 2005
quarta-feira, março 16, 2005
Terras da Justiça
Aquelas que provavelmente são as melhores pastagens de todo o Alentejo estão a criar uma 'guerra' entre agricultores. Pertencem ao Ministério da Justiça, situam-se nas freguesias de Vila Fernando e Barbacena, concelho de Elvas, e, no início do ano, foram cedidas gratuitamente aos agricultores de Vila Fernando.
Este é o primeiro parágrafo de uma notícia do «Correio da Manhã», transcrita pelo «Portal Alentejano».
Mas porque raio é que o Ministério da Justiça é proprietário de terras – ainda por cima com aproveitamento agro-pecuário?
Se já não há «trabalhos forçados» e se os juízes e outros oficiais de justiça não pastam, porque carga de água têm eles terra?
E, pelo que julgo saber, no Largo do Convento (em Avis) algum do património edificado também é pertença do mesmo ministério.
Correndo o risco de usar linguagem menos própria para a época, atrevo-me a dizer que era bom que o Estado desse «a terra a quem a trabalha» e os imóveis desocupados a quem deles possa tirar proveito ...
Aquelas que provavelmente são as melhores pastagens de todo o Alentejo estão a criar uma 'guerra' entre agricultores. Pertencem ao Ministério da Justiça, situam-se nas freguesias de Vila Fernando e Barbacena, concelho de Elvas, e, no início do ano, foram cedidas gratuitamente aos agricultores de Vila Fernando.
Este é o primeiro parágrafo de uma notícia do «Correio da Manhã», transcrita pelo «Portal Alentejano».
Mas porque raio é que o Ministério da Justiça é proprietário de terras – ainda por cima com aproveitamento agro-pecuário?
Se já não há «trabalhos forçados» e se os juízes e outros oficiais de justiça não pastam, porque carga de água têm eles terra?
E, pelo que julgo saber, no Largo do Convento (em Avis) algum do património edificado também é pertença do mesmo ministério.
Correndo o risco de usar linguagem menos própria para a época, atrevo-me a dizer que era bom que o Estado desse «a terra a quem a trabalha» e os imóveis desocupados a quem deles possa tirar proveito ...
segunda-feira, março 14, 2005
ler jornais é saber mais
Falemos de coisas sérias
Segundo o DN e o site Portugal Diário «oAlentejo tem a taxa de suicídio mais alta do mundo.» O «fenómeno» tem especial incidência entre idosos do sexo masculino, em que a taxa de mortalidade atinge os 24 em cem mil habitantes. Por isso os especialistas não conseguem perceber o que leva alguém de idade já avançada e perto do fim a ter tanta pressa.
Paredes-meias com o Alentejo, na Andaluzia, a taxa de suicídio é uma das mais baixas da Europa, diz o Diário de Notícias.
O Alto Alentejo é a segunda região do País onde mais gente mete termo à vida, atingindo um rácio de 18 mortos por cada cem mil habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
Segue-se o Algarve, a Lezíria do Tejo e o Oeste, com 14,4, 14 e 13,2, respectivamente. O Grande Porto é a região onde se cometem menos suicídios (0,5). O Norte apresenta taxas baixas, sendo no Alto Trás-os-Montes onde número é maior, com 3,2. Lisboa chega aos 7,5, Açores tem seis mortes por cem mil habitantes, e a Madeira três.
O «fenómeno», forma usada pelo jornalista para retratar esta triste realidade, não é, certamente, por causa dos nossos idosos terem ao fim de tantos anos de trabalho, uma vida fácil. Às dificuldades económicas e problemas de saúde (e de cuidados de saúde), junta-se, a maioria das vezes, o isolamento fruto do afastamento dos familiares mais novos que foram obrigados a partir para a grande cidade ou para o estrangeiro.
O combate à desertificação é, por isso mesmo, a prioridade das prioridades.
Falemos de coisas sérias
Segundo o DN e o site Portugal Diário «oAlentejo tem a taxa de suicídio mais alta do mundo.» O «fenómeno» tem especial incidência entre idosos do sexo masculino, em que a taxa de mortalidade atinge os 24 em cem mil habitantes. Por isso os especialistas não conseguem perceber o que leva alguém de idade já avançada e perto do fim a ter tanta pressa.
Paredes-meias com o Alentejo, na Andaluzia, a taxa de suicídio é uma das mais baixas da Europa, diz o Diário de Notícias.
O Alto Alentejo é a segunda região do País onde mais gente mete termo à vida, atingindo um rácio de 18 mortos por cada cem mil habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
Segue-se o Algarve, a Lezíria do Tejo e o Oeste, com 14,4, 14 e 13,2, respectivamente. O Grande Porto é a região onde se cometem menos suicídios (0,5). O Norte apresenta taxas baixas, sendo no Alto Trás-os-Montes onde número é maior, com 3,2. Lisboa chega aos 7,5, Açores tem seis mortes por cem mil habitantes, e a Madeira três.
O «fenómeno», forma usada pelo jornalista para retratar esta triste realidade, não é, certamente, por causa dos nossos idosos terem ao fim de tantos anos de trabalho, uma vida fácil. Às dificuldades económicas e problemas de saúde (e de cuidados de saúde), junta-se, a maioria das vezes, o isolamento fruto do afastamento dos familiares mais novos que foram obrigados a partir para a grande cidade ou para o estrangeiro.
O combate à desertificação é, por isso mesmo, a prioridade das prioridades.
sexta-feira, março 11, 2005
Então e o nosso?!
«Os presidentes das autarquias de Alter do Chão, Campo Maior, Castelo deVide, Gavião, Marvão, Monforte, Portalegre e Ponte de Sôr fazem parte donovo plantel que vai disputar um jogo de futsal com os técnicos de desportodo Norte Alentejano no próximo sábado, 12 de Março.
Às 10.30 horas, entram em campo cinco presidentes de câmara e cinco técnicosdesporto, no Pavilhão Gimnodesportivo de Castelo de Vide, para mostrar quemmelhor sabe jogar à bola. Mas, sobretudo, para provar à população que oseleitos estão empenhados em promover o Desporto no Distrito e que, tambémeles, participam activamente nos Jogos do Norte Alentejano.»
Ó Manuel Maria Coelho, apareça lá com as chuteiras que os homens têm de o deixar dar uns pontapés...
«Os presidentes das autarquias de Alter do Chão, Campo Maior, Castelo deVide, Gavião, Marvão, Monforte, Portalegre e Ponte de Sôr fazem parte donovo plantel que vai disputar um jogo de futsal com os técnicos de desportodo Norte Alentejano no próximo sábado, 12 de Março.
Às 10.30 horas, entram em campo cinco presidentes de câmara e cinco técnicosdesporto, no Pavilhão Gimnodesportivo de Castelo de Vide, para mostrar quemmelhor sabe jogar à bola. Mas, sobretudo, para provar à população que oseleitos estão empenhados em promover o Desporto no Distrito e que, tambémeles, participam activamente nos Jogos do Norte Alentejano.»
Ó Manuel Maria Coelho, apareça lá com as chuteiras que os homens têm de o deixar dar uns pontapés...
quinta-feira, março 10, 2005
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguicado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um Belo Horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
Águas de Março, António Carlos Jobin
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguicado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um Belo Horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
Águas de Março, António Carlos Jobin
Canção para chamar a chuva...
Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
Andava eu sózinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer
Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar
Na terra dos sonhos, Jorge Palma
Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
Andava eu sózinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer
Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar
Na terra dos sonhos, Jorge Palma
A luta continua
Ele são rádios, jornais, televisões... Afinal, não é só por causa dos resultados eleitorais que se fala de Avis.
Ele são rádios, jornais, televisões... Afinal, não é só por causa dos resultados eleitorais que se fala de Avis.
quarta-feira, março 02, 2005
Protesto...
Depois de termos tido a visita de vários jornais durante a semana passada, o mais certo, é com este protesto que o «Do Castelo» anuncia, não tarda nada estar aí a TVI...
Depois de termos tido a visita de vários jornais durante a semana passada, o mais certo, é com este protesto que o «Do Castelo» anuncia, não tarda nada estar aí a TVI...
terça-feira, março 01, 2005
Eles andam intrigados...
A eleições, Avis, e «Diário de Notícias»
«A especialista em Ciência Política, Maria José Stock, tem dificuldade em encontrar explicação para a resistência comunista no concelho de Avis, embora admita que a história da vila possa ser determinante na hora do voto.
Os tempos da Reforma Agrária e a estrutura fundiária que caracterizou esta localidade, dominada pelo latifúndio, são duas hipóteses avançadas por Maria José Stock para justificar a manutenção do último bastião do PCP em Portugal.
Ainda assim, a socióloga admite ao DN a possibilidade de existirem outras explicações para a vitória comunista neste concelho do Norte Alentejano, chegando mesmo a admitir que haja uma situação de empatia da população para com as personalidades dos "líderes locais e nacionais".
Por outro lado, prossegue, "também podemos ter aqui uma situação de um fenómeno qualquer, muito importante para o concelho, onde a população considera que o PCP foi decisivo, porque lutou ao lado do povo por determinada causa."
Porque as possibilidades são muitas, Maria José Stock acrescenta à lista a hipótese da elevada taxa de envelhecimento, que caracteriza o concelho, poder "jogar" a favor do PCP. "Basta não ter havido mutação demográfica para que as pessoas se mantenham fiéis ao partido. Aqui estamos na presença de uma questão que tem mais a ver com o aspecto da solidariedade, onde as pessoas decidem não virar costas a uma força política que elas consideram que esteve ao seu lado, talves mesmo no tempo da clandestinidade."
Também o antropólogo Francisco Ramos, professor do departamento de Sociologia da Universidade de Évora e autor do livro sobre as alcunhas dos alentejanos, considera ser difícil de explicar aquele que já é conhecido como "o fenómeno de Avis", admitindo a hipótese de a CDU continuar a usufruir de um "enraizamento do Partido Comunista nesta zona".
Um facto que o sociológo alia à imagem que os eleitores têm dos líderes locais, sobretudo do próprio presidente da Câmara, e da forma como a autarquia consegue motivar esses eleitores. Contudo, ressalva que também em Arraiolos o PCP alcança grandes vitórias, quando estão em causa eleições autárquicas, acabando por ficar distante do PS nas últimas legislativas. "É por isso que eu digo que isto acaba por ser inconclusivo e muito difícil de explicar, já que, com esta situação concreta, não ficam dúvidas que cada caso é um caso", refere Francisco Ramos.»
A eleições, Avis, e «Diário de Notícias»
«A especialista em Ciência Política, Maria José Stock, tem dificuldade em encontrar explicação para a resistência comunista no concelho de Avis, embora admita que a história da vila possa ser determinante na hora do voto.
Os tempos da Reforma Agrária e a estrutura fundiária que caracterizou esta localidade, dominada pelo latifúndio, são duas hipóteses avançadas por Maria José Stock para justificar a manutenção do último bastião do PCP em Portugal.
Ainda assim, a socióloga admite ao DN a possibilidade de existirem outras explicações para a vitória comunista neste concelho do Norte Alentejano, chegando mesmo a admitir que haja uma situação de empatia da população para com as personalidades dos "líderes locais e nacionais".
Por outro lado, prossegue, "também podemos ter aqui uma situação de um fenómeno qualquer, muito importante para o concelho, onde a população considera que o PCP foi decisivo, porque lutou ao lado do povo por determinada causa."
Porque as possibilidades são muitas, Maria José Stock acrescenta à lista a hipótese da elevada taxa de envelhecimento, que caracteriza o concelho, poder "jogar" a favor do PCP. "Basta não ter havido mutação demográfica para que as pessoas se mantenham fiéis ao partido. Aqui estamos na presença de uma questão que tem mais a ver com o aspecto da solidariedade, onde as pessoas decidem não virar costas a uma força política que elas consideram que esteve ao seu lado, talves mesmo no tempo da clandestinidade."
Também o antropólogo Francisco Ramos, professor do departamento de Sociologia da Universidade de Évora e autor do livro sobre as alcunhas dos alentejanos, considera ser difícil de explicar aquele que já é conhecido como "o fenómeno de Avis", admitindo a hipótese de a CDU continuar a usufruir de um "enraizamento do Partido Comunista nesta zona".
Um facto que o sociológo alia à imagem que os eleitores têm dos líderes locais, sobretudo do próprio presidente da Câmara, e da forma como a autarquia consegue motivar esses eleitores. Contudo, ressalva que também em Arraiolos o PCP alcança grandes vitórias, quando estão em causa eleições autárquicas, acabando por ficar distante do PS nas últimas legislativas. "É por isso que eu digo que isto acaba por ser inconclusivo e muito difícil de explicar, já que, com esta situação concreta, não ficam dúvidas que cada caso é um caso", refere Francisco Ramos.»
domingo, fevereiro 27, 2005
Frango Assado nas Brasas...
Um «franciú», provavelmente emigrante português com saudades do petisco, fez uma busca no Google à procura de «Frango assado na Brasa» e veio aqui parar. Para o caso de ele cá voltar, fica a saber que o Campaínhas, aos sábados e domingos, tem sempre uns exemplares galináceos a passar pelas brasas, ali para os lados da igreja. E a churrasqueira, na R. Combatentes do Ultramar (telf. 242 412 418) também fornece o dito cujo «passarinho»...
Um «franciú», provavelmente emigrante português com saudades do petisco, fez uma busca no Google à procura de «Frango assado na Brasa» e veio aqui parar. Para o caso de ele cá voltar, fica a saber que o Campaínhas, aos sábados e domingos, tem sempre uns exemplares galináceos a passar pelas brasas, ali para os lados da igreja. E a churrasqueira, na R. Combatentes do Ultramar (telf. 242 412 418) também fornece o dito cujo «passarinho»...
Sétimo aniversário dos Amigos do Concelho de Aviz
Ontem, na Casa de Cultura (ou na sede da ACA? Isto faz-me sempre uma grande confusão! O melhor era juntarem as duas coisas...) foi devidamente assinalado a passagem de mais um aniversário dos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural. Na ocasião, o presidente da direcção, sr. Francisco Alexandre, dirigiu umas palavras aos presentes. Referiu-se, como não podia deixar de ser, aos setes momentos retratados nos painéis em exposição. Desde a acta da fundação, à organização da Desgarrada no último «Aviz ao Vivo», passando pela Águia, pelos passeios pedestres e os Jogos Florais.
Confesso que do que gostei mais foi dos pesos que seguravam os painéis, mas o pessoal mais crescido entreteve-se na conversa e a beber um «Porto». Eu contentei-me com água e passado um bocado fui para casa dormir a sesta... Manel
Ontem, na Casa de Cultura (ou na sede da ACA? Isto faz-me sempre uma grande confusão! O melhor era juntarem as duas coisas...) foi devidamente assinalado a passagem de mais um aniversário dos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural. Na ocasião, o presidente da direcção, sr. Francisco Alexandre, dirigiu umas palavras aos presentes. Referiu-se, como não podia deixar de ser, aos setes momentos retratados nos painéis em exposição. Desde a acta da fundação, à organização da Desgarrada no último «Aviz ao Vivo», passando pela Águia, pelos passeios pedestres e os Jogos Florais.
Confesso que do que gostei mais foi dos pesos que seguravam os painéis, mas o pessoal mais crescido entreteve-se na conversa e a beber um «Porto». Eu contentei-me com água e passado um bocado fui para casa dormir a sesta... Manel
Ler jornais é saber mais (...)
O nosso irmão mais velho fala do assunto. Nos próximos dias, depois da tsf já ter feito uma reportagem, Avis (ou Aviz...) será tema em A Capital, DN e Expresso, pelo menos. Ainda dizem para aí, maldosamente, que a CDU não faz nada para promover o concelho. Na última semana estiveram cá tantos jornalistas, como em Sousel e em Ponte de Sôr juntos durante o ano...
O nosso irmão mais velho fala do assunto. Nos próximos dias, depois da tsf já ter feito uma reportagem, Avis (ou Aviz...) será tema em A Capital, DN e Expresso, pelo menos. Ainda dizem para aí, maldosamente, que a CDU não faz nada para promover o concelho. Na última semana estiveram cá tantos jornalistas, como em Sousel e em Ponte de Sôr juntos durante o ano...
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Algumas notas sobre os resultados eleitorais em Avis
1. A CDU venceu no concelho com mais 1 (um) voto do que em 2002, conseguindo sensivelmente a mesma percentagem das últimas legislativas 42,30% (42,44%)
Apesar da boa votação, estagnou, não conseguindo acompanhar (o que se percebe...) a tendência nacional do PC – mais 52.000 votos e mais 0.6% ( 432.130 / 7,57%)
2. O Bloco tem a subida mais acentuada de todos os partidos. Triplica a votação: 1,44% e 44 votos em 2002; 4,51% e 138 em 2005. Bastante melhor, relativamente ao todo nacional, em que os «bloquistas» «só» aumentaram cerca de 2,4 vezes em relação a 2002;
3. O PS subiu em votação (1018 / 845) e em percentagem (33,28% / 27,73%), tendo ficado abaixo do aumento conseguido por Sócrates a nível nacional (5,55% em Avis, 7,21% no total). Registe-se ainda que os socialistas não conseguiram sequer capitalizar o descontentamento do eleitorado do PSD. Os social-democratas perderam 224 votos, mas o PS só subiu 163;
4. Face à CDU, o PS, o PSD, e o PP juntos perderam 2.74 pontos percentuais (52,37 em 2002 / 49,63 em 2005;
5. Ora, se os votantes foram quase exactamente os mesmos (2999 em 2002 / 3001 em 2005) para onde é que foram os votos destes partidos?
Inteirinhos para o Bloco de Esquerda que juntou aos 44 votos de 2002, 51 do PSD, 27 do CDS-PP, 8 do PPM, 6 do MPT, e 8 do MRPP (100).
Faltam dois (2) votos. Dão-se alvíssaras a quem os encontrar...
1. A CDU venceu no concelho com mais 1 (um) voto do que em 2002, conseguindo sensivelmente a mesma percentagem das últimas legislativas 42,30% (42,44%)
Apesar da boa votação, estagnou, não conseguindo acompanhar (o que se percebe...) a tendência nacional do PC – mais 52.000 votos e mais 0.6% ( 432.130 / 7,57%)
2. O Bloco tem a subida mais acentuada de todos os partidos. Triplica a votação: 1,44% e 44 votos em 2002; 4,51% e 138 em 2005. Bastante melhor, relativamente ao todo nacional, em que os «bloquistas» «só» aumentaram cerca de 2,4 vezes em relação a 2002;
3. O PS subiu em votação (1018 / 845) e em percentagem (33,28% / 27,73%), tendo ficado abaixo do aumento conseguido por Sócrates a nível nacional (5,55% em Avis, 7,21% no total). Registe-se ainda que os socialistas não conseguiram sequer capitalizar o descontentamento do eleitorado do PSD. Os social-democratas perderam 224 votos, mas o PS só subiu 163;
4. Face à CDU, o PS, o PSD, e o PP juntos perderam 2.74 pontos percentuais (52,37 em 2002 / 49,63 em 2005;
5. Ora, se os votantes foram quase exactamente os mesmos (2999 em 2002 / 3001 em 2005) para onde é que foram os votos destes partidos?
Inteirinhos para o Bloco de Esquerda que juntou aos 44 votos de 2002, 51 do PSD, 27 do CDS-PP, 8 do PPM, 6 do MPT, e 8 do MRPP (100).
Faltam dois (2) votos. Dão-se alvíssaras a quem os encontrar...
Ah ganda Avisum...
Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Souselum, Fronteirum, Alterum, e Ponte Sorum...
Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Souselum, Fronteirum, Alterum, e Ponte Sorum...
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