segunda-feira, março 14, 2005
Falemos de coisas sérias
Segundo o DN e o site Portugal Diário «oAlentejo tem a taxa de suicídio mais alta do mundo.» O «fenómeno» tem especial incidência entre idosos do sexo masculino, em que a taxa de mortalidade atinge os 24 em cem mil habitantes. Por isso os especialistas não conseguem perceber o que leva alguém de idade já avançada e perto do fim a ter tanta pressa.
Paredes-meias com o Alentejo, na Andaluzia, a taxa de suicídio é uma das mais baixas da Europa, diz o Diário de Notícias.
O Alto Alentejo é a segunda região do País onde mais gente mete termo à vida, atingindo um rácio de 18 mortos por cada cem mil habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
Segue-se o Algarve, a Lezíria do Tejo e o Oeste, com 14,4, 14 e 13,2, respectivamente. O Grande Porto é a região onde se cometem menos suicídios (0,5). O Norte apresenta taxas baixas, sendo no Alto Trás-os-Montes onde número é maior, com 3,2. Lisboa chega aos 7,5, Açores tem seis mortes por cem mil habitantes, e a Madeira três.
O «fenómeno», forma usada pelo jornalista para retratar esta triste realidade, não é, certamente, por causa dos nossos idosos terem ao fim de tantos anos de trabalho, uma vida fácil. Às dificuldades económicas e problemas de saúde (e de cuidados de saúde), junta-se, a maioria das vezes, o isolamento fruto do afastamento dos familiares mais novos que foram obrigados a partir para a grande cidade ou para o estrangeiro.
O combate à desertificação é, por isso mesmo, a prioridade das prioridades.
sexta-feira, março 11, 2005
«Os presidentes das autarquias de Alter do Chão, Campo Maior, Castelo deVide, Gavião, Marvão, Monforte, Portalegre e Ponte de Sôr fazem parte donovo plantel que vai disputar um jogo de futsal com os técnicos de desportodo Norte Alentejano no próximo sábado, 12 de Março.
Às 10.30 horas, entram em campo cinco presidentes de câmara e cinco técnicosdesporto, no Pavilhão Gimnodesportivo de Castelo de Vide, para mostrar quemmelhor sabe jogar à bola. Mas, sobretudo, para provar à população que oseleitos estão empenhados em promover o Desporto no Distrito e que, tambémeles, participam activamente nos Jogos do Norte Alentejano.»
Ó Manuel Maria Coelho, apareça lá com as chuteiras que os homens têm de o deixar dar uns pontapés...
quinta-feira, março 10, 2005
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguicado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um Belo Horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
Águas de Março, António Carlos Jobin
Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
Andava eu sózinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer
Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar
Na terra dos sonhos, Jorge Palma
Ele são rádios, jornais, televisões... Afinal, não é só por causa dos resultados eleitorais que se fala de Avis.
quarta-feira, março 02, 2005
Depois de termos tido a visita de vários jornais durante a semana passada, o mais certo, é com este protesto que o «Do Castelo» anuncia, não tarda nada estar aí a TVI...
terça-feira, março 01, 2005
A eleições, Avis, e «Diário de Notícias»
«A especialista em Ciência Política, Maria José Stock, tem dificuldade em encontrar explicação para a resistência comunista no concelho de Avis, embora admita que a história da vila possa ser determinante na hora do voto.
Os tempos da Reforma Agrária e a estrutura fundiária que caracterizou esta localidade, dominada pelo latifúndio, são duas hipóteses avançadas por Maria José Stock para justificar a manutenção do último bastião do PCP em Portugal.
Ainda assim, a socióloga admite ao DN a possibilidade de existirem outras explicações para a vitória comunista neste concelho do Norte Alentejano, chegando mesmo a admitir que haja uma situação de empatia da população para com as personalidades dos "líderes locais e nacionais".
Por outro lado, prossegue, "também podemos ter aqui uma situação de um fenómeno qualquer, muito importante para o concelho, onde a população considera que o PCP foi decisivo, porque lutou ao lado do povo por determinada causa."
Porque as possibilidades são muitas, Maria José Stock acrescenta à lista a hipótese da elevada taxa de envelhecimento, que caracteriza o concelho, poder "jogar" a favor do PCP. "Basta não ter havido mutação demográfica para que as pessoas se mantenham fiéis ao partido. Aqui estamos na presença de uma questão que tem mais a ver com o aspecto da solidariedade, onde as pessoas decidem não virar costas a uma força política que elas consideram que esteve ao seu lado, talves mesmo no tempo da clandestinidade."
Também o antropólogo Francisco Ramos, professor do departamento de Sociologia da Universidade de Évora e autor do livro sobre as alcunhas dos alentejanos, considera ser difícil de explicar aquele que já é conhecido como "o fenómeno de Avis", admitindo a hipótese de a CDU continuar a usufruir de um "enraizamento do Partido Comunista nesta zona".
Um facto que o sociológo alia à imagem que os eleitores têm dos líderes locais, sobretudo do próprio presidente da Câmara, e da forma como a autarquia consegue motivar esses eleitores. Contudo, ressalva que também em Arraiolos o PCP alcança grandes vitórias, quando estão em causa eleições autárquicas, acabando por ficar distante do PS nas últimas legislativas. "É por isso que eu digo que isto acaba por ser inconclusivo e muito difícil de explicar, já que, com esta situação concreta, não ficam dúvidas que cada caso é um caso", refere Francisco Ramos.»
domingo, fevereiro 27, 2005
Um «franciú», provavelmente emigrante português com saudades do petisco, fez uma busca no Google à procura de «Frango assado na Brasa» e veio aqui parar. Para o caso de ele cá voltar, fica a saber que o Campaínhas, aos sábados e domingos, tem sempre uns exemplares galináceos a passar pelas brasas, ali para os lados da igreja. E a churrasqueira, na R. Combatentes do Ultramar (telf. 242 412 418) também fornece o dito cujo «passarinho»...
Ontem, na Casa de Cultura (ou na sede da ACA? Isto faz-me sempre uma grande confusão! O melhor era juntarem as duas coisas...) foi devidamente assinalado a passagem de mais um aniversário dos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural. Na ocasião, o presidente da direcção, sr. Francisco Alexandre, dirigiu umas palavras aos presentes. Referiu-se, como não podia deixar de ser, aos setes momentos retratados nos painéis em exposição. Desde a acta da fundação, à organização da Desgarrada no último «Aviz ao Vivo», passando pela Águia, pelos passeios pedestres e os Jogos Florais.
Confesso que do que gostei mais foi dos pesos que seguravam os painéis, mas o pessoal mais crescido entreteve-se na conversa e a beber um «Porto». Eu contentei-me com água e passado um bocado fui para casa dormir a sesta... Manel
O nosso irmão mais velho fala do assunto. Nos próximos dias, depois da tsf já ter feito uma reportagem, Avis (ou Aviz...) será tema em A Capital, DN e Expresso, pelo menos. Ainda dizem para aí, maldosamente, que a CDU não faz nada para promover o concelho. Na última semana estiveram cá tantos jornalistas, como em Sousel e em Ponte de Sôr juntos durante o ano...
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
terça-feira, fevereiro 22, 2005
1. A CDU venceu no concelho com mais 1 (um) voto do que em 2002, conseguindo sensivelmente a mesma percentagem das últimas legislativas 42,30% (42,44%)
Apesar da boa votação, estagnou, não conseguindo acompanhar (o que se percebe...) a tendência nacional do PC – mais 52.000 votos e mais 0.6% ( 432.130 / 7,57%)
2. O Bloco tem a subida mais acentuada de todos os partidos. Triplica a votação: 1,44% e 44 votos em 2002; 4,51% e 138 em 2005. Bastante melhor, relativamente ao todo nacional, em que os «bloquistas» «só» aumentaram cerca de 2,4 vezes em relação a 2002;
3. O PS subiu em votação (1018 / 845) e em percentagem (33,28% / 27,73%), tendo ficado abaixo do aumento conseguido por Sócrates a nível nacional (5,55% em Avis, 7,21% no total). Registe-se ainda que os socialistas não conseguiram sequer capitalizar o descontentamento do eleitorado do PSD. Os social-democratas perderam 224 votos, mas o PS só subiu 163;
4. Face à CDU, o PS, o PSD, e o PP juntos perderam 2.74 pontos percentuais (52,37 em 2002 / 49,63 em 2005;
5. Ora, se os votantes foram quase exactamente os mesmos (2999 em 2002 / 3001 em 2005) para onde é que foram os votos destes partidos?
Inteirinhos para o Bloco de Esquerda que juntou aos 44 votos de 2002, 51 do PSD, 27 do CDS-PP, 8 do PPM, 6 do MPT, e 8 do MRPP (100).
Faltam dois (2) votos. Dão-se alvíssaras a quem os encontrar...
Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Souselum, Fronteirum, Alterum, e Ponte Sorum...
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
domingo, fevereiro 13, 2005
Anúncio
Teriam sido da «revolução» ou da «reacção»? Entrega-se a quem provar pertencer-lhe.
sábado, fevereiro 12, 2005
Apesar de não ter estado presente – tive de ir a Portalegre à «revisão»... – já me contaram que a sessão de quinta-feira, com a Ana Rosado, correu às mil maravilhas. E até apareceu gente nova para ouvir os poemas da Ana. A próxima convidada já está escolhida: Helena Rosado. Quinta-feira, às 18:15, na sede dos Amigos do Concelho de Aviz. (Com Z, para não ficarem chateados). Bóra aí, beber um café e ouvir umas estórias. Manel
O Portal de Avis e o Desabafos informaram que no meio de tantos passarinhos, pássaros e passarões, apareceu um blogue que fala da passarada com fotos e tudo. Seja bem vindo quem vier por bem. Deseja-se muitos e bons «bilhetes» como diz um dos nossos vizinhos da blogosfera.
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
Se não aconteceu podia ter acontecido
Afinal de contas, a(s) notícia(s) que davam como certo que o professor Cavaco apoiava uma maioria absoluta para o PS, não podia ter saído noutro jornal que não o PÚBLICO. Bem vistas as coisas, é o único matutino que tem um suplemento cujo lema é «Se não aconteceu, podia ter acontecido...»
Aliás, hoje na SIC, passa a primeira emissão do «Inimigo Público» em formato televisivo. Mas atenção: é tudo mentira...
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
terça-feira, fevereiro 08, 2005
Este foi, verdadeiramente, o meu primeiro Carnaval. E não foi mau. Assentei arraiais na bancada central – vulgo esplanada do Martins – e foi vê-lo passar. Apesar de passar devagarinho, mas não demorou muito tempo. Foi q.b. Dos que que gostei mais foi dos palhaços, mas o meu pai, que é fanático disse-me logo que os «diabos vermelhos» é que eram os melhores. Depois, abriu uma excepção e comentou que «Os Piratas», da Lareira, também não estavam mal. O caramelo é muito exigente. Para mim, apesar das cores dos palhaços me terem entusiasmado, gostei de todos. Para o ano há mais. E um ano passa num instante. Manel
Caro L., o meu pai e a minha mãe gostaram de te falar. Diz ele que tem saudades das tuas ideias estapafúrdias e das discussões que tinha contigo à volta da mesa. Apesar de achar que és maluco, vê-se que não o diz por mal e ficou contente por ter notícias tuas. Ainda por cima na semana em que o Benfica passou, outra vez, a perna ao Sporting e o meu homónimo foi convocado pelo Scolari para a selecção. Uma semana em cheio... Por cá, estamos no Carnaval. Estou mesmo a pensar processar os meus pais, pois tiveram a desfaçatez de me mascarar de menina. Ora, numa altura, em que o grande assunto da Campanha Eleitoral é o casamento entre homossexuais, isto pode ter todo o tipo de leituras.
A propósito, hoje à tarde vai haver cortejo de carros alegóricos pelas ruas da vila. Já se realizaram os desfiles e os bailes da ordem no Ervedal, no Alcórrego, na Aldeia e em Benavila e houve festa rija na Lareira e na Casa do Benfica.
Depois, vamos voltar ao mesmo de sempre, que é pouco, mas não é necessariamente mau. Antes pelo contrário. Aliás, com este tempo gelado, até sabe bem estar à lareira, mas a minha mãe, apesar de fumar como uma desalmada, embirra um bocado com o fumo.
O que vale é que como não tem chovido – para desgraça de muitos –, sempre tem dado para, depois de almoço, fazer uns passeios pelo jardim a apanhar sol.
Um dia destes tens de me vir visitar para darmos uns pontapés na bola.
Bom, a carta já vai longa. Deixo-te aqui, por ser carnaval, a letra de um samba. Manel
Samba de Orly
Vinicius de Moraes - Toquinho - Chico Buarque
1970
Vai meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão
De correr assim
Desse frio
Mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão
Pede perdão
Pela duração
Dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E prós da pesada
Diz que eu vou levando
Vê com'é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Pergunta de algibeira
A quantos quilómetros estamos nós de Lisboa? Depende! Se for para ir ao cinema, estamos a cerca de 150 km, mas podem-se transformar em 290 se for por motivos de saúde. Para perceber basta ler esta notícia do PÚBLICO.
«Uma mulher ficou ontem gravemente ferida devido a um incêndio na sua residência, no Monte da Pedra, concelho do Crato, aparentemente com origem numa braseira, disse à lusa fonte da GNR. (...) A vítima sofreu queimaduras graves, tendo sido transportada para o Hospital Distrital de Portalegre e depois transferida para uma unidade hospitalar central em Lisboa.»
Aconteceu no Crato, mas se fosse em Avis...
sexta-feira, fevereiro 04, 2005
O mestre José Gil foi o primeiro convidado da iniciativa que os «Amigos do Concelho de Avis» começaram a organizar. A partir de ontem, à quinta-feira antes do jantar, podem aparecer no espaço da associação cultural para beber um café, um chá, ou ouvir poemas e muitas histórias de e sobre Avis.
Na primeira sessão, ou premiére, o mestre José Gil recitou versos, cantou e contou histórias dos tempos do velho teatro onde brilharam grandes figuras da arte de palma. O cinema ao ar-livre na esplanada do empresário Simas e episódios de outros carnavais também foram tema de conversa.
Dezena e meia de convivas animaram a sessão, fazendo perguntas, ou dando achegas, contribuindo para a preservação da memória colectiva da comunidade.
Uma iniciativa a louvar e que merecia que muito mais gente estivesse presente. Pode ser que na próxima semana apareçam mais.
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
E às vezes menos...
É preciso saber ler os jornais. Todos sabemos que um desmentido nunca tem a força e o impacto da notícia original. Então o que dizer de uma notícia que tem por título «Joaquim Miranda no BE»? Que o ex-deputado do PCP ao Parlamento Europeu aderiu ao Bloco de Esquerda! Ou não? A resposta é não! Para saber tudo é preciso ler aqui.
Ideias feitas...
O JN de hoje publica uma sondagem com alguns dados que contrariam algumas ideias feitas. Fica aqui o excerto final e aqui o resto...
«A ideia de que a base eleitoral dos comunistas é predominantemente idosa não encontra guarida neste estudo. Com efeito, na faixa etária 35-54 anos a CDU obtém [o seu] melhor score. Já o CDS/PP apresenta a mais uniforme distribuição etária. Finalmente, dois dados sobre o BE que talvez surpreendam. Primeiro não é a juventude a mais sensível à mensagem política do partido. Segundo: Francisco Louçã, com 3,82, é o segundo líder mais popular.»
Uns abrem, outros fecham...
Empresários espanhóis abrem lagar de azeite em Arronches. Uma notícia para ler na edição online do Fonte Nova.
Cada um fala por si...
Ainda no Fonte Nova, Manuel Monteiro aparece em Portalegre a dizer que “o país está cansado desta democracia e muitos são aqueles que não se importariam de ter um ditador, até mesmo um Salazar para por em ordem a actual situação, que o nosso país atravessa, ou há uma nova democracia em Portugal, ou então vamos ter muitos portugueses a pedir a Espanha para tomar conta de Portugal.” Péra aí ó meu! Cada um fala por si... Se tivesse de ser, preferia ser colonizado pelo Brasil. Sempre falam português e o clima é bem melhor.
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
A Lusa informa – através do portal Tudoben – que «O Centro de Interpretação Ambiental do Parque Natural de São Mamede (PNSM), uma área protegida atingida pelos incêndios de 2003, foi ontem inaugurado em Marvão, Portalegre, num investimento de cinco milhões de euros.»
E quem é que foi inaugurar? Quem é que havia de ser, o ministro da Agricultura, Carlos da Costa Neves.
Das duas uma: ou o homem é como eu, veio cá uma vez, e gostou tanto que ficou, ou então é candidato a deputado por Portalegre...
terça-feira, fevereiro 01, 2005
Há que assumir o rotundo fracasso desta iniciativa. Apenas foram recebidos seis (6) mails e um foi a pedir esclarecimentos... Parece que o pessoal, quando se trata de dizer bem, não se sente muito à vontade.
De qualquer forma, sempre lhes digo que destes poucos votos expressos, três (3) foram para aqui. Parabéns ao João Calhau. É pouco, mas é de boa vontade...
segunda-feira, janeiro 31, 2005
«Há já bem mais de 10 anos, ainda não existia o Bloco, comecei a reparar num fenómeno curioso no meio em que me movia e me movo: muitos meninos-família começaram a aproximar-se dum partido que começava a dar nas vistas, o PSR. Como isso aconteceu também ao meu maninho mais novo, interessei-me e resolvi averiguar. Cheguei na altura à conclusão que não era nem o socialismo nem a revolução nem os trabalhadores que atraíam toda aquela juventude, mais ou menos dourada. Aliás, a esmagadora maioria estava-se nas tintas para o trotskismo, nem queria saber o que era esse bicho feio. O que eu penso que verdadeiramente atraía e ainda hoje atrai toda aquela boa gente era e é aquele doce discurso libertário e desresponsabilizante. Numa altura em que pontificava a feíssima geração yuppie, a malta mais nova quis ser um bocado hippie. E onde melhor o ser do que no PSR? Aquilo ficava no Bairro Alto e tudo, a paz e o amor difundia-se pelo fumo dos charros, enfim uma delícia!»
Este é um excerto de um texto editado no «Guia dos perplexos». Quem estiver interessado tem aqui tudo.
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No «Abrupto», José Pacheco Pereira tem um texto interessantíssimo. Começa assim:
«Em quem é que eu voto? É a pergunta que mais me fazem. É a pergunta que mais me faço.»
e acaba assim.
Quem não tem dúvidas que atire a primeira pedra.
Eu não gosto de meter em política, mas hoje vai ter de ser. Cada um pensa como quer e pode. É claro que uns podem mais que outros. Há coisas que são simples e tranparentes para uns, mas complexas e opacas para outros. Um grupo que nos habituou a trabalhar em equipa, a fazer das fraquezas forças, a antes quebrar que torcer, a ser a voz dos oprimidos contra o Terreiro do Paço, quando chegou ao máximo do poder o que fez? Desiludiu-nos. Não por ter perdido com o Braga, mas por ter perdido a cabeça. O Porto já era...
sexta-feira, janeiro 28, 2005
No «Portal Alentejano» vem uma notícia do Correio da Manhã sobre a visita do Ministro da Saúde ao distrito de Portalegre. Aqui fica a nota: «As receitas electrónicas já existem em Portugal e desde segunda-feira que são passadas no Centro de Saúde de Arronches. Ontem, este serviço arrancou no Centro de Saúde de Portalegre e foi nesta unidade que esteve o ministro da Saúde, no papel de doente.
Após uma consulta, Luís Filipe Pereira dirigiu-se à farmácia, ao computador da qual já tinha chegado a receita passada pela médica, no entanto, ao aviar a mesma,o ministro da Saúde pôde verificar que o medicamento prescrito está disponível no ficheiro dos médicos, mas não está efectivamente à venda.
Muitas falhas, pouco tempo. Esta falha é uma das várias já detectadas no programa, que deverá estar operacional em todo o distrito de Portalegre (área piloto), até fim de Fevereiro. "Situações de controle do receituário têm de ser melhoradas. Aquilo que ocorreu mostra que os ficheiros com que os médicos têm de trabalhar são os que estão efectivamente no mercado e não os autorizados", explicou ao CM João Cordeiro, da Associação Nacional de Farmácias.
Outra das correcções a fazer passa pelo aparecimento do nome e número de utente do doente na receita que chega às farmácias. Só desse modo, aliás, será possível o doente perguntar pela sua receita a partir do número de utente, como está previsto. Neste momento, esses dados não aparecem.
Até ao final do dia de ontem foram emitidas 443 receitas electrónicas, tendo 26 delas sido aviadas. Para já, o distrito de Portalegre dispõe de 33 farmácias preparadas para receber as novas receitas, ficando a faltar apenas 11. Por enquanto, a de Avis é uma delas...
Até Amanhã Camaradas
Carlos Câmara Leme, jornalista de o PÚBLICO diz-nos na edição de hoje deste matutino que «"Até Amanhã, Camaradas", a série a partir da obra de Manuel Tiago, pseudónimo de Álvaro Cunhal é a maior série de televisão portuguesa de sempre [com] seis episódios de 50 minutos, num total de 300 minutos, devido à complexidade do romance que envolve 140 personagens. Numa primeira fase, a série, filmada em película, esteve nas mãos do realizador Luís Filipe Rocha, autor do argumento, mas o produtor acabou por entregar o projecto a Joaquim Leitão. O realizador de "Adão e Eva", "Inferno" ou "Tentação" leu o romance "três, quatro vezes" e encontrou-se com Álvaro Cunhal. Hoje e amanhã a SIC vai transmitir os seis episódios da série, às 23h15 e 22h30, três em cada dia.
Esta ficção teve grande parte dos seus trabalhos de rodagem em Portalegre e contou com 3000 figurantes.
Para São José Almeida, também jornalista no mesmo jornal, esta «estreia eleva a níveis inéditos em Portugal os padrões do audiovisual e é uma prova de que ainda há por cá quem não esqueça a importância da memória histórica. E faça pela dignidade do seu país».
quinta-feira, janeiro 27, 2005
O número 13 da «Águia», boletim informativo da ACA, já está nas «bancas». O tema de capa é a escola e são vários os textos sobre o tema: João Pedro Amante escreve sobre «O tempo da Escola»; Pires da Silva disserta sobre «A causa da comunidade educativa»; As relações do pais com a escola é o tema do trabalho de Justina Ceia; e Fernando Máximo dá-nos conta do que se passou no encontro de reflexão sobre «Escola/Alunos/Família» que a Associação organizou no passado dia 28 de Outubro.
No entanto há outros temas interessantes, a saber: Inês Fonseca escreve sobre a «Importância da Cor» e Ana Ribeiro fala-nos do Clube de Arqueologia de Avis. António Calhau publica um texto sobre a Cegonha Branca, e José Ramiro Caldeira escreve sobre brincar e jogar - tradição e modernidade. Marta Alexandre aborda as técnicas de pintura em madeira, no século XIV e Rui Henriques dá conta do que se passou no Avis ao Vivo. Mas, desculpem-me os autores, o melhor de tudo são os anexins de Benavila. Será que falta algum?
Os Motards de Aviz, vão organizar no próximo dia 27 de Fevereiro o «I Passeio Para Motos e Quad's por Terras do Mestre de Avis». Como as inscrições são limitadas, convém que os interessados entrem em contacto com os organizadores, o mais rápido possível, através dos telefones 969 983 660 ou 936 025 590. Cada um dos «excursionistas» terá de pagar 15 euros, por troca de uma bucha a meio da manhã, almoço e algumas lembranças do evento. A concentração será junto às bombas de gasolina da Redil, em Avis, e os organizadores prometem 100 quilómetros de pura adrenalina. Este passeio tem o patrocínio da Câmara Municipal e o apoio da Redil, Taberna da Muralha e Alémtudo, comunicação e design.
Os nossos leitores podem contar, a partir de hoje, com uma nova e diária (?) secção com o título acima. O que for «apanhando» nos jornais que, no meu entender, possa interessar, ou tenha a ver com a nossa comunidade vai ser aqui pespegado (gosto desta palavra...)
Com rezas não vamos lá...
Os jornais desta manhã trazem o anúncio de uma procissão de agricultores, lá para os lados de Elvas, para pedir chuva ao Senhor. Maria Antónia Piçarra disse à Lusa que já conta com o apoio de vários lavradores do distrito e que só falta a autorização do pároco de S. Vicente. A manifestação religiosa sairá desta localidade e terminará junto a uma pequena igreja, onde se realizará uma missa campal.
Infelizmente, no Instituto de Meteorologia trabalha gente de pouca fé: para eles só vai chover lá para Fevereiro.
Quem também punha as clientes a rezar era uma cidadã brasileira que se fazia passar por vidente e, evidentemente, o não era. Em Portalegre, onde tinha o «estaminé» montado, recebia as vítimas e depois de as convencer a meter umas maçarocas ou ouro num saco, punha-as a orar e trocava-lhes o saco com a indidação de que não o deviam de abrir antes do pedido se realizar.
Pôs-se a milhas com cerca de 37 mil euros e parece que agora, as suas antigas clientes, lhe andam a rezar pela pele.
quarta-feira, janeiro 26, 2005
Ainda no Público de hoje, ficámos a saber que o distrito de Portalegre foi escolhido como região piloto para a introdução de uma novidade na área da saúde. Os médicos dos Hospitais e Centros de Saúde vão deixar de passar receitas em papel...
As pessoas vão à consulta e, no final, em vez de uma mão cheia de receitas levam apenas um código com o qual se deslocam à farmácia mais próxima para levantar os medicamentos. Isto vai ser possível porque tanto as unidades de saúde como as farmácias do distrito ( cerca de 40 ) se encontram ligadas em rede, o que vai permitir ao médico introduzir no seu computador do consultório a prescrição médica e esta ficar imediatamente disponível no terminal da dita cuja farmácia.
É caso para dizer que computadores já temos, agora já só faltam mesmo é médicos e enfermeiros.
As leituras matinais têm destas coisas. No Público de hoje a revelação surge nua e crua. Paulo Teixeira Pinto foi nomeado sucessor de Jardim Gonçalves, à frente do BCP Milennium. «E o que é que nós temos a ver com isso»? - pergunta o leitor e com razão: bom, é que o senhor é proprietário de um monte nos Covões, e presença regular por estas bandas, sendo visto muitas vezes, por exemplo, a «petiscar» no Montinho.
Sendo assim, o local mais «in» do concelho - a Tasca do Montinho - apesar de ir perder a frequência do actual ministro das finanças (pelo menos nessa qualidade...) acaba por ganhar com a troca. É que entre um ministro das Finanças sem dinheiro, e o presidente do maior banco português não há comparação possível...
Vejamos então como é que a Ana Sá Lopes, jornalista do Público, nos apresenta o novo banqueiro:
«O homem que, aos 44 anos, vai presidir ao maior banco privado português, foi porta-voz do governo de Cavaco Silva, quando ocupava as funções de secretário de Estado da Presidência. Nessa altura ainda era independente - filiou-se no partido depois da derrota de 1995, ano em que começa a trabalhar para o BCP. Está na primeira linha dos combates contra a regionalização (integra o movimento Nação Unida) e pelo "não" no referendo sobre o aborto.
Católico praticante, este homem de 44 anos, próximo da Opus Dei, organização católica a que também pertence Jardim Gonçalves, é uma voz singular na direita, tendo-se recusado sempre a seguir a cartilha partidária ou mesmo a "cartilha de tendência". Defende, por exemplo, a despenalização total das drogas, tendo chegado a fazer parte de uma organização anti-proibicionista, onde pontificava o psiquiatra Eurico de Figueiredo, outrora porta-voz do PS para a saúde. É uma posição fundamentada no direito individual e no combate às máfias que nascem à sombra do negócio da droga, mas admite que a sua colocação em prática não pode ser feita por países isolados.
Foi dos raros cavaquistas que apoiou Pedro Santana Lopes na sua ascensão ao cargo de primeiro-ministro. Desde esse famoso congresso do PSD de 1999 que Teixeira Pinto admitia que o PSD viesse a fazer a experiência populista e, quando chegou a hora de Santana, apoiou. Mas depressa se desiludiu: ao contrário da palavra de ordem social-democrata do momento, Teixeira Pinto defende que o Presidente da República fez bem em dissolver o Parlamento, convocando eleições antecipadas. É um feroz adversário da integração europeia e consequente perda de soberania, tendo-se destacado como opositor à constituição europeia. Neste momento, o seu grande objectivo político era a candidatura de Cavaco Silva à Presidência da República, da qual era um dos "homens-sombra". Resta saber até que ponto as novas funções no BCP lhe perturbarão o trajecto.
É casado com Paula Teixeira da Cruz, advogada, a dinâmica ex-vereadora do PSD na Câmara de Lisboa que entrou várias vezes em conflito com João Soares. Têm dois filhos.
terça-feira, janeiro 25, 2005
Com a devida vénia a Tatiana Alegria do IOL, reproduz-se aqui a entrevista ao melhor presidente de junta de freguesia do país. O Herman José que se cuide. Este é que é o presidente da Junta...
«Carlos Torres não gosta de dizer que é o melhor presidente de junta do país. Nem sequer gosta que lhe chamem presidente da junta: «Estou, não sou presidente».
A razão porque alguns defendem que este gestor é o "rei" das autarquias portuguesas é ter ganho o primeiro prémio num concurso nacional de excelência autárquica, atribuído pela Secretaria de Estado da Administração Local, em 2003. O PortugalDiário ouviu as suas explicações para esta distinção.
Qual a razão deste reconhecimento do Governo? O que fez o presidente da junta desta freguesia rural no Norte do país de tão especial?
Tive a sorte de conseguir motivar as pessoas. É fundamental trabalhar com a população. Uma coisa é os funcionários da junta fazerem um jardim e terem de o manter. Outra coisa é envolver a comunidade na feitura desse jardim e serem os habitantes a tratar dele. Nós temos uma publicação mensal (feita por mim, desde o texto às fotografias!) e tudo o que as pessoas fazem em benefício da comunidade, sai nesse jornal. E é assim que se gera a motivação, criando um certo espírito de competitividade entre as pessoas.
As pessoas trabalham de graça?
Não ganham nada. Ganham um monte de trabalho! É que não é só fazer, é preciso conservar. 50 voluntários estiveram envolvidos directamente nos projectos que transformaram lixeiras em jardins. E depois temos casos de disponibilidade pontual, em que uma pessoa ajuda a junta a alargar um caminho ou a fazer um muro.
Que mais conseguiu fazer durante este mandato?
O meu objectivo era mesmo aproximar as pessoas à junta. Disponibilizámos uma quantidade de serviços aqui na sede como um fax, acesso à internet, pagamento de impostos, fotocópias e a prática de actos notariais. Também vamos instalar uma caixa de multibanco aqui na junta, que foi uma luta, porque é difícil convencer um banco que se justifica vir para tão longe fazer os carregamentos.
E fizemos muito no que toca ao alargamento dos caminhos: Santa Leocádia é uma freguesia com 750 hectares e com um terreno muito montanhoso. Quando cheguei havia caminhos onde não passava uma ambulância. Isso passou a ser uma excepção. Claro que ainda existem muitos problemas na freguesia. Não existe rede de saneamento e a recolha de lixo não chega a mais de metade das pessoas.
E dinheiro para pagar isto tudo?
Sou um "coca-bichinhos"! Estou sempre a esgravatar para ver onde posso ir buscar mais um pouquinho de dinheiro. Até se consegue dinheiro para se fazer as coisas com apoios do Governo e através de protocolos assinados com a Câmara. Uma das vantagens do prémio de excelência autárquica é que a comparticipação do Estado nos vários projectos passa de 50 para 70 por cento.
Mas ser presidente da junta com uma população de 1500 pessoas é como gerir uma grande empresa. É preciso estar sempre à procura de oportunidades. Por exemplo, o corte de árvores dos baldios da junta rendeu perto de cem mil euros. Parte desse dinheiro vai para o combate aos fogos e parte vai para alargar mais caminhos.
Mas a junta não conta com nenhum dinheiro certo?
As receitas de uma junta de freguesia são poucas: 500 euros por ano pelas licenças de cães e outros 500 euros de declarações e atestados. Do Governo, no nosso caso, recebemos seis mil euros de três em três meses. E depois temos os protocolos com a Câmara, que dependem muito dos executivos autárquicos. Não são garantidos.»
Afinal de contas, até nem é difícil... Manel
terça-feira, janeiro 11, 2005
Julgo que não servirá de nada dizer que tive com varicela e depois duas otites apanharam-me o juízo e, por via disso, não tive disposição para voltar ao blog.
É evidente que o «Desabafos» tem toda a razão: dez dias para votar – ainda por cima sem direito a campanha eleitoral – é muito pouco tempo. Assim, é desde já aceite a sugestão do Poolman e as urnas vão permanecer abertas até ao fim deste mês. Até porque a cifra de 30 eleitores está ainda muito longe de ser atingida. Afinal, parece que o pessoal gosta mesmo é de dizer mal. Quando se trata de nomear alguém pela positiva, cala-se tudo... ou então não há ninguém para nomear. Nem sequer os autores dos blogs e portais cá do sítio se dignaram a mandar uma boca!
Eu sei que os anarcas diziam que «se o voto é a arma do povo, não votes que ficas desarmado», mas aqui não estamos em guerra... Manel
domingo, dezembro 26, 2004
Não sei se do Natal ou do frio, o certo é os blogueiros cá da terra hibernaram. Eu ainda tenho desculpa, pois fui passar a consoada com os meus tios e primos, e almoçar com a minha mana, com a minha avós e outros tios e prima.
Mas agora que estou de volta – e com muitas desculpas à mistura – aproveito para desejar aos que passam pelo «O Maranhão», festas felizes e um ano de 2005 com tudo de melhor.
E um ano destes, talvez consiga ficar por cá, para ir dar uma espreitadela à fogueira do Ervedal. Só espero é que esta bonita tradição se mantenha o tempo suficiente para eu a poder ver. Manel
Actualização: Disseram-me agora que em Benavila também fazem uma grandiosa fogueira na noite de Natal. Está visto que tenho de ir ao Ervedal com o Pinheiro e a «Bena» com o Xico...
quinta-feira, dezembro 23, 2004
Aquela coisas das bolinhas já me estava a chatear. Agora que já sou um puto crescido, mereço um blog com um aspecto mais credível. Como é costume dizer: «Ano Novo, Vida Nova».
E aproveito a embalagem para desejar a todos um bom Natal e um próspero ano de 2005.
E vejam lá se não se esquecem de votar na «Figura Avisense de 2004». Já recebi alguns mails, mas para a «nomeação» ter alguma representatividade são necessários, pelo menos, 30 citações. Manel
quarta-feira, dezembro 22, 2004
Voltámos a ter notícias do Brasil. Transcrevo o mail recebido e lanço o apelo, a quem puder e souber, para ajudar este nosso «conterrâneo» a completar o seu trabalho. Será que a Dra. Marta não pode dar uma ajuda? O mail para responder está num post aí em baixo...
Na condição de natural do Estado do Maranhão, estou fazendo uma pesquisa sobre a origem do topônimo Maranhão, no Brasil. Durante séculos, muitos escreveram falácias sobre o assunto, inclusive, dando azo ao advento e registro de devivações pejorativas envolvendo o sentido étimo do termo. Felizmente, já consegui várias comprovações e valiosos informes que nos levam a crer que o topônimo nasceu entre nós por inspiração dessa antiga freguesia de Maranhão, em Portugal, solo vizinho da lendária e poderosa Avis de passado.
Recebi informes sobre um precioso livro existente na Biblioteca de Avis, denominado "Antoponímia da Lingua Portuguesa" - de autoria do destacado filólogo português, o ilustre Doutor J. Leite de Vasconcelos que, em 1928, pronunciou-se bastante conclusivo nesse sentido. Aliás, tenho em mãos as valiosas páginas 59 a 61 de sua valiosa obra. Infelizmente, os referidos textos aqui chegaram bem opacos, por terem sido enviadas anexos em forma de fotos escaneadas. Muito me agradaria tê-las de forma bem mais claras, a fim de que possa anexá-las ao file de pesquisa que estou realizando, a título comprovatório. Sei que o ideal seria o envio de xerox´s, via ´postal, mas sei que isso já seria pedir demais.
De autoria do escritor Mário de Saa, datada de 1922, há também excelentes registros nesse sentido, através da valiosíssima obra "Camões no Maranhão", Coimbra, 1922.
Ficaria bem feliz se o prezado amigo me pudesse aduzir algo neste sentido ou, quem sabe, acrescentar algo mais inerente à época pretérita em que foi fundada ou juntada a Avis a nossa querida freguesia do Maranhão portugês. Ao final, com certeza, estariamos ajudando a elevar a auto-estima de nossa gente. Nesse sentido, teríamos como contestar a concepção pejorativa havida em nossa língua, mormente no início do séc. XVII, na qual envolveram o substantivo "maranha" , do espanhol maraña, tornado "maranha+ão" e preferiram deixar de lado a forma verbal "emaranhar", há muito existente em nossa língua, razão efetiva do referido topônimo.
Muito me agradaria receber algumas informações pretéritas desse valoroso Maranhão, terra dos Camões, que é parte de Portugal, o nosso avôzinho.
Com antecipados agradecimentos, envio-lhe votos de Feliz Natal extensivos aos seus familiares e a todos os demais irmãos lusitanos.
terça-feira, dezembro 21, 2004
Com o aproximar do fim do ano é tempo de balanço. É também, para mim, o balanço do meu primeiro ano de vida. E como qualquer blog que se preze tem uma lista de premiados aqui ficam os «maranhão 2004», para distinguir os «melhores» avisenses da blogosfera (por ordem alfabética)
Avistando o Cosmos, porque é uma prova de que a excelência pode estar em qualquer lugar. Afinal de contas, em Avis, também há estrelas.
Desabafos, pela irreverência, maluquice, e boa disposição
Do Castelo, por à falta de um jornal em papel, ser aquele que mais se aproxima disso, prestando como tal um serviço público.
Portal de Avis, porque o jarmando teve uma grande ideia e que ainda por cima funciona.
E já agora, quero deixar aqui um desafio: vamos eleger a personalidade «avisense» do ano. Podem votar por mail (cada morada um voto), e os resultados só serão divulgados se recebermos mais de 30 votos.
Ajuda, se disserem um nome e o motivo da escolha. O prazo é até às 24h00m de dia 31 de Dezembro.
A urna de voto está instalada em maranhao@iol.pt e prometemos que não faremos batota... Manel
segunda-feira, dezembro 20, 2004
Prezados Senhores:
Na condição de brasileiro nascido no estado brasileiro do Maranhão, muito estimaria se me fosse enviado um pequeno relato sobre a data da fundação da Freguesia do Maranhão, em Portugal, bem como alguns aspectos históricos, tais como sua integração ao conselho de Avis. Gostaria de saber se foi o rio português que deu o nome à Freguesia do Maranhão, bem como quaisquer outros detalhes que envolvam o assunto.
Na expectativa de uma resposta satisfatória, antecipo agradecimentos pela atenção que for dispensada ao presente, subscrevendo-me, com elevada estima apreço mui atenciosamente
José Herênio de Souza
herenio@uol.com.br
Rio de Janeiro - Brasil
Carta do Brasil
Recebi um pedido de esclarecimento deste amigo brasileiro. Como sei pouco sobre o assunto limito-me a transcrever os dados de 2001 publicados no livro «Freguesia e Concelhos de Portugal» que o JN está a editar aos domingos. Se alguém quiser acrescentar mais alguma informação, faça favor de usar o mail aqui de cima...
Área total - 71.3 km2
Densidade Populacional - 1.4 hab/km2
População Residente - 98 indivíduos
Edifícios - 113
Núcleos Familiares Residentes - 30
Orago - São Domingos
As actividades económicas são essencialmente a agricultura e a pecuária.
É nesta freguesia que se encontra o conjunto megalítico da Herdade da Ordem que é composto por sete monumentos e constitui o maior conjunto do concelho.
A festa do Maranhão decorre no terceiro sábado de Julho.
quarta-feira, dezembro 15, 2004
Há muitas luas que não punha aqui os pés. No entanto, hoje, justifica-se plenamente o aparecimento para informar (os mais distraídos...) que faço um ano. Não o blog, mas eu mesmo.
Ainda parece que foi ontem que vi a luz do dia pela primeira vez, e já estou quase a ir para a tropa, seja lá isso o que for. Certo, é que já me aguento nas canetas e, mais dia menos dia, faço intenções de correr atrás da Mariana, e, se for preciso, à frente do pai dela. A propósito: a miúda está quase a fazer também um ano (30 dez). Só não vou à Muralha pagar um copo aos amigos porque, infelizmente, apanhei varicela e não a quero passar a ninguém. Mas se virem por lá o meu pai, cravem-lhe um copo que depois acerto contas com ele... Manel
terça-feira, outubro 12, 2004
No passado fim e semana fui à capital do império. Os meus pais aproveitaram e foram-se aviar a uma grande superfície lá do sítio. Eu fiquei em casa da minha tia. Quando chegaram das compras o meu pai, vinha com cara de chateado. E quem levou com o mau feitio fui eu. Chegou ao pé de mim e disse: «A partir de agora, em Avis, vais ter de obrar menos. Não estou para cada vez que mudas de fralda, pagar mais 30 cêntimos do que se estivesses em Lisboa». Fiquei sem perceber patavina até ouvir a explicação que a minha mãe estava a dar à fada-madrinha. Parece que o preço das fraldas em Avis é mais do dobro do que nos supermercados. Ora se elas são feitas todas no mesmo sítio, e, apesar de tudo, aqui a 40 quilómetros (em Estremoz ou Ponte de Sor) os preços são mais baratos, porque é que há esta exagerada diferença de preços? Estou a ver que quem se vai lixar sou eu. Como o meu pai é maluco ainda me mete alguma rolha só para poupar uns cobres. Manel
Não sei muito bem o que é que está para acontecer, mas o meu pai comentou que tinha ouvido dizer que ia abrir, brevemente, uma casa de meninas cá pela terra. Considero isso uma discriminação. Então e eu?! Lá por ser menino fico na rua?... O que é que as miúdas são mais que eu para terem direito a uma casa e aqui o «je» népia? É claro que as raparigas têm brincadeiras muito próprias, e eu, ainda não me estou a ver a brincar com bonecas. Talvez daqui a uns tempos, consiga convencer o Henrique a ir lá comigo para lhes perguntar se não querem jogar com as nossas bolas... Manel
quarta-feira, outubro 06, 2004
Será que a empresa a quem foi adjudicada a montagem dos stands da Feira Franca faliu? Só assim se pode explicar a continuada permanência, no Largo do Convento, do reboque que, presumo eu, contém o (ou parte) do material que serviu para fazer as «barracas». O que é mais estranho é a GNR-BT, tão diligente a matraquear a cabeça aos condutores de Avis por «dá cá aquela palha», aparentemente não tomar qualquer providência.
sábado, outubro 02, 2004
sexta-feira, setembro 24, 2004
quinta-feira, setembro 23, 2004
Ainda por cima, foi preciso ler os blogs da concorrência para saber da marosca... É claro que lhe disse logo que achava que ela era muito preguiçosa; com um blog tão giro e uma ideia tão engraçada, não mete lá nada há muitas luas.
Já podia ter posto, aquelas coisas que as minhas amigas joana e kika fazem para pôr nos dedos e nas orelhas que são muita nice.
E fotos?! há para aí muitos bate-chapas que fazem bué de retratos fantásticos. Isto para não falar das fotos que ela está farta de dizer que vai fazer na oficina do mestre Passita e do Mestre Manel.
Ainda por cima, depois desta conversa toda, ainda tem a lata de me dizer que não se lembra da password. Com uma mãe destas, se eu sair despassarado, depois não me culpem... Manel
terça-feira, setembro 21, 2004
Algumas notas sobre a Feira:
1. Mais uma vez, o sr. Francisco Alexandre conseguiu surpreender-nos; a ideia das ferramentas é uma espécie de dois em um: dá para admirar a qulidade do seu domínio técnico na arte de esculpir a pedra e ajuda a preservar a memória de instrumentos de trabalho, alguns deles já em desuso. No entanto, as peças em Madeira – novidade absoluta – é que me encheram as medidas...
2. A Ana voltou a ocupar o espaço do Posto de Turismo. E desta vez também mostrou que é uma rapariga que gosta de desafios: O desenho deixou de ser rei e senhor e entre os trabalhos apresentados, apareceram óleos sobre telas.
3. A exposição de fotografia apresenta uma qualidade média muito boa. Foi de certeza difícil escolher os premiados. Foram aqueles, mas outros podiam ser. Como continua aberta, se não passou por lá na Feira Franca, ainda lá pode ir cuscar.
4. Num espaço pequeno mas muito bem organizado, foi possível «Olhar o Tempo» e fazer uma «Aproximação ao Património Arqueológico de Avis». Devo confessar que foi o espaço que mais me tocou. Não tanto pela quantidade e qualidade dos achados expostos, mas porque percebi que existe gente nova em Avis que está a ser iniciada – no âmbito do Clube de Arqueologia – nesta aventura que é tentar perceber o passado através de pequenas (ou grandes...) pistas que foram ficando por aí «semeadas».
5. As tascas estavam o costume: tudo como dantes, quartel general em Abrantes... É certo que há constragimentos de espaço que levam a ir para soluções culinárias mais fáceis. E o frango assado até se come bem. Mas se queremos que cada vez mais gente nos visite, tem de haver uma aposta continuada na cozinha tradicional da Região. É pena ver que o esforço para promover, por exemplo as Migas – que o ano transacto foram objecto de um festival – não é depois aproveitado para serem apresentadas como uma oferta diferenciadora do concelho.
6. Os espectáculos são o que são. O profissionalismo de Abrunhosa foi o que se estava à espera; os Fingertips, de ainda pouco conhecidos, foram para muitos uma desilusão; e o Ballet da Bielorrússia cumpriu as expectativas a cem por cento.
7. Será possível melhorar a Feira? Deve manter-se no mesmo local, cumprindo a tradição, ou deve estender-se a outros lugares da vila, criando vários polos de animação? Deve continuar a ser só três dias, ou deve estender o seu calendário, como por exemplo fazem no Crato?
Vou pensar nestas questões e, num próximo post, direi de minha justiça. Manel
quarta-feira, setembro 15, 2004
Aproxima-se, rapidamente, (amanhã às 18h30m) mais um jogo do glorioso. Desta vez, calhou aos eslovacos o previlégio de receberem na sua terra o clube mais popular de Portugal e arredores. Ontem jogou o FC Porto e até nem começou mal. Apesar de tudo, o empate permitiu-lhes amealhar um precioso ponto e só no fim é que se fazem as contas.
Agora o que eu estranho é o telemóvel do meu pai não ter tocado a dar sinal de mensagens no fim do jogo. É que já estava habituado a ouvir, primeiro vários toques e depois os comentários – impublicáveis – do velhote...
Com tantos portistas que há aqui pela terra, corre-se o risco do xanax esgotar na farmácia. Não desesperem, afinal de contas, ontem, vários ex-portistas sairam vencedores: Mourinho, Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira, no Chelsea; e Deco, no Barcelona. Ai que saudades, ai, ai..
Afinal de contas, infelizmente, dizer mal de políticos e da política a torto e a direito, é o pão nosso de cada dia. Logo, de tão usual, tem pouco de «politicamente incorrecto».
Acho até que nos nossos dias, ser incorrecto é defender a actividade política (não confundir com políticos incompetentes ou corruptos) e tentar trazer os cidadãos para a discussão dos problemas que lhe dizem respeito.
Mais do que discutir nomes ou siglas o que importa é discutir temas e estratégias.
E a poesia de José Régio pode ajudar-nos a isso:
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí!
domingo, agosto 29, 2004
Fraternal abraço,
Joé Herênio de Souza -Rio de Janeiro – Brasil
herenio@uol.com.br ou joseherenio@globo.com
Recebi, com agrado, este mail de um cidadão brasileiro. Como todos sabem, tenho pouco a ver com a escolha do nome do blog. Quando cá cheguei ele já cá estava à minha espera e pouco sei sobre a «origem do nome Maranhão». Já me contaram e li sobre a teoria de que Camões teria estado aqui neste nosso Maranhão e não naquele de onde nos escreve este nosso «irmão brasileiro». Aqui ficam o apelo e os contactos. Quem puder ajudar o homem não se acanhe. Estamos em dívida para com eles: afinal cederam-nos o Deco para jogar na selecção portuguesa. Manel
sexta-feira, agosto 06, 2004
E não sabendo como é que tudo se passou até me parece que o «alentejanando original» teve uma reacção exagerada.
Não é caso inédito na blogosfera aparecerem nomes que já existem ou muito semelhantes. Por exemplo a «Quinta Coluna» foi vítima de um desconhecimento desses. Tem imperado o bom senso e o que chega, depois de avisado, muda de nome.
É assim que deve ser para não haver confusões. E com o número de leitores que tem deve ser fácil abrir um concurso de ideias para um novo nome para o blog.
Mude homem que só os burros é que não mudam… Manel
quarta-feira, agosto 04, 2004
Agora, o que eu não compreendo é como os blogs de referência do concelho de Avis – nomeadamente o «Desabafos» e o «Do Castelo» – deixam passar esta notícia ao lado... e alguns com particular responsabilidade na matéria em causa.
De qualquer maneira, sempre posso adiantar, sem quebrar nenhum inconfidência, que o jornal não sairá em Agosto, mas que em Setembro são de esperar algumas alterações. À nova directora deseja-se felicidades e pede-se que dê mais atenção a Avis. É que não basta dizer que o jornal é dos concelhos de Ponte de Sor e Avis é preciso que isso se veja nas páginas do jornal... Manel
sexta-feira, julho 30, 2004
Mas a blogosfera avisense está activa e cheia de surpresas. O alentejanando, veio lançar a discussão – e independentemente de se saber se tem ou não razão – provou que afinal há muita gente atenta ao que se diz e faz. Só é pena não ter escolhido um nome para o blog mais original. E se pensam que me estou a meter com ele dêm uma saltada aqui ao lado...
quarta-feira, junho 16, 2004
Faz hoje um ano que o Francisco postou pela primeira vez no Aviz. Só por isso merece os parabéns. Mas merece-os, acima de tudo, porque o seu blog se tornou uma referência na blogosfera: existe um tempo antes do Aviz e outro depois do Aviz. Merecidamente. Parabéns Chico. E vê lá se apareces, qualquer dia não me conheces...
.
O Castelo anda preocupado comigo, mas não há motivos para isso. Acontece que com este tempo, me tem apetecido outras actividades menos electrónicas. Pode estar descansado que eu ainda não consigo fugir...
quinta-feira, maio 20, 2004
Fiquei de tal forma emocionado com a vitória do Glorioso que até perdi a voz. Foi empolgante, só com cinco meses de vida e já estou a comemorar uma Taça. O problema é que assim habituo-me e para o ano quero mais. Como diz a canção: menos ais, menos ais, queremos mais... Aos derrotados quero desejar felicidades na final dos campeões, apesar de achar que é uma pena o FC Porto não poder ganhar e o Mourinho perder. Isso é que era ouro sobre azul...
sexta-feira, maio 14, 2004
Parece que é desta que o Verão vem aí. Talvez assim tenha ordem de soltura. Já estou com saudades de umas passeatas a seguir ao almoço para fazer a digestão. Ontem fui ao castigo das vacinas, mas portei-me que nem herói. Acho que por isso mereço uma recompensa. Por exemplo três golos na baliza do Vítor Baía já me chegavam...
segunda-feira, abril 26, 2004
Já lá vão quase três semanas que não posto aqui nada. Estou a ver que tenho de despedir o escriturário, ou então, aprender rapidamente a escrever para o poder dispensar. A verdade, é que sendo pouco tempo – três semanas – para mim é quase meia vida. Neste período aconteceram coisas muito importantes, entre elas, talvez a mais importante, é o facto de ter deixado de ser um menino-copo-de-leite. Eu explico: como já andava farto daqueles leites e papinhas que me administravam resolvi deixar de comer. É claro que caiu logo o Carmo e a Trindade. Pensaram logo que estava doente, que era dos dentes, que era da tripa, que era sei lá eu de quê... Nada disso, resolvi fazer greve da fome até me darem comida de gente. E não é que eles perceberam. Vai daí sopita e fruta (confesso que gosto mais da fruta...) aqui para o menino. Até que não é mau. Até durmo mais e melhor...
Mas não foi só na gastronomia que houve novidades. Fui tentar ver a inauguração do monumento ao 25 de Abril do Francisco Alexandre, mas como a coisa se atrasou um bocadito e eu estava com fomeca tive de ir a casa matar a malvada. O meu pai já me prometeu que depois passo por lá, mas já me foi dizendo que a peça explica e dignifica essa gloriosa data.
À tarde fui até ao auditório – agora baptizado Ary dos Santos – ver e ouvir o Jorge Palma. Foi o meu primeiro concerto e limitou-se a duas musiquitas. Mas gostei. Podem fazer mais, que eu gostei. Até dormi embalado ao som do «dá-me lume» e do «bairro do amor».
Ao almoço tinha estado na Muralha para ver a Mariana. Não a encontrei, mas tive a sorte de lá estar a Catarina que é uma espécie de salvadora e que assim que me vê pega-me ao colo. E isto de andar ao colo é que está a dar. Só não percebo é o que é que o meu pai quer dizer quando pica os dragões cá do sítio e lhes diz que se o Porto foi campeão é porque o levaram ao colo... É que na minha maneira de ver eles já são suficientemente cresciditos para poderem andar pelo seu próprio pé.
Ah. Já me estava a esquecer de dizer que no sábado vi os meninos da ludoteca apresentarem uma peça baseada num livro que eu conheço muito bem: Carlota e a Revolução dos Cravos. Fiquei espantado com a qualidade da actuação. Quando for maior também quero entar na festa...
domingo, abril 11, 2004
Emprestei o nome do Blog aos meus pais para entrarem no rallye papper da Casa do Benfica. É claro que eu fiquei nas boxes, a dormir que nem um justo. Ou nem por isso que a Rita – que foi quem ficou a olhar por mim – foi bufar à minha mãe que eu tinha chorado um bocadinho. O meu pai já me deu um raspanete: «Se voltas a chorar meto-te no micro-ondas. A continuares com a choradeira, no próximo, já sei que a tua mãe não quer ir...» Não sei se o devo levar a sério, mas é melhor não arriscar.
Mas vamos ao relato dos acontecimentos: A equipa. Anibal, Rute, Joana e Kikos; O bólide. Citroen Picasso; A classificação, nono lugar.
Acho que a coisa até nem lhes começou mal, mas quando tiveram de ir à procura do pirilampo é que a porca torceu o rabo. Mais um bocadinho e tinham ido parar a Portalegre. Lá no meio do campo, perdidos na escuridão, tiveram a sorte de encontrarem os Bravos do Quintalão ( que conseguiram um honroso terceiro posto ) que os levaram quase ao colo até ao dito cujo pirilampo. Foi a sorte deles, se não ainda eram capazes de andar à procura do bicho... O meu pai está em broa com o Pedro. Até diz que outra coisa não seria de esperar de uma pessoa que nem sequer é do Benfica.
Mas o mais importante é que tudo correu muito bem. A organização está de parabéns e os vencedores também. Aliás, ia-me esquecendo de dizer que quem ganhou foi uma equipa de Benavila o que até nem me admira, pois o chefe trabalha nos correios: se ele não soubesse onde são as coisas quem é que havia de saber...
O prémio mais de equipa mais original foi para os Papa-léguas merecidamente. E Elas ganharam o prémio para a equipa feminina. Eles ficaram em primeiro e o Gang do Mercedes em segundo (assim é que está bem...). Pronto. Para o ano há mais!
domingo, março 28, 2004
O meu amigo Do Castelo, por um destes dias, ficou muito irritado por ver três trabalhadoras à volta de uma enxada, a ver se a punham em condições de cumprir o seu serviço. Ele próprio, hoje, nos diz que nem sempre aquilo que parece é. Afinal o trabalho ficou feito, e pelos vistos bem feito... Mas esta história não me viria à «lembradura» se não me tivessem contado que a noite passada a GNR de Avis, resolveu «précurar» pela licença de direitos de autor em alguns bares e cafés que têm televisão e música gravada para uso dos clientes. Até aqui nada de extraordinário. A lei assim o diz, os autores assim o merecem. Agora, usar dois «jeeps» e uma outra viatura, com seis agentes para pedir aos proprietários das casa que mostrem um papel é que me parece desproporcionado. É um velho costume português. Apesar da lei dizer que somos todos inocentes até prova em contrário, as polícias, funcionários públicos e todo o bicho careta que tem algum poder, esforçam-se por nos fazer sentir exactamente o contrário. Talvez não fosse mau lembrar ao comandante do Posto da GNR de Avis, que esta força existe para garantir, primeiro de tudo, a segurança dos cidadãos. E que o uso de seis agentes numa operação sem o mínimo risco – que até poderia ter sido feita de dia – pode ser entendida como má utilização dos recursos humanos. A não ser que quem mande na «guarda» já não seja a Administração Interna e a D. Manuela tenha dado ordens para «facturar» a toda a pressa. Aí já faz sentido. É que se alguém for apanhado a roubar é preso, mas não paga multa. Mas se um cidadão cumpridor, for apanhado dentro da vila a conduzir sem o cinto de segurança, lá vai ter contribuir para amenizar o défice da ministra das Finanças... Manel
terça-feira, março 23, 2004
Hoje estou de regresso a Avis. O fim-de-semana prolongou-se até terça. Fiquei em casa da minha tia Ariana e do meu tio Fernando. Vi o tio Horácio, a tia Bela, as primas Joana e Mafalda e deliciei-me com o falar cantado da D. Rosário que me faz lembrar a minha terra. Também não é de estranhar. Apesar de viver há mais de quarenta anos em Cascais, nasceu no Escoural. Se lhe pedisse talvez fosse comigo para me fazer aquelas sopas que a minha mãe diz serem divinais. A Mafalda é que não ia gostar da ideia, afinal de contas já tem o palato afinado aos sabores da D. Rosário. Mas, não desfazendo, a D. Maria José também faz – diz o meu pai – uns petiscos de se comer e chorar por mais. É o caso do Ensopado de Borrego e da Sopa de Feijão com Batatas e Carne do Osso que se podem degustar de vez em quando na Muralha. Pensando bem, são mais duas razões para visitar a Mariana...
Uma das minhas primeiras amigas anda agora pela estrada do coco. Nem preciso dizer que é fundamental para matar saudades.
sábado, março 20, 2004
Até que enfim que veio o bom tempo. Deve ter sido a minha mana Joana que o trouxe este fim-de-semana. Já andei na rua a passear sem necessidade daqueles trapos todos que me tolhem os movimentos. O meu pai até me foi mostrar o emblema do Benfica e devo dizer que até gostei. É uma cor que não envergonha ninguém, plena de significado(s): sangue, coragem, luta. Fiquei muito mais descansado. Se eles andassem para aí, a dar pontapés na bola, vestidos de azul ou de verde era uma coisa de ir ao psicanalista.... Se fosse verde – que dizem ser esperança – era o mesmo que dizer que estavam ali por estar, ganhassem ou perdessem, para eles tanto fazia. Ora, não é isso que se espera de quem vai à luta. Um jogo, mesmo a feijões é para ganhar. Com regras, mas para ganhar. Se fosse o azul a cor escolhida era mais complicado: azul é água, é calma, é céu... consta que um dos meus avós era do FCP, sinceramente, não sei o que pensar.
PS: Folgo em ver o meu amigo do castelo restabelecido. Mas, em relação ao seu post da Feira dos Produtos da Escola de Avis, sempre quero dizer que achava muito mais engraçado que tivesse sido feita no jardim que existe em frente à escola. Era, mais que não fosse, uma forma de dar vida a um dos espaços mais conseguidos da vila de Avis. Manel
quinta-feira, março 18, 2004
O azar de uns, às vezes é a sorte de outros. Como o Petit se lesionou o meu homónimo (Manuel Fernandes) teve hipótese de jogar um bocadinho mais do que é costume. E não é que ele enche o campo com a sua classe? Apesar de ser um puto pouco mais velho que eu já não engana. Agora, é preciso que o espanhol o deixe jogar para ele ganhar arcaboiço. O meu pai é que até parece outro. Já fala em organizar uma «sessão de espiritismo» no dia 16 de Maio. Talvez seja para ressuscitar o Eusébio – desportivamente, é claro. Bem falta fazia que aquela menina do Nuno Gomes, ontem, mostrou mais uma vez que anda com as botas trocadas. Seja como for a final ninguém nos a tira, e o treinador do Porto que se cuide porque se ele é Mourinho, eu cá sou mouro... Manel
quarta-feira, março 17, 2004
Estavam vocês já fartos de perguntar: onde é que se meteu o Manel? Pois não me meti em lado nenhum. O taralhoco do meu pai é que não se tem dado ao trabalho de passar para o blog aquilo que eu lhe digo para lá pôr. Parece que hoje está pelos ajustes. Deve ser por ser dia de S. Benfica... Mas vamos ao que interessa: isto de ganhar de presente, logo ao nascer, um blog tem que se lhe diga. Se por um lado temos um passado às costas sem culpa nenhuma, também ganhamos alguns amigos sem fazer muito por isso. E como o melhor do mundo – logo a seguir ao Benfica – são mesmo os amigos, tenho de agradecer aos Coruchenses pela referência que me fizeram. Por acaso até é uma terra onde, de vez em quando, passo quando me levam a Lisboa. O meu pai é que a conheceu, em tempos que já lá vão, muito bem. De vez em quando ainda fala de uma coisa que era, salvo erro, A Pantera Cor de Rosa. Deve ter a ver com desenhos animados... Quem nunca mais deu à costa foi o CC. Então isso faz-se? Essa atitude não me parece nada católica. Vê lá se apareces para discutir a linha do Glorioso. Isto, é claro, se eles hoje se portarem bem.
quinta-feira, março 11, 2004
Ainda há quem ande para aí a dizer que qualquer dia não há cá ninguém. Só nos últimos três meses «samos» pelo menos meia dúzia, e mal contados... Desta vez foi o João Miguel e com o caparro que tem fica desde já convocado para defesa central.
E, por falar em futebol, com quem eu estive no outro dia foi com o meu amigo Henrique. Levámos os nossos pais a ver o FC Porto. O FCP, é uma maneira de dizer que eles iam preparados para festejar os golos dos encarnados, mas o Costinha, já quando o jogo devia ter acabado, lá meteu aquela cabeça de alho chocho à bola e enfiou o esférico na baliza do Manchester. Foi quanto bastou para os obrigar – aos nossos pais – a meter a viola no saco e a ter de dar os parabéns aos «andrades» presentes.
Hoje é outra vez dia de futebol. Mas desta vez é a sério, ou seja, joga o Benfica. E logo contra uns caramelos que não lhes trazem grandes recordações. Só jogaram uma vez com eles e perderam por causa de um frango do guarda-redes. Ainda por cima era a final da Taça dos Campeões... Já foi há muitos anos, mas a malta não se esquece. E para além do mais a vingança serve-se fria...
quinta-feira, março 04, 2004
Ora cá estou eu de volta. O Castelo meteu-se comigo. Bem vistas as coisas se para morrer, basta estar vivo para gozarem connosco só é preciso a malta dizer qualquer coisita. Mas não fica sem resposta: não tenho monte, mas tenho amigos que têm e, portanto, a cozinha estava ali à mão de semear... No que diz respeito às cervejolas até nem era mal pensado desde que fosse a acompanhar um pratito de percebes. Não sei se percebes?... O meu amigo Poolman também me mandou um abraço. Agradeço e retribuo. Mas sempre lhe quero dizer que quando me quiser dar um ao vivo pode ir até minha casa que ele sabe muito bem onde é que fica.
Quem está muito gira é a Mariana. Tenho-a visto na Muralha a azucrinar a cabeça ao António Manuel. E ele até tem jeito para lhe pegar ao colo... de vez em quando tenho de dizer bem dele que é para ver se não me toma de ponta.
Quem nunca mais vi é o meu amigo Henrique. Já estou farto de dizer aos meus pais para me levarem a casa dele, mas parece que o tempo não tem estado para brincadeiras. Agora quando melhorar tenho de lhe telefonar para organizarmos uma rave e levarmos a Mariana connosco.
quarta-feira, fevereiro 25, 2004
Ontem, terça-feira, fui dar um passeio ao campo. Como o Sol fez o favor de aparecer, até me repimpei todo a beber o biberão ao ar livre. Teria sido perfeito não fosse a minha mãe pregar-me uma partida de carnaval: em dada altura comecei a protestar por não me darem de comer. Lá fizeram o favor de se levantar e foram à cozinha aquecer o leite. Minutos depois apareceram com o biberão e eu comecei a chupar. E posso afiançar que me esforcei, mas aquilo não dava nada. É claro que me irritei e, apesar de dizerem que os homens não choram, estive-me a marimbar para o ditado. Abanaram o vazilhame, olharam para a tetina, uns diziam que o leite corria porque viam bolinhas, outros dizam que o barulho não era o do costume. De repente, se calhar já farta de gozar comigo, a minha mãe, abriu o biberão e tirou a tampinha branca que estava a impedir o leite de passar. Sinceramente não sei o que hei-de pensar: terá sido brincadeira ou foi mesmo incompetência?
segunda-feira, fevereiro 23, 2004
Amanhã, terça-feira de carnaval, gostava de me mascarar de gatinho. Com aqueles bigdes desenhados a carvão e tudo... Mas como ainda não sei dizer miau acho que os meus pais não me vão fazer a vontade. Ainda por cima soube que a Mariana já tem a máscara pronta. Não sei se estão a ver eu de gatinho e ela de gatinha, ia ser só ronronar... Manel

