terça-feira, setembro 13, 2005

Tempo de Antena das Autárquicas 2005


Não sei para que é que o PS se deu ao trabalho de inaugurar uma sede para a campanha eleitoral. Afinal de contas, já tinham uma, só não se chamava era assim...

O Joaquim Augusto – candidato do PSD à CM – ainda não tem cartazes colados. Deve ser defeito profissional. Como não tem chovido, anda com os trabalhos atrasados.

A lista da CDU é praticamente a mesma de há 4 anos. Não tem nada a ver com falta de renovação: por causa da crise, decidiram apresentar os mesmos nomes e aproveitar os folhetos da última campanha.

Nos Açores, a ilha do Corvo elegeu durante anos, e por diversos partidos (CDU/PS/PSD) o mesmo candidato, carteiro de profissão. Cá em Avis o melhor é o Croca pôr-se a pau...


Desculpem lá...

O tamanho do post anterior, mas, mesmo assim, ficou muito por dizer...

Aliás, apesar de não haver comentários, quem quiser participar no debate, pode enviar por mail a sua opinião. Se cumprir as mais elemntares regras de urbanidade e civismo, obviamente será publicado.
Desenvolvimento

Por um destes dias, à conversa com um dos candidatos à Câmara Municipal, dizia-lhe eu que me «chateava» que a maioria dos políticos não conseguisse aceitar que o desenvolvimento de uma terra, tivesse unicamente como alavanca a actividade turística, e não resistissem, com mais força em alturas de campanha eleitoral, a propor, exigir e prometer a instalação de fábricas como rápida panaceia para a criação de emprego.
Nem de propósito, no dia a seguir, no canal 2 da RTP, um programa com especialistas em desenvolvimento rural defendia mais ponto menos ponto, o mesmo que eu.

O turismo do sol e da praia já deu o que tinha a dar. Todos os economistas apontam esta área económica, como aquela que mais vai crescer nas próximas décadas. O próprio Algarve, está a mudar de estratégia na oferta turística promovendo, para além dos já falados sol e praia, a cultura popular, a gastronomia, o património, etc.

Um concelho que tem grande parte da sua área protegida pela rede Natura, Que tem uma albufeira como a do Maranhão, que tem uma história e um património edificado que atravessa vários períodos, que tem produtos tradicionais como por exemplo o azeite e o vinho, ou memórias gastronómicas no aproveitamento do borrego e do porco e que dos seus cereais se faz o pão que darão as migas, tem tudo.

Não precisa de fábricas, só precisa de estratégia.

Chamar para este desafio os agricultores, as adegas e os lagares, pedindo-lhes que produzam com qualidade; os proprietários dos restaurantes, incentivando-os a apostar na gastronomia local – começando pelo couvert; promover e fazer renascer outras actividades que andam adormecidas como a produção de licores, o mel, os queijos, etc; Apostar no artesanato existente e chamar designers jovens que possam com base na tradição local inventar novos produtos; Tirar partido da Ordem de Avis, criando, por exemplo um prémio nacional para os alunos do secundário, pagando bolsas a investigadores universitários para que publiquem trabalhos sobre o tema; apoiar as empresas de animação turística para que quem nos visite tenha actividades paralelas como caminhadas, observação de aves, passeios de barco na barragem, etc.

E, mais importante que tudo o resto, criar condições e pressionar os proprietários para que as áreas de excepção à volta da barragem cumpram a função para a qual foram criadas, a actividade turística, e não estejam só à espera que o mercado melhore para fazerem especulação imobiliária.
No Baixo Alentejo por diversas vezes, quando descobrem onde vivo, perguntam-me se não lhes posso levar broa de Avis. Poder, podia, mas não há. Pelo Natal, lá consigo «convencer» a D. Maria José a fazer-nos algumas, mas comem-se depressa e depois é preciso esperar um ano por outra dose. Como vêm, quase nem era preciso fazer publicidade...

sábado, setembro 10, 2005

Benavila e Valongo

O Google disponibiliza uma ferramenta, verdadeiramente, extraordinária. Chama-se Google Hearth e permite ver todo o mundo a partir do espaço. Infelizmente a defenição não é perfeita em todo o globo, o que leva, no caso do concelho de Avis, a que só as povoações de Benavila e Valongo se consigam ver perfeitamente. Está disponível para toda a gente que tenha internet e queira fazer o download da aplicação a partir do site.
Ervedal

A actividade agrícola do Ervedal é hoje notícia na revista Grande Reportagem, distribuída com os jornais DN e JN.
Numa breve, o jornalista denuncia o facto, de num ano de seca extrema, os agricultores que aproveitaram o leito da Ribeira Grande para semear sogro para alimentar os animais, estarem a ser multados pelos serviços do Governo. Quem estiver interessado em ler tudo tem de comprar um dos jornais, pois a revista não tem site.
Saloon está de volta

Depois de se retemperar nas cálidas águas algarvias, o Manel está de volta e os hamburgers também. O bar é uma espécie de McDonalds de Avis, com a vantagem dos hamburgers serem bem melhores. Ontem, lá estive que as saudades já eram muitas e um intervalo na culinária sabe sempre bem...


Tasca da Muralha

É, sem dúvida, uma mais-valia para a restauração do concelho. Os petiscos da D. Sílvia já tinham fama, mas comê-los é bem melhor que «ouvi-los». O problema é a freguesia (não, não estou a falar do Alcórrego...). Não é que sejam mal educados ou problemáticos. São é muitos o que, por vezes, torna impossível arranjar poiso para amesendar.

Tertúlia da tardinha

A transferência da temporada, como toda a gente sabe, foi a do António Manuel que largou a dita cuja Muralha e alinha agora no Caçador. Apesar de serem apenas meia dúzia de quilómetros, as nossa visitas tornaram-se muito mais escassas, muito por culpa dos homens da GNR. É que entre dois dedos de conversa e umas minis, e uma carta apreendida a escolha é óbvia... Mas que as saudades das «discussões» de fim de tarde existem, lá isso existem. Quando houver transportes públicos ou boleia temos de as reeditar.

O Convento

Esta notícia é uma «cacha». Em primeira mão, O Maranhão soube de fonte geralmente bem informada que está prevista a abertura de «O Convento» na primeira semana de Outubro, e desta é que é.
No poupar é que está o ganho

O Governo quer que os portugueses voltem a ter o hábito de fazer economias, e para isso vai reintroduzir incentivos fiscais para a poupança. Tudo bem, mas poupar o quê?!....

sexta-feira, setembro 09, 2005

Feira Franca

Aproxima-se a passos largos a Feira Franca de Avis. A data e o espaço em que se realiza, tornam-na num acontecimento ímpar. No entanto, por aqui e por ali, houvem-se comentários de que o modelo está esgotado; que devia ser assim e assado; que os artistas são sempre os mesmos; que, que, que...

Honestamente, não tenho uma ideia feita em relação a este assunto, mas acredito que quem se candidata à gestão da Câmara, tenha ideias muito concretas: fica assim, muda? E se muda, muda como?

Sendo, infelizmente, o único acontecimento – de repente não me lembro de mais nenhum – que extravaza o concelho e faz apelo a que nos visitem, a FF ganha uma importância que a transforma em tema de campanha.

Esperemos que sim...
Clássico

O Poolman que me desculpe, mas não há jogo como o Sporting-Benfica (ou vice-versa)! Amanhã, é dia de clássico, e os lagartos já estão a fazer das suas: primeiro lesionaram o melhor marcador do benfica nestas ocasiões - o Beto - e preparam-se para sentar o Ricardo no banco de suplentes, impedindo-o de contribuir decisivamente para a mais que previsível vitória do Glorioso. Lá vamos ter de nos esforçar um bocadito mais para ir ao WC da Segunda Circular, estragar a festa aos sportinguistas.

Nota: Apesar da minha mãe ficar irritada, já consigo levantar os braços e dizer «FIIIIIIIICA». Manel
Jornais

Hoje, os jornais da manhã, não me conseguiram irritar. Isto, simplesmente, porque a esta hora ainda não tinham chegado, e não me dá jeito beber a bica com a internet ao colo. A distribuição já foi melhor, de vez em quando piora, tem dias em que vem cedo, e tem dias em que vem tarde.
No entanto, começo a pensar que o atraso dos jornais, faz parte de um plano maquiavélico para impedir os avisenses de terem acesso à educação... Pelo menos é o que sugere a leitura deste post de um nosso conterrâneo.

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Já se ouviu de tudo sobre os comunistas - desde que comiam criancinhas, até que davam injecções atrás da orelha aos velhos - agora que não ensinavam «inglês» aos putos para os manter de olhos fechados só pode ser a brincar...

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Ontem, quando escrevi o post sobre o assunto estava de boa fé. Irritou-me o facto de Avis não ter concorrido a este programa. Mas atenção: não é só a Câmara que o podia fazer. A Associação de Pais, a própria escola e até privados também o poderiam ter feito. O que motivou a critica subjacente ao texto foi aquilo que a mim me parecia incompetência, desinteresse ou desleixo.
Depois de informado sobre a questão rectifiquei. Errar é humano e emendar também...

quinta-feira, setembro 08, 2005

Inglês no primeiro ciclo (actualizado*)

A verdade, verdadinha é que cá no burgo, os nossos filhos já, há vários anos, segundo me disseram, têm acesso a aulas de inglês em todo o primeiro ciclo.
Fica o esclarecimento. Erros de quem tem filhos pequenos demais para saber estas coisas. Ainda bem.


A leitura dos jornais esta manhã teve o condão de me irritar. O primeiro a ser lido (JN) dizia que 93% dos alunos dos 3.º e 4.º anos iam, já este ano, ter aulas extracurriculares de inglês, mas - há sempre um mas... - em 14 concelhos isso não iria acontecer porque nem autarquias, associações de pais, institutos de línguas ou agrupamentos terem aderido ao programa.
Fiquei com a pulga atrás da orelha. O segundo jornal (Público) dava uma informação preciosa: na página do ministério (www.min-edu.pt) podia-se saber quais os concelhos que iriam ser abrangidos.
Será que as crianças de Avis vão aprender a língua de Shaskpeare? aceitam-se apostas.

Inglês (II)

No seguimento da minha investigação na internet, deu para perceber que nem tudo está perdido para os alunos dos 3.º e 4.º anos. Primeiro o prazo de candidatura ainda não acabou (acaba no fim do mês) e, last but not least, se em Avis não houver nenhuma candidatura, pode-se sempre ir às terras aqui ao lado: Sousel, Fronteira, Alter e Ponte de Sor que fazem parte da lista divulgada pela DREA (Direcção Regional de Educação do Alentejo).

Inglês (III)

Só mais uma coisa (ou talvez não...): dos 14 concelhos em que não foram apresentadas candidaturas, dez (10) são do Alentejo. A saber: Aljustrel, Avis, Castro Verde, Estremoz, Santiago do Cacém, Odemira, Monforte, Vendas Novas, Redondo e Sines.

sexta-feira, agosto 26, 2005

Clube Náutico

Já não tenho dúvidas: a zona do Clube Náutico e Parque de Campismo vai ficar catita. Parabéns aos autores do projecto e a quem decidiu fazê-lo.
No entanto, permanece uma dúvida quanto ao futuro. Quem vai gerir aqueles espaços e em que moldes?
Numa entrevista em Setembro do ano passado, publicada no suplemento da Feira Franca do Fonte Nova, o presidente Manuel Maria Coelho – agora recandidato pela CDU – dizia em relação ao Parque de Campismo que estava tudo em aberto. Tanto poderia a autarquia continuar a gerir o espaço, ou dá-lo à exploração a uma empresa do ramo.
Ora aqui está um bom tema de campanha. Até porque qualquer uma das hipóteses tem argumentos a favor e contra. Ficamos à espera que este assunto seja esclarecido pelos vários candidatos nos seus programas eleitorais...
Vício

Há para aí alguém cujo vício de fumar é tanto que, regularmente, assalta os cafés e bares cá do burgo para satisfazer a(s) sua(s) necessidade(s). Desta vez a visita foi ao «Saloon» (ex-Lareira) onde o(s) meliante(s) se introduziram por uma janela, e depois de arrombar uma porta interior, se assenhorearam do tabaco e das moedas que estavam na máquina.
Depois, dizem os «inspectores poirot» cá do sítio – não confundir com a GNR ou PJ –, embarcaram no expresso para Mora, na companhia de vários sacos. Aí chegados mudaram de transporte e dirigiram-se a Coruche.
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À tarde, no Alcórrego, uma família (dois adultos e duas crianças), deslocavam-se pacatamente todos numa só mota e tiveram o azar de se cruzar com a patrulha da GNR. A motorizada tinha sido pedida «emprestada» na Azervadinha sem o consentimento do dono e, por isso, o motoqueiro, depois de tentar a fuga, foi detido pela guarda. Consta que também este tem o vício do tabaco, visto, na altura, ser portador de vários maços.
Economia alentejana

O Blog «A terra é pequena mas a gente também não é muito grande» tem estado de férias. No entanto, por estes dias, sugeriu a leitura de um artigo do DN Negócios. Fui lá ler. Quem estiver interessado também o pode fazer carregando no link.

terça-feira, agosto 23, 2005

Autárquicas

Em Avis as coisas estão, como sempre, calmas. Mas aqui ao lado, em Sousel, a temperatura está a aumentar. Sabido, ex-presidente da Câmara pelo PS, e agora candidato «independente» pela lista MIS, resolveu interpor uma acção contra a lista de independentes encabeçada por João Ruivo.
Argumentava que SIM (nome da lista de Ruivo) era MIS ao contrário. Incontestável. Tanto poder de observação, tem de vir de uma mente brilhante. Não sei como é que ninguém tinha reparado nisso. Aliás, se virem bem, MIS também é SIM ao contrário.

É claro que perante tantos e tão fortes argumentos o juiz mandou-o bugiar e deu razão à lista SIMsousel.

Queria ganhar na secretaria, mas perdeu no tribunal. O mais certo é perder também nas urnas...
Fim

Costuma-se dizer que só a morte não tem remédio. E é de uma morte que falamos: FJV matou o Aviz. O blog dos blogs, aquele que me fez ter vontade de fazer O Maranhão.

Ficam os bons momentos passados, mas tenho o pressentimento de que não será suficiente.

abraços chico, e já sabes: o caminho mais próximo para Chaves é sempre por Avis.

quarta-feira, julho 27, 2005

Um destes dias, a malta volta...

até lá fiquem com esta morada. É de um lagarto, mas o que seria do vermelho se toda a gentegostasse do amarelo? E para além disso o homem (ou mulher, vá-se lá saber) até fala de Avis.

quinta-feira, julho 07, 2005

Regresso difícil...

Já são conhecidos os nomes dos três candidatos à Câmara Municipal de Avis: Joaquim Augusto Varela, pelo PSD; Rui Henriques, pelo PS; Manuel Maria Coelho, pela CDU.

O primeiro, é um dos mais antigos amigos de Avis, com o segundo tenho mantido relações profissionais, sociais e clubísticas cordiais, e o terceiro, também benfiquista, é da minha família política.

Ainda há quem diga, que ser livre não custa...

quarta-feira, maio 25, 2005

Água

A água é o bem mais essencial. Fonte de vida, sem ela tudo morre. Por sua causa se fazem-se guerras e vizinhos agridem-se, amiúde, até à morte.

Quando abunda, usamos e abusamos. Só quando falta lhe damos a importância devida.

Independentemente daquilo que as Câmaras ou as empresas de gestão da água, privadas ou não, possam fazer para satisfazer as necessidades de consumo de todos, cada um de nós tem em suas mãos a possibilidade, e o dever, de contribuir para que ela chegue para todos.

Poupe água

segunda-feira, maio 23, 2005