Programas eleitorais comparados
Continuo sem conseguir aceder ao programa da CDU na net, mas «mão amiga» fez-me chegar o dito cujo em papel. Assim sendo, os posts de baixo foram actualizados.
Cultura
Dos programas em análise o PS (prático) apresenta a proposta da criação de «doze rotas» culturais a serem desenvolvidas ao longo do ano. O PSD (teórico) apresenta um texto que podia servir de introdução à proposta dos socialistas. A saber: «integrar a política cultural do Município no processo económico, social e político de desenvolvimento local, criando novos postos de trabalho, dinamizando o turismo e aumentando o reconhecimento do concelho de Avis.(...)». A CDU apresenta um programa de continuidade com algumas novas propostas, ainda que não completamente concretizadas, tal como a da construção de um Fórum Municipal de Cultura.
A criação de um Centro Documental sobre a Ordem de Avis e a criação do Conselho Municipal de Cultura só pecam por tardias...
Comentário de O Maranhão: Independentemente de podermos achar que as actividades podiam ser outras (cada cabeça sua sentença...) a proposta do PS para se criar uma identidade que funcione como um «chapéu-de-sol» dos eventos culturais, parece-nos uma boa ideia. É inegável que no passado o concelho tem tido eventos culturais múltiplos, mas também é verdade que têm sido «vendidos» de forma pouco visível e desgarrada. Transformar a actividade cultural num «produto», aumenta a possibilidade de sucesso se o objectivo for o de promover a imagem de Avis para o exterior.
O Centro de Documentação da Ordem de Avis pode ser a âncora do Turismo Histórico, mas não pode ser apenas isso. Deve, no meu entender, incentivar para o estudo da Ordem investigadores conceituados, atribuindo bolsas de estudo anuais; lançar a nível nacional um concurso para os alunos do secundário; promover uma conferência anual que seja referência no meio académico, fazendo-a coincidir com a Feira Medieval de cariz mais popular; lançar um concurso de ideias sobre o que, e como, se deve fazer um espaço museológico dedicado à Ordem; contactar, em Espanha, associações e especialistas da Ordem de Calatrava e acertar parcerias. Se assim não for, será mais uma oportunidade perdida...
Actividade Económica
Em mais de uma coisa socialistas e social-democratas estão de acordo, a saber: apoiar o comércio local (o PS diz mesmo como – procurando adquirir todos os produtos sempre que possível no concelho) e dar trabalho aos pequenos empreiteiros nomeadamente na recuperação do parque habitacional degradado.Também concordam na forma de gestão do Parque de Campismo. O PSD é mais claro e propõe-se concessionar a sua exploração; o PS diz que quer «uma gestão profissional, em que a câmara não [tenha] um papel que vá para além do estratégico». A CDU, neste particular, nada anuncia.A capacidade hoteleira do concelho também preocupa as duas listas da oposição. O PS diz que cabe aos privados avançar, mas caso isso não aconteça a própria Câmara deve dar passos nesse sentido. O PSD, propõe mesmo transformar as instalações da velha Moagem num Albergue da Juventude.Os socialistas querem um ninho de empresas no concelho, e até não se importariam que fosse nas instalações da Sulei; o PSD quer criar pólos Industriais em Benavila e Ervedal e aumentar a zona Industrial de Avis.O turismo é referenciado pelos dois programas como um dos sectores a apostar; A CDU promete lançar a 3ª fase da Zona Industrial de Avis e estender a outras freguesias Zonas de actividades económicas. De resto, esta força política, aposta no Plano de Ordenamento da Albufeira do Maranhão, do qual espera uma «forte repercussão no desenvolvimento local» com base «cada vez mais, na actividade turística».
Comentário do Maranhão: Faz-me muita confusão apostar no desenvolvimento industrial (que não temos) e «relativizar» o turismo (mais o PS e PSD, menos a CDU). Acredito que a criação de uma empresa Municipal, de capitais públicos e privados, para gerir e coordenar todo o sector turístico é fundamental para haver uma estratégia que coordene e aproveite tudo o que há para oferecer neste campo: albufeira, Camping, Piscinas, Museus, eventos tipo Feira Franca, Gastronomia, etc. De assinalar que apesar da economia concelhia ter uma forte componente agrícola as referências serem minimais: para o PS é essencial a «promoção das marcas comerciais do concelho, nomeadamente as que estão ligadas à actividade agrícola», o PSD diz o mesmo de uma forma mais curta - «apoiar a produção de iguarias e produtos tradicionais». E no programa da CDU as poucas referências também são subliminares. É sintomático.
Câmara Municipal
O PS quer «melhorar a imagem dos funcionários da câmara, (...) [e] distinguir os mais competentes e cumpridores». Diz ainda que acredita que «os funcionários que têm brio profissional não se podem sentir bem no meio desta desorganização». «Reorganizar os serviços [de forma a evitar] o desperdício e a falta de controle» [e] «servir melhor a população» é um dos objectivos.Também o PSD promete «proceder aos ajustamentos funcionais que respeitem os direitos dos trabalhadores, a sua formação e a melhoria das condições de trabalho».
Os socialistas dizem que caso sejam eleitos reduzem o número de assessores e que os substituem, prioritariamente, por «por pessoas do concelho, nomeadamente, jovens que pela sua formação sejam um valor acrescentado para a gestão do município».
O PSD diz que vai criar uma linha de «atendimento telefónico personalizado e gratuito» que permita aos munícipes ter acesso «à informação sobre os processos» e, na página da internet, pretende disponibilizar documentação informativa e os formulários do Município. Promete ainda facturar o saneamento básico de acordo com o agregado familiar.
Por seu lado a CDU diz que vai desburocratizar e modernizar a gestão administrativa, aprofundando a utilização de sistemas informáticos e da internet. Promete criar Postos de atendimento nas Freguesias e, preto no branco, «adaptar o antigo edifício da Moagem para sede do Município» de forma a aí concentrar os diversos serviços».
Comentário do Maranhão: Acredito que a figura do «assessor» foi prevista pelo legislador para serem, como diz o PS, mais-valias para quem governa. Não é exigível que um presidente da Câmara domine todos os assuntos. Sendo assim, torna-se necessário que se rodeie de técnicos com experiência reconhecida que estudem os dossiers e o aconselhem de forma a decidir «politicamente» quais as decisões a tomar. Não me parece que sejam cargos para serem desempenhados «por jovens» - logo com pouca experiência - ou que, necessariamente, tenham de ser do concelho, caso haja melhores soluções vindas do «estrangeiro»...
Com a saída da CMA do Centro Histórico, duas coisas podem acontecer: ou o espaço é aproveitado e dinamizado com outras actividades e consegue-se repovoar a zona, ou será, defenitivamente, um espaço fantasma. Como as obras de adaptação ainda devem demorar, há tempo para pensar no que há a fazer para que isso não aconteça. Pessoalmente, acho que o equipamento em questão está mais vocacionado para outros fins (cultura e lazer...), mas, como o outro diz, «eles é que têm os livros...»
Saúde
Os «laranjas» propõem «a aquisição do lar da 3ª Idade à Santa Casa da Misericórdia de Avis para instalação dos serviços da Câmara. (...) Em contrapartida, a Santa Casa poderia construir um novo lar junto ao internamento do Centro de Saúde de Avis, aumentando e melhorando a sua capacidade». Querem ainda criar «em parceria com as Instituições de Solidariedade Social do concelho, uma rede de Centros de Acolhimento Nocturnos para os idosos e pessoas que vivam sós».
Os socialistas querem «reunir com os dirigentes da saúde no distrito para que de uma forma serena e responsável se possa rentabilizar o centro de saúde de Avis».
Os comunistas vão continuar a exigir do governo, mais médicos de família e enfermeiros de forma a repor o funcionamento do Centro de Saúde 24 horas por dia.
Prometem ainda apoiar a conclusão do Centro de Noite em Valongo, e juntamente com a Misericórdia e a Segurança Social avançar para a construção de um outro no Ervedal.
Comentário do Maranhão: Pelas últimas notícias a proposta do PSD para a «permuta» de instalações, vem atrasada, já que este executivo - ao que corre por aí - adquiriu instalações, exactamente para esse fim. Mas, com imaginação, talvez uma coisa não impeça a outra...Suponho que o objectivo do PS, ao querer reunir-se com a ARS da zona seja conseguir que o Centro de Saúde esteja aberto mais horas, ou mesmo as 24 horas. Julgo saber que a Câmara actual também se reuniu em tempos com a ARS exactamente com os mesmos fins. No entanto, depois de lermos o programa do PS, desconfiamos que não deve ter sido de «forma serena e responsável»...
quarta-feira, outubro 05, 2005
sexta-feira, setembro 30, 2005
quarta-feira, setembro 28, 2005
terça-feira, setembro 27, 2005
segunda-feira, setembro 26, 2005
Trova do vento que passa
"Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não."
Manuel Alegre
"Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não."
Manuel Alegre
domingo, setembro 25, 2005
Diário de um Hooligam - 3
É sempre a mesma marmelada: ontem, nas Antas, ou no Dragão, ou lá como é que aquilo se chama, o segundo golo foi em fora-de-jogo e o primeiro nem devia ter entrado... E depois dizem que a malta é que é levada ao colo. Hoje, não espero nada de radicalmente diferente no jogo dos «lagartos». Até já estou a ver o lance de onde sairá o penalti, inventado pelo árbitro, que irá dar o empate ao Sporting...
É sempre a mesma marmelada: ontem, nas Antas, ou no Dragão, ou lá como é que aquilo se chama, o segundo golo foi em fora-de-jogo e o primeiro nem devia ter entrado... E depois dizem que a malta é que é levada ao colo. Hoje, não espero nada de radicalmente diferente no jogo dos «lagartos». Até já estou a ver o lance de onde sairá o penalti, inventado pelo árbitro, que irá dar o empate ao Sporting...
Tempo de Antena
A coisa começa a animar. Ontem - como lembra o Do Castelo - a CDU fez uma caravana ao som da Carvalhesa para distribuir a propaganda eleitoral. Foi uma espécie de abertura oficial da campanha. Na minha caixa do correio entraram de uma só vez, distribuidos por dois folhetos, mais de 100 candidatos aos orgãos autárquicos do concelho.
Para memória futura regista-se a substituição do «histórico» Bartolomeu pelo dr. Paula Campos como candidato à presidência da Assembleia Municipal, e a surpresa de alguns novos nomes...
Depois do PS, foi a vez de Joaquim Augusto, colocar a sua propaganda eleitoral. Agora já só falta a CDU «personalizar» a sua campanha, já que os cartazes expostos ainda são os «nacionais».
O Maranhão espera a todo o momento a divulgação dos programas dos vários partidos para fazer uma leitura comparada.
A coisa começa a animar. Ontem - como lembra o Do Castelo - a CDU fez uma caravana ao som da Carvalhesa para distribuir a propaganda eleitoral. Foi uma espécie de abertura oficial da campanha. Na minha caixa do correio entraram de uma só vez, distribuidos por dois folhetos, mais de 100 candidatos aos orgãos autárquicos do concelho.
Para memória futura regista-se a substituição do «histórico» Bartolomeu pelo dr. Paula Campos como candidato à presidência da Assembleia Municipal, e a surpresa de alguns novos nomes...
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É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração.
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração.
Samba da Benção, Vinicius de Moraes
Desde ontem, à hora de jantar, que O Maranhão tem um candidato presidencial: Manuel Alegre. Apoiamo-lo porque é o único em condições de derrotar Soares e, sejamos honestos, é disso que se trata. Cavaco e Soares são faces da mesma moeda. Um ou outro na presidência será, no essencial, a mesma coisa. Urge, portanto, que o país acerte contas com o político mais trampolineiro que Portugal conheceu: Mário Alberto Nobre Soares. É agora, ou nunca.
Desde ontem, à hora de jantar, que O Maranhão tem um candidato presidencial: Manuel Alegre. Apoiamo-lo porque é o único em condições de derrotar Soares e, sejamos honestos, é disso que se trata. Cavaco e Soares são faces da mesma moeda. Um ou outro na presidência será, no essencial, a mesma coisa. Urge, portanto, que o país acerte contas com o político mais trampolineiro que Portugal conheceu: Mário Alberto Nobre Soares. É agora, ou nunca.
sexta-feira, setembro 23, 2005
Isto só lá vai com uma revolução...
A leitura matinal dos blogs, permite descobrir alguns textos com os quais me identifico. Este que publico em baixo é um deles. Encontrei-o no Troll Urbano
"Ainda sou do tempo" em que ser convidado para ir para a mesa era uma honra, as pessoas gostavam de ser vistas nesse "dia em que mandam alguma coisa" num lugar privilegiado: por detrás do caderno eleitoral, da urna e do vaso com cravos vermelhos.Olhando a bicha de fato domingueiro a caminho da escola primária, invejei-lhes o cartão de eleitor que os meus dezasseis anos não permitiam - "de qualquer forma, isto só vai lá com uma revolução", pensei.A malta votou pelo "Socialismo", palavra em moda na altura, logo a seguir a "Revolução", "Democracia" e "Popular" - nessa altura também se falava em "Classe Operária" e em "Futuro".Anos depois, socialismo na gaveta e luz ao fundo do túnel, vieram os atestados, o emprego, a avó que ainda não se convenceu que morreu, tudo o que fosse possível para fugir à "seca" de estar ali detrás da mesa.Agora que a democracia se "institucionalizou", negoceiam-se os lugares nas mesas entre partidos, resolveu-se o problema dos atestados. Para não atrapalhar a vida de ninguém, paga-se o transtorno das horas que a democracia pode causar.
Entretanto obtive o cartão de eleitor, que juntei ao do sindicato e da "caixa" que ganhei antes de ter idade para votar. Nos dias de "ir lá", além dos costumeiros caderno e urna, umas flores de plástico a substituir os cravos viçosos da minha juventude. A democracia perdeu a tesão.Após o exercício da cruzinha sazonal, saio da escola como quem sai de um restaurante onde lhe serviram um fraco almoço. E dou comigo a pensar que "de qualquer forma, isto só vai lá com uma revolução" - como o puto de há trinta anos.
A leitura matinal dos blogs, permite descobrir alguns textos com os quais me identifico. Este que publico em baixo é um deles. Encontrei-o no Troll Urbano
"Ainda sou do tempo" em que ser convidado para ir para a mesa era uma honra, as pessoas gostavam de ser vistas nesse "dia em que mandam alguma coisa" num lugar privilegiado: por detrás do caderno eleitoral, da urna e do vaso com cravos vermelhos.Olhando a bicha de fato domingueiro a caminho da escola primária, invejei-lhes o cartão de eleitor que os meus dezasseis anos não permitiam - "de qualquer forma, isto só vai lá com uma revolução", pensei.A malta votou pelo "Socialismo", palavra em moda na altura, logo a seguir a "Revolução", "Democracia" e "Popular" - nessa altura também se falava em "Classe Operária" e em "Futuro".Anos depois, socialismo na gaveta e luz ao fundo do túnel, vieram os atestados, o emprego, a avó que ainda não se convenceu que morreu, tudo o que fosse possível para fugir à "seca" de estar ali detrás da mesa.Agora que a democracia se "institucionalizou", negoceiam-se os lugares nas mesas entre partidos, resolveu-se o problema dos atestados. Para não atrapalhar a vida de ninguém, paga-se o transtorno das horas que a democracia pode causar.
Entretanto obtive o cartão de eleitor, que juntei ao do sindicato e da "caixa" que ganhei antes de ter idade para votar. Nos dias de "ir lá", além dos costumeiros caderno e urna, umas flores de plástico a substituir os cravos viçosos da minha juventude. A democracia perdeu a tesão.Após o exercício da cruzinha sazonal, saio da escola como quem sai de um restaurante onde lhe serviram um fraco almoço. E dou comigo a pensar que "de qualquer forma, isto só vai lá com uma revolução" - como o puto de há trinta anos.
quinta-feira, setembro 22, 2005
Abreu Callado
De repentemente reparei que os blogs de Avis se esqueceram de recomendar uma visita ao site da Fundação Abreu Callado... Vá lá, um saltinho até «Bena» não custa nada.
De repentemente reparei que os blogs de Avis se esqueceram de recomendar uma visita ao site da Fundação Abreu Callado... Vá lá, um saltinho até «Bena» não custa nada.
quarta-feira, setembro 21, 2005
Feira Franca
O texto Do Castelo sobre a Feira Franca é definitivo. Tão definitivo que quase não vale a pena dizer mais nada. Mas - há sempre um mas... - é justo que se chame a atenção para a melhoria de qualidade de alguns dos stands, nomeadamente o da Câmara (inovador na forma), o(s) da arqueologia («cheio» de oportunidade, o da rua, e de bom gosto, o dos claustros), o dos 10 anos da Associação Gente (pelo arrojo estético), o dos chás e plantas aromáticas, resultado de um trabalho (Jovens em Movimento) que ajuda a preservar a nossa cultura, ou o dos Amigos de Avis, ideia simples, mas eficaz, de disponibilizar livros a «low cust»...
No que diz respeito aos espectáculos - e sabendo que gostos não se discutem - tive pena que a Mafalda Arnauth e os Corvos não tivessem sido contratados numa outra ocasião e para outro espaço. O largo do Convento, com o barulho proporcional à cerveja consumida, não fez jus à qualidade dos artistas.
Enfim, para o ano há mais...
O texto Do Castelo sobre a Feira Franca é definitivo. Tão definitivo que quase não vale a pena dizer mais nada. Mas - há sempre um mas... - é justo que se chame a atenção para a melhoria de qualidade de alguns dos stands, nomeadamente o da Câmara (inovador na forma), o(s) da arqueologia («cheio» de oportunidade, o da rua, e de bom gosto, o dos claustros), o dos 10 anos da Associação Gente (pelo arrojo estético), o dos chás e plantas aromáticas, resultado de um trabalho (Jovens em Movimento) que ajuda a preservar a nossa cultura, ou o dos Amigos de Avis, ideia simples, mas eficaz, de disponibilizar livros a «low cust»...
No que diz respeito aos espectáculos - e sabendo que gostos não se discutem - tive pena que a Mafalda Arnauth e os Corvos não tivessem sido contratados numa outra ocasião e para outro espaço. O largo do Convento, com o barulho proporcional à cerveja consumida, não fez jus à qualidade dos artistas.
Enfim, para o ano há mais...
terça-feira, setembro 20, 2005
Discussão
Mário Henrique Leiria - Contos do Gin-Tonic
- Desconfio que a democracia não resulta. Juntam-se astronautas, bodes,
camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão-se a todos os
mesmos direitos.
Isso parece-me um erro cósmico. Desculpa.
Desculpei mas fiquei ofendido. Que a democracia era aquilo mesmo, e ainda
com conversa fiada como brinde, isso sabia eu. Que mo viessem dizer,
era outra coisa.
Fiquei ainda mais ofendido, até porque não gosto de erros cósmicos.
Acho um snobismo.
- Eu sou democrático - rugi entre dentes, como resposta. - Tenho amigos no exílio,
todos democráticos.
Foram para lá por serem democráticos. É um sacrifício que poucos fazem,
ir para o exílio e ser professor universitário exilado e democrático.
Eras capaz de fazer isso ?
- Não sou democrático.
Não havia resposta a dar. nenhuma. Ele não era democrático, não
sabia de democracia.
Eu sim, sou democrático, até já quis ir à América, que me afirmaram que
lá é que é a democracia.
Recusaram-me o visto no passaporte, disseram que eu era comunista!
Viram isto ?
Mário Henrique Leiria - Contos do Gin-Tonic
- Desconfio que a democracia não resulta. Juntam-se astronautas, bodes,
camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão-se a todos os
mesmos direitos.
Isso parece-me um erro cósmico. Desculpa.
Desculpei mas fiquei ofendido. Que a democracia era aquilo mesmo, e ainda
com conversa fiada como brinde, isso sabia eu. Que mo viessem dizer,
era outra coisa.
Fiquei ainda mais ofendido, até porque não gosto de erros cósmicos.
Acho um snobismo.
- Eu sou democrático - rugi entre dentes, como resposta. - Tenho amigos no exílio,
todos democráticos.
Foram para lá por serem democráticos. É um sacrifício que poucos fazem,
ir para o exílio e ser professor universitário exilado e democrático.
Eras capaz de fazer isso ?
- Não sou democrático.
Não havia resposta a dar. nenhuma. Ele não era democrático, não
sabia de democracia.
Eu sim, sou democrático, até já quis ir à América, que me afirmaram que
lá é que é a democracia.
Recusaram-me o visto no passaporte, disseram que eu era comunista!
Viram isto ?
segunda-feira, setembro 19, 2005
Ponto de Ordem à mesa...
Este blog é, antes de mais, um espaço de liberdade individual. O seu autor escreve o que lhe vai na telha, tentando de forma responsável, intervir civicamente na vida da comunidade a que pertence. O Maranhão está longe de ser um blog anónimo. Sendo um dos mais antigos cá da terra, por diversas vezes escreveu posts com referências pessoais que permitem, a quem o quiser, identificar o seu autor. O Maranhão respeita todas as opiniões, mas não abdica do direito de ter a sua. Aliás, por diversas vezes «desafiou» os leitores a participarem através de mails, coisa que não é aproveitada talvez devido ao facto de ser mais «confortável» escrever comentários anónimos noutros blogs. Os textos editados falam por nós: quem souber ler que os leia, quem não souber, ou não quiser, ponha-os à beirinha do prato...
Este blog é, antes de mais, um espaço de liberdade individual. O seu autor escreve o que lhe vai na telha, tentando de forma responsável, intervir civicamente na vida da comunidade a que pertence. O Maranhão está longe de ser um blog anónimo. Sendo um dos mais antigos cá da terra, por diversas vezes escreveu posts com referências pessoais que permitem, a quem o quiser, identificar o seu autor. O Maranhão respeita todas as opiniões, mas não abdica do direito de ter a sua. Aliás, por diversas vezes «desafiou» os leitores a participarem através de mails, coisa que não é aproveitada talvez devido ao facto de ser mais «confortável» escrever comentários anónimos noutros blogs. Os textos editados falam por nós: quem souber ler que os leia, quem não souber, ou não quiser, ponha-os à beirinha do prato...
sexta-feira, setembro 16, 2005
Anúncio à navegação!
Por motivos de força maior - Feira Franca - este blog entra em férias. Esperamos voltar ao convívio dos nossos leitores lá para segunda-feira.
Ainda o debate...
O José Armando disponibiliza, em formato MP3, o som do debate entre os candidatos à CM de Avis. É só clicar aqui para ir lá ter...
Tasca do Montinho
Cumprindo a missão de «serviço público» de que se arroga, O Maranhão informa que a Tasca do Montinho reabrirá ao público no próximo sábado. Segundo fontes bem colocadas só não abre já hoje porque o Fava também quer ir à Festa. E faz muito bem...
Exposição de pintura
Esqueci-me de avisar que este ano na FF vai haver uma colectiva de pintura sobre Avis. O Maranhão já viu um dos trabalhos e já anda a olhar para as paredes para ver onde é que o vai pendurar no fim da Feira...
Ups...
Durante o dia de ontem, O Maranhão foi visitado pelo dobro dos «clientes» habituais. Alguém me explica porquê?...
Tempo de Antena
É de esperar que em tempo de pré-campanha o espaço da Feira Franca seja aproveitado para os diversos candidatos (Câmara, Assembleia e J. Freguesia) para fazer passar a sua mensagem. O Maranhão sabe de fonte segura que o cabeça de lista do PSD à JF de Avis já escolheu o local onde fazer os comícios: vai passar os três dias, como habitualmente, a discursar junto à tasca dos Motards.
Por motivos de força maior - Feira Franca - este blog entra em férias. Esperamos voltar ao convívio dos nossos leitores lá para segunda-feira.
Ainda o debate...
O José Armando disponibiliza, em formato MP3, o som do debate entre os candidatos à CM de Avis. É só clicar aqui para ir lá ter...
Tasca do Montinho
Cumprindo a missão de «serviço público» de que se arroga, O Maranhão informa que a Tasca do Montinho reabrirá ao público no próximo sábado. Segundo fontes bem colocadas só não abre já hoje porque o Fava também quer ir à Festa. E faz muito bem...
Exposição de pintura
Esqueci-me de avisar que este ano na FF vai haver uma colectiva de pintura sobre Avis. O Maranhão já viu um dos trabalhos e já anda a olhar para as paredes para ver onde é que o vai pendurar no fim da Feira...
Ups...
Durante o dia de ontem, O Maranhão foi visitado pelo dobro dos «clientes» habituais. Alguém me explica porquê?...
Tempo de Antena
É de esperar que em tempo de pré-campanha o espaço da Feira Franca seja aproveitado para os diversos candidatos (Câmara, Assembleia e J. Freguesia) para fazer passar a sua mensagem. O Maranhão sabe de fonte segura que o cabeça de lista do PSD à JF de Avis já escolheu o local onde fazer os comícios: vai passar os três dias, como habitualmente, a discursar junto à tasca dos Motards.
quinta-feira, setembro 15, 2005
A Origem das Espécies...
... começou em aviz.blogspot.com. Não é a mesma coisa, mas para matar saudades serve.
... começou em aviz.blogspot.com. Não é a mesma coisa, mas para matar saudades serve.
Especial Feira Franca
Andei a bisbilhotar o espaço da Feira e já deu para ver uma ou duas novidades: o stand da Câmara mudou de sítio e passa a ocupar um espaço significativamente maior do que era hábito; em resultado dos trabalhos arqueológicos - tão criticados aí pelos cafés... - os avisenses e os outros visitantes vão ter oportunidade de ver algumas das ossadas encontradas, apesar de ser apenas uma pequena amostra daquilo que a equipa que lá trabalhou descobriu e registou; Um dos stands (quem será) vai vender livros em segunda-mão, com preços de arrasar a concorrência; A oficina fez uma joint venture com a Fátima e vão encher um dos espaços com «có-cós», e malas de crochet; e o blog dos «friends» também anuncia uma participação que promete. O problema são as nuvens. Querem ver que agora é que o S. Pedro se lembra de mandar chuva...
Andei a bisbilhotar o espaço da Feira e já deu para ver uma ou duas novidades: o stand da Câmara mudou de sítio e passa a ocupar um espaço significativamente maior do que era hábito; em resultado dos trabalhos arqueológicos - tão criticados aí pelos cafés... - os avisenses e os outros visitantes vão ter oportunidade de ver algumas das ossadas encontradas, apesar de ser apenas uma pequena amostra daquilo que a equipa que lá trabalhou descobriu e registou; Um dos stands (quem será) vai vender livros em segunda-mão, com preços de arrasar a concorrência; A oficina fez uma joint venture com a Fátima e vão encher um dos espaços com «có-cós», e malas de crochet; e o blog dos «friends» também anuncia uma participação que promete. O problema são as nuvens. Querem ver que agora é que o S. Pedro se lembra de mandar chuva...
Diário de um Hooligan - 1
Que se lixem os oito pontos de atraso para os «lagartos» e «andrades». Na «Championes» - que quer dizer «campeões» em estrangeiro... - já temos três pontitos que valem ouro, e os portistas até ficaram azúis com o frango do Baía. E até já vamos isolados no primeiro lugar: os bifes de Manchester e nuestros hermanos de Villareal empataram-se e abriram alas para nos deixar passar. Candeia que vai à frente alumia duas vezes.
Hoje joga-se a taça UEFA. Como desportista faço votos para que o Setúbal, o Guimarães e o Braga tenham sorte, estão a ver?...
Que se lixem os oito pontos de atraso para os «lagartos» e «andrades». Na «Championes» - que quer dizer «campeões» em estrangeiro... - já temos três pontitos que valem ouro, e os portistas até ficaram azúis com o frango do Baía. E até já vamos isolados no primeiro lugar: os bifes de Manchester e nuestros hermanos de Villareal empataram-se e abriram alas para nos deixar passar. Candeia que vai à frente alumia duas vezes.
Hoje joga-se a taça UEFA. Como desportista faço votos para que o Setúbal, o Guimarães e o Braga tenham sorte, estão a ver?...
Avis na Rádio Portalegre
O Do Castelo até parece a Lusa . O debate ainda não tinha terminado e já estava a notícia on-line. É certo que o seu ponto de vista é, no mínimo, original, mas não deixa de merecer registo.
Em dia de Benfica-Lille, foi bonito ver que muitos munícipes, optaram por colar as orelhas à telefonia para ouvir os três candidatos à Câmara de Avis.
Uma palavra para o formato do debate que pôs os candidatos a questionarem-se uns aos outros. Apesar de se correr o risco de o «questionado» ser sempre o mesmo - o alvo a abater, o presidente em exercício - parece-me que não correu mal.
No final, e apesar de ter repartido a minha atenção pelo futebol e pela rádio, fiquei com a ideia que o resultado foi o mesmo na Luz e na Rádio Portalegre: 1-0 para os vermelhos.
O Do Castelo até parece a Lusa . O debate ainda não tinha terminado e já estava a notícia on-line. É certo que o seu ponto de vista é, no mínimo, original, mas não deixa de merecer registo.
Em dia de Benfica-Lille, foi bonito ver que muitos munícipes, optaram por colar as orelhas à telefonia para ouvir os três candidatos à Câmara de Avis.
Uma palavra para o formato do debate que pôs os candidatos a questionarem-se uns aos outros. Apesar de se correr o risco de o «questionado» ser sempre o mesmo - o alvo a abater, o presidente em exercício - parece-me que não correu mal.
No final, e apesar de ter repartido a minha atenção pelo futebol e pela rádio, fiquei com a ideia que o resultado foi o mesmo na Luz e na Rádio Portalegre: 1-0 para os vermelhos.
terça-feira, setembro 13, 2005
Tempo de Antena das Autárquicas 2005
Não sei para que é que o PS se deu ao trabalho de inaugurar uma sede para a campanha eleitoral. Afinal de contas, já tinham uma, só não se chamava era assim...
O Joaquim Augusto – candidato do PSD à CM – ainda não tem cartazes colados. Deve ser defeito profissional. Como não tem chovido, anda com os trabalhos atrasados.
A lista da CDU é praticamente a mesma de há 4 anos. Não tem nada a ver com falta de renovação: por causa da crise, decidiram apresentar os mesmos nomes e aproveitar os folhetos da última campanha.
Nos Açores, a ilha do Corvo elegeu durante anos, e por diversos partidos (CDU/PS/PSD) o mesmo candidato, carteiro de profissão. Cá em Avis o melhor é o Croca pôr-se a pau...
Não sei para que é que o PS se deu ao trabalho de inaugurar uma sede para a campanha eleitoral. Afinal de contas, já tinham uma, só não se chamava era assim...
O Joaquim Augusto – candidato do PSD à CM – ainda não tem cartazes colados. Deve ser defeito profissional. Como não tem chovido, anda com os trabalhos atrasados.
A lista da CDU é praticamente a mesma de há 4 anos. Não tem nada a ver com falta de renovação: por causa da crise, decidiram apresentar os mesmos nomes e aproveitar os folhetos da última campanha.
Nos Açores, a ilha do Corvo elegeu durante anos, e por diversos partidos (CDU/PS/PSD) o mesmo candidato, carteiro de profissão. Cá em Avis o melhor é o Croca pôr-se a pau...
Desenvolvimento
Por um destes dias, à conversa com um dos candidatos à Câmara Municipal, dizia-lhe eu que me «chateava» que a maioria dos políticos não conseguisse aceitar que o desenvolvimento de uma terra, tivesse unicamente como alavanca a actividade turística, e não resistissem, com mais força em alturas de campanha eleitoral, a propor, exigir e prometer a instalação de fábricas como rápida panaceia para a criação de emprego.
Nem de propósito, no dia a seguir, no canal 2 da RTP, um programa com especialistas em desenvolvimento rural defendia mais ponto menos ponto, o mesmo que eu.
O turismo do sol e da praia já deu o que tinha a dar. Todos os economistas apontam esta área económica, como aquela que mais vai crescer nas próximas décadas. O próprio Algarve, está a mudar de estratégia na oferta turística promovendo, para além dos já falados sol e praia, a cultura popular, a gastronomia, o património, etc.
Um concelho que tem grande parte da sua área protegida pela rede Natura, Que tem uma albufeira como a do Maranhão, que tem uma história e um património edificado que atravessa vários períodos, que tem produtos tradicionais como por exemplo o azeite e o vinho, ou memórias gastronómicas no aproveitamento do borrego e do porco e que dos seus cereais se faz o pão que darão as migas, tem tudo.
Não precisa de fábricas, só precisa de estratégia.
Chamar para este desafio os agricultores, as adegas e os lagares, pedindo-lhes que produzam com qualidade; os proprietários dos restaurantes, incentivando-os a apostar na gastronomia local – começando pelo couvert; promover e fazer renascer outras actividades que andam adormecidas como a produção de licores, o mel, os queijos, etc; Apostar no artesanato existente e chamar designers jovens que possam com base na tradição local inventar novos produtos; Tirar partido da Ordem de Avis, criando, por exemplo um prémio nacional para os alunos do secundário, pagando bolsas a investigadores universitários para que publiquem trabalhos sobre o tema; apoiar as empresas de animação turística para que quem nos visite tenha actividades paralelas como caminhadas, observação de aves, passeios de barco na barragem, etc.
E, mais importante que tudo o resto, criar condições e pressionar os proprietários para que as áreas de excepção à volta da barragem cumpram a função para a qual foram criadas, a actividade turística, e não estejam só à espera que o mercado melhore para fazerem especulação imobiliária.
No Baixo Alentejo por diversas vezes, quando descobrem onde vivo, perguntam-me se não lhes posso levar broa de Avis. Poder, podia, mas não há. Pelo Natal, lá consigo «convencer» a D. Maria José a fazer-nos algumas, mas comem-se depressa e depois é preciso esperar um ano por outra dose. Como vêm, quase nem era preciso fazer publicidade...
Por um destes dias, à conversa com um dos candidatos à Câmara Municipal, dizia-lhe eu que me «chateava» que a maioria dos políticos não conseguisse aceitar que o desenvolvimento de uma terra, tivesse unicamente como alavanca a actividade turística, e não resistissem, com mais força em alturas de campanha eleitoral, a propor, exigir e prometer a instalação de fábricas como rápida panaceia para a criação de emprego.
Nem de propósito, no dia a seguir, no canal 2 da RTP, um programa com especialistas em desenvolvimento rural defendia mais ponto menos ponto, o mesmo que eu.
O turismo do sol e da praia já deu o que tinha a dar. Todos os economistas apontam esta área económica, como aquela que mais vai crescer nas próximas décadas. O próprio Algarve, está a mudar de estratégia na oferta turística promovendo, para além dos já falados sol e praia, a cultura popular, a gastronomia, o património, etc.
Um concelho que tem grande parte da sua área protegida pela rede Natura, Que tem uma albufeira como a do Maranhão, que tem uma história e um património edificado que atravessa vários períodos, que tem produtos tradicionais como por exemplo o azeite e o vinho, ou memórias gastronómicas no aproveitamento do borrego e do porco e que dos seus cereais se faz o pão que darão as migas, tem tudo.
Não precisa de fábricas, só precisa de estratégia.
Chamar para este desafio os agricultores, as adegas e os lagares, pedindo-lhes que produzam com qualidade; os proprietários dos restaurantes, incentivando-os a apostar na gastronomia local – começando pelo couvert; promover e fazer renascer outras actividades que andam adormecidas como a produção de licores, o mel, os queijos, etc; Apostar no artesanato existente e chamar designers jovens que possam com base na tradição local inventar novos produtos; Tirar partido da Ordem de Avis, criando, por exemplo um prémio nacional para os alunos do secundário, pagando bolsas a investigadores universitários para que publiquem trabalhos sobre o tema; apoiar as empresas de animação turística para que quem nos visite tenha actividades paralelas como caminhadas, observação de aves, passeios de barco na barragem, etc.
E, mais importante que tudo o resto, criar condições e pressionar os proprietários para que as áreas de excepção à volta da barragem cumpram a função para a qual foram criadas, a actividade turística, e não estejam só à espera que o mercado melhore para fazerem especulação imobiliária.
No Baixo Alentejo por diversas vezes, quando descobrem onde vivo, perguntam-me se não lhes posso levar broa de Avis. Poder, podia, mas não há. Pelo Natal, lá consigo «convencer» a D. Maria José a fazer-nos algumas, mas comem-se depressa e depois é preciso esperar um ano por outra dose. Como vêm, quase nem era preciso fazer publicidade...
sábado, setembro 10, 2005
Benavila e Valongo
O Google disponibiliza uma ferramenta, verdadeiramente, extraordinária. Chama-se Google Hearth e permite ver todo o mundo a partir do espaço. Infelizmente a defenição não é perfeita em todo o globo, o que leva, no caso do concelho de Avis, a que só as povoações de Benavila e Valongo se consigam ver perfeitamente. Está disponível para toda a gente que tenha internet e queira fazer o download da aplicação a partir do site.
O Google disponibiliza uma ferramenta, verdadeiramente, extraordinária. Chama-se Google Hearth e permite ver todo o mundo a partir do espaço. Infelizmente a defenição não é perfeita em todo o globo, o que leva, no caso do concelho de Avis, a que só as povoações de Benavila e Valongo se consigam ver perfeitamente. Está disponível para toda a gente que tenha internet e queira fazer o download da aplicação a partir do site.
Ervedal
A actividade agrícola do Ervedal é hoje notícia na revista Grande Reportagem, distribuída com os jornais DN e JN.
Numa breve, o jornalista denuncia o facto, de num ano de seca extrema, os agricultores que aproveitaram o leito da Ribeira Grande para semear sogro para alimentar os animais, estarem a ser multados pelos serviços do Governo. Quem estiver interessado em ler tudo tem de comprar um dos jornais, pois a revista não tem site.
A actividade agrícola do Ervedal é hoje notícia na revista Grande Reportagem, distribuída com os jornais DN e JN.
Numa breve, o jornalista denuncia o facto, de num ano de seca extrema, os agricultores que aproveitaram o leito da Ribeira Grande para semear sogro para alimentar os animais, estarem a ser multados pelos serviços do Governo. Quem estiver interessado em ler tudo tem de comprar um dos jornais, pois a revista não tem site.
Saloon está de volta
Depois de se retemperar nas cálidas águas algarvias, o Manel está de volta e os hamburgers também. O bar é uma espécie de McDonalds de Avis, com a vantagem dos hamburgers serem bem melhores. Ontem, lá estive que as saudades já eram muitas e um intervalo na culinária sabe sempre bem...
Tasca da Muralha
É, sem dúvida, uma mais-valia para a restauração do concelho. Os petiscos da D. Sílvia já tinham fama, mas comê-los é bem melhor que «ouvi-los». O problema é a freguesia (não, não estou a falar do Alcórrego...). Não é que sejam mal educados ou problemáticos. São é muitos o que, por vezes, torna impossível arranjar poiso para amesendar.
Tertúlia da tardinha
A transferência da temporada, como toda a gente sabe, foi a do António Manuel que largou a dita cuja Muralha e alinha agora no Caçador. Apesar de serem apenas meia dúzia de quilómetros, as nossa visitas tornaram-se muito mais escassas, muito por culpa dos homens da GNR. É que entre dois dedos de conversa e umas minis, e uma carta apreendida a escolha é óbvia... Mas que as saudades das «discussões» de fim de tarde existem, lá isso existem. Quando houver transportes públicos ou boleia temos de as reeditar.
O Convento
Esta notícia é uma «cacha». Em primeira mão, O Maranhão soube de fonte geralmente bem informada que está prevista a abertura de «O Convento» na primeira semana de Outubro, e desta é que é.
Depois de se retemperar nas cálidas águas algarvias, o Manel está de volta e os hamburgers também. O bar é uma espécie de McDonalds de Avis, com a vantagem dos hamburgers serem bem melhores. Ontem, lá estive que as saudades já eram muitas e um intervalo na culinária sabe sempre bem...
Tasca da Muralha
É, sem dúvida, uma mais-valia para a restauração do concelho. Os petiscos da D. Sílvia já tinham fama, mas comê-los é bem melhor que «ouvi-los». O problema é a freguesia (não, não estou a falar do Alcórrego...). Não é que sejam mal educados ou problemáticos. São é muitos o que, por vezes, torna impossível arranjar poiso para amesendar.
Tertúlia da tardinha
A transferência da temporada, como toda a gente sabe, foi a do António Manuel que largou a dita cuja Muralha e alinha agora no Caçador. Apesar de serem apenas meia dúzia de quilómetros, as nossa visitas tornaram-se muito mais escassas, muito por culpa dos homens da GNR. É que entre dois dedos de conversa e umas minis, e uma carta apreendida a escolha é óbvia... Mas que as saudades das «discussões» de fim de tarde existem, lá isso existem. Quando houver transportes públicos ou boleia temos de as reeditar.
O Convento
Esta notícia é uma «cacha». Em primeira mão, O Maranhão soube de fonte geralmente bem informada que está prevista a abertura de «O Convento» na primeira semana de Outubro, e desta é que é.
sexta-feira, setembro 09, 2005
Feira Franca
Aproxima-se a passos largos a Feira Franca de Avis. A data e o espaço em que se realiza, tornam-na num acontecimento ímpar. No entanto, por aqui e por ali, houvem-se comentários de que o modelo está esgotado; que devia ser assim e assado; que os artistas são sempre os mesmos; que, que, que...
Honestamente, não tenho uma ideia feita em relação a este assunto, mas acredito que quem se candidata à gestão da Câmara, tenha ideias muito concretas: fica assim, muda? E se muda, muda como?
Sendo, infelizmente, o único acontecimento – de repente não me lembro de mais nenhum – que extravaza o concelho e faz apelo a que nos visitem, a FF ganha uma importância que a transforma em tema de campanha.
Esperemos que sim...
Aproxima-se a passos largos a Feira Franca de Avis. A data e o espaço em que se realiza, tornam-na num acontecimento ímpar. No entanto, por aqui e por ali, houvem-se comentários de que o modelo está esgotado; que devia ser assim e assado; que os artistas são sempre os mesmos; que, que, que...
Honestamente, não tenho uma ideia feita em relação a este assunto, mas acredito que quem se candidata à gestão da Câmara, tenha ideias muito concretas: fica assim, muda? E se muda, muda como?
Sendo, infelizmente, o único acontecimento – de repente não me lembro de mais nenhum – que extravaza o concelho e faz apelo a que nos visitem, a FF ganha uma importância que a transforma em tema de campanha.
Esperemos que sim...
Clássico
O Poolman que me desculpe, mas não há jogo como o Sporting-Benfica (ou vice-versa)! Amanhã, é dia de clássico, e os lagartos já estão a fazer das suas: primeiro lesionaram o melhor marcador do benfica nestas ocasiões - o Beto - e preparam-se para sentar o Ricardo no banco de suplentes, impedindo-o de contribuir decisivamente para a mais que previsível vitória do Glorioso. Lá vamos ter de nos esforçar um bocadito mais para ir ao WC da Segunda Circular, estragar a festa aos sportinguistas.
Nota: Apesar da minha mãe ficar irritada, já consigo levantar os braços e dizer «FIIIIIIIICA». Manel
O Poolman que me desculpe, mas não há jogo como o Sporting-Benfica (ou vice-versa)! Amanhã, é dia de clássico, e os lagartos já estão a fazer das suas: primeiro lesionaram o melhor marcador do benfica nestas ocasiões - o Beto - e preparam-se para sentar o Ricardo no banco de suplentes, impedindo-o de contribuir decisivamente para a mais que previsível vitória do Glorioso. Lá vamos ter de nos esforçar um bocadito mais para ir ao WC da Segunda Circular, estragar a festa aos sportinguistas.
Nota: Apesar da minha mãe ficar irritada, já consigo levantar os braços e dizer «FIIIIIIIICA». Manel
Jornais
Hoje, os jornais da manhã, não me conseguiram irritar. Isto, simplesmente, porque a esta hora ainda não tinham chegado, e não me dá jeito beber a bica com a internet ao colo. A distribuição já foi melhor, de vez em quando piora, tem dias em que vem cedo, e tem dias em que vem tarde.
No entanto, começo a pensar que o atraso dos jornais, faz parte de um plano maquiavélico para impedir os avisenses de terem acesso à educação... Pelo menos é o que sugere a leitura deste post de um nosso conterrâneo.
..............................................................................
Já se ouviu de tudo sobre os comunistas - desde que comiam criancinhas, até que davam injecções atrás da orelha aos velhos - agora que não ensinavam «inglês» aos putos para os manter de olhos fechados só pode ser a brincar...
..............................................................................
Ontem, quando escrevi o post sobre o assunto estava de boa fé. Irritou-me o facto de Avis não ter concorrido a este programa. Mas atenção: não é só a Câmara que o podia fazer. A Associação de Pais, a própria escola e até privados também o poderiam ter feito. O que motivou a critica subjacente ao texto foi aquilo que a mim me parecia incompetência, desinteresse ou desleixo.
Depois de informado sobre a questão rectifiquei. Errar é humano e emendar também...
Hoje, os jornais da manhã, não me conseguiram irritar. Isto, simplesmente, porque a esta hora ainda não tinham chegado, e não me dá jeito beber a bica com a internet ao colo. A distribuição já foi melhor, de vez em quando piora, tem dias em que vem cedo, e tem dias em que vem tarde.
No entanto, começo a pensar que o atraso dos jornais, faz parte de um plano maquiavélico para impedir os avisenses de terem acesso à educação... Pelo menos é o que sugere a leitura deste post de um nosso conterrâneo.
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Já se ouviu de tudo sobre os comunistas - desde que comiam criancinhas, até que davam injecções atrás da orelha aos velhos - agora que não ensinavam «inglês» aos putos para os manter de olhos fechados só pode ser a brincar...
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Ontem, quando escrevi o post sobre o assunto estava de boa fé. Irritou-me o facto de Avis não ter concorrido a este programa. Mas atenção: não é só a Câmara que o podia fazer. A Associação de Pais, a própria escola e até privados também o poderiam ter feito. O que motivou a critica subjacente ao texto foi aquilo que a mim me parecia incompetência, desinteresse ou desleixo.
Depois de informado sobre a questão rectifiquei. Errar é humano e emendar também...
quinta-feira, setembro 08, 2005
Inglês no primeiro ciclo (actualizado*)
A verdade, verdadinha é que cá no burgo, os nossos filhos já, há vários anos, segundo me disseram, têm acesso a aulas de inglês em todo o primeiro ciclo.
Fica o esclarecimento. Erros de quem tem filhos pequenos demais para saber estas coisas. Ainda bem.
A leitura dos jornais esta manhã teve o condão de me irritar. O primeiro a ser lido (JN) dizia que 93% dos alunos dos 3.º e 4.º anos iam, já este ano, ter aulas extracurriculares de inglês, mas - há sempre um mas... - em 14 concelhos isso não iria acontecer porque nem autarquias, associações de pais, institutos de línguas ou agrupamentos terem aderido ao programa.
Fiquei com a pulga atrás da orelha. O segundo jornal (Público) dava uma informação preciosa: na página do ministério (www.min-edu.pt) podia-se saber quais os concelhos que iriam ser abrangidos.
Será que as crianças de Avis vão aprender a língua de Shaskpeare? aceitam-se apostas.
Inglês (II)
No seguimento da minha investigação na internet, deu para perceber que nem tudo está perdido para os alunos dos 3.º e 4.º anos. Primeiro o prazo de candidatura ainda não acabou (acaba no fim do mês) e, last but not least, se em Avis não houver nenhuma candidatura, pode-se sempre ir às terras aqui ao lado: Sousel, Fronteira, Alter e Ponte de Sor que fazem parte da lista divulgada pela DREA (Direcção Regional de Educação do Alentejo).
Inglês (III)
Só mais uma coisa (ou talvez não...): dos 14 concelhos em que não foram apresentadas candidaturas, dez (10) são do Alentejo. A saber: Aljustrel, Avis, Castro Verde, Estremoz, Santiago do Cacém, Odemira, Monforte, Vendas Novas, Redondo e Sines.
A verdade, verdadinha é que cá no burgo, os nossos filhos já, há vários anos, segundo me disseram, têm acesso a aulas de inglês em todo o primeiro ciclo.
Fica o esclarecimento. Erros de quem tem filhos pequenos demais para saber estas coisas. Ainda bem.
A leitura dos jornais esta manhã teve o condão de me irritar. O primeiro a ser lido (JN) dizia que 93% dos alunos dos 3.º e 4.º anos iam, já este ano, ter aulas extracurriculares de inglês, mas - há sempre um mas... - em 14 concelhos isso não iria acontecer porque nem autarquias, associações de pais, institutos de línguas ou agrupamentos terem aderido ao programa.
Fiquei com a pulga atrás da orelha. O segundo jornal (Público) dava uma informação preciosa: na página do ministério (www.min-edu.pt) podia-se saber quais os concelhos que iriam ser abrangidos.
Será que as crianças de Avis vão aprender a língua de Shaskpeare? aceitam-se apostas.
Inglês (II)
No seguimento da minha investigação na internet, deu para perceber que nem tudo está perdido para os alunos dos 3.º e 4.º anos. Primeiro o prazo de candidatura ainda não acabou (acaba no fim do mês) e, last but not least, se em Avis não houver nenhuma candidatura, pode-se sempre ir às terras aqui ao lado: Sousel, Fronteira, Alter e Ponte de Sor que fazem parte da lista divulgada pela DREA (Direcção Regional de Educação do Alentejo).
Inglês (III)
Só mais uma coisa (ou talvez não...): dos 14 concelhos em que não foram apresentadas candidaturas, dez (10) são do Alentejo. A saber: Aljustrel, Avis, Castro Verde, Estremoz, Santiago do Cacém, Odemira, Monforte, Vendas Novas, Redondo e Sines.
sexta-feira, agosto 26, 2005
Clube Náutico
Já não tenho dúvidas: a zona do Clube Náutico e Parque de Campismo vai ficar catita. Parabéns aos autores do projecto e a quem decidiu fazê-lo.
No entanto, permanece uma dúvida quanto ao futuro. Quem vai gerir aqueles espaços e em que moldes?
Numa entrevista em Setembro do ano passado, publicada no suplemento da Feira Franca do Fonte Nova, o presidente Manuel Maria Coelho – agora recandidato pela CDU – dizia em relação ao Parque de Campismo que estava tudo em aberto. Tanto poderia a autarquia continuar a gerir o espaço, ou dá-lo à exploração a uma empresa do ramo.
Ora aqui está um bom tema de campanha. Até porque qualquer uma das hipóteses tem argumentos a favor e contra. Ficamos à espera que este assunto seja esclarecido pelos vários candidatos nos seus programas eleitorais...
Já não tenho dúvidas: a zona do Clube Náutico e Parque de Campismo vai ficar catita. Parabéns aos autores do projecto e a quem decidiu fazê-lo.
No entanto, permanece uma dúvida quanto ao futuro. Quem vai gerir aqueles espaços e em que moldes?
Numa entrevista em Setembro do ano passado, publicada no suplemento da Feira Franca do Fonte Nova, o presidente Manuel Maria Coelho – agora recandidato pela CDU – dizia em relação ao Parque de Campismo que estava tudo em aberto. Tanto poderia a autarquia continuar a gerir o espaço, ou dá-lo à exploração a uma empresa do ramo.
Ora aqui está um bom tema de campanha. Até porque qualquer uma das hipóteses tem argumentos a favor e contra. Ficamos à espera que este assunto seja esclarecido pelos vários candidatos nos seus programas eleitorais...
Vício
Há para aí alguém cujo vício de fumar é tanto que, regularmente, assalta os cafés e bares cá do burgo para satisfazer a(s) sua(s) necessidade(s). Desta vez a visita foi ao «Saloon» (ex-Lareira) onde o(s) meliante(s) se introduziram por uma janela, e depois de arrombar uma porta interior, se assenhorearam do tabaco e das moedas que estavam na máquina.
Depois, dizem os «inspectores poirot» cá do sítio – não confundir com a GNR ou PJ –, embarcaram no expresso para Mora, na companhia de vários sacos. Aí chegados mudaram de transporte e dirigiram-se a Coruche.
..........................................
À tarde, no Alcórrego, uma família (dois adultos e duas crianças), deslocavam-se pacatamente todos numa só mota e tiveram o azar de se cruzar com a patrulha da GNR. A motorizada tinha sido pedida «emprestada» na Azervadinha sem o consentimento do dono e, por isso, o motoqueiro, depois de tentar a fuga, foi detido pela guarda. Consta que também este tem o vício do tabaco, visto, na altura, ser portador de vários maços.
Há para aí alguém cujo vício de fumar é tanto que, regularmente, assalta os cafés e bares cá do burgo para satisfazer a(s) sua(s) necessidade(s). Desta vez a visita foi ao «Saloon» (ex-Lareira) onde o(s) meliante(s) se introduziram por uma janela, e depois de arrombar uma porta interior, se assenhorearam do tabaco e das moedas que estavam na máquina.
Depois, dizem os «inspectores poirot» cá do sítio – não confundir com a GNR ou PJ –, embarcaram no expresso para Mora, na companhia de vários sacos. Aí chegados mudaram de transporte e dirigiram-se a Coruche.
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À tarde, no Alcórrego, uma família (dois adultos e duas crianças), deslocavam-se pacatamente todos numa só mota e tiveram o azar de se cruzar com a patrulha da GNR. A motorizada tinha sido pedida «emprestada» na Azervadinha sem o consentimento do dono e, por isso, o motoqueiro, depois de tentar a fuga, foi detido pela guarda. Consta que também este tem o vício do tabaco, visto, na altura, ser portador de vários maços.
Economia alentejana
O Blog «A terra é pequena mas a gente também não é muito grande» tem estado de férias. No entanto, por estes dias, sugeriu a leitura de um artigo do DN Negócios. Fui lá ler. Quem estiver interessado também o pode fazer carregando no link.
O Blog «A terra é pequena mas a gente também não é muito grande» tem estado de férias. No entanto, por estes dias, sugeriu a leitura de um artigo do DN Negócios. Fui lá ler. Quem estiver interessado também o pode fazer carregando no link.
terça-feira, agosto 23, 2005
Autárquicas
Em Avis as coisas estão, como sempre, calmas. Mas aqui ao lado, em Sousel, a temperatura está a aumentar. Sabido, ex-presidente da Câmara pelo PS, e agora candidato «independente» pela lista MIS, resolveu interpor uma acção contra a lista de independentes encabeçada por João Ruivo.
Argumentava que SIM (nome da lista de Ruivo) era MIS ao contrário. Incontestável. Tanto poder de observação, tem de vir de uma mente brilhante. Não sei como é que ninguém tinha reparado nisso. Aliás, se virem bem, MIS também é SIM ao contrário.
É claro que perante tantos e tão fortes argumentos o juiz mandou-o bugiar e deu razão à lista SIMsousel.
Queria ganhar na secretaria, mas perdeu no tribunal. O mais certo é perder também nas urnas...
Em Avis as coisas estão, como sempre, calmas. Mas aqui ao lado, em Sousel, a temperatura está a aumentar. Sabido, ex-presidente da Câmara pelo PS, e agora candidato «independente» pela lista MIS, resolveu interpor uma acção contra a lista de independentes encabeçada por João Ruivo.
Argumentava que SIM (nome da lista de Ruivo) era MIS ao contrário. Incontestável. Tanto poder de observação, tem de vir de uma mente brilhante. Não sei como é que ninguém tinha reparado nisso. Aliás, se virem bem, MIS também é SIM ao contrário.
É claro que perante tantos e tão fortes argumentos o juiz mandou-o bugiar e deu razão à lista SIMsousel.
Queria ganhar na secretaria, mas perdeu no tribunal. O mais certo é perder também nas urnas...
Fim
Costuma-se dizer que só a morte não tem remédio. E é de uma morte que falamos: FJV matou o Aviz. O blog dos blogs, aquele que me fez ter vontade de fazer O Maranhão.
Ficam os bons momentos passados, mas tenho o pressentimento de que não será suficiente.
abraços chico, e já sabes: o caminho mais próximo para Chaves é sempre por Avis.
Costuma-se dizer que só a morte não tem remédio. E é de uma morte que falamos: FJV matou o Aviz. O blog dos blogs, aquele que me fez ter vontade de fazer O Maranhão.
Ficam os bons momentos passados, mas tenho o pressentimento de que não será suficiente.
abraços chico, e já sabes: o caminho mais próximo para Chaves é sempre por Avis.
quarta-feira, julho 27, 2005
Um destes dias, a malta volta...
até lá fiquem com esta morada. É de um lagarto, mas o que seria do vermelho se toda a gentegostasse do amarelo? E para além disso o homem (ou mulher, vá-se lá saber) até fala de Avis.
até lá fiquem com esta morada. É de um lagarto, mas o que seria do vermelho se toda a gentegostasse do amarelo? E para além disso o homem (ou mulher, vá-se lá saber) até fala de Avis.
quinta-feira, julho 07, 2005
Regresso difícil...
Já são conhecidos os nomes dos três candidatos à Câmara Municipal de Avis: Joaquim Augusto Varela, pelo PSD; Rui Henriques, pelo PS; Manuel Maria Coelho, pela CDU.
O primeiro, é um dos mais antigos amigos de Avis, com o segundo tenho mantido relações profissionais, sociais e clubísticas cordiais, e o terceiro, também benfiquista, é da minha família política.
Ainda há quem diga, que ser livre não custa...
Já são conhecidos os nomes dos três candidatos à Câmara Municipal de Avis: Joaquim Augusto Varela, pelo PSD; Rui Henriques, pelo PS; Manuel Maria Coelho, pela CDU.
O primeiro, é um dos mais antigos amigos de Avis, com o segundo tenho mantido relações profissionais, sociais e clubísticas cordiais, e o terceiro, também benfiquista, é da minha família política.
Ainda há quem diga, que ser livre não custa...
quarta-feira, maio 25, 2005
Água
A água é o bem mais essencial. Fonte de vida, sem ela tudo morre. Por sua causa se fazem-se guerras e vizinhos agridem-se, amiúde, até à morte.
Quando abunda, usamos e abusamos. Só quando falta lhe damos a importância devida.
Independentemente daquilo que as Câmaras ou as empresas de gestão da água, privadas ou não, possam fazer para satisfazer as necessidades de consumo de todos, cada um de nós tem em suas mãos a possibilidade, e o dever, de contribuir para que ela chegue para todos.
Poupe água
A água é o bem mais essencial. Fonte de vida, sem ela tudo morre. Por sua causa se fazem-se guerras e vizinhos agridem-se, amiúde, até à morte.
Quando abunda, usamos e abusamos. Só quando falta lhe damos a importância devida.
Independentemente daquilo que as Câmaras ou as empresas de gestão da água, privadas ou não, possam fazer para satisfazer as necessidades de consumo de todos, cada um de nós tem em suas mãos a possibilidade, e o dever, de contribuir para que ela chegue para todos.
Poupe água
sexta-feira, abril 08, 2005
E tu, em quem vais votar?
Esta pergunta começa a ser-me feita com demasiada frequência. Apetece-me sempre responder com uma frase do professor Marcelo Rebelo de Sousa – afinal de contas o homem é um «senador» acima de qualquer suspeita... – «vota-se sempre na família, mesmo que estejamos chateados com alguns dos familiares». Mas, e há sempre um mas, as autárquicas não são eleições como as outras. Não conhecemos os candidatos só da televisão. São homens e mulheres que se cruzam amiúde connosco na rua, trocamos «bons dias», «boas tardes» ou «boas noites» com os simpáticos, e rosnamos entre dentes àqueles que apesar de saudados por nós fazem que não nos vêem; têm filhos da idade dos nossos que irão partilhar infantários, escolas, professores, jogos e brincadeiras; conhecemos até o clube da sua preferência; sabemos o que irão fazer, e, mais importante que isso, o que não irão fazer se forem eleitos.
Por estas razões, decidi abrir a campanha eleitoral: nos próximos meses, e quando me der na telha, escreverei aqui aquilo que a mim me fará votar numa candidatura.
Aquela que mais garantias me der, pelo passado, pelo presente, pelas pessoas e pelas ideias de cumprir o meu programa, terá o meu voto. Prometo!
Esta pergunta começa a ser-me feita com demasiada frequência. Apetece-me sempre responder com uma frase do professor Marcelo Rebelo de Sousa – afinal de contas o homem é um «senador» acima de qualquer suspeita... – «vota-se sempre na família, mesmo que estejamos chateados com alguns dos familiares». Mas, e há sempre um mas, as autárquicas não são eleições como as outras. Não conhecemos os candidatos só da televisão. São homens e mulheres que se cruzam amiúde connosco na rua, trocamos «bons dias», «boas tardes» ou «boas noites» com os simpáticos, e rosnamos entre dentes àqueles que apesar de saudados por nós fazem que não nos vêem; têm filhos da idade dos nossos que irão partilhar infantários, escolas, professores, jogos e brincadeiras; conhecemos até o clube da sua preferência; sabemos o que irão fazer, e, mais importante que isso, o que não irão fazer se forem eleitos.
Por estas razões, decidi abrir a campanha eleitoral: nos próximos meses, e quando me der na telha, escreverei aqui aquilo que a mim me fará votar numa candidatura.
Aquela que mais garantias me der, pelo passado, pelo presente, pelas pessoas e pelas ideias de cumprir o meu programa, terá o meu voto. Prometo!
terça-feira, abril 05, 2005
Caso de polícia
As bombas da Total foram, esta noite, visitadas por vândalos. A máquina do tabaco foi, aparentemente, o objectivo dos incompetentes larápios. Como a não conseguiram assaltar, limitaram-se a partir e, de passagem, deixaram as pistolas das bombas no chão e tentaram assaltar a cabine telefónica.
As bombas da Total foram, esta noite, visitadas por vândalos. A máquina do tabaco foi, aparentemente, o objectivo dos incompetentes larápios. Como a não conseguiram assaltar, limitaram-se a partir e, de passagem, deixaram as pistolas das bombas no chão e tentaram assaltar a cabine telefónica.
segunda-feira, abril 04, 2005
sexta-feira, abril 01, 2005
Nunca é demais lembrar...
... que amanhã, a partir das 16:00h, estarão, finalmente, prontos a ser vistos, os cartoons da exposição «Futebol com Humor», na Casa de Cultura, em Avis.
Quem quiser pode ir de cachecol, mas ficam desde já a saber que não vai haver jogo. Os detentores de cartão de sócio de um qualquer clube, têm entrada à borla. Para quem não for sócio a entrada também é grátis.
Malucos da bola, organizem-se! E levem capacete, porque a exposição é de partir o côco a rir...
... que amanhã, a partir das 16:00h, estarão, finalmente, prontos a ser vistos, os cartoons da exposição «Futebol com Humor», na Casa de Cultura, em Avis.
Quem quiser pode ir de cachecol, mas ficam desde já a saber que não vai haver jogo. Os detentores de cartão de sócio de um qualquer clube, têm entrada à borla. Para quem não for sócio a entrada também é grátis.
Malucos da bola, organizem-se! E levem capacete, porque a exposição é de partir o côco a rir...
quinta-feira, março 31, 2005
Mas alguém me pode explicar ?
(título roubado ao poolman)
A selecção nacional, ontem, em Bratislava, no onze inicial tinha seis atletas que jogam fora de Portugal, três do FC Porto, um do Sporting e um do Benfica.
Ora como toda a gente sabe, neste momento, o FC Porto anda pela hora da morte quedando-se num penoso quinto lugar, enquanto o Benfica passeia alegremente a sua classe, destacadíssimo, no primeiro lugar.
E já nem sequer falo do causador do pénalti – que também já foi do Porto – porque o rapaz, apesar de tudo, começou a jogar à bola no Estoril-Praia, clube que me merece (cada vez menos, mas enfim...) muita consideração. E o Miguel que neste momento é «só» o melhor defesa direito da Europa? Será por ser do Benfica que tem de começar o jogo no banco?
E que dizer, da opção do técnico nacional quando preteriu o meu homónimo Manuel Fernandes, e pôs aquele rapaz a quem no norte chamam ministro e na selecção chamam capitão.
Deve ser uma nova táctica de motivação psicológica: se jogas bem e marcas golo, no próximo jogo ficas no banco.
Assim não admira que não haja na «equipa de todos nós» quem queira chutar à baliza.
(título roubado ao poolman)
A selecção nacional, ontem, em Bratislava, no onze inicial tinha seis atletas que jogam fora de Portugal, três do FC Porto, um do Sporting e um do Benfica.
Ora como toda a gente sabe, neste momento, o FC Porto anda pela hora da morte quedando-se num penoso quinto lugar, enquanto o Benfica passeia alegremente a sua classe, destacadíssimo, no primeiro lugar.
E já nem sequer falo do causador do pénalti – que também já foi do Porto – porque o rapaz, apesar de tudo, começou a jogar à bola no Estoril-Praia, clube que me merece (cada vez menos, mas enfim...) muita consideração. E o Miguel que neste momento é «só» o melhor defesa direito da Europa? Será por ser do Benfica que tem de começar o jogo no banco?
E que dizer, da opção do técnico nacional quando preteriu o meu homónimo Manuel Fernandes, e pôs aquele rapaz a quem no norte chamam ministro e na selecção chamam capitão.
Deve ser uma nova táctica de motivação psicológica: se jogas bem e marcas golo, no próximo jogo ficas no banco.
Assim não admira que não haja na «equipa de todos nós» quem queira chutar à baliza.
quarta-feira, março 30, 2005
Eles «andem» aí
Na noite de segunda para terça-feira, o bar da sede de «Os Avisenses», teve a visita de amigos do alheio. Introduziram-se nas instalações por arrombamento, e levaram o que puderam e quiseram: tabaco e dinheiro das máquinas. Depois de um tempo sem notícias de assaltos (e assaltantes) eis que eles estão de volta.
E, já agora, alguém sabe se os responsáveis pelo assalto aos Paços do Concelho, há meses atrás, já foram identificados?
Na noite de segunda para terça-feira, o bar da sede de «Os Avisenses», teve a visita de amigos do alheio. Introduziram-se nas instalações por arrombamento, e levaram o que puderam e quiseram: tabaco e dinheiro das máquinas. Depois de um tempo sem notícias de assaltos (e assaltantes) eis que eles estão de volta.
E, já agora, alguém sabe se os responsáveis pelo assalto aos Paços do Concelho, há meses atrás, já foram identificados?
terça-feira, março 29, 2005
Autárquicas já mexem
Já há, pelo menos, um candidato anunciado para Avis. Quem quiser saber qual, carregue aqui.
Já há, pelo menos, um candidato anunciado para Avis. Quem quiser saber qual, carregue aqui.
segunda-feira, março 28, 2005
Futebol com humor
Luís Afonso e Ricardo Galvão (A Bola) e Carlos Laranjeira (Record) vão ter os seus trabalhos expostos nas instalações da Casa de Cultura, no Largo Serpa Pinto, 11, em Avis.
A inauguração é dia 2 de Abril, às 16 horas, e a organização é dos Amigos do Concelho de Avis - Associação Cultural e da Casa de Cultura de Avis.
É uma oportunidade única para «cravar» a qualquer um destes cartoonistas um desenho original, já que a organização conta com a presença dos autores na inauguração.
São cerca de 60 «bonecos» a dar na cabeça de tudo o que é gente no mundo do futebol. Mas de forma desportivamente correcta: tanto leva o Porto, o Sporting e (vá lá desta vez...) o Benfica.
Luís Afonso e Ricardo Galvão (A Bola) e Carlos Laranjeira (Record) vão ter os seus trabalhos expostos nas instalações da Casa de Cultura, no Largo Serpa Pinto, 11, em Avis.
A inauguração é dia 2 de Abril, às 16 horas, e a organização é dos Amigos do Concelho de Avis - Associação Cultural e da Casa de Cultura de Avis.
É uma oportunidade única para «cravar» a qualquer um destes cartoonistas um desenho original, já que a organização conta com a presença dos autores na inauguração.
São cerca de 60 «bonecos» a dar na cabeça de tudo o que é gente no mundo do futebol. Mas de forma desportivamente correcta: tanto leva o Porto, o Sporting e (vá lá desta vez...) o Benfica.
Espaço Internet
Demasiados e inadiáveis afazeres, impediram-nos de assinalar aqui a inauguração do Espaço Internet, em Avis. A casa – um antigo talho – é propriedade da autarquia e foi completamente recuperado (diga-se com muito bom gosto) pelos técnico e operários da Câmara Muncipal.
Assinalo alguns pormenores que me agradaram particularmente; a reconversão da pedra do balcão do talho; o chão em madeira de sobro; e as «armas» pintadas nas paredes. Na ocasião, o presidente Manuel Maria Coelho, anunciou ainda, entre outros programas para os mais jovens, a criação do cartão do munícipe para os mais idosos. Espera-se a todo o momento que «Jalisco, o galo» – que desde sempre «exigiu» esta medida – diga de sua justiça...
Demasiados e inadiáveis afazeres, impediram-nos de assinalar aqui a inauguração do Espaço Internet, em Avis. A casa – um antigo talho – é propriedade da autarquia e foi completamente recuperado (diga-se com muito bom gosto) pelos técnico e operários da Câmara Muncipal.
Assinalo alguns pormenores que me agradaram particularmente; a reconversão da pedra do balcão do talho; o chão em madeira de sobro; e as «armas» pintadas nas paredes. Na ocasião, o presidente Manuel Maria Coelho, anunciou ainda, entre outros programas para os mais jovens, a criação do cartão do munícipe para os mais idosos. Espera-se a todo o momento que «Jalisco, o galo» – que desde sempre «exigiu» esta medida – diga de sua justiça...
O Pastor Alentejano
A comunidade «bloguêra» de Avis não pára de crescer. Se acontecesse o mesmo com as pessoas, estava o problema da desertificação resolvido... Desta vez é o Jorge Traquinas que dá a voz (ou os dedos) ao manifesto. Ainda só tem o post de apresentação, mas como a Lareira está em obras de remodelação, é de prever que durante a semana tenha tempo, ele e as suas ovelhas, para escrevinharem qualquer coisa. Força nisso, e tenta manter o rebanho junto...
A comunidade «bloguêra» de Avis não pára de crescer. Se acontecesse o mesmo com as pessoas, estava o problema da desertificação resolvido... Desta vez é o Jorge Traquinas que dá a voz (ou os dedos) ao manifesto. Ainda só tem o post de apresentação, mas como a Lareira está em obras de remodelação, é de prever que durante a semana tenha tempo, ele e as suas ovelhas, para escrevinharem qualquer coisa. Força nisso, e tenta manter o rebanho junto...
É muito fácil matar...
D. Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, aproveitou a mensagem pascal para fazer algumas referências às questões do aborto e da eutanásia. Disse na ocasião que «hoje em dia se mata com muita facilidade, por motivos económicos e políticos». É verdade. Só é pena que quando se trata de matar a fome a milhões de necessitados por esse mundo fora, as coisas não sejam assim tão fáceis, e não haja tanto empenho em denunciar a situação.
D. Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, aproveitou a mensagem pascal para fazer algumas referências às questões do aborto e da eutanásia. Disse na ocasião que «hoje em dia se mata com muita facilidade, por motivos económicos e políticos». É verdade. Só é pena que quando se trata de matar a fome a milhões de necessitados por esse mundo fora, as coisas não sejam assim tão fáceis, e não haja tanto empenho em denunciar a situação.
Protesto dura há um mês
É com o título acima que Maximina Nobre volta a ser notícia, desta vez nas páginas do Correio da Manhã. Alexandre M. Silva, da delegação do CM de Évora, informa que o processo disciplinar começará a ser julgado na próxima quinta-feira pelo Tribunal do Trabalho, em Portalegre. Para ler tudo, carregue aqui.
É com o título acima que Maximina Nobre volta a ser notícia, desta vez nas páginas do Correio da Manhã. Alexandre M. Silva, da delegação do CM de Évora, informa que o processo disciplinar começará a ser julgado na próxima quinta-feira pelo Tribunal do Trabalho, em Portalegre. Para ler tudo, carregue aqui.
domingo, março 27, 2005
Autárquicas já mexem
Depois do frenesim das legislativas, aí estão as autárquicas. Não muito longe de Avis, no Redondo, Alfredo Barroso, sem a confiança política do partido, vai apresentar-se como independente, protagonizando uma luta fratricida entre comunistas, e, ainda mais perto, em Sousel, as candidaturas são mais que muitas. São de esperar as três listas do costume (PSD/CDU/PS) mais as duas independentes já anunciadas: uma encabeçada por João Ruivo, e outra, do ex-presidente da Câmara, eleito pelo PS, Emílio Sabido.
Chegou aos ouvidos de «O Maranhão» que por terras do Mestre – quem sabe se influenciados por esta onda independentista – também há quem esteja apostado em reunir uma lista de cidadãos para concorrer à Câmara e à Assembleia Municipal (AM), com a particularidade de a lista que elege o presidente ser composta única e exclusivamente por mulheres, e a da AM só integrar elementos do sexo masculino. Dado a lei exigir um certo número de proponentes eleitores no concelho, não tardará muito para termos a certeza, desta, por agora, hipotética candidatura...
Comentários por mail ao post acima
A pluralidade sempre foi um catalizador da democracia.
Uma lista à Câmara Municipal de Avis protagonizada por mulheres é de louvar. Direi mesmo, que é preciso ter «um grande par de t...». Força mulheres. Os machos nunca vos abandonarão. jr
Quase que aposto que o Canto do Cisne é um blog de Avis. Mas, como isto da blogosfera é, por enquanto, o espaço mais livre do planeta terra, interessa, acima de tudo, ter em conta as opiniões de quem quer que as escreva. E ele(a) tem opinião sobre o post escrito em cima. Basta carregar no nome do site.
Depois do frenesim das legislativas, aí estão as autárquicas. Não muito longe de Avis, no Redondo, Alfredo Barroso, sem a confiança política do partido, vai apresentar-se como independente, protagonizando uma luta fratricida entre comunistas, e, ainda mais perto, em Sousel, as candidaturas são mais que muitas. São de esperar as três listas do costume (PSD/CDU/PS) mais as duas independentes já anunciadas: uma encabeçada por João Ruivo, e outra, do ex-presidente da Câmara, eleito pelo PS, Emílio Sabido.
Chegou aos ouvidos de «O Maranhão» que por terras do Mestre – quem sabe se influenciados por esta onda independentista – também há quem esteja apostado em reunir uma lista de cidadãos para concorrer à Câmara e à Assembleia Municipal (AM), com a particularidade de a lista que elege o presidente ser composta única e exclusivamente por mulheres, e a da AM só integrar elementos do sexo masculino. Dado a lei exigir um certo número de proponentes eleitores no concelho, não tardará muito para termos a certeza, desta, por agora, hipotética candidatura...
Comentários por mail ao post acima
A pluralidade sempre foi um catalizador da democracia.
Uma lista à Câmara Municipal de Avis protagonizada por mulheres é de louvar. Direi mesmo, que é preciso ter «um grande par de t...». Força mulheres. Os machos nunca vos abandonarão. jr
Quase que aposto que o Canto do Cisne é um blog de Avis. Mas, como isto da blogosfera é, por enquanto, o espaço mais livre do planeta terra, interessa, acima de tudo, ter em conta as opiniões de quem quer que as escreva. E ele(a) tem opinião sobre o post escrito em cima. Basta carregar no nome do site.
quarta-feira, março 16, 2005
Terras da Justiça
Aquelas que provavelmente são as melhores pastagens de todo o Alentejo estão a criar uma 'guerra' entre agricultores. Pertencem ao Ministério da Justiça, situam-se nas freguesias de Vila Fernando e Barbacena, concelho de Elvas, e, no início do ano, foram cedidas gratuitamente aos agricultores de Vila Fernando.
Este é o primeiro parágrafo de uma notícia do «Correio da Manhã», transcrita pelo «Portal Alentejano».
Mas porque raio é que o Ministério da Justiça é proprietário de terras – ainda por cima com aproveitamento agro-pecuário?
Se já não há «trabalhos forçados» e se os juízes e outros oficiais de justiça não pastam, porque carga de água têm eles terra?
E, pelo que julgo saber, no Largo do Convento (em Avis) algum do património edificado também é pertença do mesmo ministério.
Correndo o risco de usar linguagem menos própria para a época, atrevo-me a dizer que era bom que o Estado desse «a terra a quem a trabalha» e os imóveis desocupados a quem deles possa tirar proveito ...
Aquelas que provavelmente são as melhores pastagens de todo o Alentejo estão a criar uma 'guerra' entre agricultores. Pertencem ao Ministério da Justiça, situam-se nas freguesias de Vila Fernando e Barbacena, concelho de Elvas, e, no início do ano, foram cedidas gratuitamente aos agricultores de Vila Fernando.
Este é o primeiro parágrafo de uma notícia do «Correio da Manhã», transcrita pelo «Portal Alentejano».
Mas porque raio é que o Ministério da Justiça é proprietário de terras – ainda por cima com aproveitamento agro-pecuário?
Se já não há «trabalhos forçados» e se os juízes e outros oficiais de justiça não pastam, porque carga de água têm eles terra?
E, pelo que julgo saber, no Largo do Convento (em Avis) algum do património edificado também é pertença do mesmo ministério.
Correndo o risco de usar linguagem menos própria para a época, atrevo-me a dizer que era bom que o Estado desse «a terra a quem a trabalha» e os imóveis desocupados a quem deles possa tirar proveito ...
segunda-feira, março 14, 2005
ler jornais é saber mais
Falemos de coisas sérias
Segundo o DN e o site Portugal Diário «oAlentejo tem a taxa de suicídio mais alta do mundo.» O «fenómeno» tem especial incidência entre idosos do sexo masculino, em que a taxa de mortalidade atinge os 24 em cem mil habitantes. Por isso os especialistas não conseguem perceber o que leva alguém de idade já avançada e perto do fim a ter tanta pressa.
Paredes-meias com o Alentejo, na Andaluzia, a taxa de suicídio é uma das mais baixas da Europa, diz o Diário de Notícias.
O Alto Alentejo é a segunda região do País onde mais gente mete termo à vida, atingindo um rácio de 18 mortos por cada cem mil habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
Segue-se o Algarve, a Lezíria do Tejo e o Oeste, com 14,4, 14 e 13,2, respectivamente. O Grande Porto é a região onde se cometem menos suicídios (0,5). O Norte apresenta taxas baixas, sendo no Alto Trás-os-Montes onde número é maior, com 3,2. Lisboa chega aos 7,5, Açores tem seis mortes por cem mil habitantes, e a Madeira três.
O «fenómeno», forma usada pelo jornalista para retratar esta triste realidade, não é, certamente, por causa dos nossos idosos terem ao fim de tantos anos de trabalho, uma vida fácil. Às dificuldades económicas e problemas de saúde (e de cuidados de saúde), junta-se, a maioria das vezes, o isolamento fruto do afastamento dos familiares mais novos que foram obrigados a partir para a grande cidade ou para o estrangeiro.
O combate à desertificação é, por isso mesmo, a prioridade das prioridades.
Falemos de coisas sérias
Segundo o DN e o site Portugal Diário «oAlentejo tem a taxa de suicídio mais alta do mundo.» O «fenómeno» tem especial incidência entre idosos do sexo masculino, em que a taxa de mortalidade atinge os 24 em cem mil habitantes. Por isso os especialistas não conseguem perceber o que leva alguém de idade já avançada e perto do fim a ter tanta pressa.
Paredes-meias com o Alentejo, na Andaluzia, a taxa de suicídio é uma das mais baixas da Europa, diz o Diário de Notícias.
O Alto Alentejo é a segunda região do País onde mais gente mete termo à vida, atingindo um rácio de 18 mortos por cada cem mil habitantes, segundo o Instituto Nacional de Estatística.
Segue-se o Algarve, a Lezíria do Tejo e o Oeste, com 14,4, 14 e 13,2, respectivamente. O Grande Porto é a região onde se cometem menos suicídios (0,5). O Norte apresenta taxas baixas, sendo no Alto Trás-os-Montes onde número é maior, com 3,2. Lisboa chega aos 7,5, Açores tem seis mortes por cem mil habitantes, e a Madeira três.
O «fenómeno», forma usada pelo jornalista para retratar esta triste realidade, não é, certamente, por causa dos nossos idosos terem ao fim de tantos anos de trabalho, uma vida fácil. Às dificuldades económicas e problemas de saúde (e de cuidados de saúde), junta-se, a maioria das vezes, o isolamento fruto do afastamento dos familiares mais novos que foram obrigados a partir para a grande cidade ou para o estrangeiro.
O combate à desertificação é, por isso mesmo, a prioridade das prioridades.
sexta-feira, março 11, 2005
Então e o nosso?!
«Os presidentes das autarquias de Alter do Chão, Campo Maior, Castelo deVide, Gavião, Marvão, Monforte, Portalegre e Ponte de Sôr fazem parte donovo plantel que vai disputar um jogo de futsal com os técnicos de desportodo Norte Alentejano no próximo sábado, 12 de Março.
Às 10.30 horas, entram em campo cinco presidentes de câmara e cinco técnicosdesporto, no Pavilhão Gimnodesportivo de Castelo de Vide, para mostrar quemmelhor sabe jogar à bola. Mas, sobretudo, para provar à população que oseleitos estão empenhados em promover o Desporto no Distrito e que, tambémeles, participam activamente nos Jogos do Norte Alentejano.»
Ó Manuel Maria Coelho, apareça lá com as chuteiras que os homens têm de o deixar dar uns pontapés...
«Os presidentes das autarquias de Alter do Chão, Campo Maior, Castelo deVide, Gavião, Marvão, Monforte, Portalegre e Ponte de Sôr fazem parte donovo plantel que vai disputar um jogo de futsal com os técnicos de desportodo Norte Alentejano no próximo sábado, 12 de Março.
Às 10.30 horas, entram em campo cinco presidentes de câmara e cinco técnicosdesporto, no Pavilhão Gimnodesportivo de Castelo de Vide, para mostrar quemmelhor sabe jogar à bola. Mas, sobretudo, para provar à população que oseleitos estão empenhados em promover o Desporto no Distrito e que, tambémeles, participam activamente nos Jogos do Norte Alentejano.»
Ó Manuel Maria Coelho, apareça lá com as chuteiras que os homens têm de o deixar dar uns pontapés...
quinta-feira, março 10, 2005
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguicado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um Belo Horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
Águas de Março, António Carlos Jobin
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguicado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um Belo Horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
Águas de Março, António Carlos Jobin
Canção para chamar a chuva...
Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
Andava eu sózinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer
Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar
Na terra dos sonhos, Jorge Palma
Andava eu sem ter onde cair vivo
Fui procurar abrigo nas frases estudadas do senhor doutor
Ai de mim não era nada daquilo que eu queria
Ninguém se compreendia e eu vi que a coisa ia de mal a pior
Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar
Andava eu sózinho a tremer de frio
Fui procurar calor e ternura nos braços de uma mulher
Mas esqueci-me de lhe dar também um pouco de atenção
E a minha solidão não me largou da mão nem um minuto sequer
Se queres ver o Mundo inteiro à tua altura
Tens de olhar para fora, sem esqueceres que dentro é que é o teu lugar
E se às duas por três vires que perdeste o balanço
Não penses em descanso, está ao teu alcance, tens de o reencontrar
Na terra dos sonhos, Jorge Palma
A luta continua
Ele são rádios, jornais, televisões... Afinal, não é só por causa dos resultados eleitorais que se fala de Avis.
Ele são rádios, jornais, televisões... Afinal, não é só por causa dos resultados eleitorais que se fala de Avis.
quarta-feira, março 02, 2005
Protesto...
Depois de termos tido a visita de vários jornais durante a semana passada, o mais certo, é com este protesto que o «Do Castelo» anuncia, não tarda nada estar aí a TVI...
Depois de termos tido a visita de vários jornais durante a semana passada, o mais certo, é com este protesto que o «Do Castelo» anuncia, não tarda nada estar aí a TVI...
terça-feira, março 01, 2005
Eles andam intrigados...
A eleições, Avis, e «Diário de Notícias»
«A especialista em Ciência Política, Maria José Stock, tem dificuldade em encontrar explicação para a resistência comunista no concelho de Avis, embora admita que a história da vila possa ser determinante na hora do voto.
Os tempos da Reforma Agrária e a estrutura fundiária que caracterizou esta localidade, dominada pelo latifúndio, são duas hipóteses avançadas por Maria José Stock para justificar a manutenção do último bastião do PCP em Portugal.
Ainda assim, a socióloga admite ao DN a possibilidade de existirem outras explicações para a vitória comunista neste concelho do Norte Alentejano, chegando mesmo a admitir que haja uma situação de empatia da população para com as personalidades dos "líderes locais e nacionais".
Por outro lado, prossegue, "também podemos ter aqui uma situação de um fenómeno qualquer, muito importante para o concelho, onde a população considera que o PCP foi decisivo, porque lutou ao lado do povo por determinada causa."
Porque as possibilidades são muitas, Maria José Stock acrescenta à lista a hipótese da elevada taxa de envelhecimento, que caracteriza o concelho, poder "jogar" a favor do PCP. "Basta não ter havido mutação demográfica para que as pessoas se mantenham fiéis ao partido. Aqui estamos na presença de uma questão que tem mais a ver com o aspecto da solidariedade, onde as pessoas decidem não virar costas a uma força política que elas consideram que esteve ao seu lado, talves mesmo no tempo da clandestinidade."
Também o antropólogo Francisco Ramos, professor do departamento de Sociologia da Universidade de Évora e autor do livro sobre as alcunhas dos alentejanos, considera ser difícil de explicar aquele que já é conhecido como "o fenómeno de Avis", admitindo a hipótese de a CDU continuar a usufruir de um "enraizamento do Partido Comunista nesta zona".
Um facto que o sociológo alia à imagem que os eleitores têm dos líderes locais, sobretudo do próprio presidente da Câmara, e da forma como a autarquia consegue motivar esses eleitores. Contudo, ressalva que também em Arraiolos o PCP alcança grandes vitórias, quando estão em causa eleições autárquicas, acabando por ficar distante do PS nas últimas legislativas. "É por isso que eu digo que isto acaba por ser inconclusivo e muito difícil de explicar, já que, com esta situação concreta, não ficam dúvidas que cada caso é um caso", refere Francisco Ramos.»
A eleições, Avis, e «Diário de Notícias»
«A especialista em Ciência Política, Maria José Stock, tem dificuldade em encontrar explicação para a resistência comunista no concelho de Avis, embora admita que a história da vila possa ser determinante na hora do voto.
Os tempos da Reforma Agrária e a estrutura fundiária que caracterizou esta localidade, dominada pelo latifúndio, são duas hipóteses avançadas por Maria José Stock para justificar a manutenção do último bastião do PCP em Portugal.
Ainda assim, a socióloga admite ao DN a possibilidade de existirem outras explicações para a vitória comunista neste concelho do Norte Alentejano, chegando mesmo a admitir que haja uma situação de empatia da população para com as personalidades dos "líderes locais e nacionais".
Por outro lado, prossegue, "também podemos ter aqui uma situação de um fenómeno qualquer, muito importante para o concelho, onde a população considera que o PCP foi decisivo, porque lutou ao lado do povo por determinada causa."
Porque as possibilidades são muitas, Maria José Stock acrescenta à lista a hipótese da elevada taxa de envelhecimento, que caracteriza o concelho, poder "jogar" a favor do PCP. "Basta não ter havido mutação demográfica para que as pessoas se mantenham fiéis ao partido. Aqui estamos na presença de uma questão que tem mais a ver com o aspecto da solidariedade, onde as pessoas decidem não virar costas a uma força política que elas consideram que esteve ao seu lado, talves mesmo no tempo da clandestinidade."
Também o antropólogo Francisco Ramos, professor do departamento de Sociologia da Universidade de Évora e autor do livro sobre as alcunhas dos alentejanos, considera ser difícil de explicar aquele que já é conhecido como "o fenómeno de Avis", admitindo a hipótese de a CDU continuar a usufruir de um "enraizamento do Partido Comunista nesta zona".
Um facto que o sociológo alia à imagem que os eleitores têm dos líderes locais, sobretudo do próprio presidente da Câmara, e da forma como a autarquia consegue motivar esses eleitores. Contudo, ressalva que também em Arraiolos o PCP alcança grandes vitórias, quando estão em causa eleições autárquicas, acabando por ficar distante do PS nas últimas legislativas. "É por isso que eu digo que isto acaba por ser inconclusivo e muito difícil de explicar, já que, com esta situação concreta, não ficam dúvidas que cada caso é um caso", refere Francisco Ramos.»
domingo, fevereiro 27, 2005
Frango Assado nas Brasas...
Um «franciú», provavelmente emigrante português com saudades do petisco, fez uma busca no Google à procura de «Frango assado na Brasa» e veio aqui parar. Para o caso de ele cá voltar, fica a saber que o Campaínhas, aos sábados e domingos, tem sempre uns exemplares galináceos a passar pelas brasas, ali para os lados da igreja. E a churrasqueira, na R. Combatentes do Ultramar (telf. 242 412 418) também fornece o dito cujo «passarinho»...
Um «franciú», provavelmente emigrante português com saudades do petisco, fez uma busca no Google à procura de «Frango assado na Brasa» e veio aqui parar. Para o caso de ele cá voltar, fica a saber que o Campaínhas, aos sábados e domingos, tem sempre uns exemplares galináceos a passar pelas brasas, ali para os lados da igreja. E a churrasqueira, na R. Combatentes do Ultramar (telf. 242 412 418) também fornece o dito cujo «passarinho»...
Sétimo aniversário dos Amigos do Concelho de Aviz
Ontem, na Casa de Cultura (ou na sede da ACA? Isto faz-me sempre uma grande confusão! O melhor era juntarem as duas coisas...) foi devidamente assinalado a passagem de mais um aniversário dos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural. Na ocasião, o presidente da direcção, sr. Francisco Alexandre, dirigiu umas palavras aos presentes. Referiu-se, como não podia deixar de ser, aos setes momentos retratados nos painéis em exposição. Desde a acta da fundação, à organização da Desgarrada no último «Aviz ao Vivo», passando pela Águia, pelos passeios pedestres e os Jogos Florais.
Confesso que do que gostei mais foi dos pesos que seguravam os painéis, mas o pessoal mais crescido entreteve-se na conversa e a beber um «Porto». Eu contentei-me com água e passado um bocado fui para casa dormir a sesta... Manel
Ontem, na Casa de Cultura (ou na sede da ACA? Isto faz-me sempre uma grande confusão! O melhor era juntarem as duas coisas...) foi devidamente assinalado a passagem de mais um aniversário dos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultural. Na ocasião, o presidente da direcção, sr. Francisco Alexandre, dirigiu umas palavras aos presentes. Referiu-se, como não podia deixar de ser, aos setes momentos retratados nos painéis em exposição. Desde a acta da fundação, à organização da Desgarrada no último «Aviz ao Vivo», passando pela Águia, pelos passeios pedestres e os Jogos Florais.
Confesso que do que gostei mais foi dos pesos que seguravam os painéis, mas o pessoal mais crescido entreteve-se na conversa e a beber um «Porto». Eu contentei-me com água e passado um bocado fui para casa dormir a sesta... Manel
Ler jornais é saber mais (...)
O nosso irmão mais velho fala do assunto. Nos próximos dias, depois da tsf já ter feito uma reportagem, Avis (ou Aviz...) será tema em A Capital, DN e Expresso, pelo menos. Ainda dizem para aí, maldosamente, que a CDU não faz nada para promover o concelho. Na última semana estiveram cá tantos jornalistas, como em Sousel e em Ponte de Sôr juntos durante o ano...
O nosso irmão mais velho fala do assunto. Nos próximos dias, depois da tsf já ter feito uma reportagem, Avis (ou Aviz...) será tema em A Capital, DN e Expresso, pelo menos. Ainda dizem para aí, maldosamente, que a CDU não faz nada para promover o concelho. Na última semana estiveram cá tantos jornalistas, como em Sousel e em Ponte de Sôr juntos durante o ano...
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Algumas notas sobre os resultados eleitorais em Avis
1. A CDU venceu no concelho com mais 1 (um) voto do que em 2002, conseguindo sensivelmente a mesma percentagem das últimas legislativas 42,30% (42,44%)
Apesar da boa votação, estagnou, não conseguindo acompanhar (o que se percebe...) a tendência nacional do PC – mais 52.000 votos e mais 0.6% ( 432.130 / 7,57%)
2. O Bloco tem a subida mais acentuada de todos os partidos. Triplica a votação: 1,44% e 44 votos em 2002; 4,51% e 138 em 2005. Bastante melhor, relativamente ao todo nacional, em que os «bloquistas» «só» aumentaram cerca de 2,4 vezes em relação a 2002;
3. O PS subiu em votação (1018 / 845) e em percentagem (33,28% / 27,73%), tendo ficado abaixo do aumento conseguido por Sócrates a nível nacional (5,55% em Avis, 7,21% no total). Registe-se ainda que os socialistas não conseguiram sequer capitalizar o descontentamento do eleitorado do PSD. Os social-democratas perderam 224 votos, mas o PS só subiu 163;
4. Face à CDU, o PS, o PSD, e o PP juntos perderam 2.74 pontos percentuais (52,37 em 2002 / 49,63 em 2005;
5. Ora, se os votantes foram quase exactamente os mesmos (2999 em 2002 / 3001 em 2005) para onde é que foram os votos destes partidos?
Inteirinhos para o Bloco de Esquerda que juntou aos 44 votos de 2002, 51 do PSD, 27 do CDS-PP, 8 do PPM, 6 do MPT, e 8 do MRPP (100).
Faltam dois (2) votos. Dão-se alvíssaras a quem os encontrar...
1. A CDU venceu no concelho com mais 1 (um) voto do que em 2002, conseguindo sensivelmente a mesma percentagem das últimas legislativas 42,30% (42,44%)
Apesar da boa votação, estagnou, não conseguindo acompanhar (o que se percebe...) a tendência nacional do PC – mais 52.000 votos e mais 0.6% ( 432.130 / 7,57%)
2. O Bloco tem a subida mais acentuada de todos os partidos. Triplica a votação: 1,44% e 44 votos em 2002; 4,51% e 138 em 2005. Bastante melhor, relativamente ao todo nacional, em que os «bloquistas» «só» aumentaram cerca de 2,4 vezes em relação a 2002;
3. O PS subiu em votação (1018 / 845) e em percentagem (33,28% / 27,73%), tendo ficado abaixo do aumento conseguido por Sócrates a nível nacional (5,55% em Avis, 7,21% no total). Registe-se ainda que os socialistas não conseguiram sequer capitalizar o descontentamento do eleitorado do PSD. Os social-democratas perderam 224 votos, mas o PS só subiu 163;
4. Face à CDU, o PS, o PSD, e o PP juntos perderam 2.74 pontos percentuais (52,37 em 2002 / 49,63 em 2005;
5. Ora, se os votantes foram quase exactamente os mesmos (2999 em 2002 / 3001 em 2005) para onde é que foram os votos destes partidos?
Inteirinhos para o Bloco de Esquerda que juntou aos 44 votos de 2002, 51 do PSD, 27 do CDS-PP, 8 do PPM, 6 do MPT, e 8 do MRPP (100).
Faltam dois (2) votos. Dão-se alvíssaras a quem os encontrar...
Ah ganda Avisum...
Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Souselum, Fronteirum, Alterum, e Ponte Sorum...
Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos... Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Souselum, Fronteirum, Alterum, e Ponte Sorum...
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
domingo, fevereiro 13, 2005
Ler jornais é saber mais (7) [esta numeração anda um bocado baralhada...]
Anúncio
Teriam sido da «revolução» ou da «reacção»? Entrega-se a quem provar pertencer-lhe.
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Teriam sido da «revolução» ou da «reacção»? Entrega-se a quem provar pertencer-lhe.
sábado, fevereiro 12, 2005
Café com Letras
Apesar de não ter estado presente – tive de ir a Portalegre à «revisão»... – já me contaram que a sessão de quinta-feira, com a Ana Rosado, correu às mil maravilhas. E até apareceu gente nova para ouvir os poemas da Ana. A próxima convidada já está escolhida: Helena Rosado. Quinta-feira, às 18:15, na sede dos Amigos do Concelho de Aviz. (Com Z, para não ficarem chateados). Bóra aí, beber um café e ouvir umas estórias. Manel
Apesar de não ter estado presente – tive de ir a Portalegre à «revisão»... – já me contaram que a sessão de quinta-feira, com a Ana Rosado, correu às mil maravilhas. E até apareceu gente nova para ouvir os poemas da Ana. A próxima convidada já está escolhida: Helena Rosado. Quinta-feira, às 18:15, na sede dos Amigos do Concelho de Aviz. (Com Z, para não ficarem chateados). Bóra aí, beber um café e ouvir umas estórias. Manel
Passarada...
O Portal de Avis e o Desabafos informaram que no meio de tantos passarinhos, pássaros e passarões, apareceu um blogue que fala da passarada com fotos e tudo. Seja bem vindo quem vier por bem. Deseja-se muitos e bons «bilhetes» como diz um dos nossos vizinhos da blogosfera.
O Portal de Avis e o Desabafos informaram que no meio de tantos passarinhos, pássaros e passarões, apareceu um blogue que fala da passarada com fotos e tudo. Seja bem vindo quem vier por bem. Deseja-se muitos e bons «bilhetes» como diz um dos nossos vizinhos da blogosfera.
sexta-feira, fevereiro 11, 2005
Ler jornais é saber mais (8) e às vezes menos...
Se não aconteceu podia ter acontecido
Afinal de contas, a(s) notícia(s) que davam como certo que o professor Cavaco apoiava uma maioria absoluta para o PS, não podia ter saído noutro jornal que não o PÚBLICO. Bem vistas as coisas, é o único matutino que tem um suplemento cujo lema é «Se não aconteceu, podia ter acontecido...»
Aliás, hoje na SIC, passa a primeira emissão do «Inimigo Público» em formato televisivo. Mas atenção: é tudo mentira...
Se não aconteceu podia ter acontecido
Afinal de contas, a(s) notícia(s) que davam como certo que o professor Cavaco apoiava uma maioria absoluta para o PS, não podia ter saído noutro jornal que não o PÚBLICO. Bem vistas as coisas, é o único matutino que tem um suplemento cujo lema é «Se não aconteceu, podia ter acontecido...»
Aliás, hoje na SIC, passa a primeira emissão do «Inimigo Público» em formato televisivo. Mas atenção: é tudo mentira...
quinta-feira, fevereiro 10, 2005
terça-feira, fevereiro 08, 2005
Fui ver o Carnaval passar
Este foi, verdadeiramente, o meu primeiro Carnaval. E não foi mau. Assentei arraiais na bancada central – vulgo esplanada do Martins – e foi vê-lo passar. Apesar de passar devagarinho, mas não demorou muito tempo. Foi q.b. Dos que que gostei mais foi dos palhaços, mas o meu pai, que é fanático disse-me logo que os «diabos vermelhos» é que eram os melhores. Depois, abriu uma excepção e comentou que «Os Piratas», da Lareira, também não estavam mal. O caramelo é muito exigente. Para mim, apesar das cores dos palhaços me terem entusiasmado, gostei de todos. Para o ano há mais. E um ano passa num instante. Manel
Este foi, verdadeiramente, o meu primeiro Carnaval. E não foi mau. Assentei arraiais na bancada central – vulgo esplanada do Martins – e foi vê-lo passar. Apesar de passar devagarinho, mas não demorou muito tempo. Foi q.b. Dos que que gostei mais foi dos palhaços, mas o meu pai, que é fanático disse-me logo que os «diabos vermelhos» é que eram os melhores. Depois, abriu uma excepção e comentou que «Os Piratas», da Lareira, também não estavam mal. O caramelo é muito exigente. Para mim, apesar das cores dos palhaços me terem entusiasmado, gostei de todos. Para o ano há mais. E um ano passa num instante. Manel
Carta a um amigo que está longe
Caro L., o meu pai e a minha mãe gostaram de te falar. Diz ele que tem saudades das tuas ideias estapafúrdias e das discussões que tinha contigo à volta da mesa. Apesar de achar que és maluco, vê-se que não o diz por mal e ficou contente por ter notícias tuas. Ainda por cima na semana em que o Benfica passou, outra vez, a perna ao Sporting e o meu homónimo foi convocado pelo Scolari para a selecção. Uma semana em cheio... Por cá, estamos no Carnaval. Estou mesmo a pensar processar os meus pais, pois tiveram a desfaçatez de me mascarar de menina. Ora, numa altura, em que o grande assunto da Campanha Eleitoral é o casamento entre homossexuais, isto pode ter todo o tipo de leituras.
A propósito, hoje à tarde vai haver cortejo de carros alegóricos pelas ruas da vila. Já se realizaram os desfiles e os bailes da ordem no Ervedal, no Alcórrego, na Aldeia e em Benavila e houve festa rija na Lareira e na Casa do Benfica.
Depois, vamos voltar ao mesmo de sempre, que é pouco, mas não é necessariamente mau. Antes pelo contrário. Aliás, com este tempo gelado, até sabe bem estar à lareira, mas a minha mãe, apesar de fumar como uma desalmada, embirra um bocado com o fumo.
O que vale é que como não tem chovido – para desgraça de muitos –, sempre tem dado para, depois de almoço, fazer uns passeios pelo jardim a apanhar sol.
Um dia destes tens de me vir visitar para darmos uns pontapés na bola.
Bom, a carta já vai longa. Deixo-te aqui, por ser carnaval, a letra de um samba. Manel
Samba de Orly
Vinicius de Moraes - Toquinho - Chico Buarque
1970
Vai meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão
De correr assim
Desse frio
Mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão
Pede perdão
Pela duração
Dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E prós da pesada
Diz que eu vou levando
Vê com'é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa
Caro L., o meu pai e a minha mãe gostaram de te falar. Diz ele que tem saudades das tuas ideias estapafúrdias e das discussões que tinha contigo à volta da mesa. Apesar de achar que és maluco, vê-se que não o diz por mal e ficou contente por ter notícias tuas. Ainda por cima na semana em que o Benfica passou, outra vez, a perna ao Sporting e o meu homónimo foi convocado pelo Scolari para a selecção. Uma semana em cheio... Por cá, estamos no Carnaval. Estou mesmo a pensar processar os meus pais, pois tiveram a desfaçatez de me mascarar de menina. Ora, numa altura, em que o grande assunto da Campanha Eleitoral é o casamento entre homossexuais, isto pode ter todo o tipo de leituras.
A propósito, hoje à tarde vai haver cortejo de carros alegóricos pelas ruas da vila. Já se realizaram os desfiles e os bailes da ordem no Ervedal, no Alcórrego, na Aldeia e em Benavila e houve festa rija na Lareira e na Casa do Benfica.
Depois, vamos voltar ao mesmo de sempre, que é pouco, mas não é necessariamente mau. Antes pelo contrário. Aliás, com este tempo gelado, até sabe bem estar à lareira, mas a minha mãe, apesar de fumar como uma desalmada, embirra um bocado com o fumo.
O que vale é que como não tem chovido – para desgraça de muitos –, sempre tem dado para, depois de almoço, fazer uns passeios pelo jardim a apanhar sol.
Um dia destes tens de me vir visitar para darmos uns pontapés na bola.
Bom, a carta já vai longa. Deixo-te aqui, por ser carnaval, a letra de um samba. Manel
Samba de Orly
Vinicius de Moraes - Toquinho - Chico Buarque
1970
Vai meu irmão
Pega esse avião
Você tem razão
De correr assim
Desse frio
Mas beija
O meu Rio de Janeiro
Antes que um aventureiro
Lance mão
Pede perdão
Pela duração
Dessa temporada
Mas não diga nada
Que me viu chorando
E prós da pesada
Diz que eu vou levando
Vê com'é que anda
Aquela vida à toa
E se puder me manda
Uma notícia boa
segunda-feira, fevereiro 07, 2005
Ler jornais é saber mais (6)
Pergunta de algibeira
A quantos quilómetros estamos nós de Lisboa? Depende! Se for para ir ao cinema, estamos a cerca de 150 km, mas podem-se transformar em 290 se for por motivos de saúde. Para perceber basta ler esta notícia do PÚBLICO.
«Uma mulher ficou ontem gravemente ferida devido a um incêndio na sua residência, no Monte da Pedra, concelho do Crato, aparentemente com origem numa braseira, disse à lusa fonte da GNR. (...) A vítima sofreu queimaduras graves, tendo sido transportada para o Hospital Distrital de Portalegre e depois transferida para uma unidade hospitalar central em Lisboa.»
Aconteceu no Crato, mas se fosse em Avis...
Pergunta de algibeira
A quantos quilómetros estamos nós de Lisboa? Depende! Se for para ir ao cinema, estamos a cerca de 150 km, mas podem-se transformar em 290 se for por motivos de saúde. Para perceber basta ler esta notícia do PÚBLICO.
«Uma mulher ficou ontem gravemente ferida devido a um incêndio na sua residência, no Monte da Pedra, concelho do Crato, aparentemente com origem numa braseira, disse à lusa fonte da GNR. (...) A vítima sofreu queimaduras graves, tendo sido transportada para o Hospital Distrital de Portalegre e depois transferida para uma unidade hospitalar central em Lisboa.»
Aconteceu no Crato, mas se fosse em Avis...
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