sábado, março 22, 2008

Com um dia de atraso - ontem foi Dia Mundial da Poesia - aqui fica um lindíssimo poema de Eugénio de Andrade, do livro «O Outro Lado da Terra».

As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
























O Elias de hoje, e o publicado há um ano. Jornal de Notícias, Anibal F. / R. Reimão

sexta-feira, março 21, 2008

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segunda-feira, março 17, 2008

É preciso acreditar

O título acima é o tema dos próximos jogos florais da ACA (Amigos do Concelho de Aviz). O prazo para concorrer só acaba a 11 de Abril. No que toca aqui ao escriba, pensei em concorrer na categoria de «conto», mas os primeiros escritos não me agradaram o suficiente para os levar a concurso. No entanto, deixo aqui no blog, a tal «tentativa falhada». Pode ser que até ao final do prazo, se arranje mais qualquer coisa...

Janeiro de 2008

São oito e meia da manhã do segundo dia do ano. À porta de uma velha fábrica de confecções os trabalhadores vão-se juntando. Homens e mulheres. Uns, mais velhos, outros, nem tanto. As Festas tinham sido passadas em família, como sempre. Como sempre não! Este ano, os três meses de ordenado em atraso, não deixaram que a alegria se sentasse à mesa da consoada.
As crianças contentaram-se com o «tal» presente, mas, na ementa, o habitual camarão cozido não fez companhia ao bacalhau com as couves. O vinho foi o de todos os dias - do garrafão - ao contrário de outros anos em que se abria uma garrafa daquelas com rótulos bonitos e de preferência com a palavra «reserva» impressa a letras douradas.
No último dia do ano, a angústia foi ainda maior. A menos de 24 horas de pegar ao trabalho, as dúvidas de que isso acontecesse eram mais que muitas.
Agora era certo. A presença dos repórteres e dos carros de exteriores das televisões, prontos para entrar em directo, confirmavam o que todos temiam: a fábrica tinha fechado. Cinquenta anos depois de nascer com pompa e circunstância, morria sem honra nem glória.
«O que é que a malta vai fazer, Chico»? – questionava-se Antunes, 55 anos, há mais de quarenta a trabalhar na fábrica.
«Ó pá, não sei. Só sei que tenho direito à vida e faço questão de a viver», respondeu o camarada, dez anos mais novo, também ele com mais de vinte «de casa».
«Já não somos novos»... insistiu Antunes.
«Velhos são os trapos, e nós até trabalhámos uma data de anos com eles», retorquiu Chico ensaiando uma piada fácil.
«Tens razão: velhos são os trapos. Nós somos descartáveis»...

*

A ambulância entrou com pressa no recinto da urgência. Passavam cinco minutos da meia-noite. O motorista e o maqueiro procederam como habitualmente e transportaram a grávida para dentro do edifício.
Minutos volvidos, o mesmo movimento, mas em sentido contrário. Parturiente dentro da carrinha, luzes a acender e a apagar, sirene a tocar, e «ala que se faz tarde».
Há uma criança que quer nascer e ainda é preciso fazer 30 quilómetros até à maternidade mais próxima. Com sorte, vai tudo correr bem...

*

Uma ultrapassagem pela direita, uma operação stop, um agente da BT a fazer sinal para parar, um sopro, e zás! Um artista apanhado nas malhas da lei. O Reveillon já era. Agora era o «chui» quem gozava. Dois dias depois, no tribunal, o juiz, condescendente, condena-o a 40 horas de trabalho comunitário e ao pagamento de 400 euros a uma instituição de solidariedade.
Apesar de tudo teve sorte. Bem vistas as coisas, com os copos e a conduzir, mais vale ser apanhado pela Brigado do que sair disparado da estrada contra um poste de iluminação pública...

*

Na televisão a bonita apresentadora dá início à extracção dos números do Totoloto. No café do Henrique, os clientes são poucos àquela hora. Mesmo assim cumpre-se o ritual: põem-se a jeito os boletins da sociedade, faz-se silêncio, e apontam-se os números.
«Porra! ‘inda não foi desta»... refila o dono do estabelecimento pela última vez nesse ano.


Um ano depois

Antunes e Chico voltaram à «escola» para tentar uma nova oportunidade Com outros camaradas da velha fábrica lançaram mãos a uma pequena oficina têxtil. Trabalham, essencialmente, para novos estilistas. O convívio com a «malta nova» abriu-lhes horizontes e deu-lhes uma janela de esperança.
Antunes, na fila do supermercado, à espera de vez para comprar o leitão, pensa para com os seus botões: «Estive eu quase a desistir»...

*

Será menina ou menino? Com apenas um ano é difícil perceber pelas feições, e até a cor da vestimenta pouco ajuda. No jardim, a criança corre, atabalhoadamente, com a mão na mão da mãe.
Há um ano a correria foi outra, de ambulância. Nasceu a meio caminho entre uma urgência fechada «sem condições» e uma maternidade aberta e equipada com «tudo o que há de melhor».
Para a mãe foi uma hora com minutos a mais; Para os dois jovens bombeiros foi «o dia mais feliz» das suas vidas - como fizeram questão de dizer, ao vivo e a cores, em todos os telejornais; Para o bebé, foi apenas o primeiro acidente de percurso, dos muitos que irá encontrar durante a vida.
Só tem de fazer, a cada vez, aquilo que fez na primeira: dizer sim à vida.

*

Está a chegar ao fim o «ano sabático» do artista. As 40 horas de trabalho comunitário foram passadas num hospital da capital a fazer rir os miúdos internados no serviço de pediatria.
Na verdade não foram 40. Foram muitas mais. Depressa a «sentença» se transformou em gosto, e continuou a ir lá todas as semanas.
Ainda bem que o juiz acreditou que ele se podia regenerar. Evitou-se uma prisão e ganhou-se um «voluntário».

*

Henrique de papel na mão confere os relapsos na sociedade do Totoloto - «Faltam dois pagar. Se não vierem cá hoje acertar as contas, são excluídos da sociedade. Quem quer, quer, e quem não quer, não quer. E quem não acreditar, não faz cá falta nenhuma»...
Quatro minutos e vinte cinco segundos de boas rcordações...

sexta-feira, março 14, 2008

























Elias, o sem abrigo. in, Jornal de Notícias, R. Reimão / Anibal F. (14 Março 08)

Já há um protocandidato à Câmara de Avis...

o próprio disse...
Se um dia me candidatar será o meu "mote" de campanha, até lá não posso divulgar as minhas armas secretas... ;)
12 de Março de 2008 21:25

quinta-feira, março 13, 2008























Elias, o sem abrigo
- JN, 2008/03/13
Pronto, está bem, eu pago a aposta...

Apesar de não acreditar em tal coisa, apostei que o Glorioso passava a eliminatória contra o Getafe, Gefafe ou lá como se chama aquele clubito dos «espanhuelos».
Infelizmente, Camacho continuou a ter razão: os jogadores não se empenharam o suficiente para conseguirem mais do que um remate (?) ao poste.
No final do jogo, já com a farda número 1 (fato e gravata) vestida, Nuno Gomes explicou que o plantel «não estava bem fisicamente».
Não me digas! A malta ainda não tinha percebido...

terça-feira, março 11, 2008











penso LOGO existe

este foi um dos primeiros logos que fizemos cá na terra
Uma papoila
Há já algumas semanas que giestas, azedas e mimosas estão em flor no Alentejo. A D. olhava a planície verde-amarela e dizia: «A falta que faz uma papoila».

Post roubado ao meu amigo Bandeira

Um elias do arquivo (fev. 08)

segunda-feira, março 10, 2008

Conversa de Café (2)

- Dá-me um café à Benfica.
- Como?!...
- ...fraquinho...

sexta-feira, março 07, 2008

Uma grande canção

*****
- Compadre, o PS vai fazer um comício de apoio ao Governo.
- E onde é que é, compadre? Na SIC, na RTP, na TVI ou nas três ao mesmo tempo ?!...
(Avis Rara, in Alentejo Popular, 08.03.06)

quinta-feira, março 06, 2008

Uma do baú para descontrair

Ora então, caros ouvintes, bem vindos ao programa «Gente Ordinária» do «Rádio Clube Lá Vai Alho de Cima», um formato que a malta ouviu na CBS – com o nome Ordinary People – e como gostou muito fizemos igualinho...

Hoje, em pleno campo, à beira da auto-estrada A55, temos connosco o mestre Cachaporra Bolota com quem vamos trocar algumas palavras.

(separador)

- Boa noite, mestre Cachaporra...
- Boa noite.
- Olhe...
- Olhe não! Ouça. Qu’eu saiba estas lérias são para um programa de rádio...
- Tem muita razão. Ouça..
- Já ouvi, porra!... Afinal o que é que vocemecê me quer?
- Bem... só o queria entrevistar...
- (O homem não anda bom...) Mas não me disse que isto é para a telefonia?! Quanto muito vocemecê quer-me entrouvistar...
- Também está bem visto...
- E ele a dar-lhe!... Na rádio não se vê nada. Para se ver qualquer coisa, mesmo com chuva, tem de ser na televisão...
- Pronto, tem razão, ok, já percebi... Comecemos então: Mestre Cachaporra, qual é a sua profissão?
- Sou pastor.
- E... pasta o quê?
- ... (Eu não disse que homem não anda bom. Está mesmo a pedi-las) Pastor, está entendendo?! Sacerdote, padre, ministro de Deus. Pastor...
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh.... E de que Igreja?
- Da IVTFC
- IVTFC?!!!!!!!
- Sim. «Igreja do Vai Tudo à Frente do Cajado».
- O nome é bem curioso... Tem muitos seguidores?
- Quer-se dizer... o rebanhito não é nada mau... Mas dão muito trabalho. É preciso andar sempre de olho em cima deles. Mal nos descuidamos fazem logo merda.
- Merda?!!!!
- Sim! Merda, có-có, estrume... E depois, as estradas ficam cheias de bosta. Temos de concordar que dá mau aspecto para quem passa de carro... Alguns, mais impliquentos, até me acenam com’a dizer: «Então não tinhas outro sítio para ir fazer as necessidades?...»É claro que eu fico em broa e puxo logo do cajado para dar o justo correctivo ao rebanho, mas o mal já ficou feito...
- Depreendo daí que na sua igreja, fazer as necessidades é pecado...
- Não! Pecado, pecado não é, mas têm de o fazer no sítio certo: no campo, atrás do chaparro, no curral ou, vá lá, na Assembleia da República...
- Na Assembleia da República?!!!!
- Pois... Quer dizer, aí não tenho bem a certeza, mas como estou farto de ouvir dizer que aquilo é quase tudo uma cambada de carneiros, calculo que sim...
- Mas não são carneiros de verdade. É só em sentido figurado...
- Isso já não sei. Se têm de fazer o serviço em sentido, ou se é só figurado é lá com eles... Do meu rebanho sei eu: só cagam onde eu quero!
- E quantas cabeças são?
- Eu sei lá, são tantas...
- Tantas?! Essa é boa... Não me diga que o senhor não sabe contar... (com ar de gozo)
- Sei sim senhor! Sei contar até miles...
- Até miles!!!!! o que é que isso quer dizer?!!!!
- Ou te metes a miles, ou ainda levas com o cajado...
Para matar saudades, uma do ex-Aviz

«Quando ofereceram o poder ao Mestre de Avis, explicaram-lhe: prometa o que não pode, ofereça o que não tem e perdoe a quem não o ofendeu. Aprendam.»
Diário de um hooligan (1)

Para este e este os meus sentimentos. Aos outros, aqueles que não têm blog, vou-os dar pessoalmente...

terça-feira, março 04, 2008

Conversas de café

... Não arranjava namorada porque andava a pé. Comprou uma bicicleta, passava por elas e nem as via...

Ler jornais é saber mais?


O PÚBLICO anuncia na edição de hoje que Pacheco Pereira (PP) irá ser director do jornal por um dia. Não espero grandes mudanças. Bem vistas as coisas, PP é o que de mais parecido ao José Manuel Fernandes se pode encontrar em Portugal.
Pior que sarna...

Com tantos (?) clubes decentes (estou a falar do Vitória...) tinha logo que nos sair o Sporting outra vez. Parece sarna. Pior que sarna. Está bem. Confesso. Eliminar os lagartos em Alvalade ainda vai dando um certo gozo...

segunda-feira, março 03, 2008

Conversa entre benfiquistas antes do jogo começar

- Tens fé?
- Fé tenho, mas não acredito...

domingo, março 02, 2008


Ler Jornais é saber mais?...


Tem dias. Hoje, por exemplo, não. À excepção do JN, todos os outros jornais de expressão nacional, ignoram «democraticamente», nas chamadas à capa, a manifestação que o PCP organizou, ontem, em Lisboa.
Fosse eu leitor do DN e andasse distraído, até podia ser levado a pensar que tinha sido o Bloco de Esquerda a organizar o protesto, tal o destaque que dão ao Francisco Louçã. Critérios editoriais, dirão. Pois, digo eu...



Não temos o Rei, mas temos o Príncipe...



sábado, março 01, 2008

A Moagem (ou o café do Garrafão) é tida por muitos em Avis, como a Casa dos Sportinguistas na vila. Mas é só aparência. Apesar de serem muitos os «lagartos» que frequentam o estabelecimento, sempre que se contam as espingardas os benfiquistas dão cabazada.
Na última jornada da taça UEFA, houve mosquitos por cordas já que os dois emblemas jogavam à mesma hora e só existe um televisor no café. A escolha acabou por privilegiar os sportinguistas o que levou alguns «lampiões» menos tolerantes a abandonar o estabelecimento.
Amanhã, dia de Sporting-Benfica, esse problema não se colocará. No entanto, haverá outro, quem sabe até mais difícil de resolver: a colocação das claques (quem vê o jogo sentado e quem fica de pé ao balcão...).
Aconselha-se os potenciais espectadores a irem cedo para o estádio (quer dizer café...) e não levarem very-ligths. Como o jogo é de alto risco e de prever engarrafamentos (refiro-me aos de cerveja e tinto).
Os adeptos do clube vencedor ficarão dispensados de pagar a despesa... (esta é mentira, foi só para assustar o Ricardo).
Que vença o melhor, que como toda a gente sabe é o Benfica.

O Raposo era aquele tipo de homem que já não se fazem. Foi professor, mas distinguiu-se, acima de tudo, como presidente da Câmara de Aljustrel. Quando exerceu as funções de director do Diário do Alentejo, tive a sorte de o conhecer e com ele privar em algumas ocasiões.

Sentado à mesa, rodeado de amigos e petiscos, era um desfilar de estórias que nunca mais acabavam.

Certa vez confessou que só não deixava de fumar porque não queria correr o risco de «passar por parvo», caso, no futuro, se viesse a descobrir que o tabaco (como tantas outras coisas) afinal, fazia bem à saúde.

Achei que ele tinha toda a razão e, também eu, abracei a causa de não «passar por parvo». Mas a coisa está a ficar difícil. Agora, só de uma vezada, forma 30 cêntimos de aumento. Qualquer dia, um maço de SG Filtro, custa tanto como um bom bife de lombo e, até ver, ainda está por provar que o cigarrito faz bem ao físico.

Se calhar vou ter de fazer uma inflexão na minha luta e passar a fumar tabaco de enrrolar...

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Aniversários

Há 20 anos morreu a «telefonia» e nasceu a «rádio». E a rádio, neste caso, é a TSF. Sempre em cima do acontecimento, com notícias de meia em meia hora, tem sido, para mim, a companhia de inúmeras viagens. Primeiro nas intermináveis filas da auto-estrada; agora nas deslocações mais ou menos longas a que não se pode fugir.

Começou pirata, esteve no centro de estórias de faca e alguidar (quem não se lembra do assalto do Rangel com um black&deker...), mas afirmou-se no panorama da rádio portuguesa e mudou (e obrigou os outros a mudar) o paradigma até aí instalado.

Pelo que foi, pelo que é e, certamente, pelo que será merece parabéns.

.........

Daqui a dois dias é a vez do PÚBLICO comemorar 18 anos. Com a edição de 2 de Março será distribuido a réplica do jornal com a data de 1 de Janeiro de 2000. Ou seja, uma edição que apesar de feita e impressa, não chegou a ser distribuida.
Por razões técnicas a data de nascimento do diário do grupo sonae foi adiada dois meses. Aqui o escriba fez parte da enorme equipa que deu vida a este projecto jornalístico que, tal como a TSF na rádio, mudou para sempre a imprensa escrita em Portugal.
A todos os camaradas que ainda lá se encontram envio um abraço fraterno, mas do que eu tenho saudades é da loucura saudável do Vicente Jorge Silva; do ar austero mas amigo do Jorge Wemans; da liberdade do Torcato; do talento do Adelino Gomes; da companhia da minha comadre Ivone; das birras da Cristina Sampaio...

até sempre camaradas

Elias, o sem abrigo (JN, 29 Fev. 08)

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Estatística

Quando se fala de números lembro-me sempre da estória em que o rico comeu duas galinhas e o pobre nenhuma, mas para a estatística, cada um comeu uma.

José Socrátes, está contente. Diz ele que «pela primeira vez, nos últimos 10 anos, temos mais alunos no ensino Básico e Secundário».

Aconselho o primeiro-ministro a ir procurar as razões para «esse sucesso», aos números do INE de há dez anos atrás. Talvez consiga perceber que nessa altura - apesar de tudo - nasceram mais bébes em Portugal. E, o mais provável, é eles andarem (ainda que a custo...) por aí.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Matemática pura

- Então se o Sporting perdeu três pontos e o Benfica empatou, ganhamo-lhes dois pontos.
- ... Pois...

sábado, fevereiro 23, 2008

Vejam lá se descobrem quem é que hoje faz 10 anos...

Faz agora um ano (JN 24.fev.07) Elias, o sem abrigo já o tinha avisado...
Não Seremos Pais Incógnitos

Nao seremos pais incógnitos

Netos de filhos ignaros
Mas nestes livros avaros
Só moralizam os tolos
Quem tem farelos tem quintas
Diz o bom rei ao soldado
No tempo em que o rei Fernando
Passava por ser honrado
No tempo em que Dona Márcia
Filha de Mércia Condessa
Cantava Chácaras do tempo
Em que era madre abadessa
Também depunha o meirinho
Filho de D. Charlatao
Há que vidas os nao via
Mas sei de que filhos são

Zeca Afonso

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

quinta-feira, outubro 27, 2005

Marcar o ponto...

A chuva está de volta. A malfadada chuva que tanta falta nos faz. Hoje de manhã, quando fui a Bena buscar os jornais, no regresso passei por um acidente. No sítio onde foi só pode ter sido da chuva e do vento.

Nos jornais da manhã, duas notícias me chamaram a atenção, uma pela proximidade geográfica, outra pela afinidade cultural. 60 crianças de Sousel, entre os 10 e 15 anos, deram entrada no Centro de Saúde, com vómitos, diarreias e dores. Meia dúzia deles - os mais graves - foram levados para Portalegre, mas já todos regressaram a casa. Tudo leva a crer que tenha sido uma intoxicação alimentar, no entanto alguns dos pacientes não almoçaram na escola. Mistério....

No Porto, foi descoberta uma Sinagoga datada do século XV. Sabendo nós que em Avis, houve em tempos uma forte comunidade judaica (o prof. Borges Coelho, entre outros, tem vários textos sobre o assunto) é certo que aqui existiu um matadouro e uma sinagoga. A questão é, onde? A descoberta de um destes locais contribuiria em muito para valorizar a oferta do concelho ao nível do Turismo Histórico/cultural.

Pronto. Já marquei o ponto.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Viva a Liberdade de expressão


Segundo o PÚBLICO, o nosso vizinho Taveira Pinto resolveu dar um ano à RTL para abandonar as instalações. Mas não se fica por aqui: o programa semanal que a Câmara de Ponte de Sor mantinha no ar desde Abril de 2004, vai ser cancelado, e mesmo os que foram para o ar durante o mês de Outubro, não serão pagos. Para além disso a direcção da estação tem trinta dias para colocar novos contadores de água e electricidade. O motivo próximo desta decisão é a alegada recusa da estação em promever um debate, durante a última campanha autárquica, entre os candidatos à Câmara Municipal. Mas o presidente acrescenta que a RTL «nunca pautou de forma isenta a sua actividade» e acusa a actual direcção de estar ao serviço «ora do PCP, ora do PSD».

Para José Amante - ex-presidente da CMPS, e candidato da CDU à AM nas últimas eleições - director da rádio local, o estilo «trauliteiro» de Taveira Pinto não permitiu encontrar um moderador para o debate, já que a única pessoa disponível para a função era funcionário da Câmara e «afecto ao presidente» e, perante este cenário, os candidatos da CDU e do PSD recusaram.

É por demais conhecida a forma «isenta» como Taveira Pinto trata a Comunicação Social. Basta perguntar aos jornais da cidade como reage o edil, sempre que sai uma notícia que não é do seu agrado...
Bem vindo seja, quem vier por bem...

Ora aqui está mais um blog a escrever sobre Avis. Seja a preto e branco, seja a cores, quantos mais melhor.

segunda-feira, outubro 24, 2005

Diálogos de café (1)

- Hoje matei um pombo.
- Então, porquê?
- Ora, ele espirrou!

.....................................................

- Não gosto de touradas.
- Então porquê? Eu cá gosto...
- Não posso gostar de uma coisa, em que aos forcados que dão o corpo ao manifesto, só pagam um lanchito, e quem ganha o dinheiro é o que anda a cavalo...
Diálogos de café (1)

- Hoje matei um pombo.
- Então, porquê?
- Ora, ele espirrou!

.....................................................

- Não gosto de touradas.
- Então porquê? Eu cá gosto...
- Não posso gostar de uma coisa, em que aos forcados que dão o corpo ao manifesto, só pagam um lanchito, e quem ganha o dinheiro é o que anda a cavalo...
Galos, galinhas, patos, pavões e outros passarões.

O governo decidiu proibir, a partir de hoje, o comércio de aves vivas em feiras e mercados. A polícia municipal de Sintra - que deve ter informação privilegiada - resolveu começar mais cedo a impor a medida, e já ontem, andou pela Feira de S. Pedro, a mandar os canários e os piriquitos regressar aos domicílios.
Quem está cheio de sorte é o Manuel Maria (refiro-me ao Carrilho...). Como a campanha acabou, já não precisa de fazer visitas a mercados. É que com o seu ar de pavão, ainda se arriscava a que lhe proibissem a entrada em alguma feira.
O que não invejo é o trabalho que a fiscalização irá ter: passarões é o que não faltam para aí, e muitos até andam disfarçados, principalmente de políticos e dirigentes desportivos...

domingo, outubro 23, 2005

Pontapé para a bancada.

Espero, sinceramente, que o Sporting, apesar de ir a Barcelos que como toda a gente sabe tem como símbolo um galo, não apanhe a «gripe das aves». Até porque isso podia dar ideias aos que, a todo o custo, querem ver o clube da águia fora da corrida do título. Ainda eram capazes de exigir que o GLORIOSO mudasse de emblema, coisa que seria de todo inaceitável, e levaria o clube da LUZ (com caixa alta, pois então) a pedir, imediatamente, a adesão à Liga Espanhola.

terça-feira, outubro 18, 2005

Hara-kiri

Infelizmente o Zaratustra concretizou a ameaça de suicídio. É pena. Basta olhar para os blogs (ou para os comentários, ainda mais agora que estão reduzidos ao portal de Avis) para se perceber que o Tiago fazia falta. Acabou a campanha, acabaram as eleições, mas não acabaram os motivos para se exercer, de forma continuada, a cidadania. Uma coisa é uma força política – no caso a CDU – ganhar as eleições e assumir a gestão da Autarquia, conforme desejo expresso, de forma inequívoca, pelos eleitores; outra, bem diferente, é o direito que todos e cada um temos, para dar a nossa opinião sobre a comunidade em que estamos inseridos.
Alguns dos comentários que li durante o período eleitoral criticavam o facto de haver pessoas que «iam para os cafés discutir». Por mais voltas que dê à cabeça não me parece que venha mal ao mundo por isso. Antes pelo contrário. Desde sempre os cafés, as tabernas ou os bares foram sítios de tertúlias, de troca de ideias, de confrontação de argumentos. Da discussão nasce a luz.Estou em crer que ele volta, até porque, se assim não acontecer, com quem é que eu vou «discutir»? Não será, certamente, com o anónimo (O povo unido said...) que infelizmente para ele não deve ter acabado o ensino básico e que, por isso, consegue ler nos meus textos coisas que eu não escrevi...

sábado, outubro 15, 2005

A vida é assim.

Há poucos dias, estavam os três de «candeias às avessas», argumentando uns contra os outros, no debate da Rádio Portalegre. Hoje, quase que aposto que às nueve de la noche estarão todos a puxar para o mesmo lado. Era bom que se conseguisse este desiderato em coisas bem mais importantes do que um jogo de futebol.

Diário de um hooligan

Tive acesso a uma sondagem encomendada pelo PC (Pinto da Costa) que dá um empate técnico entre o FCP e o SLB no jogo de logo à noite. Como as sondagens se enganaram redondamente nas autárquicas do Porto, e o candidato apoiado pelo Pintinho perdeu, tenho quase a certeza que hoje vai acontecer o mesmo.

terça-feira, outubro 11, 2005

Algumas notas sobre os resultados eleitorais

i. Estavam inscritos 4236 eleitores e votaram 3173 (74,91%). Comparativamente a 2001, houve menos 140 inscritos, menos 55 votantes, mas a percentagem de afluência às urnas foi maior (tinha sido 73,77);
ii. Os brancos e nulos mantiveram-se dentro dos mesmos números 67/65 e 52/47;
iii. A CDU perdeu 14 votos expressos (1821), mas aumentou a percentagem de 56,85 para 57,39;
iv. O PS aumentou 2 votos (843) e meio ponto em percentagem (26.05/26.57)
v. O PSD perdeu 50 votos em relação a 2001 (390/440) baixando de 13.63% para 12.29%

Ou seja: o eleitorado no geral manteve as mesmíssimas opções de voto.

vi. Nos resultados para a Assembleia Municipal a CDU aumentou os votos em relação a 2001 (1829/1784) tendo mesmo conseguido mais 7 votos do que para a Câmara;
vii. Também o PS aumentou em relação às últimas eleições (840/834), mas a sua lista teve menos 3 votos do que a da CM.
viii.O PSD perdeu cerca de 100 votos para 2001. Tendo conseguido menos 23 votos do que para a Câmara.

Será caso para dizer que o Joaquim Augusto foi o candidato que acrescentou mais votos com a sua candidatura. Rui Barrento (mais 3) e o Manuel Maria (menos 7), até porque as suas listas tiveram mais votos não são, por si só, mais-valias eleitorais.

ix. A CDU fez o pleno nas Assembleias de Freguesia, conquistando Valongo aos socialistas. Bastaram mais 12 votos que em 2001 (108/96) e um aumento de 7 votos do PSD para que o PS com menos 15 votos (83/99) perdesse a Junta. Como votaram menos 9 eleitores (239/248) é difícil perceber a razão deste resultado: tanto pode ter sido por transferência de votos, como pelo menor número de votantes. É de referir que os 15 votos a menos no PS representam em termos de percentagem menos 4 pontos.
x. Em Figueira e Barros, onde os socialistas depositavam esperanças de um bom resultado, apesar da grande subida em votos e percentagem (44/17.19 – 78/29.32) não foi suficiente para tirar sequer a maioria absoluta à CDU. Há, no entanto a registar um retrocesso da coligação PCP/PEV nesta freguesia, ao arrepio da tendência geral (153/59,77 em 2001, 144/54,14 em 2005). Com sensivelmente o mesmo número de inscritos (306/308) votaram mais 10 eleitores. O PSD passou de segunda para terceira força (47/18,36 – 39/14,66);
xi.Também no Ervedal o PSD baixou ao terceiro lugar apersar de ter perdido apenas 2 votos (81/79). Quem subiu foi o PS: de 65/16,7 para 94/22,71, mas avantagem da CDU era tão larga que se deram ao «luxo» de perder 20 votos (224/244) e manter a maioria absoluta, embora perdendo 6 pontos (60,70/54,11);
xii.Em «Bena» a CDU reforçou a percentagem e a respectiva maioria apesar de ter perdido votos: (344/56,77 em 2005 contra 395/60,77 este ano). O PS baixou 23 votos e cerca de 1 ponto e meio na percentagem. O PSD subiu de 66 para 76. Nesta freguesia houve menos 62 inscritos e votaram menos 44.
xiii. Na Aldeia Velha o PCP-PEV não deixou os seus créditos por mãos alheias e aumentou de 145 para 156 votos, e de 54,10 para 62,15. Aqui o PS foi-se m bocado abaixo tendo perdido 6,5% (34,7 para 28,29) e 22 votos (93/71). O PSD é quase inexistente por estes lados (19/18)
xiv. No Alcorrego, a freguesia com mais jovens do concelho, a CDU obteve exactamente o mesmo número de votos que em 2001 (237), o PS subiu de 40 para 51 e o PSD desceu de 21 para 10 (curiosamente o mesmo número de votos que o PS ganhou). Votaram mais 3 eleitores do que nas últimas autárquicas;

xv. Na freguesia da sede do concelho a CDU reforçou a votação e a percentagem (515/48,63% - 587/55,64%). O PS manteve-se estável e o PSD desceu cerca de 6%. Quer no número de inscritos (1504/1515) quer no de votantes (1055-1059) não houve alterações de monta.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Pedimos desculpa...

... por esta interrupção. A programação segue dentro de momentos.
Solidariedade é preciso... e calma também

Quem lê os blogs que escrevem sobre Avis sabe que entre O Maranhão e o Zaratrusta as diferenças são muitas. Mas, independentemente de se poder criticar a linguagem mais desabrida* utilizada pelo «filósofo», não são de todo admissíveis os ataques pessoais que o seu autor tem sido vítima. Mais vale alguém que pensa pela sua cabeça (ainda que mal) do que quem pense pelas cabeças de outros. Isto vale para todos: só assim se entende que as listas da CDU integrem nomes de pessoas que já militaram no PSD e que nas do PS participem antigos comunistas.
Apetece-me citar um blog amigo («À Liberdade, que é sempre demasiado pouca») e um livro (A Superioridade Moral dos Comunistas).
Aos outros - aqueles que são incapazes de aceitar o resultado de uma votação democrática - não digo nada...

*O melhor é escolheres outro jornal para fazer o estágio...

sexta-feira, outubro 07, 2005

Apelo ao voto

Em branco, ou nulo, na CDU, no PS ou no PSD, o que interessa é votar. Vamos lá pôr a(s) cruzinha(s) para que não sejam os outros a escolher por nós...

quarta-feira, outubro 05, 2005

Programas eleitorais comparados

Continuo sem conseguir aceder ao programa da CDU na net, mas «mão amiga» fez-me chegar o dito cujo em papel. Assim sendo, os posts de baixo foram actualizados.

Cultura


Dos programas em análise o PS (prático) apresenta a proposta da criação de «doze rotas» culturais a serem desenvolvidas ao longo do ano. O PSD (teórico) apresenta um texto que podia servir de introdução à proposta dos socialistas. A saber: «integrar a política cultural do Município no processo económico, social e político de desenvolvimento local, criando novos postos de trabalho, dinamizando o turismo e aumentando o reconhecimento do concelho de Avis.(...)». A CDU apresenta um programa de continuidade com algumas novas propostas, ainda que não completamente concretizadas, tal como a da construção de um Fórum Municipal de Cultura.
A criação de um Centro Documental sobre a Ordem de Avis e a criação do Conselho Municipal de Cultura só pecam por tardias...


Comentário de O Maranhão: Independentemente de podermos achar que as actividades podiam ser outras (cada cabeça sua sentença...) a proposta do PS para se criar uma identidade que funcione como um «chapéu-de-sol» dos eventos culturais, parece-nos uma boa ideia. É inegável que no passado o concelho tem tido eventos culturais múltiplos, mas também é verdade que têm sido «vendidos» de forma pouco visível e desgarrada. Transformar a actividade cultural num «produto», aumenta a possibilidade de sucesso se o objectivo for o de promover a imagem de Avis para o exterior.
O Centro de Documentação da Ordem de Avis pode ser a âncora do Turismo Histórico, mas não pode ser apenas isso. Deve, no meu entender, incentivar para o estudo da Ordem investigadores conceituados, atribuindo bolsas de estudo anuais; lançar a nível nacional um concurso para os alunos do secundário; promover uma conferência anual que seja referência no meio académico, fazendo-a coincidir com a Feira Medieval de cariz mais popular; lançar um concurso de ideias sobre o que, e como, se deve fazer um espaço museológico dedicado à Ordem; contactar, em Espanha, associações e especialistas da Ordem de Calatrava e acertar parcerias. Se assim não for, será mais uma oportunidade perdida...

Actividade Económica

Em mais de uma coisa socialistas e social-democratas estão de acordo, a saber: apoiar o comércio local (o PS diz mesmo como – procurando adquirir todos os produtos sempre que possível no concelho) e dar trabalho aos pequenos empreiteiros nomeadamente na recuperação do parque habitacional degradado.Também concordam na forma de gestão do Parque de Campismo. O PSD é mais claro e propõe-se concessionar a sua exploração; o PS diz que quer «uma gestão profissional, em que a câmara não [tenha] um papel que vá para além do estratégico». A CDU, neste particular, nada anuncia.A capacidade hoteleira do concelho também preocupa as duas listas da oposição. O PS diz que cabe aos privados avançar, mas caso isso não aconteça a própria Câmara deve dar passos nesse sentido. O PSD, propõe mesmo transformar as instalações da velha Moagem num Albergue da Juventude.Os socialistas querem um ninho de empresas no concelho, e até não se importariam que fosse nas instalações da Sulei; o PSD quer criar pólos Industriais em Benavila e Ervedal e aumentar a zona Industrial de Avis.O turismo é referenciado pelos dois programas como um dos sectores a apostar; A CDU promete lançar a 3ª fase da Zona Industrial de Avis e estender a outras freguesias Zonas de actividades económicas. De resto, esta força política, aposta no Plano de Ordenamento da Albufeira do Maranhão, do qual espera uma «forte repercussão no desenvolvimento local» com base «cada vez mais, na actividade turística».

Comentário do Maranhão: Faz-me muita confusão apostar no desenvolvimento industrial (que não temos) e «relativizar» o turismo (mais o PS e PSD, menos a CDU). Acredito que a criação de uma empresa Municipal, de capitais públicos e privados, para gerir e coordenar todo o sector turístico é fundamental para haver uma estratégia que coordene e aproveite tudo o que há para oferecer neste campo: albufeira, Camping, Piscinas, Museus, eventos tipo Feira Franca, Gastronomia, etc. De assinalar que apesar da economia concelhia ter uma forte componente agrícola as referências serem minimais: para o PS é essencial a «promoção das marcas comerciais do concelho, nomeadamente as que estão ligadas à actividade agrícola», o PSD diz o mesmo de uma forma mais curta - «apoiar a produção de iguarias e produtos tradicionais». E no programa da CDU as poucas referências também são subliminares. É sintomático.

Câmara Municipal

O PS quer «melhorar a imagem dos funcionários da câmara, (...) [e] distinguir os mais competentes e cumpridores». Diz ainda que acredita que «os funcionários que têm brio profissional não se podem sentir bem no meio desta desorganização». «Reorganizar os serviços [de forma a evitar] o desperdício e a falta de controle» [e] «servir melhor a população» é um dos objectivos.Também o PSD promete «proceder aos ajustamentos funcionais que respeitem os direitos dos trabalhadores, a sua formação e a melhoria das condições de trabalho».
Os socialistas dizem que caso sejam eleitos reduzem o número de assessores e que os substituem, prioritariamente, por «por pessoas do concelho, nomeadamente, jovens que pela sua formação sejam um valor acrescentado para a gestão do município».
O PSD diz que vai criar uma linha de «atendimento telefónico personalizado e gratuito» que permita aos munícipes ter acesso «à informação sobre os processos» e, na página da internet, pretende disponibilizar documentação informativa e os formulários do Município. Promete ainda facturar o saneamento básico de acordo com o agregado familiar.
Por seu lado a CDU diz que vai desburocratizar e modernizar a gestão administrativa, aprofundando a utilização de sistemas informáticos e da internet. Promete criar Postos de atendimento nas Freguesias e, preto no branco, «adaptar o antigo edifício da Moagem para sede do Município» de forma a aí concentrar os diversos serviços».

Comentário do Maranhão: Acredito que a figura do «assessor» foi prevista pelo legislador para serem, como diz o PS, mais-valias para quem governa. Não é exigível que um presidente da Câmara domine todos os assuntos. Sendo assim, torna-se necessário que se rodeie de técnicos com experiência reconhecida que estudem os dossiers e o aconselhem de forma a decidir «politicamente» quais as decisões a tomar. Não me parece que sejam cargos para serem desempenhados «por jovens» - logo com pouca experiência - ou que, necessariamente, tenham de ser do concelho, caso haja melhores soluções vindas do «estrangeiro»...
Com a saída da CMA do Centro Histórico, duas coisas podem acontecer: ou o espaço é aproveitado e dinamizado com outras actividades e consegue-se repovoar a zona, ou será, defenitivamente, um espaço fantasma. Como as obras de adaptação ainda devem demorar, há tempo para pensar no que há a fazer para que isso não aconteça. Pessoalmente, acho que o equipamento em questão está mais vocacionado para outros fins (cultura e lazer...), mas, como o outro diz, «eles é que têm os livros...»



Saúde

Os «laranjas» propõem «a aquisição do lar da 3ª Idade à Santa Casa da Misericórdia de Avis para instalação dos serviços da Câmara. (...) Em contrapartida, a Santa Casa poderia construir um novo lar junto ao internamento do Centro de Saúde de Avis, aumentando e melhorando a sua capacidade». Querem ainda criar «em parceria com as Instituições de Solidariedade Social do concelho, uma rede de Centros de Acolhimento Nocturnos para os idosos e pessoas que vivam sós».
Os socialistas querem «reunir com os dirigentes da saúde no distrito para que de uma forma serena e responsável se possa rentabilizar o centro de saúde de Avis».
Os comunistas vão continuar a exigir do governo, mais médicos de família e enfermeiros de forma a repor o funcionamento do Centro de Saúde 24 horas por dia.
Prometem ainda apoiar a conclusão do Centro de Noite em Valongo, e juntamente com a Misericórdia e a Segurança Social avançar para a construção de um outro no Ervedal.

Comentário do Maranhão: Pelas últimas notícias a proposta do PSD para a «permuta» de instalações, vem atrasada, já que este executivo - ao que corre por aí - adquiriu instalações, exactamente para esse fim. Mas, com imaginação, talvez uma coisa não impeça a outra...Suponho que o objectivo do PS, ao querer reunir-se com a ARS da zona seja conseguir que o Centro de Saúde esteja aberto mais horas, ou mesmo as 24 horas. Julgo saber que a Câmara actual também se reuniu em tempos com a ARS exactamente com os mesmos fins. No entanto, depois de lermos o programa do PS, desconfiamos que não deve ter sido de «forma serena e responsável»...

sexta-feira, setembro 30, 2005

Qual é a admiração?

Se o melhor treinador do mundo (José Mourinho) e o maior clube do planeta (SLB) foram eliminados na luz pelos suecos, é perfeitamente natural que acontecesse o que aconteceu ao Sporting...

quarta-feira, setembro 28, 2005

Não tem justificação!

Um jogo que é disputado com uma bola redonda, não devia ter cantos...

terça-feira, setembro 27, 2005

Ainda a tempo...

Por razões de ordem profissional passei o dia longe do computador, logo, hoje não há posts.
De qualquer forma ainda cheguei a tempo de gritar:

BENFIIIIIIIIIIIIIIIICA!

segunda-feira, setembro 26, 2005

Trova do vento que passa

"Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não."

Manuel Alegre
Casos de polícia

A semana começa bem: esta madrugada, no Alcórrego, amigo(s)? do alheio tentaram apropriar-se de umas garrafas de gás. Só o barulho produzido e o sono leve do dono não permitiu que o roubo fosse bem sucedido. O meliante fugiu sem que se percebesse quem era.
Diário de um Hooligan - 4

Tal como eu suspeitava (ler post em baixo) o penaltizinho lá foi marcado. A incompetência de Liedson é que não permitiu que ele o concretizasse em golo ...

domingo, setembro 25, 2005

Diário de um Hooligam - 3

É sempre a mesma marmelada: ontem, nas Antas, ou no Dragão, ou lá como é que aquilo se chama, o segundo golo foi em fora-de-jogo e o primeiro nem devia ter entrado... E depois dizem que a malta é que é levada ao colo. Hoje, não espero nada de radicalmente diferente no jogo dos «lagartos». Até já estou a ver o lance de onde sairá o penalti, inventado pelo árbitro, que irá dar o empate ao Sporting...
Tempo de Antena

A coisa começa a animar. Ontem - como lembra o Do Castelo - a CDU fez uma caravana ao som da Carvalhesa para distribuir a propaganda eleitoral. Foi uma espécie de abertura oficial da campanha. Na minha caixa do correio entraram de uma só vez, distribuidos por dois folhetos, mais de 100 candidatos aos orgãos autárquicos do concelho.
Para memória futura regista-se a substituição do «histórico» Bartolomeu pelo dr. Paula Campos como candidato à presidência da Assembleia Municipal, e a surpresa de alguns novos nomes...
*
* *
Depois do PS, foi a vez de Joaquim Augusto, colocar a sua propaganda eleitoral. Agora já só falta a CDU «personalizar» a sua campanha, já que os cartazes expostos ainda são os «nacionais».
*
* *
O Maranhão espera a todo o momento a divulgação dos programas dos vários partidos para fazer uma leitura comparada.
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração.

Samba da Benção, Vinicius de Moraes

Desde ontem, à hora de jantar, que O Maranhão tem um candidato presidencial: Manuel Alegre. Apoiamo-lo porque é o único em condições de derrotar Soares e, sejamos honestos, é disso que se trata. Cavaco e Soares são faces da mesma moeda. Um ou outro na presidência será, no essencial, a mesma coisa. Urge, portanto, que o país acerte contas com o político mais trampolineiro que Portugal conheceu: Mário Alberto Nobre Soares. É agora, ou nunca.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Isto só lá vai com uma revolução...

A leitura matinal dos blogs, permite descobrir alguns textos com os quais me identifico. Este que publico em baixo é um deles. Encontrei-o no Troll Urbano

"Ainda sou do tempo" em que ser convidado para ir para a mesa era uma honra, as pessoas gostavam de ser vistas nesse "dia em que mandam alguma coisa" num lugar privilegiado: por detrás do caderno eleitoral, da urna e do vaso com cravos vermelhos.Olhando a bicha de fato domingueiro a caminho da escola primária, invejei-lhes o cartão de eleitor que os meus dezasseis anos não permitiam - "de qualquer forma, isto só vai lá com uma revolução", pensei.A malta votou pelo "Socialismo", palavra em moda na altura, logo a seguir a "Revolução", "Democracia" e "Popular" - nessa altura também se falava em "Classe Operária" e em "Futuro".Anos depois, socialismo na gaveta e luz ao fundo do túnel, vieram os atestados, o emprego, a avó que ainda não se convenceu que morreu, tudo o que fosse possível para fugir à "seca" de estar ali detrás da mesa.Agora que a democracia se "institucionalizou", negoceiam-se os lugares nas mesas entre partidos, resolveu-se o problema dos atestados. Para não atrapalhar a vida de ninguém, paga-se o transtorno das horas que a democracia pode causar.
Entretanto obtive o cartão de eleitor, que juntei ao do sindicato e da "caixa" que ganhei antes de ter idade para votar. Nos dias de "ir lá", além dos costumeiros caderno e urna, umas flores de plástico a substituir os cravos viçosos da minha juventude. A democracia perdeu a tesão.Após o exercício da cruzinha sazonal, saio da escola como quem sai de um restaurante onde lhe serviram um fraco almoço. E dou comigo a pensar que "de qualquer forma, isto só vai lá com uma revolução" - como o puto de há trinta anos.

quinta-feira, setembro 22, 2005

Abreu Callado

De repentemente reparei que os blogs de Avis se esqueceram de recomendar uma visita ao site da Fundação Abreu Callado... Vá lá, um saltinho até «Bena» não custa nada.

quarta-feira, setembro 21, 2005

Café com Letras

Andam a copiar os Amigos de Avis. E ainda bem...
Anónimos?!

A questão do anonimato na blogosfera voltou, e em grande força, à blogosfera. Dois exemplos: aqui e aqui...
Feira Franca

O texto Do Castelo sobre a Feira Franca é definitivo. Tão definitivo que quase não vale a pena dizer mais nada. Mas - há sempre um mas... - é justo que se chame a atenção para a melhoria de qualidade de alguns dos stands, nomeadamente o da Câmara (inovador na forma), o(s) da arqueologia («cheio» de oportunidade, o da rua, e de bom gosto, o dos claustros), o dos 10 anos da Associação Gente (pelo arrojo estético), o dos chás e plantas aromáticas, resultado de um trabalho (Jovens em Movimento) que ajuda a preservar a nossa cultura, ou o dos Amigos de Avis, ideia simples, mas eficaz, de disponibilizar livros a «low cust»...

No que diz respeito aos espectáculos - e sabendo que gostos não se discutem - tive pena que a Mafalda Arnauth e os Corvos não tivessem sido contratados numa outra ocasião e para outro espaço. O largo do Convento, com o barulho proporcional à cerveja consumida, não fez jus à qualidade dos artistas.

Enfim, para o ano há mais...

terça-feira, setembro 20, 2005

Discussão
Mário Henrique Leiria - Contos do Gin-Tonic

- Desconfio que a democracia não resulta. Juntam-se astronautas, bodes,
camponeses, galinhas, matemáticos e virgens loucas e dão-se a todos os
mesmos direitos.
Isso parece-me um erro cósmico. Desculpa.
Desculpei mas fiquei ofendido. Que a democracia era aquilo mesmo, e ainda
com conversa fiada como brinde, isso sabia eu. Que mo viessem dizer,
era outra coisa.
Fiquei ainda mais ofendido, até porque não gosto de erros cósmicos.
Acho um snobismo.
- Eu sou democrático - rugi entre dentes, como resposta. - Tenho amigos no exílio,
todos democráticos.
Foram para lá por serem democráticos. É um sacrifício que poucos fazem,
ir para o exílio e ser professor universitário exilado e democrático.
Eras capaz de fazer isso ?
- Não sou democrático.
Não havia resposta a dar. nenhuma. Ele não era democrático, não
sabia de democracia.
Eu sim, sou democrático, até já quis ir à América, que me afirmaram que
lá é que é a democracia.
Recusaram-me o visto no passaporte, disseram que eu era comunista!
Viram isto ?

Diário de um Hooligan - 3

Pelos vistos quiseram mais dois...

segunda-feira, setembro 19, 2005

Diário de um Hooligan - 2

4-0. Chega, ou querem mais?...
Ponto de Ordem à mesa...

Este blog é, antes de mais, um espaço de liberdade individual. O seu autor escreve o que lhe vai na telha, tentando de forma responsável, intervir civicamente na vida da comunidade a que pertence. O Maranhão está longe de ser um blog anónimo. Sendo um dos mais antigos cá da terra, por diversas vezes escreveu posts com referências pessoais que permitem, a quem o quiser, identificar o seu autor. O Maranhão respeita todas as opiniões, mas não abdica do direito de ter a sua. Aliás, por diversas vezes «desafiou» os leitores a participarem através de mails, coisa que não é aproveitada talvez devido ao facto de ser mais «confortável» escrever comentários anónimos noutros blogs. Os textos editados falam por nós: quem souber ler que os leia, quem não souber, ou não quiser, ponha-os à beirinha do prato...

sexta-feira, setembro 16, 2005

Anúncio à navegação!

Por motivos de força maior - Feira Franca - este blog entra em férias. Esperamos voltar ao convívio dos nossos leitores lá para segunda-feira.

Ainda o debate...

O José Armando disponibiliza, em formato MP3, o som do debate entre os candidatos à CM de Avis. É só clicar aqui para ir lá ter...

Tasca do Montinho

Cumprindo a missão de «serviço público» de que se arroga, O Maranhão informa que a Tasca do Montinho reabrirá ao público no próximo sábado. Segundo fontes bem colocadas só não abre já hoje porque o Fava também quer ir à Festa. E faz muito bem...

Exposição de pintura

Esqueci-me de avisar que este ano na FF vai haver uma colectiva de pintura sobre Avis. O Maranhão já viu um dos trabalhos e já anda a olhar para as paredes para ver onde é que o vai pendurar no fim da Feira...

Ups...

Durante o dia de ontem, O Maranhão foi visitado pelo dobro dos «clientes» habituais. Alguém me explica porquê?...


Tempo de Antena

É de esperar que em tempo de pré-campanha o espaço da Feira Franca seja aproveitado para os diversos candidatos (Câmara, Assembleia e J. Freguesia) para fazer passar a sua mensagem. O Maranhão sabe de fonte segura que o cabeça de lista do PSD à JF de Avis já escolheu o local onde fazer os comícios: vai passar os três dias, como habitualmente, a discursar junto à tasca dos Motards.

quinta-feira, setembro 15, 2005

A Origem das Espécies...

... começou em aviz.blogspot.com. Não é a mesma coisa, mas para matar saudades serve.
Especial Feira Franca

Andei a bisbilhotar o espaço da Feira e já deu para ver uma ou duas novidades: o stand da Câmara mudou de sítio e passa a ocupar um espaço significativamente maior do que era hábito; em resultado dos trabalhos arqueológicos - tão criticados aí pelos cafés... - os avisenses e os outros visitantes vão ter oportunidade de ver algumas das ossadas encontradas, apesar de ser apenas uma pequena amostra daquilo que a equipa que lá trabalhou descobriu e registou; Um dos stands (quem será) vai vender livros em segunda-mão, com preços de arrasar a concorrência; A oficina fez uma joint venture com a Fátima e vão encher um dos espaços com «có-cós», e malas de crochet; e o blog dos «friends» também anuncia uma participação que promete. O problema são as nuvens. Querem ver que agora é que o S. Pedro se lembra de mandar chuva...
Diário de um Hooligan - 1

Que se lixem os oito pontos de atraso para os «lagartos» e «andrades». Na «Championes» - que quer dizer «campeões» em estrangeiro... - já temos três pontitos que valem ouro, e os portistas até ficaram azúis com o frango do Baía. E até já vamos isolados no primeiro lugar: os bifes de Manchester e nuestros hermanos de Villareal empataram-se e abriram alas para nos deixar passar. Candeia que vai à frente alumia duas vezes.

Hoje joga-se a taça UEFA. Como desportista faço votos para que o Setúbal, o Guimarães e o Braga tenham sorte, estão a ver?...
Avis na Rádio Portalegre

O Do Castelo até parece a Lusa . O debate ainda não tinha terminado e já estava a notícia on-line. É certo que o seu ponto de vista é, no mínimo, original, mas não deixa de merecer registo.

Em dia de Benfica-Lille, foi bonito ver que muitos munícipes, optaram por colar as orelhas à telefonia para ouvir os três candidatos à Câmara de Avis.

Uma palavra para o formato do debate que pôs os candidatos a questionarem-se uns aos outros. Apesar de se correr o risco de o «questionado» ser sempre o mesmo - o alvo a abater, o presidente em exercício - parece-me que não correu mal.

No final, e apesar de ter repartido a minha atenção pelo futebol e pela rádio, fiquei com a ideia que o resultado foi o mesmo na Luz e na Rádio Portalegre: 1-0 para os vermelhos.

terça-feira, setembro 13, 2005

Tempo de Antena das Autárquicas 2005


Não sei para que é que o PS se deu ao trabalho de inaugurar uma sede para a campanha eleitoral. Afinal de contas, já tinham uma, só não se chamava era assim...

O Joaquim Augusto – candidato do PSD à CM – ainda não tem cartazes colados. Deve ser defeito profissional. Como não tem chovido, anda com os trabalhos atrasados.

A lista da CDU é praticamente a mesma de há 4 anos. Não tem nada a ver com falta de renovação: por causa da crise, decidiram apresentar os mesmos nomes e aproveitar os folhetos da última campanha.

Nos Açores, a ilha do Corvo elegeu durante anos, e por diversos partidos (CDU/PS/PSD) o mesmo candidato, carteiro de profissão. Cá em Avis o melhor é o Croca pôr-se a pau...


Desculpem lá...

O tamanho do post anterior, mas, mesmo assim, ficou muito por dizer...

Aliás, apesar de não haver comentários, quem quiser participar no debate, pode enviar por mail a sua opinião. Se cumprir as mais elemntares regras de urbanidade e civismo, obviamente será publicado.
Desenvolvimento

Por um destes dias, à conversa com um dos candidatos à Câmara Municipal, dizia-lhe eu que me «chateava» que a maioria dos políticos não conseguisse aceitar que o desenvolvimento de uma terra, tivesse unicamente como alavanca a actividade turística, e não resistissem, com mais força em alturas de campanha eleitoral, a propor, exigir e prometer a instalação de fábricas como rápida panaceia para a criação de emprego.
Nem de propósito, no dia a seguir, no canal 2 da RTP, um programa com especialistas em desenvolvimento rural defendia mais ponto menos ponto, o mesmo que eu.

O turismo do sol e da praia já deu o que tinha a dar. Todos os economistas apontam esta área económica, como aquela que mais vai crescer nas próximas décadas. O próprio Algarve, está a mudar de estratégia na oferta turística promovendo, para além dos já falados sol e praia, a cultura popular, a gastronomia, o património, etc.

Um concelho que tem grande parte da sua área protegida pela rede Natura, Que tem uma albufeira como a do Maranhão, que tem uma história e um património edificado que atravessa vários períodos, que tem produtos tradicionais como por exemplo o azeite e o vinho, ou memórias gastronómicas no aproveitamento do borrego e do porco e que dos seus cereais se faz o pão que darão as migas, tem tudo.

Não precisa de fábricas, só precisa de estratégia.

Chamar para este desafio os agricultores, as adegas e os lagares, pedindo-lhes que produzam com qualidade; os proprietários dos restaurantes, incentivando-os a apostar na gastronomia local – começando pelo couvert; promover e fazer renascer outras actividades que andam adormecidas como a produção de licores, o mel, os queijos, etc; Apostar no artesanato existente e chamar designers jovens que possam com base na tradição local inventar novos produtos; Tirar partido da Ordem de Avis, criando, por exemplo um prémio nacional para os alunos do secundário, pagando bolsas a investigadores universitários para que publiquem trabalhos sobre o tema; apoiar as empresas de animação turística para que quem nos visite tenha actividades paralelas como caminhadas, observação de aves, passeios de barco na barragem, etc.

E, mais importante que tudo o resto, criar condições e pressionar os proprietários para que as áreas de excepção à volta da barragem cumpram a função para a qual foram criadas, a actividade turística, e não estejam só à espera que o mercado melhore para fazerem especulação imobiliária.
No Baixo Alentejo por diversas vezes, quando descobrem onde vivo, perguntam-me se não lhes posso levar broa de Avis. Poder, podia, mas não há. Pelo Natal, lá consigo «convencer» a D. Maria José a fazer-nos algumas, mas comem-se depressa e depois é preciso esperar um ano por outra dose. Como vêm, quase nem era preciso fazer publicidade...

sábado, setembro 10, 2005

Benavila e Valongo

O Google disponibiliza uma ferramenta, verdadeiramente, extraordinária. Chama-se Google Hearth e permite ver todo o mundo a partir do espaço. Infelizmente a defenição não é perfeita em todo o globo, o que leva, no caso do concelho de Avis, a que só as povoações de Benavila e Valongo se consigam ver perfeitamente. Está disponível para toda a gente que tenha internet e queira fazer o download da aplicação a partir do site.
Ervedal

A actividade agrícola do Ervedal é hoje notícia na revista Grande Reportagem, distribuída com os jornais DN e JN.
Numa breve, o jornalista denuncia o facto, de num ano de seca extrema, os agricultores que aproveitaram o leito da Ribeira Grande para semear sogro para alimentar os animais, estarem a ser multados pelos serviços do Governo. Quem estiver interessado em ler tudo tem de comprar um dos jornais, pois a revista não tem site.
Saloon está de volta

Depois de se retemperar nas cálidas águas algarvias, o Manel está de volta e os hamburgers também. O bar é uma espécie de McDonalds de Avis, com a vantagem dos hamburgers serem bem melhores. Ontem, lá estive que as saudades já eram muitas e um intervalo na culinária sabe sempre bem...


Tasca da Muralha

É, sem dúvida, uma mais-valia para a restauração do concelho. Os petiscos da D. Sílvia já tinham fama, mas comê-los é bem melhor que «ouvi-los». O problema é a freguesia (não, não estou a falar do Alcórrego...). Não é que sejam mal educados ou problemáticos. São é muitos o que, por vezes, torna impossível arranjar poiso para amesendar.

Tertúlia da tardinha

A transferência da temporada, como toda a gente sabe, foi a do António Manuel que largou a dita cuja Muralha e alinha agora no Caçador. Apesar de serem apenas meia dúzia de quilómetros, as nossa visitas tornaram-se muito mais escassas, muito por culpa dos homens da GNR. É que entre dois dedos de conversa e umas minis, e uma carta apreendida a escolha é óbvia... Mas que as saudades das «discussões» de fim de tarde existem, lá isso existem. Quando houver transportes públicos ou boleia temos de as reeditar.

O Convento

Esta notícia é uma «cacha». Em primeira mão, O Maranhão soube de fonte geralmente bem informada que está prevista a abertura de «O Convento» na primeira semana de Outubro, e desta é que é.
No poupar é que está o ganho

O Governo quer que os portugueses voltem a ter o hábito de fazer economias, e para isso vai reintroduzir incentivos fiscais para a poupança. Tudo bem, mas poupar o quê?!....

sexta-feira, setembro 09, 2005

Feira Franca

Aproxima-se a passos largos a Feira Franca de Avis. A data e o espaço em que se realiza, tornam-na num acontecimento ímpar. No entanto, por aqui e por ali, houvem-se comentários de que o modelo está esgotado; que devia ser assim e assado; que os artistas são sempre os mesmos; que, que, que...

Honestamente, não tenho uma ideia feita em relação a este assunto, mas acredito que quem se candidata à gestão da Câmara, tenha ideias muito concretas: fica assim, muda? E se muda, muda como?

Sendo, infelizmente, o único acontecimento – de repente não me lembro de mais nenhum – que extravaza o concelho e faz apelo a que nos visitem, a FF ganha uma importância que a transforma em tema de campanha.

Esperemos que sim...
Clássico

O Poolman que me desculpe, mas não há jogo como o Sporting-Benfica (ou vice-versa)! Amanhã, é dia de clássico, e os lagartos já estão a fazer das suas: primeiro lesionaram o melhor marcador do benfica nestas ocasiões - o Beto - e preparam-se para sentar o Ricardo no banco de suplentes, impedindo-o de contribuir decisivamente para a mais que previsível vitória do Glorioso. Lá vamos ter de nos esforçar um bocadito mais para ir ao WC da Segunda Circular, estragar a festa aos sportinguistas.

Nota: Apesar da minha mãe ficar irritada, já consigo levantar os braços e dizer «FIIIIIIIICA». Manel
Jornais

Hoje, os jornais da manhã, não me conseguiram irritar. Isto, simplesmente, porque a esta hora ainda não tinham chegado, e não me dá jeito beber a bica com a internet ao colo. A distribuição já foi melhor, de vez em quando piora, tem dias em que vem cedo, e tem dias em que vem tarde.
No entanto, começo a pensar que o atraso dos jornais, faz parte de um plano maquiavélico para impedir os avisenses de terem acesso à educação... Pelo menos é o que sugere a leitura deste post de um nosso conterrâneo.

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Já se ouviu de tudo sobre os comunistas - desde que comiam criancinhas, até que davam injecções atrás da orelha aos velhos - agora que não ensinavam «inglês» aos putos para os manter de olhos fechados só pode ser a brincar...

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Ontem, quando escrevi o post sobre o assunto estava de boa fé. Irritou-me o facto de Avis não ter concorrido a este programa. Mas atenção: não é só a Câmara que o podia fazer. A Associação de Pais, a própria escola e até privados também o poderiam ter feito. O que motivou a critica subjacente ao texto foi aquilo que a mim me parecia incompetência, desinteresse ou desleixo.
Depois de informado sobre a questão rectifiquei. Errar é humano e emendar também...

quinta-feira, setembro 08, 2005

Inglês no primeiro ciclo (actualizado*)

A verdade, verdadinha é que cá no burgo, os nossos filhos já, há vários anos, segundo me disseram, têm acesso a aulas de inglês em todo o primeiro ciclo.
Fica o esclarecimento. Erros de quem tem filhos pequenos demais para saber estas coisas. Ainda bem.


A leitura dos jornais esta manhã teve o condão de me irritar. O primeiro a ser lido (JN) dizia que 93% dos alunos dos 3.º e 4.º anos iam, já este ano, ter aulas extracurriculares de inglês, mas - há sempre um mas... - em 14 concelhos isso não iria acontecer porque nem autarquias, associações de pais, institutos de línguas ou agrupamentos terem aderido ao programa.
Fiquei com a pulga atrás da orelha. O segundo jornal (Público) dava uma informação preciosa: na página do ministério (www.min-edu.pt) podia-se saber quais os concelhos que iriam ser abrangidos.
Será que as crianças de Avis vão aprender a língua de Shaskpeare? aceitam-se apostas.

Inglês (II)

No seguimento da minha investigação na internet, deu para perceber que nem tudo está perdido para os alunos dos 3.º e 4.º anos. Primeiro o prazo de candidatura ainda não acabou (acaba no fim do mês) e, last but not least, se em Avis não houver nenhuma candidatura, pode-se sempre ir às terras aqui ao lado: Sousel, Fronteira, Alter e Ponte de Sor que fazem parte da lista divulgada pela DREA (Direcção Regional de Educação do Alentejo).

Inglês (III)

Só mais uma coisa (ou talvez não...): dos 14 concelhos em que não foram apresentadas candidaturas, dez (10) são do Alentejo. A saber: Aljustrel, Avis, Castro Verde, Estremoz, Santiago do Cacém, Odemira, Monforte, Vendas Novas, Redondo e Sines.

sexta-feira, agosto 26, 2005

Clube Náutico

Já não tenho dúvidas: a zona do Clube Náutico e Parque de Campismo vai ficar catita. Parabéns aos autores do projecto e a quem decidiu fazê-lo.
No entanto, permanece uma dúvida quanto ao futuro. Quem vai gerir aqueles espaços e em que moldes?
Numa entrevista em Setembro do ano passado, publicada no suplemento da Feira Franca do Fonte Nova, o presidente Manuel Maria Coelho – agora recandidato pela CDU – dizia em relação ao Parque de Campismo que estava tudo em aberto. Tanto poderia a autarquia continuar a gerir o espaço, ou dá-lo à exploração a uma empresa do ramo.
Ora aqui está um bom tema de campanha. Até porque qualquer uma das hipóteses tem argumentos a favor e contra. Ficamos à espera que este assunto seja esclarecido pelos vários candidatos nos seus programas eleitorais...
Vício

Há para aí alguém cujo vício de fumar é tanto que, regularmente, assalta os cafés e bares cá do burgo para satisfazer a(s) sua(s) necessidade(s). Desta vez a visita foi ao «Saloon» (ex-Lareira) onde o(s) meliante(s) se introduziram por uma janela, e depois de arrombar uma porta interior, se assenhorearam do tabaco e das moedas que estavam na máquina.
Depois, dizem os «inspectores poirot» cá do sítio – não confundir com a GNR ou PJ –, embarcaram no expresso para Mora, na companhia de vários sacos. Aí chegados mudaram de transporte e dirigiram-se a Coruche.
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À tarde, no Alcórrego, uma família (dois adultos e duas crianças), deslocavam-se pacatamente todos numa só mota e tiveram o azar de se cruzar com a patrulha da GNR. A motorizada tinha sido pedida «emprestada» na Azervadinha sem o consentimento do dono e, por isso, o motoqueiro, depois de tentar a fuga, foi detido pela guarda. Consta que também este tem o vício do tabaco, visto, na altura, ser portador de vários maços.
Economia alentejana

O Blog «A terra é pequena mas a gente também não é muito grande» tem estado de férias. No entanto, por estes dias, sugeriu a leitura de um artigo do DN Negócios. Fui lá ler. Quem estiver interessado também o pode fazer carregando no link.

terça-feira, agosto 23, 2005

Autárquicas

Em Avis as coisas estão, como sempre, calmas. Mas aqui ao lado, em Sousel, a temperatura está a aumentar. Sabido, ex-presidente da Câmara pelo PS, e agora candidato «independente» pela lista MIS, resolveu interpor uma acção contra a lista de independentes encabeçada por João Ruivo.
Argumentava que SIM (nome da lista de Ruivo) era MIS ao contrário. Incontestável. Tanto poder de observação, tem de vir de uma mente brilhante. Não sei como é que ninguém tinha reparado nisso. Aliás, se virem bem, MIS também é SIM ao contrário.

É claro que perante tantos e tão fortes argumentos o juiz mandou-o bugiar e deu razão à lista SIMsousel.

Queria ganhar na secretaria, mas perdeu no tribunal. O mais certo é perder também nas urnas...
Fim

Costuma-se dizer que só a morte não tem remédio. E é de uma morte que falamos: FJV matou o Aviz. O blog dos blogs, aquele que me fez ter vontade de fazer O Maranhão.

Ficam os bons momentos passados, mas tenho o pressentimento de que não será suficiente.

abraços chico, e já sabes: o caminho mais próximo para Chaves é sempre por Avis.

quarta-feira, julho 27, 2005

Um destes dias, a malta volta...

até lá fiquem com esta morada. É de um lagarto, mas o que seria do vermelho se toda a gentegostasse do amarelo? E para além disso o homem (ou mulher, vá-se lá saber) até fala de Avis.

quinta-feira, julho 07, 2005

Regresso difícil...

Já são conhecidos os nomes dos três candidatos à Câmara Municipal de Avis: Joaquim Augusto Varela, pelo PSD; Rui Henriques, pelo PS; Manuel Maria Coelho, pela CDU.

O primeiro, é um dos mais antigos amigos de Avis, com o segundo tenho mantido relações profissionais, sociais e clubísticas cordiais, e o terceiro, também benfiquista, é da minha família política.

Ainda há quem diga, que ser livre não custa...

quarta-feira, maio 25, 2005

Água

A água é o bem mais essencial. Fonte de vida, sem ela tudo morre. Por sua causa se fazem-se guerras e vizinhos agridem-se, amiúde, até à morte.

Quando abunda, usamos e abusamos. Só quando falta lhe damos a importância devida.

Independentemente daquilo que as Câmaras ou as empresas de gestão da água, privadas ou não, possam fazer para satisfazer as necessidades de consumo de todos, cada um de nós tem em suas mãos a possibilidade, e o dever, de contribuir para que ela chegue para todos.

Poupe água