O Europeu
Eu sei que não é «politicamente correcto», mas o que é que querem... Esta semana tive duas grandes alegrias: a primeira foi o anúncio da contratação do Scolari pelo Chelsea; a segunda foi o resultado do Suiça/Portugal. Passo a explicar: os poucos leitores deste blog, certamente se lembrarão de algumas diatribes escritas aqui contra o «eu é que sou burro»! Pronto, estão mais que justificadas as minhas palavras. Só existem dois tipos de homens, os que não prestam e os que não prestam para nada. Scolari pertence sem dúvida à segunda categoria. Alguém que ganha 250 mil euros por mês pode-se dar ao luxo de recusar uma proposta de 750 mil. O mesmo não direi de um pobre trabalhador que ganhando 500 se despede para ir ganhar 1500, mas dispenso-me de explicar as razões - até para não chatear os leitores.
Quanto ao resultado, é a minha costela de Hooligan a falar mais alto: que eu me lembre, na última década, sempre que a selecção entrou em campo sem um jogador do Benfica, nunca saiu vitoriosa. Aconteceu, ontem, dia 15 de Junho, e manteve-se a tradição. É para aprenderem...
segunda-feira, junho 16, 2008
sábado, junho 07, 2008
Até os comemos...
Faltam poucas horas para começar o Europeu. Mesmo aqueles que nas últimas semanas não deixaram de pensar em coisas bem mais importantes do que o «chuto na bola», hoje, às 19:45 irão estar de nariz colado à televisão. É o meu caso.
Espero que Portugal ganhe e, se possível, traga o «caneco» para casa. As várias gerações de bons futebolistas nacionais merecem uma grande vitória. É que, caso a consigam, o mérito não será apenas destes 23 jogadores, mas também de outros - de Eusébio a Figo, passando por Humberto Coelho e Carlos Manuel, Fernando Gomes e Rui Costa, só para citar alguns - que nunca tendo vencido uma grande prova internacional foram o início de tudo e inspiraram estes que lá estão agora.
Mas espero que findo o Europeu, seja qual for o resultado, olhemos para o país com olhos de ver e hajamos em conformidade. Há que pôr ordem nisto e o Governo cada vez demonstra menos capacidade para o conseguir. Depois do campeonato, é tempo de dizer: até os comemos...
Faltam poucas horas para começar o Europeu. Mesmo aqueles que nas últimas semanas não deixaram de pensar em coisas bem mais importantes do que o «chuto na bola», hoje, às 19:45 irão estar de nariz colado à televisão. É o meu caso.
Espero que Portugal ganhe e, se possível, traga o «caneco» para casa. As várias gerações de bons futebolistas nacionais merecem uma grande vitória. É que, caso a consigam, o mérito não será apenas destes 23 jogadores, mas também de outros - de Eusébio a Figo, passando por Humberto Coelho e Carlos Manuel, Fernando Gomes e Rui Costa, só para citar alguns - que nunca tendo vencido uma grande prova internacional foram o início de tudo e inspiraram estes que lá estão agora.
Mas espero que findo o Europeu, seja qual for o resultado, olhemos para o país com olhos de ver e hajamos em conformidade. Há que pôr ordem nisto e o Governo cada vez demonstra menos capacidade para o conseguir. Depois do campeonato, é tempo de dizer: até os comemos...
domingo, junho 01, 2008
Artur Teles Grilo
Não éramos íntimos, mas sentíamos por ele uma simpatia que ultrapassava o facto de ser pai, sogro e avô de amigos nossos. Ao longo do ano víamo-lo amiúde em festas, aniversários, à porta do José Joaquim à procura de qualquer coisa para bricolar ou, no Verão, nas várias as vezes que nos acolheu no seu «quintalão». Generoso, bem-disposto, sempre de bem com a vida e com os outros, partiu ontem, sabe-se lá para onde... E como cada um de nós é um pouco dos que connosco se cruzam nesta vida, um pouco de nós partiu também. Para a Rita, Quim, Ana, Isabel, Artur, Miguel e João, aquele abraço.
Não éramos íntimos, mas sentíamos por ele uma simpatia que ultrapassava o facto de ser pai, sogro e avô de amigos nossos. Ao longo do ano víamo-lo amiúde em festas, aniversários, à porta do José Joaquim à procura de qualquer coisa para bricolar ou, no Verão, nas várias as vezes que nos acolheu no seu «quintalão». Generoso, bem-disposto, sempre de bem com a vida e com os outros, partiu ontem, sabe-se lá para onde... E como cada um de nós é um pouco dos que connosco se cruzam nesta vida, um pouco de nós partiu também. Para a Rita, Quim, Ana, Isabel, Artur, Miguel e João, aquele abraço.
Os Avisenses
Na passada 5ª feira, pelas 21:30, realizou-se a Assembleia Geral d' «A Bola». Apenas 15 sócios estiveram presentes, e os corpos sociais foram - pode-se dizer - «reconduzidos» com um voto em branco e um nulo.
As coisas não estão famosas. Apesar de no último ano o clube ter mantido em actividade o Voleibol e o Futsal (só com atletas da terra e sem qualquer remuneração), assim como atletismo e pesca, há quem tenha saudades do futebol e não perceba porque é que ele não existe.
Eu que sou novo por cá, de uma coisa sei: o clube está assim por causa do que aconteceu no futebol!
As ajudas camarárias «prometidas» para a nova época são quase à conta para pagar as despesas fixas. Ou seja, neste momento, até o voleibol e o futsal estão seriamente comprometidos por falta de verbas para incrições e seguros obrigatórios.
A culpa, em primeira análise, é dos sócios que há muito se divorciaram do clube, mas uma marca com mais de 60 anos, que faz parte da memória colectiva da vila e do concelho, deveria suscitar mais interesse (para não utilizar outra palavra...) de quem está à frente dos destinos desta comunidade.
Se o Clube Futebol «Os Avisenses» fechasse as portas, não seria caso único no panorama associativo nacional, mas seria, certamente, muito lamentável...
Na passada 5ª feira, pelas 21:30, realizou-se a Assembleia Geral d' «A Bola». Apenas 15 sócios estiveram presentes, e os corpos sociais foram - pode-se dizer - «reconduzidos» com um voto em branco e um nulo.
As coisas não estão famosas. Apesar de no último ano o clube ter mantido em actividade o Voleibol e o Futsal (só com atletas da terra e sem qualquer remuneração), assim como atletismo e pesca, há quem tenha saudades do futebol e não perceba porque é que ele não existe.
Eu que sou novo por cá, de uma coisa sei: o clube está assim por causa do que aconteceu no futebol!
As ajudas camarárias «prometidas» para a nova época são quase à conta para pagar as despesas fixas. Ou seja, neste momento, até o voleibol e o futsal estão seriamente comprometidos por falta de verbas para incrições e seguros obrigatórios.
A culpa, em primeira análise, é dos sócios que há muito se divorciaram do clube, mas uma marca com mais de 60 anos, que faz parte da memória colectiva da vila e do concelho, deveria suscitar mais interesse (para não utilizar outra palavra...) de quem está à frente dos destinos desta comunidade.
Se o Clube Futebol «Os Avisenses» fechasse as portas, não seria caso único no panorama associativo nacional, mas seria, certamente, muito lamentável...
O banqueiro e o anarquista
Não confundir com «O Banqueiro Anarquista» de Fernando Pessoa... O ex-banqueiro Paulo Teixeira Pinto escreveu, na edição de ontem da revista NS - distribuida com o DN e JN - «onde se escreveu "Morreu Torcato Sepúlveda" deveria antes ter-se dito que "nós perdemos Torcato Sepúlveda". Mas não a obra - e não só a escrita - que nos legou. Também enquanto responsável nesta publicação.»
Esteja lá onde estiver, o Torcato, deve estar a rir-se a bandeiras despregadas...
Não confundir com «O Banqueiro Anarquista» de Fernando Pessoa... O ex-banqueiro Paulo Teixeira Pinto escreveu, na edição de ontem da revista NS - distribuida com o DN e JN - «onde se escreveu "Morreu Torcato Sepúlveda" deveria antes ter-se dito que "nós perdemos Torcato Sepúlveda". Mas não a obra - e não só a escrita - que nos legou. Também enquanto responsável nesta publicação.»
Esteja lá onde estiver, o Torcato, deve estar a rir-se a bandeiras despregadas...
quarta-feira, maio 28, 2008
domingo, maio 25, 2008
Vejam bem...
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar
Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento
Na areia
Dorme à noite
Ao relento
Do mar
E se houver
Uma praça
De gente
Madura
E uma estátua
De febre
A arder
Anda alguém
Pela noite
À procura
E não há
Quem lhe queira
Valer
Vejam bem
Daquele homem
A fraca
Figura
Desbravando
Os caminhos
Do pão
E se houver
Uma praça
De gente
Madura
Ninguém vai
Levantá-lo
Do chão
Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar
Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento
Na areia
Dorme à noite
Ao relento
Do mar
E se houver
Uma praça
De gente
Madura
E uma estátua
De febre
A arder
Anda alguém
Pela noite
À procura
E não há
Quem lhe queira
Valer
Vejam bem
Daquele homem
A fraca
Figura
Desbravando
Os caminhos
Do pão
E se houver
Uma praça
De gente
Madura
Ninguém vai
Levantá-lo
Do chão
quinta-feira, maio 22, 2008

Tem aqui um quarto com o nome dele – o quarto do Torcato -, mas não vai voltar a usá-lo; Deixa amigos – vários – a quem ofereceu livros, fez entrevistas, conversou e desconversou; Já era um pouco de cá. Sentia-se bem aqui. Gostava dos cozinhados da Nazaré e das favas guisadas do sr. João; As minis com o Carmo e o Paulo sabiam-lhe bem; As sestas, preparavam-no para as noitadas no quintal: «Gosto dos teus amigos, pá», dizia-me. Falava de agricultura e toiros com o Quim, de política com o João e o Zé, de literatura com a Anabela e a Teresa; de tudo com todos: com as Ritas, o Zé Luís e a Luísa, com os João, com o Víctor, a Mimi, a Ilda... Ao telefone perguntava por eles e não se cansava de contar a rir como o Chino o tinha tentado convencer a aceitar um pato vivo. Partilhámos aventuras, alegrias e desilusões. Partiu ontem não sei para onde. Se soubesse havia de lá ir buscá-lo!
Morreu o "Desvairadão", ínclito bracarense, anarco-surreal-situacionista, de cuja prosa elegante e truculenta todos beneficiamos. Companheiro de todas as fronteiras, aristocrata das ideias, o Torcato vai fazer muita falta. Sejamos sérios, anda por aí muita canalha que vai desatar a insinuar que ele foi um grande jornalista... mas... tinha o defeito de odiar certos reflexos do poder económico no texto jornalístico de alguma fauna de futuros administradores. Com Torcato vai-se a prosa mais cáustica e terna da nossa depauperada imprensa cultural. Sossega camarada, vamos vingar-te!
Barcaro, in site do PÙBLICO
quarta-feira, maio 14, 2008

Como é possível...
...não saber que a Escola Mestre de Avis tem um blog?!!! E, ainda por cima actualizado, coisa qe começa a ser raro aqui por estes sítios.
segunda-feira, maio 12, 2008
Feira Medieval
É certo que o tempo não ajudou, mas a nova versão da Feira Medieval estava muito catita. Percebe-se a tentativa de espraiar os feirantes pelo Centro Histórico e - apesar de à partida achar uma boa ideia - o facto de ter estado menos gente do que seria expectável, não me deixa ter uma opinião definitiva sobre a questão.
Fica, no entanto, a confirmação sobre a valia dos «artistas» e das suas performances. E o mesmo vale para os alunos da Mestre de Avis que se portaram à altura com a apresentação do Auto da Feira. Há ali matéria prima que muito promete em termos teatrais. Actores e encenadores (leia-se professores) os meus parabéns.
Para o ano há (deve haver, digo eu...) mais. Até lá vejam as fotos no poolman...
É certo que o tempo não ajudou, mas a nova versão da Feira Medieval estava muito catita. Percebe-se a tentativa de espraiar os feirantes pelo Centro Histórico e - apesar de à partida achar uma boa ideia - o facto de ter estado menos gente do que seria expectável, não me deixa ter uma opinião definitiva sobre a questão.
Fica, no entanto, a confirmação sobre a valia dos «artistas» e das suas performances. E o mesmo vale para os alunos da Mestre de Avis que se portaram à altura com a apresentação do Auto da Feira. Há ali matéria prima que muito promete em termos teatrais. Actores e encenadores (leia-se professores) os meus parabéns.
Para o ano há (deve haver, digo eu...) mais. Até lá vejam as fotos no poolman...
quarta-feira, maio 07, 2008
VI Jogos Florais de Avis
É já no próximo dia 17 de Maio que terá lugar no Auditório Municipal a sessão de encerramento e a entrega de prémios dos VI Jogos Florais de Avis, organizados pelos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultutral.
Aqui o escriba, este ano, aventurou-se a concorrer na categoria de conto e acabou por -sabe-se lá como?... - ser distinguido com uma Menção Honrosa.
Para memória futura, aqui fica a «obra» que enviei a concurso:
Pouca terra, pouca sorte
O ambiente estava tenso. O fumo dos cigarros não deixava ver dois palmos à frente do nariz. As faces fechadas em volta da mesa compunham a fotografia. Ao fundo ecoava um ruído que fazia lembrar um disco a rodar em morte lenta. De repente, uma voz: «rien va plus!». A esfera raspou a roleta. Segundos depois, a sentença: «Vermelho, 12».
* * *
As sopas deixavam-se comer. Joaquim e Margarida, sentados, faziam-lhes a vontade. No móvel, a televisão temperava a refeição. Era o único som na cozinha. «Vamos agora proceder à extracção dos números do Totoloto», anunciou a rapariga. Joaquim mirou o aparelho de soslaio: «Ó Guida, muda aí o canal».
* * *
Três fichas. Apenas três fichas. Era agora ou nunca. Puxou uma passa do cigarro e colocou-as no 33. Negro. Saiu vermelho. Passava das três. Noite escura como breu. Mãos na gabardine, passo estugado, desceu o jardim rumo à estação do comboio. Sacou dos trocos e comprou o bilhete na máquina. Em frente, o mar.
* * *
«Raio de tempo este», exclamou para ninguém. Ao lado, a mulher, nada disse. «Farta-se um homem de trabalhar, e é isto»... continuou ele. «Quando faz falta, não aparece, e quando não é precisa, lá vem ela... Pouca sorte a minha», protestou.
* * *
Apesar de Inverno, a noite estava amena. Atravessou a linha à descoberta da praia. Maré baixa. Puxou de um cigarro. Era o último. «Talvez seja um sinal»... pensou.
* * *
Há muito que tinha deixado de fumar, mas agora apetecia-lhe um. As trovoadas tinham-lhe dado cabo da azeitona. Pouca tinha sobrado. Um ano inteiro a tratar das oliveiras, e nada. Ou quase nada. Comparado com isso que mal lhe faria um cigarro? «Raios partam esta vida e quem a inventou». «Ó homem, tem calma. Não é a primeira, nem há-de ser a última vez que há trovoadas. Já nos aconteceu o mesmo e ainda aqui andamos»...
* * *
Mal via a água. Ouvia-a. «Pouca-terra, pouca-terra, pouca-terra». Era o comboio. «Deixá-lo ir... apanho o próximo. Aliás, tenho mesmo de embarcar noutro comboio»...
* * *
Na soleira do monte, boina puxada para a nuca, esticou-se para o céu. Lá estavam as estrelas. «Maganas. Se não fossem vocês»... O rafeiro veio ter com ele. Fez-lhe uma festa: «Então, companheiro... Vamos descansar. Amanhã é outro dia».
É já no próximo dia 17 de Maio que terá lugar no Auditório Municipal a sessão de encerramento e a entrega de prémios dos VI Jogos Florais de Avis, organizados pelos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultutral.
Aqui o escriba, este ano, aventurou-se a concorrer na categoria de conto e acabou por -sabe-se lá como?... - ser distinguido com uma Menção Honrosa.
Para memória futura, aqui fica a «obra» que enviei a concurso:
Pouca terra, pouca sorte
O ambiente estava tenso. O fumo dos cigarros não deixava ver dois palmos à frente do nariz. As faces fechadas em volta da mesa compunham a fotografia. Ao fundo ecoava um ruído que fazia lembrar um disco a rodar em morte lenta. De repente, uma voz: «rien va plus!». A esfera raspou a roleta. Segundos depois, a sentença: «Vermelho, 12».
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As sopas deixavam-se comer. Joaquim e Margarida, sentados, faziam-lhes a vontade. No móvel, a televisão temperava a refeição. Era o único som na cozinha. «Vamos agora proceder à extracção dos números do Totoloto», anunciou a rapariga. Joaquim mirou o aparelho de soslaio: «Ó Guida, muda aí o canal».
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Três fichas. Apenas três fichas. Era agora ou nunca. Puxou uma passa do cigarro e colocou-as no 33. Negro. Saiu vermelho. Passava das três. Noite escura como breu. Mãos na gabardine, passo estugado, desceu o jardim rumo à estação do comboio. Sacou dos trocos e comprou o bilhete na máquina. Em frente, o mar.
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«Raio de tempo este», exclamou para ninguém. Ao lado, a mulher, nada disse. «Farta-se um homem de trabalhar, e é isto»... continuou ele. «Quando faz falta, não aparece, e quando não é precisa, lá vem ela... Pouca sorte a minha», protestou.
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Apesar de Inverno, a noite estava amena. Atravessou a linha à descoberta da praia. Maré baixa. Puxou de um cigarro. Era o último. «Talvez seja um sinal»... pensou.
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Há muito que tinha deixado de fumar, mas agora apetecia-lhe um. As trovoadas tinham-lhe dado cabo da azeitona. Pouca tinha sobrado. Um ano inteiro a tratar das oliveiras, e nada. Ou quase nada. Comparado com isso que mal lhe faria um cigarro? «Raios partam esta vida e quem a inventou». «Ó homem, tem calma. Não é a primeira, nem há-de ser a última vez que há trovoadas. Já nos aconteceu o mesmo e ainda aqui andamos»...
* * *
Mal via a água. Ouvia-a. «Pouca-terra, pouca-terra, pouca-terra». Era o comboio. «Deixá-lo ir... apanho o próximo. Aliás, tenho mesmo de embarcar noutro comboio»...
* * *
Na soleira do monte, boina puxada para a nuca, esticou-se para o céu. Lá estavam as estrelas. «Maganas. Se não fossem vocês»... O rafeiro veio ter com ele. Fez-lhe uma festa: «Então, companheiro... Vamos descansar. Amanhã é outro dia».

A Tasca do Montinho no «Expresso»
Há cinco anos que o Expresso edita o livro «Boa Cama, Boa Mesa» onde divulgam os melhores restaurantes (no entender do júri) e os melhores sítios para se dormir.
Este ano, na região alentejana, o vencedor foi a Tasquinha do Oliveira, em Évora, mas num honroso segundo lugar ex-equo aparece a Tasca do Montinho.
Estão de parabéns a Maria José e o Fava, pelo reconhecimento e estamos nós pelo privilégio de os ter ao pé da porta.
Acresce que, no que diz respeito aos restaurantes da zona de Lisboa, o «Garfo de Ouro» também calhou a outros amigos: D. Gestrudes e Henrique, do Galito, nascido na Serra d'Ossa, mas há muito a divulgar a gastronomia alentejana pela zona de Lisboa.
Estão de parabéns a Maria José e o Fava, pelo reconhecimento e estamos nós pelo privilégio de os ter ao pé da porta.
Acresce que, no que diz respeito aos restaurantes da zona de Lisboa, o «Garfo de Ouro» também calhou a outros amigos: D. Gestrudes e Henrique, do Galito, nascido na Serra d'Ossa, mas há muito a divulgar a gastronomia alentejana pela zona de Lisboa.
Aos dois parabéns e obrigado.
sábado, maio 03, 2008

Velhos são os trapos
Ontem, eu e o Manuel fomos ao Lar da Santa Casa fazer uma visita ao vizinho Zé e à mulher. Já há umas semanas que se «mudaram» para lá - se bem que só durante o dia - e o Manuel andava um bocado intrigado com a sua ausência. Quando os viu perguntou-lhes «o que é que estão aqui a fazer?»... Uma questão que ficou sem resposta.
Hoje no Público, o Carlos Dias escreve um artigo sobre aldeias-lar. Uma ideia interessante que começa agora a dar os primeiros passos. (carregar na imagem para aumentar)
sexta-feira, maio 02, 2008

A tradição já não é o que era
Escrever cartas caiu em desuso. E, pior que isso - para os serviços postais -, também caíram os lucros das empresas distribuidoras de correio. Portanto, não espanta que apareçam campanhas de publicidade apelando a que as pessoas não se deixem de escrever.
De facto, os mails, os telemóveis, os «spike» e etc, vieram revolucionar a forma como nos comunicamos. Hoje, receber uma carta é, quase sempre, sinónimo de uma conta para pagar, ou, na melhor das hipóteses, um qualquer «convite» para comprar qualquer coisa.
De facto, os mails, os telemóveis, os «spike» e etc, vieram revolucionar a forma como nos comunicamos. Hoje, receber uma carta é, quase sempre, sinónimo de uma conta para pagar, ou, na melhor das hipóteses, um qualquer «convite» para comprar qualquer coisa.
Pela criatividade, beleza e eficácia, deixo-vos este anúncio dos correios australianos. E, por favor, escrevam o que vos vai na alma. Nem que seja por mail...
sexta-feira, abril 25, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008

Textos Alentejanos
Para Miguel Urbano Rodrigues, João Honrado é «o mais alentejano dos alentejanos». Para mim é apenas, e tão só, o João. Aqule que há cerca de 30 anos me telefonou de Beja para Lisboa e disse: «caga nesse gajo. Faz a mala e vem para baixo que, depois, eu trato disso»... O «gajo», no caso, é o autor do prefácio deste seu livro - Miguel Urbano Rodrigues à altura director de «o diário» - e a conversa tinha a ver com um desafio para trabalhar no Diário do Alentejo que acabaria por não aceitar. Infelizmente, esta minha decisão «atrasou» a minha vinda para o Alentejo cerca de 20 anos...
No entanto, o João, nunca me «cobrou» nada pela minha «cobardia adolescente». Antes pelo contrário, sempre que nos encontravamos falava-me como se essa questão nunca se tivesse posto.
Um dia, já em Avis, apareceu com vários originais para fazer um livro sobre Catarina Eufémia. À hora do almoço virou-se para mim e disse: «telefona aí ao Bartolomeu para irmos almoçar com ele». É certo que já sabia quem era «o Bartolomeu», mas nunca tinha falado com ele e muito menos tinha o seu número de telefone. Após alguns telefonemas, lá consegui o contacto do ex-presidente da Câmara e passados alguns minutos estavamos sentados à mesa, no Silvas, em Benavila. Já não se viam há uns anos, mas a conversa começou como se tivessem falado no dia anterior.
Ontem, em Beja, ofereceu-me o seu último livro. Recebi-o com agrado. Não que seja um escritor de alto gabarito, mas, acima de tudo, porque - mesmo sem ainda o ter lido - quase de certeza é uma obra que transpira Alentejo por todos os poros. E, nestes tempos de amnésia generalizada, é importante que não se perca uma certa memória de «Alentejo».
Quem o quiser adquirir pode fazê-lo enviando um pedido para jornal@alentejopopular.com .pt.
quinta-feira, abril 17, 2008
sábado, abril 12, 2008
sexta-feira, abril 04, 2008

Coisas que não têm preço (1)
Todos nós temos coisas que não têm preço - e não me refiro a pessoas ou sentimentos. Um quadro, um boneco, um livro, um disco, sei lá eu...
No que me diz respeito, tenho várias. A começar pela «minha» colecção de elefantes, passando por um exemplar da primeira edição do policial «A Mão Esquerda do Diabo» de Dennis McShade (pseudónimo de Diniz Machado) e acabando neste disco, agora autografado pelo Fausto.
Foi o primeiro LP que comprei (nos princípios de 70) apenas porque tinha uma canção que na altura passava na rádio e da qual eu gostava particularmente: Ó Pastor que Choras.
Três décadas depois, num almoço «arranjado» por amigo comum, pedi ao autor para o autografar. Se, até agora, este disco era uma das «coisas» que nunca deixava para trás, agora não tem preço.
Lanço o repto, aos leitores de O Maranhão, para partilharem connosco, as suas coisas «sem preço». O mail está lá em cima: maranhao@iol.pt
No que me diz respeito, tenho várias. A começar pela «minha» colecção de elefantes, passando por um exemplar da primeira edição do policial «A Mão Esquerda do Diabo» de Dennis McShade (pseudónimo de Diniz Machado) e acabando neste disco, agora autografado pelo Fausto.
Foi o primeiro LP que comprei (nos princípios de 70) apenas porque tinha uma canção que na altura passava na rádio e da qual eu gostava particularmente: Ó Pastor que Choras.
Três décadas depois, num almoço «arranjado» por amigo comum, pedi ao autor para o autografar. Se, até agora, este disco era uma das «coisas» que nunca deixava para trás, agora não tem preço.
Lanço o repto, aos leitores de O Maranhão, para partilharem connosco, as suas coisas «sem preço». O mail está lá em cima: maranhao@iol.pt
terça-feira, abril 01, 2008
sábado, março 29, 2008
Blogagem
Os blogs são espaços individuais de reflexão. Mas não são todos iguais. Existem uns mais iguais que os outros...
Por exemplo: o maranhão pertence à família do desabafos e do castelo. São blogs que embora não sendo assinados pelos nomes verdadeiros dos seus «donos», na generalidade, os leitores sabem quem eles são, quer por «sinais» que vão deixando voluntariamente transparecer nos posts, quer por, em uma ou outra ocasião, terem assumido a sua autoria.
Depois existem outros que, ao contrário destes, tudo fazem para permanecer no anonimato mais profundo. E, vivendo nós em liberdade, têm todo o direito de o fazer. No entanto, é também o facto de vivermos em liberdade, e sem nada a temer por expressar as nossas opiniões, que nos permite perguntar que tipo de motivação, medo ou seja lá o que for, leva um indivíduo a optar por não dar a cara.
Por norma estes blogs têm caixa de comentários onde os «comentadores» de serviço puxam a brasa à sua sardinha. Anonimamente, quase sempre.
O maranhão, tem todo o gosto em receber correspondência dos seus leitores, mas via mail.Não para fazer censura, mas para aquilatar da oportunidade e civilidade do texto a publicar. É que como disse ao princípio, os blogs são a casa de cada um, e cada um manda na sua casa.
Aqui fica a minha morada: maranhao@iol.pt
Os blogs são espaços individuais de reflexão. Mas não são todos iguais. Existem uns mais iguais que os outros...
Por exemplo: o maranhão pertence à família do desabafos e do castelo. São blogs que embora não sendo assinados pelos nomes verdadeiros dos seus «donos», na generalidade, os leitores sabem quem eles são, quer por «sinais» que vão deixando voluntariamente transparecer nos posts, quer por, em uma ou outra ocasião, terem assumido a sua autoria.
Depois existem outros que, ao contrário destes, tudo fazem para permanecer no anonimato mais profundo. E, vivendo nós em liberdade, têm todo o direito de o fazer. No entanto, é também o facto de vivermos em liberdade, e sem nada a temer por expressar as nossas opiniões, que nos permite perguntar que tipo de motivação, medo ou seja lá o que for, leva um indivíduo a optar por não dar a cara.
Por norma estes blogs têm caixa de comentários onde os «comentadores» de serviço puxam a brasa à sua sardinha. Anonimamente, quase sempre.
O maranhão, tem todo o gosto em receber correspondência dos seus leitores, mas via mail.Não para fazer censura, mas para aquilatar da oportunidade e civilidade do texto a publicar. É que como disse ao princípio, os blogs são a casa de cada um, e cada um manda na sua casa.
Aqui fica a minha morada: maranhao@iol.pt
sexta-feira, março 28, 2008
Desertificação
Avisa-nos o Desabafos que as Finanças correm o risco de fechar.
Lembra-nos o Do Castelo que o Retiro da Ponte está «a cair aos bocados».
Preocupa-se o Tudo e mais alguma coisa com o fecho do Água Doce.
Para mim, todas estas notícias são faces da mesma moeda. Não partilho de todo a opinião de Sarsfield Cabral que, há dias no Público, se vergava à inevitabilidade do êxodo das populações do inteiror para o litoral.
Cada um fala por si. Que ele não consiga, ou não queira, descobrir uma solução para o problema, é uma coisa; Eu, na minha modesta opinião, acho que não se deve deitar a toalha ao chão.
Estou até convencido que é de todo o interesse nacional, não só criar as condições para que as populações se mantenham no interior, mas também «aliciar» cada vez mais gente para trocar a «grande cidade» pelo «campo».
Com mais gente a viver nos pequenos centros urbanos, vários problemas seriam só por isso resolvidos.
A História está cheia de exemplos de povoamentos e repovoamentos de determinados espaços geográficos. A presença humana é condição sine qua non para que haja desenvolvimento.
Há que ter imaginação – a começar pelo Poder Local – e oferecer as «motivações» adequadas aos tempos que correm.
Por mim (agora que as necessidades básicas das populações ao nível da distribuição de água, saneamento, caminhos, etc... estão generalizados) votaria de bom grado numa lista que apresentasse como um dos principais pontos do seu programa, propostas com vista ao «repovoamento» do território.
Avisa-nos o Desabafos que as Finanças correm o risco de fechar.
Lembra-nos o Do Castelo que o Retiro da Ponte está «a cair aos bocados».
Preocupa-se o Tudo e mais alguma coisa com o fecho do Água Doce.
Para mim, todas estas notícias são faces da mesma moeda. Não partilho de todo a opinião de Sarsfield Cabral que, há dias no Público, se vergava à inevitabilidade do êxodo das populações do inteiror para o litoral.
Cada um fala por si. Que ele não consiga, ou não queira, descobrir uma solução para o problema, é uma coisa; Eu, na minha modesta opinião, acho que não se deve deitar a toalha ao chão.
Estou até convencido que é de todo o interesse nacional, não só criar as condições para que as populações se mantenham no interior, mas também «aliciar» cada vez mais gente para trocar a «grande cidade» pelo «campo».
Com mais gente a viver nos pequenos centros urbanos, vários problemas seriam só por isso resolvidos.
A História está cheia de exemplos de povoamentos e repovoamentos de determinados espaços geográficos. A presença humana é condição sine qua non para que haja desenvolvimento.
Há que ter imaginação – a começar pelo Poder Local – e oferecer as «motivações» adequadas aos tempos que correm.
Por mim (agora que as necessidades básicas das populações ao nível da distribuição de água, saneamento, caminhos, etc... estão generalizados) votaria de bom grado numa lista que apresentasse como um dos principais pontos do seu programa, propostas com vista ao «repovoamento» do território.

Ler jornais é saber mais?
Às vezes é. E desta vez (Outubro de 2006) aponte teve razão antes de tempo. Há ano e meio o céu apresentava-se muito «nublado», segundo palavras de um membro da Comissão de Trabalhadores da Delphi. Infelizmente, o tempo não apresentou melhorias.
A mesma notícia dizia ainda: «aponte soube junto de fontes da empresa [Lactogal] que a data provável para o encerramento da unidade fabril será durante o ano de 2009». Não actredito, mas espero que, neste caso, a notícia esteja errada.
Fica, portanto, provado - tal como diz o «nosso» primeiro-ministro - que o «número líquido» de empregos não pára de aumentar em Portugal. É uma pena Avis e Ponte de Sor, ficarem noutro país. O país real.
quinta-feira, março 27, 2008
Património degradado
Neste blog cá do burgo existe uma saudável (nem sempre...) discussão acerca do estado do património edificado na vila de Avis.
Se atendermos apenas ao Centro Histórico - e convenhamos que não seria nada mau - constatamos que se o Estado, o Patriarcado e os Lopes cuidassem daquilo que é deles o panorama seria completamente diferente. Para melhor.
Ora, qualquer um destes três proprietários referidos, têm certamente mais dinheiro que 90 por cento da população da freguesia junta. Não seria de mau tom que assumissem as suas responsabilidades sociais e tratassem de recuperar aquilo que sendo seu, pertence a todos.
Mas como já não acredito no Pai Natal, resta-me esperar sentado (ao computador) e dizer aos nossos governantes (quando falam da desertificação do interior) à Igreja (quando diz que se preocupa com os mais desfavorecidos) e aos Lopes (que não dizem nada, mas deviam dizer) que para todos haverá o «tal dia» do juízo final.
Talvez não seja é onde eles pensam que é...
Neste blog cá do burgo existe uma saudável (nem sempre...) discussão acerca do estado do património edificado na vila de Avis.
Se atendermos apenas ao Centro Histórico - e convenhamos que não seria nada mau - constatamos que se o Estado, o Patriarcado e os Lopes cuidassem daquilo que é deles o panorama seria completamente diferente. Para melhor.
Ora, qualquer um destes três proprietários referidos, têm certamente mais dinheiro que 90 por cento da população da freguesia junta. Não seria de mau tom que assumissem as suas responsabilidades sociais e tratassem de recuperar aquilo que sendo seu, pertence a todos.
Mas como já não acredito no Pai Natal, resta-me esperar sentado (ao computador) e dizer aos nossos governantes (quando falam da desertificação do interior) à Igreja (quando diz que se preocupa com os mais desfavorecidos) e aos Lopes (que não dizem nada, mas deviam dizer) que para todos haverá o «tal dia» do juízo final.
Talvez não seja é onde eles pensam que é...

Pois é...
se fossem realmente bons, se calhar, estavam na selecção brasileira. Como provavelmente o não são, jogam na portuguesa só para nos entalar. Os dois golos gregos nasceram de duas faltas (desnecessárias) produzidas por Pepe e Bruno Alves e, como se não bastasse, na baliza - a orientar a barreira e a tentar «não» se fazer à bola - estava essa brilhante invenção do Scolari que dá pelo nome de Ricardo...
Só para chatear, os três golos do desafio, cheiraram a Benfica, só para calar o António Tadeia (lagarto até mais não poder...) que passou o jogo todo a querer substituir o Nuno Gomes. Azar!
Agora é só fazer as contas: se apenas com um jogador do Glorioso a selecção fez um golo, imaginem o que seria se lá houvessem mais.
Ah! e se com «uma espécie de guarda-redes» sofremos dois, se lá estivesse o Quim, outro galo cantaria...
terça-feira, março 25, 2008
segunda-feira, março 24, 2008
Feriado Municipal
Hoje foi feriado municipal (FM) numa dúzia de concelhos alentejanos (Avis, Borba, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Cuba, Mora, Nisa, Ponte de Sor, Portel, Redondo, Sousel).
Amanhã é a vez de Serpa ter o seu FM. Devem-se ter atrasado, mas, no caso, há males que vêm por bem. Ponte. Quer dizer: ponto.
Hoje foi feriado municipal (FM) numa dúzia de concelhos alentejanos (Avis, Borba, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Cuba, Mora, Nisa, Ponte de Sor, Portel, Redondo, Sousel).
Amanhã é a vez de Serpa ter o seu FM. Devem-se ter atrasado, mas, no caso, há males que vêm por bem. Ponte. Quer dizer: ponto.
sábado, março 22, 2008
Com um dia de atraso - ontem foi Dia Mundial da Poesia - aqui fica um lindíssimo poema de Eugénio de Andrade, do livro «O Outro Lado da Terra».
As Amoras
O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
As Amoras
O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
sexta-feira, março 21, 2008
Anúncio
Pavilhão Industrial para venda em Monforte (licenciado)
com 800 m2-interior
1500m2 de área exterior
com 9m de pé direito
com WC
Refeitório
salas para escritório
entrada para camiões
todo vedado
pronto a utilizar.
Preço 220.000€.
Negociavel
Proprietário a contactar:
José Braz 96 3921123
jbrazc.ceramicas@sapo.pt
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segunda-feira, março 17, 2008
É preciso acreditar
O título acima é o tema dos próximos jogos florais da ACA (Amigos do Concelho de Aviz). O prazo para concorrer só acaba a 11 de Abril. No que toca aqui ao escriba, pensei em concorrer na categoria de «conto», mas os primeiros escritos não me agradaram o suficiente para os levar a concurso. No entanto, deixo aqui no blog, a tal «tentativa falhada». Pode ser que até ao final do prazo, se arranje mais qualquer coisa...
O título acima é o tema dos próximos jogos florais da ACA (Amigos do Concelho de Aviz). O prazo para concorrer só acaba a 11 de Abril. No que toca aqui ao escriba, pensei em concorrer na categoria de «conto», mas os primeiros escritos não me agradaram o suficiente para os levar a concurso. No entanto, deixo aqui no blog, a tal «tentativa falhada». Pode ser que até ao final do prazo, se arranje mais qualquer coisa...
Janeiro de 2008
São oito e meia da manhã do segundo dia do ano. À porta de uma velha fábrica de confecções os trabalhadores vão-se juntando. Homens e mulheres. Uns, mais velhos, outros, nem tanto. As Festas tinham sido passadas em família, como sempre. Como sempre não! Este ano, os três meses de ordenado em atraso, não deixaram que a alegria se sentasse à mesa da consoada.
As crianças contentaram-se com o «tal» presente, mas, na ementa, o habitual camarão cozido não fez companhia ao bacalhau com as couves. O vinho foi o de todos os dias - do garrafão - ao contrário de outros anos em que se abria uma garrafa daquelas com rótulos bonitos e de preferência com a palavra «reserva» impressa a letras douradas.
No último dia do ano, a angústia foi ainda maior. A menos de 24 horas de pegar ao trabalho, as dúvidas de que isso acontecesse eram mais que muitas.
Agora era certo. A presença dos repórteres e dos carros de exteriores das televisões, prontos para entrar em directo, confirmavam o que todos temiam: a fábrica tinha fechado. Cinquenta anos depois de nascer com pompa e circunstância, morria sem honra nem glória.
«O que é que a malta vai fazer, Chico»? – questionava-se Antunes, 55 anos, há mais de quarenta a trabalhar na fábrica.
«Ó pá, não sei. Só sei que tenho direito à vida e faço questão de a viver», respondeu o camarada, dez anos mais novo, também ele com mais de vinte «de casa».
«Já não somos novos»... insistiu Antunes.
«Velhos são os trapos, e nós até trabalhámos uma data de anos com eles», retorquiu Chico ensaiando uma piada fácil.
«Tens razão: velhos são os trapos. Nós somos descartáveis»...
*
A ambulância entrou com pressa no recinto da urgência. Passavam cinco minutos da meia-noite. O motorista e o maqueiro procederam como habitualmente e transportaram a grávida para dentro do edifício.
Minutos volvidos, o mesmo movimento, mas em sentido contrário. Parturiente dentro da carrinha, luzes a acender e a apagar, sirene a tocar, e «ala que se faz tarde».
Há uma criança que quer nascer e ainda é preciso fazer 30 quilómetros até à maternidade mais próxima. Com sorte, vai tudo correr bem...
*
Uma ultrapassagem pela direita, uma operação stop, um agente da BT a fazer sinal para parar, um sopro, e zás! Um artista apanhado nas malhas da lei. O Reveillon já era. Agora era o «chui» quem gozava. Dois dias depois, no tribunal, o juiz, condescendente, condena-o a 40 horas de trabalho comunitário e ao pagamento de 400 euros a uma instituição de solidariedade.
Apesar de tudo teve sorte. Bem vistas as coisas, com os copos e a conduzir, mais vale ser apanhado pela Brigado do que sair disparado da estrada contra um poste de iluminação pública...
*
Na televisão a bonita apresentadora dá início à extracção dos números do Totoloto. No café do Henrique, os clientes são poucos àquela hora. Mesmo assim cumpre-se o ritual: põem-se a jeito os boletins da sociedade, faz-se silêncio, e apontam-se os números.
«Porra! ‘inda não foi desta»... refila o dono do estabelecimento pela última vez nesse ano.
Um ano depois
Antunes e Chico voltaram à «escola» para tentar uma nova oportunidade Com outros camaradas da velha fábrica lançaram mãos a uma pequena oficina têxtil. Trabalham, essencialmente, para novos estilistas. O convívio com a «malta nova» abriu-lhes horizontes e deu-lhes uma janela de esperança.
Antunes, na fila do supermercado, à espera de vez para comprar o leitão, pensa para com os seus botões: «Estive eu quase a desistir»...
*
Será menina ou menino? Com apenas um ano é difícil perceber pelas feições, e até a cor da vestimenta pouco ajuda. No jardim, a criança corre, atabalhoadamente, com a mão na mão da mãe.
Há um ano a correria foi outra, de ambulância. Nasceu a meio caminho entre uma urgência fechada «sem condições» e uma maternidade aberta e equipada com «tudo o que há de melhor».
Para a mãe foi uma hora com minutos a mais; Para os dois jovens bombeiros foi «o dia mais feliz» das suas vidas - como fizeram questão de dizer, ao vivo e a cores, em todos os telejornais; Para o bebé, foi apenas o primeiro acidente de percurso, dos muitos que irá encontrar durante a vida.
Só tem de fazer, a cada vez, aquilo que fez na primeira: dizer sim à vida.
*
Está a chegar ao fim o «ano sabático» do artista. As 40 horas de trabalho comunitário foram passadas num hospital da capital a fazer rir os miúdos internados no serviço de pediatria.
Na verdade não foram 40. Foram muitas mais. Depressa a «sentença» se transformou em gosto, e continuou a ir lá todas as semanas.
Ainda bem que o juiz acreditou que ele se podia regenerar. Evitou-se uma prisão e ganhou-se um «voluntário».
*
Henrique de papel na mão confere os relapsos na sociedade do Totoloto - «Faltam dois pagar. Se não vierem cá hoje acertar as contas, são excluídos da sociedade. Quem quer, quer, e quem não quer, não quer. E quem não acreditar, não faz cá falta nenhuma»...
São oito e meia da manhã do segundo dia do ano. À porta de uma velha fábrica de confecções os trabalhadores vão-se juntando. Homens e mulheres. Uns, mais velhos, outros, nem tanto. As Festas tinham sido passadas em família, como sempre. Como sempre não! Este ano, os três meses de ordenado em atraso, não deixaram que a alegria se sentasse à mesa da consoada.
As crianças contentaram-se com o «tal» presente, mas, na ementa, o habitual camarão cozido não fez companhia ao bacalhau com as couves. O vinho foi o de todos os dias - do garrafão - ao contrário de outros anos em que se abria uma garrafa daquelas com rótulos bonitos e de preferência com a palavra «reserva» impressa a letras douradas.
No último dia do ano, a angústia foi ainda maior. A menos de 24 horas de pegar ao trabalho, as dúvidas de que isso acontecesse eram mais que muitas.
Agora era certo. A presença dos repórteres e dos carros de exteriores das televisões, prontos para entrar em directo, confirmavam o que todos temiam: a fábrica tinha fechado. Cinquenta anos depois de nascer com pompa e circunstância, morria sem honra nem glória.
«O que é que a malta vai fazer, Chico»? – questionava-se Antunes, 55 anos, há mais de quarenta a trabalhar na fábrica.
«Ó pá, não sei. Só sei que tenho direito à vida e faço questão de a viver», respondeu o camarada, dez anos mais novo, também ele com mais de vinte «de casa».
«Já não somos novos»... insistiu Antunes.
«Velhos são os trapos, e nós até trabalhámos uma data de anos com eles», retorquiu Chico ensaiando uma piada fácil.
«Tens razão: velhos são os trapos. Nós somos descartáveis»...
*
A ambulância entrou com pressa no recinto da urgência. Passavam cinco minutos da meia-noite. O motorista e o maqueiro procederam como habitualmente e transportaram a grávida para dentro do edifício.
Minutos volvidos, o mesmo movimento, mas em sentido contrário. Parturiente dentro da carrinha, luzes a acender e a apagar, sirene a tocar, e «ala que se faz tarde».
Há uma criança que quer nascer e ainda é preciso fazer 30 quilómetros até à maternidade mais próxima. Com sorte, vai tudo correr bem...
*
Uma ultrapassagem pela direita, uma operação stop, um agente da BT a fazer sinal para parar, um sopro, e zás! Um artista apanhado nas malhas da lei. O Reveillon já era. Agora era o «chui» quem gozava. Dois dias depois, no tribunal, o juiz, condescendente, condena-o a 40 horas de trabalho comunitário e ao pagamento de 400 euros a uma instituição de solidariedade.
Apesar de tudo teve sorte. Bem vistas as coisas, com os copos e a conduzir, mais vale ser apanhado pela Brigado do que sair disparado da estrada contra um poste de iluminação pública...
*
Na televisão a bonita apresentadora dá início à extracção dos números do Totoloto. No café do Henrique, os clientes são poucos àquela hora. Mesmo assim cumpre-se o ritual: põem-se a jeito os boletins da sociedade, faz-se silêncio, e apontam-se os números.
«Porra! ‘inda não foi desta»... refila o dono do estabelecimento pela última vez nesse ano.
Um ano depois
Antunes e Chico voltaram à «escola» para tentar uma nova oportunidade Com outros camaradas da velha fábrica lançaram mãos a uma pequena oficina têxtil. Trabalham, essencialmente, para novos estilistas. O convívio com a «malta nova» abriu-lhes horizontes e deu-lhes uma janela de esperança.
Antunes, na fila do supermercado, à espera de vez para comprar o leitão, pensa para com os seus botões: «Estive eu quase a desistir»...
*
Será menina ou menino? Com apenas um ano é difícil perceber pelas feições, e até a cor da vestimenta pouco ajuda. No jardim, a criança corre, atabalhoadamente, com a mão na mão da mãe.
Há um ano a correria foi outra, de ambulância. Nasceu a meio caminho entre uma urgência fechada «sem condições» e uma maternidade aberta e equipada com «tudo o que há de melhor».
Para a mãe foi uma hora com minutos a mais; Para os dois jovens bombeiros foi «o dia mais feliz» das suas vidas - como fizeram questão de dizer, ao vivo e a cores, em todos os telejornais; Para o bebé, foi apenas o primeiro acidente de percurso, dos muitos que irá encontrar durante a vida.
Só tem de fazer, a cada vez, aquilo que fez na primeira: dizer sim à vida.
*
Está a chegar ao fim o «ano sabático» do artista. As 40 horas de trabalho comunitário foram passadas num hospital da capital a fazer rir os miúdos internados no serviço de pediatria.
Na verdade não foram 40. Foram muitas mais. Depressa a «sentença» se transformou em gosto, e continuou a ir lá todas as semanas.
Ainda bem que o juiz acreditou que ele se podia regenerar. Evitou-se uma prisão e ganhou-se um «voluntário».
*
Henrique de papel na mão confere os relapsos na sociedade do Totoloto - «Faltam dois pagar. Se não vierem cá hoje acertar as contas, são excluídos da sociedade. Quem quer, quer, e quem não quer, não quer. E quem não acreditar, não faz cá falta nenhuma»...
sexta-feira, março 14, 2008
Já há um protocandidato à Câmara de Avis...
o próprio disse...
Se um dia me candidatar será o meu "mote" de campanha, até lá não posso divulgar as minhas armas secretas... ;)
12 de Março de 2008 21:25
o próprio disse...
Se um dia me candidatar será o meu "mote" de campanha, até lá não posso divulgar as minhas armas secretas... ;)
12 de Março de 2008 21:25
quinta-feira, março 13, 2008
Pronto, está bem, eu pago a aposta...
Apesar de não acreditar em tal coisa, apostei que o Glorioso passava a eliminatória contra o Getafe, Gefafe ou lá como se chama aquele clubito dos «espanhuelos».
Infelizmente, Camacho continuou a ter razão: os jogadores não se empenharam o suficiente para conseguirem mais do que um remate (?) ao poste.
No final do jogo, já com a farda número 1 (fato e gravata) vestida, Nuno Gomes explicou que o plantel «não estava bem fisicamente».
Não me digas! A malta ainda não tinha percebido...
Apesar de não acreditar em tal coisa, apostei que o Glorioso passava a eliminatória contra o Getafe, Gefafe ou lá como se chama aquele clubito dos «espanhuelos».
Infelizmente, Camacho continuou a ter razão: os jogadores não se empenharam o suficiente para conseguirem mais do que um remate (?) ao poste.
No final do jogo, já com a farda número 1 (fato e gravata) vestida, Nuno Gomes explicou que o plantel «não estava bem fisicamente».
Não me digas! A malta ainda não tinha percebido...
terça-feira, março 11, 2008
Uma papoila
Há já algumas semanas que giestas, azedas e mimosas estão em flor no Alentejo. A D. olhava a planície verde-amarela e dizia: «A falta que faz uma papoila».
Post roubado ao meu amigo Bandeira
Há já algumas semanas que giestas, azedas e mimosas estão em flor no Alentejo. A D. olhava a planície verde-amarela e dizia: «A falta que faz uma papoila».
Post roubado ao meu amigo Bandeira
segunda-feira, março 10, 2008
sexta-feira, março 07, 2008
quinta-feira, março 06, 2008
Uma do baú para descontrair
Ora então, caros ouvintes, bem vindos ao programa «Gente Ordinária» do «Rádio Clube Lá Vai Alho de Cima», um formato que a malta ouviu na CBS – com o nome Ordinary People – e como gostou muito fizemos igualinho...
Hoje, em pleno campo, à beira da auto-estrada A55, temos connosco o mestre Cachaporra Bolota com quem vamos trocar algumas palavras.
(separador)
- Boa noite, mestre Cachaporra...
- Boa noite.
- Olhe...
- Olhe não! Ouça. Qu’eu saiba estas lérias são para um programa de rádio...
- Tem muita razão. Ouça..
- Já ouvi, porra!... Afinal o que é que vocemecê me quer?
- Bem... só o queria entrevistar...
- (O homem não anda bom...) Mas não me disse que isto é para a telefonia?! Quanto muito vocemecê quer-me entrouvistar...
- Também está bem visto...
- E ele a dar-lhe!... Na rádio não se vê nada. Para se ver qualquer coisa, mesmo com chuva, tem de ser na televisão...
- Pronto, tem razão, ok, já percebi... Comecemos então: Mestre Cachaporra, qual é a sua profissão?
- Sou pastor.
- E... pasta o quê?
- ... (Eu não disse que homem não anda bom. Está mesmo a pedi-las) Pastor, está entendendo?! Sacerdote, padre, ministro de Deus. Pastor...
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh.... E de que Igreja?
- Da IVTFC
- IVTFC?!!!!!!!
- Sim. «Igreja do Vai Tudo à Frente do Cajado».
- O nome é bem curioso... Tem muitos seguidores?
- Quer-se dizer... o rebanhito não é nada mau... Mas dão muito trabalho. É preciso andar sempre de olho em cima deles. Mal nos descuidamos fazem logo merda.
- Merda?!!!!
- Sim! Merda, có-có, estrume... E depois, as estradas ficam cheias de bosta. Temos de concordar que dá mau aspecto para quem passa de carro... Alguns, mais impliquentos, até me acenam com’a dizer: «Então não tinhas outro sítio para ir fazer as necessidades?...»É claro que eu fico em broa e puxo logo do cajado para dar o justo correctivo ao rebanho, mas o mal já ficou feito...
- Depreendo daí que na sua igreja, fazer as necessidades é pecado...
- Não! Pecado, pecado não é, mas têm de o fazer no sítio certo: no campo, atrás do chaparro, no curral ou, vá lá, na Assembleia da República...
- Na Assembleia da República?!!!!
- Pois... Quer dizer, aí não tenho bem a certeza, mas como estou farto de ouvir dizer que aquilo é quase tudo uma cambada de carneiros, calculo que sim...
- Mas não são carneiros de verdade. É só em sentido figurado...
- Isso já não sei. Se têm de fazer o serviço em sentido, ou se é só figurado é lá com eles... Do meu rebanho sei eu: só cagam onde eu quero!
- E quantas cabeças são?
- Eu sei lá, são tantas...
- Tantas?! Essa é boa... Não me diga que o senhor não sabe contar... (com ar de gozo)
- Sei sim senhor! Sei contar até miles...
- Até miles!!!!! o que é que isso quer dizer?!!!!
- Ou te metes a miles, ou ainda levas com o cajado...
Ora então, caros ouvintes, bem vindos ao programa «Gente Ordinária» do «Rádio Clube Lá Vai Alho de Cima», um formato que a malta ouviu na CBS – com o nome Ordinary People – e como gostou muito fizemos igualinho...
Hoje, em pleno campo, à beira da auto-estrada A55, temos connosco o mestre Cachaporra Bolota com quem vamos trocar algumas palavras.
(separador)
- Boa noite, mestre Cachaporra...
- Boa noite.
- Olhe...
- Olhe não! Ouça. Qu’eu saiba estas lérias são para um programa de rádio...
- Tem muita razão. Ouça..
- Já ouvi, porra!... Afinal o que é que vocemecê me quer?
- Bem... só o queria entrevistar...
- (O homem não anda bom...) Mas não me disse que isto é para a telefonia?! Quanto muito vocemecê quer-me entrouvistar...
- Também está bem visto...
- E ele a dar-lhe!... Na rádio não se vê nada. Para se ver qualquer coisa, mesmo com chuva, tem de ser na televisão...
- Pronto, tem razão, ok, já percebi... Comecemos então: Mestre Cachaporra, qual é a sua profissão?
- Sou pastor.
- E... pasta o quê?
- ... (Eu não disse que homem não anda bom. Está mesmo a pedi-las) Pastor, está entendendo?! Sacerdote, padre, ministro de Deus. Pastor...
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh.... E de que Igreja?
- Da IVTFC
- IVTFC?!!!!!!!
- Sim. «Igreja do Vai Tudo à Frente do Cajado».
- O nome é bem curioso... Tem muitos seguidores?
- Quer-se dizer... o rebanhito não é nada mau... Mas dão muito trabalho. É preciso andar sempre de olho em cima deles. Mal nos descuidamos fazem logo merda.
- Merda?!!!!
- Sim! Merda, có-có, estrume... E depois, as estradas ficam cheias de bosta. Temos de concordar que dá mau aspecto para quem passa de carro... Alguns, mais impliquentos, até me acenam com’a dizer: «Então não tinhas outro sítio para ir fazer as necessidades?...»É claro que eu fico em broa e puxo logo do cajado para dar o justo correctivo ao rebanho, mas o mal já ficou feito...
- Depreendo daí que na sua igreja, fazer as necessidades é pecado...
- Não! Pecado, pecado não é, mas têm de o fazer no sítio certo: no campo, atrás do chaparro, no curral ou, vá lá, na Assembleia da República...
- Na Assembleia da República?!!!!
- Pois... Quer dizer, aí não tenho bem a certeza, mas como estou farto de ouvir dizer que aquilo é quase tudo uma cambada de carneiros, calculo que sim...
- Mas não são carneiros de verdade. É só em sentido figurado...
- Isso já não sei. Se têm de fazer o serviço em sentido, ou se é só figurado é lá com eles... Do meu rebanho sei eu: só cagam onde eu quero!
- E quantas cabeças são?
- Eu sei lá, são tantas...
- Tantas?! Essa é boa... Não me diga que o senhor não sabe contar... (com ar de gozo)
- Sei sim senhor! Sei contar até miles...
- Até miles!!!!! o que é que isso quer dizer?!!!!
- Ou te metes a miles, ou ainda levas com o cajado...
terça-feira, março 04, 2008
segunda-feira, março 03, 2008
domingo, março 02, 2008

Ler Jornais é saber mais?...
Tem dias. Hoje, por exemplo, não. À excepção do JN, todos os outros jornais de expressão nacional, ignoram «democraticamente», nas chamadas à capa, a manifestação que o PCP organizou, ontem, em Lisboa.
Fosse eu leitor do DN e andasse distraído, até podia ser levado a pensar que tinha sido o Bloco de Esquerda a organizar o protesto, tal o destaque que dão ao Francisco Louçã. Critérios editoriais, dirão. Pois, digo eu...
sábado, março 01, 2008
A Moagem (ou o café do Garrafão) é tida por muitos em Avis, como a Casa dos Sportinguistas na vila. Mas é só aparência. Apesar de serem muitos os «lagartos» que frequentam o estabelecimento, sempre que se contam as espingardas os benfiquistas dão cabazada.
Na última jornada da taça UEFA, houve mosquitos por cordas já que os dois emblemas jogavam à mesma hora e só existe um televisor no café. A escolha acabou por privilegiar os sportinguistas o que levou alguns «lampiões» menos tolerantes a abandonar o estabelecimento.
Amanhã, dia de Sporting-Benfica, esse problema não se colocará. No entanto, haverá outro, quem sabe até mais difícil de resolver: a colocação das claques (quem vê o jogo sentado e quem fica de pé ao balcão...).
Aconselha-se os potenciais espectadores a irem cedo para o estádio (quer dizer café...) e não levarem very-ligths. Como o jogo é de alto risco e de prever engarrafamentos (refiro-me aos de cerveja e tinto).
Os adeptos do clube vencedor ficarão dispensados de pagar a despesa... (esta é mentira, foi só para assustar o Ricardo).
Que vença o melhor, que como toda a gente sabe é o Benfica.
Na última jornada da taça UEFA, houve mosquitos por cordas já que os dois emblemas jogavam à mesma hora e só existe um televisor no café. A escolha acabou por privilegiar os sportinguistas o que levou alguns «lampiões» menos tolerantes a abandonar o estabelecimento.
Amanhã, dia de Sporting-Benfica, esse problema não se colocará. No entanto, haverá outro, quem sabe até mais difícil de resolver: a colocação das claques (quem vê o jogo sentado e quem fica de pé ao balcão...).
Aconselha-se os potenciais espectadores a irem cedo para o estádio (quer dizer café...) e não levarem very-ligths. Como o jogo é de alto risco e de prever engarrafamentos (refiro-me aos de cerveja e tinto).
Os adeptos do clube vencedor ficarão dispensados de pagar a despesa... (esta é mentira, foi só para assustar o Ricardo).
Que vença o melhor, que como toda a gente sabe é o Benfica.

O Raposo era aquele tipo de homem que já não se fazem. Foi professor, mas distinguiu-se, acima de tudo, como presidente da Câmara de Aljustrel. Quando exerceu as funções de director do Diário do Alentejo, tive a sorte de o conhecer e com ele privar em algumas ocasiões.
Sentado à mesa, rodeado de amigos e petiscos, era um desfilar de estórias que nunca mais acabavam.
Certa vez confessou que só não deixava de fumar porque não queria correr o risco de «passar por parvo», caso, no futuro, se viesse a descobrir que o tabaco (como tantas outras coisas) afinal, fazia bem à saúde.
Achei que ele tinha toda a razão e, também eu, abracei a causa de não «passar por parvo». Mas a coisa está a ficar difícil. Agora, só de uma vezada, forma 30 cêntimos de aumento. Qualquer dia, um maço de SG Filtro, custa tanto como um bom bife de lombo e, até ver, ainda está por provar que o cigarrito faz bem ao físico.
Se calhar vou ter de fazer uma inflexão na minha luta e passar a fumar tabaco de enrrolar...
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
Aniversários
Há 20 anos morreu a «telefonia» e nasceu a «rádio». E a rádio, neste caso, é a TSF. Sempre em cima do acontecimento, com notícias de meia em meia hora, tem sido, para mim, a companhia de inúmeras viagens. Primeiro nas intermináveis filas da auto-estrada; agora nas deslocações mais ou menos longas a que não se pode fugir.
Começou pirata, esteve no centro de estórias de faca e alguidar (quem não se lembra do assalto do Rangel com um black&deker...), mas afirmou-se no panorama da rádio portuguesa e mudou (e obrigou os outros a mudar) o paradigma até aí instalado.
Pelo que foi, pelo que é e, certamente, pelo que será merece parabéns.
.........
Daqui a dois dias é a vez do PÚBLICO comemorar 18 anos. Com a edição de 2 de Março será distribuido a réplica do jornal com a data de 1 de Janeiro de 2000. Ou seja, uma edição que apesar de feita e impressa, não chegou a ser distribuida.
Por razões técnicas a data de nascimento do diário do grupo sonae foi adiada dois meses. Aqui o escriba fez parte da enorme equipa que deu vida a este projecto jornalístico que, tal como a TSF na rádio, mudou para sempre a imprensa escrita em Portugal.
A todos os camaradas que ainda lá se encontram envio um abraço fraterno, mas do que eu tenho saudades é da loucura saudável do Vicente Jorge Silva; do ar austero mas amigo do Jorge Wemans; da liberdade do Torcato; do talento do Adelino Gomes; da companhia da minha comadre Ivone; das birras da Cristina Sampaio...
até sempre camaradas
Há 20 anos morreu a «telefonia» e nasceu a «rádio». E a rádio, neste caso, é a TSF. Sempre em cima do acontecimento, com notícias de meia em meia hora, tem sido, para mim, a companhia de inúmeras viagens. Primeiro nas intermináveis filas da auto-estrada; agora nas deslocações mais ou menos longas a que não se pode fugir.
Começou pirata, esteve no centro de estórias de faca e alguidar (quem não se lembra do assalto do Rangel com um black&deker...), mas afirmou-se no panorama da rádio portuguesa e mudou (e obrigou os outros a mudar) o paradigma até aí instalado.
Pelo que foi, pelo que é e, certamente, pelo que será merece parabéns.
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Daqui a dois dias é a vez do PÚBLICO comemorar 18 anos. Com a edição de 2 de Março será distribuido a réplica do jornal com a data de 1 de Janeiro de 2000. Ou seja, uma edição que apesar de feita e impressa, não chegou a ser distribuida.
Por razões técnicas a data de nascimento do diário do grupo sonae foi adiada dois meses. Aqui o escriba fez parte da enorme equipa que deu vida a este projecto jornalístico que, tal como a TSF na rádio, mudou para sempre a imprensa escrita em Portugal.
A todos os camaradas que ainda lá se encontram envio um abraço fraterno, mas do que eu tenho saudades é da loucura saudável do Vicente Jorge Silva; do ar austero mas amigo do Jorge Wemans; da liberdade do Torcato; do talento do Adelino Gomes; da companhia da minha comadre Ivone; das birras da Cristina Sampaio...
até sempre camaradas
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
Estatística
Quando se fala de números lembro-me sempre da estória em que o rico comeu duas galinhas e o pobre nenhuma, mas para a estatística, cada um comeu uma.
José Socrátes, está contente. Diz ele que «pela primeira vez, nos últimos 10 anos, temos mais alunos no ensino Básico e Secundário».
Aconselho o primeiro-ministro a ir procurar as razões para «esse sucesso», aos números do INE de há dez anos atrás. Talvez consiga perceber que nessa altura - apesar de tudo - nasceram mais bébes em Portugal. E, o mais provável, é eles andarem (ainda que a custo...) por aí.
Quando se fala de números lembro-me sempre da estória em que o rico comeu duas galinhas e o pobre nenhuma, mas para a estatística, cada um comeu uma.
José Socrátes, está contente. Diz ele que «pela primeira vez, nos últimos 10 anos, temos mais alunos no ensino Básico e Secundário».
Aconselho o primeiro-ministro a ir procurar as razões para «esse sucesso», aos números do INE de há dez anos atrás. Talvez consiga perceber que nessa altura - apesar de tudo - nasceram mais bébes em Portugal. E, o mais provável, é eles andarem (ainda que a custo...) por aí.
segunda-feira, fevereiro 25, 2008
sábado, fevereiro 23, 2008
Não Seremos Pais Incógnitos
Nao seremos pais incógnitos
Netos de filhos ignaros
Mas nestes livros avaros
Só moralizam os tolos
Quem tem farelos tem quintas
Diz o bom rei ao soldado
No tempo em que o rei Fernando
Passava por ser honrado
No tempo em que Dona Márcia
Filha de Mércia Condessa
Cantava Chácaras do tempo
Em que era madre abadessa
Também depunha o meirinho
Filho de D. Charlatao
Há que vidas os nao via
Mas sei de que filhos são
Zeca Afonso
Nao seremos pais incógnitos
Netos de filhos ignaros
Mas nestes livros avaros
Só moralizam os tolos
Quem tem farelos tem quintas
Diz o bom rei ao soldado
No tempo em que o rei Fernando
Passava por ser honrado
No tempo em que Dona Márcia
Filha de Mércia Condessa
Cantava Chácaras do tempo
Em que era madre abadessa
Também depunha o meirinho
Filho de D. Charlatao
Há que vidas os nao via
Mas sei de que filhos são
Zeca Afonso
quinta-feira, outubro 27, 2005
Marcar o ponto...
A chuva está de volta. A malfadada chuva que tanta falta nos faz. Hoje de manhã, quando fui a Bena buscar os jornais, no regresso passei por um acidente. No sítio onde foi só pode ter sido da chuva e do vento.
Nos jornais da manhã, duas notícias me chamaram a atenção, uma pela proximidade geográfica, outra pela afinidade cultural. 60 crianças de Sousel, entre os 10 e 15 anos, deram entrada no Centro de Saúde, com vómitos, diarreias e dores. Meia dúzia deles - os mais graves - foram levados para Portalegre, mas já todos regressaram a casa. Tudo leva a crer que tenha sido uma intoxicação alimentar, no entanto alguns dos pacientes não almoçaram na escola. Mistério....
No Porto, foi descoberta uma Sinagoga datada do século XV. Sabendo nós que em Avis, houve em tempos uma forte comunidade judaica (o prof. Borges Coelho, entre outros, tem vários textos sobre o assunto) é certo que aqui existiu um matadouro e uma sinagoga. A questão é, onde? A descoberta de um destes locais contribuiria em muito para valorizar a oferta do concelho ao nível do Turismo Histórico/cultural.
Pronto. Já marquei o ponto.
A chuva está de volta. A malfadada chuva que tanta falta nos faz. Hoje de manhã, quando fui a Bena buscar os jornais, no regresso passei por um acidente. No sítio onde foi só pode ter sido da chuva e do vento.
Nos jornais da manhã, duas notícias me chamaram a atenção, uma pela proximidade geográfica, outra pela afinidade cultural. 60 crianças de Sousel, entre os 10 e 15 anos, deram entrada no Centro de Saúde, com vómitos, diarreias e dores. Meia dúzia deles - os mais graves - foram levados para Portalegre, mas já todos regressaram a casa. Tudo leva a crer que tenha sido uma intoxicação alimentar, no entanto alguns dos pacientes não almoçaram na escola. Mistério....
No Porto, foi descoberta uma Sinagoga datada do século XV. Sabendo nós que em Avis, houve em tempos uma forte comunidade judaica (o prof. Borges Coelho, entre outros, tem vários textos sobre o assunto) é certo que aqui existiu um matadouro e uma sinagoga. A questão é, onde? A descoberta de um destes locais contribuiria em muito para valorizar a oferta do concelho ao nível do Turismo Histórico/cultural.
Pronto. Já marquei o ponto.
quarta-feira, outubro 26, 2005
Viva a Liberdade de expressão
Segundo o PÚBLICO, o nosso vizinho Taveira Pinto resolveu dar um ano à RTL para abandonar as instalações. Mas não se fica por aqui: o programa semanal que a Câmara de Ponte de Sor mantinha no ar desde Abril de 2004, vai ser cancelado, e mesmo os que foram para o ar durante o mês de Outubro, não serão pagos. Para além disso a direcção da estação tem trinta dias para colocar novos contadores de água e electricidade. O motivo próximo desta decisão é a alegada recusa da estação em promever um debate, durante a última campanha autárquica, entre os candidatos à Câmara Municipal. Mas o presidente acrescenta que a RTL «nunca pautou de forma isenta a sua actividade» e acusa a actual direcção de estar ao serviço «ora do PCP, ora do PSD».
Para José Amante - ex-presidente da CMPS, e candidato da CDU à AM nas últimas eleições - director da rádio local, o estilo «trauliteiro» de Taveira Pinto não permitiu encontrar um moderador para o debate, já que a única pessoa disponível para a função era funcionário da Câmara e «afecto ao presidente» e, perante este cenário, os candidatos da CDU e do PSD recusaram.
É por demais conhecida a forma «isenta» como Taveira Pinto trata a Comunicação Social. Basta perguntar aos jornais da cidade como reage o edil, sempre que sai uma notícia que não é do seu agrado...
Segundo o PÚBLICO, o nosso vizinho Taveira Pinto resolveu dar um ano à RTL para abandonar as instalações. Mas não se fica por aqui: o programa semanal que a Câmara de Ponte de Sor mantinha no ar desde Abril de 2004, vai ser cancelado, e mesmo os que foram para o ar durante o mês de Outubro, não serão pagos. Para além disso a direcção da estação tem trinta dias para colocar novos contadores de água e electricidade. O motivo próximo desta decisão é a alegada recusa da estação em promever um debate, durante a última campanha autárquica, entre os candidatos à Câmara Municipal. Mas o presidente acrescenta que a RTL «nunca pautou de forma isenta a sua actividade» e acusa a actual direcção de estar ao serviço «ora do PCP, ora do PSD».
Para José Amante - ex-presidente da CMPS, e candidato da CDU à AM nas últimas eleições - director da rádio local, o estilo «trauliteiro» de Taveira Pinto não permitiu encontrar um moderador para o debate, já que a única pessoa disponível para a função era funcionário da Câmara e «afecto ao presidente» e, perante este cenário, os candidatos da CDU e do PSD recusaram.
É por demais conhecida a forma «isenta» como Taveira Pinto trata a Comunicação Social. Basta perguntar aos jornais da cidade como reage o edil, sempre que sai uma notícia que não é do seu agrado...
Bem vindo seja, quem vier por bem...
Ora aqui está mais um blog a escrever sobre Avis. Seja a preto e branco, seja a cores, quantos mais melhor.
Ora aqui está mais um blog a escrever sobre Avis. Seja a preto e branco, seja a cores, quantos mais melhor.
segunda-feira, outubro 24, 2005
Diálogos de café (1)
- Hoje matei um pombo.
- Então, porquê?
- Ora, ele espirrou!
.....................................................
- Não gosto de touradas.
- Então porquê? Eu cá gosto...
- Não posso gostar de uma coisa, em que aos forcados que dão o corpo ao manifesto, só pagam um lanchito, e quem ganha o dinheiro é o que anda a cavalo...
- Hoje matei um pombo.
- Então, porquê?
- Ora, ele espirrou!
.....................................................
- Não gosto de touradas.
- Então porquê? Eu cá gosto...
- Não posso gostar de uma coisa, em que aos forcados que dão o corpo ao manifesto, só pagam um lanchito, e quem ganha o dinheiro é o que anda a cavalo...
Diálogos de café (1)
- Hoje matei um pombo.
- Então, porquê?
- Ora, ele espirrou!
.....................................................
- Não gosto de touradas.
- Então porquê? Eu cá gosto...
- Não posso gostar de uma coisa, em que aos forcados que dão o corpo ao manifesto, só pagam um lanchito, e quem ganha o dinheiro é o que anda a cavalo...
- Hoje matei um pombo.
- Então, porquê?
- Ora, ele espirrou!
.....................................................
- Não gosto de touradas.
- Então porquê? Eu cá gosto...
- Não posso gostar de uma coisa, em que aos forcados que dão o corpo ao manifesto, só pagam um lanchito, e quem ganha o dinheiro é o que anda a cavalo...
Galos, galinhas, patos, pavões e outros passarões.
O governo decidiu proibir, a partir de hoje, o comércio de aves vivas em feiras e mercados. A polícia municipal de Sintra - que deve ter informação privilegiada - resolveu começar mais cedo a impor a medida, e já ontem, andou pela Feira de S. Pedro, a mandar os canários e os piriquitos regressar aos domicílios.
Quem está cheio de sorte é o Manuel Maria (refiro-me ao Carrilho...). Como a campanha acabou, já não precisa de fazer visitas a mercados. É que com o seu ar de pavão, ainda se arriscava a que lhe proibissem a entrada em alguma feira.
O que não invejo é o trabalho que a fiscalização irá ter: passarões é o que não faltam para aí, e muitos até andam disfarçados, principalmente de políticos e dirigentes desportivos...
O governo decidiu proibir, a partir de hoje, o comércio de aves vivas em feiras e mercados. A polícia municipal de Sintra - que deve ter informação privilegiada - resolveu começar mais cedo a impor a medida, e já ontem, andou pela Feira de S. Pedro, a mandar os canários e os piriquitos regressar aos domicílios.
Quem está cheio de sorte é o Manuel Maria (refiro-me ao Carrilho...). Como a campanha acabou, já não precisa de fazer visitas a mercados. É que com o seu ar de pavão, ainda se arriscava a que lhe proibissem a entrada em alguma feira.
O que não invejo é o trabalho que a fiscalização irá ter: passarões é o que não faltam para aí, e muitos até andam disfarçados, principalmente de políticos e dirigentes desportivos...
domingo, outubro 23, 2005
Pontapé para a bancada.
Espero, sinceramente, que o Sporting, apesar de ir a Barcelos que como toda a gente sabe tem como símbolo um galo, não apanhe a «gripe das aves». Até porque isso podia dar ideias aos que, a todo o custo, querem ver o clube da águia fora da corrida do título. Ainda eram capazes de exigir que o GLORIOSO mudasse de emblema, coisa que seria de todo inaceitável, e levaria o clube da LUZ (com caixa alta, pois então) a pedir, imediatamente, a adesão à Liga Espanhola.
Espero, sinceramente, que o Sporting, apesar de ir a Barcelos que como toda a gente sabe tem como símbolo um galo, não apanhe a «gripe das aves». Até porque isso podia dar ideias aos que, a todo o custo, querem ver o clube da águia fora da corrida do título. Ainda eram capazes de exigir que o GLORIOSO mudasse de emblema, coisa que seria de todo inaceitável, e levaria o clube da LUZ (com caixa alta, pois então) a pedir, imediatamente, a adesão à Liga Espanhola.
terça-feira, outubro 18, 2005
Hara-kiri
Infelizmente o Zaratustra concretizou a ameaça de suicídio. É pena. Basta olhar para os blogs (ou para os comentários, ainda mais agora que estão reduzidos ao portal de Avis) para se perceber que o Tiago fazia falta. Acabou a campanha, acabaram as eleições, mas não acabaram os motivos para se exercer, de forma continuada, a cidadania. Uma coisa é uma força política – no caso a CDU – ganhar as eleições e assumir a gestão da Autarquia, conforme desejo expresso, de forma inequívoca, pelos eleitores; outra, bem diferente, é o direito que todos e cada um temos, para dar a nossa opinião sobre a comunidade em que estamos inseridos.
Alguns dos comentários que li durante o período eleitoral criticavam o facto de haver pessoas que «iam para os cafés discutir». Por mais voltas que dê à cabeça não me parece que venha mal ao mundo por isso. Antes pelo contrário. Desde sempre os cafés, as tabernas ou os bares foram sítios de tertúlias, de troca de ideias, de confrontação de argumentos. Da discussão nasce a luz.Estou em crer que ele volta, até porque, se assim não acontecer, com quem é que eu vou «discutir»? Não será, certamente, com o anónimo (O povo unido said...) que infelizmente para ele não deve ter acabado o ensino básico e que, por isso, consegue ler nos meus textos coisas que eu não escrevi...
Infelizmente o Zaratustra concretizou a ameaça de suicídio. É pena. Basta olhar para os blogs (ou para os comentários, ainda mais agora que estão reduzidos ao portal de Avis) para se perceber que o Tiago fazia falta. Acabou a campanha, acabaram as eleições, mas não acabaram os motivos para se exercer, de forma continuada, a cidadania. Uma coisa é uma força política – no caso a CDU – ganhar as eleições e assumir a gestão da Autarquia, conforme desejo expresso, de forma inequívoca, pelos eleitores; outra, bem diferente, é o direito que todos e cada um temos, para dar a nossa opinião sobre a comunidade em que estamos inseridos.
Alguns dos comentários que li durante o período eleitoral criticavam o facto de haver pessoas que «iam para os cafés discutir». Por mais voltas que dê à cabeça não me parece que venha mal ao mundo por isso. Antes pelo contrário. Desde sempre os cafés, as tabernas ou os bares foram sítios de tertúlias, de troca de ideias, de confrontação de argumentos. Da discussão nasce a luz.Estou em crer que ele volta, até porque, se assim não acontecer, com quem é que eu vou «discutir»? Não será, certamente, com o anónimo (O povo unido said...) que infelizmente para ele não deve ter acabado o ensino básico e que, por isso, consegue ler nos meus textos coisas que eu não escrevi...
sábado, outubro 15, 2005
A vida é assim.
Há poucos dias, estavam os três de «candeias às avessas», argumentando uns contra os outros, no debate da Rádio Portalegre. Hoje, quase que aposto que às nueve de la noche estarão todos a puxar para o mesmo lado. Era bom que se conseguisse este desiderato em coisas bem mais importantes do que um jogo de futebol.
Diário de um hooligan
Tive acesso a uma sondagem encomendada pelo PC (Pinto da Costa) que dá um empate técnico entre o FCP e o SLB no jogo de logo à noite. Como as sondagens se enganaram redondamente nas autárquicas do Porto, e o candidato apoiado pelo Pintinho perdeu, tenho quase a certeza que hoje vai acontecer o mesmo.
Há poucos dias, estavam os três de «candeias às avessas», argumentando uns contra os outros, no debate da Rádio Portalegre. Hoje, quase que aposto que às nueve de la noche estarão todos a puxar para o mesmo lado. Era bom que se conseguisse este desiderato em coisas bem mais importantes do que um jogo de futebol.
Diário de um hooligan
Tive acesso a uma sondagem encomendada pelo PC (Pinto da Costa) que dá um empate técnico entre o FCP e o SLB no jogo de logo à noite. Como as sondagens se enganaram redondamente nas autárquicas do Porto, e o candidato apoiado pelo Pintinho perdeu, tenho quase a certeza que hoje vai acontecer o mesmo.
terça-feira, outubro 11, 2005
Algumas notas sobre os resultados eleitorais
i. Estavam inscritos 4236 eleitores e votaram 3173 (74,91%). Comparativamente a 2001, houve menos 140 inscritos, menos 55 votantes, mas a percentagem de afluência às urnas foi maior (tinha sido 73,77);
ii. Os brancos e nulos mantiveram-se dentro dos mesmos números 67/65 e 52/47;
iii. A CDU perdeu 14 votos expressos (1821), mas aumentou a percentagem de 56,85 para 57,39;
iv. O PS aumentou 2 votos (843) e meio ponto em percentagem (26.05/26.57)
v. O PSD perdeu 50 votos em relação a 2001 (390/440) baixando de 13.63% para 12.29%
Ou seja: o eleitorado no geral manteve as mesmíssimas opções de voto.
vi. Nos resultados para a Assembleia Municipal a CDU aumentou os votos em relação a 2001 (1829/1784) tendo mesmo conseguido mais 7 votos do que para a Câmara;
vii. Também o PS aumentou em relação às últimas eleições (840/834), mas a sua lista teve menos 3 votos do que a da CM.
viii.O PSD perdeu cerca de 100 votos para 2001. Tendo conseguido menos 23 votos do que para a Câmara.
Será caso para dizer que o Joaquim Augusto foi o candidato que acrescentou mais votos com a sua candidatura. Rui Barrento (mais 3) e o Manuel Maria (menos 7), até porque as suas listas tiveram mais votos não são, por si só, mais-valias eleitorais.
ix. A CDU fez o pleno nas Assembleias de Freguesia, conquistando Valongo aos socialistas. Bastaram mais 12 votos que em 2001 (108/96) e um aumento de 7 votos do PSD para que o PS com menos 15 votos (83/99) perdesse a Junta. Como votaram menos 9 eleitores (239/248) é difícil perceber a razão deste resultado: tanto pode ter sido por transferência de votos, como pelo menor número de votantes. É de referir que os 15 votos a menos no PS representam em termos de percentagem menos 4 pontos.
x. Em Figueira e Barros, onde os socialistas depositavam esperanças de um bom resultado, apesar da grande subida em votos e percentagem (44/17.19 – 78/29.32) não foi suficiente para tirar sequer a maioria absoluta à CDU. Há, no entanto a registar um retrocesso da coligação PCP/PEV nesta freguesia, ao arrepio da tendência geral (153/59,77 em 2001, 144/54,14 em 2005). Com sensivelmente o mesmo número de inscritos (306/308) votaram mais 10 eleitores. O PSD passou de segunda para terceira força (47/18,36 – 39/14,66);
xi.Também no Ervedal o PSD baixou ao terceiro lugar apersar de ter perdido apenas 2 votos (81/79). Quem subiu foi o PS: de 65/16,7 para 94/22,71, mas avantagem da CDU era tão larga que se deram ao «luxo» de perder 20 votos (224/244) e manter a maioria absoluta, embora perdendo 6 pontos (60,70/54,11);
xii.Em «Bena» a CDU reforçou a percentagem e a respectiva maioria apesar de ter perdido votos: (344/56,77 em 2005 contra 395/60,77 este ano). O PS baixou 23 votos e cerca de 1 ponto e meio na percentagem. O PSD subiu de 66 para 76. Nesta freguesia houve menos 62 inscritos e votaram menos 44.
xiii. Na Aldeia Velha o PCP-PEV não deixou os seus créditos por mãos alheias e aumentou de 145 para 156 votos, e de 54,10 para 62,15. Aqui o PS foi-se m bocado abaixo tendo perdido 6,5% (34,7 para 28,29) e 22 votos (93/71). O PSD é quase inexistente por estes lados (19/18)
xiv. No Alcorrego, a freguesia com mais jovens do concelho, a CDU obteve exactamente o mesmo número de votos que em 2001 (237), o PS subiu de 40 para 51 e o PSD desceu de 21 para 10 (curiosamente o mesmo número de votos que o PS ganhou). Votaram mais 3 eleitores do que nas últimas autárquicas;
xv. Na freguesia da sede do concelho a CDU reforçou a votação e a percentagem (515/48,63% - 587/55,64%). O PS manteve-se estável e o PSD desceu cerca de 6%. Quer no número de inscritos (1504/1515) quer no de votantes (1055-1059) não houve alterações de monta.
i. Estavam inscritos 4236 eleitores e votaram 3173 (74,91%). Comparativamente a 2001, houve menos 140 inscritos, menos 55 votantes, mas a percentagem de afluência às urnas foi maior (tinha sido 73,77);
ii. Os brancos e nulos mantiveram-se dentro dos mesmos números 67/65 e 52/47;
iii. A CDU perdeu 14 votos expressos (1821), mas aumentou a percentagem de 56,85 para 57,39;
iv. O PS aumentou 2 votos (843) e meio ponto em percentagem (26.05/26.57)
v. O PSD perdeu 50 votos em relação a 2001 (390/440) baixando de 13.63% para 12.29%
Ou seja: o eleitorado no geral manteve as mesmíssimas opções de voto.
vi. Nos resultados para a Assembleia Municipal a CDU aumentou os votos em relação a 2001 (1829/1784) tendo mesmo conseguido mais 7 votos do que para a Câmara;
vii. Também o PS aumentou em relação às últimas eleições (840/834), mas a sua lista teve menos 3 votos do que a da CM.
viii.O PSD perdeu cerca de 100 votos para 2001. Tendo conseguido menos 23 votos do que para a Câmara.
Será caso para dizer que o Joaquim Augusto foi o candidato que acrescentou mais votos com a sua candidatura. Rui Barrento (mais 3) e o Manuel Maria (menos 7), até porque as suas listas tiveram mais votos não são, por si só, mais-valias eleitorais.
ix. A CDU fez o pleno nas Assembleias de Freguesia, conquistando Valongo aos socialistas. Bastaram mais 12 votos que em 2001 (108/96) e um aumento de 7 votos do PSD para que o PS com menos 15 votos (83/99) perdesse a Junta. Como votaram menos 9 eleitores (239/248) é difícil perceber a razão deste resultado: tanto pode ter sido por transferência de votos, como pelo menor número de votantes. É de referir que os 15 votos a menos no PS representam em termos de percentagem menos 4 pontos.
x. Em Figueira e Barros, onde os socialistas depositavam esperanças de um bom resultado, apesar da grande subida em votos e percentagem (44/17.19 – 78/29.32) não foi suficiente para tirar sequer a maioria absoluta à CDU. Há, no entanto a registar um retrocesso da coligação PCP/PEV nesta freguesia, ao arrepio da tendência geral (153/59,77 em 2001, 144/54,14 em 2005). Com sensivelmente o mesmo número de inscritos (306/308) votaram mais 10 eleitores. O PSD passou de segunda para terceira força (47/18,36 – 39/14,66);
xi.Também no Ervedal o PSD baixou ao terceiro lugar apersar de ter perdido apenas 2 votos (81/79). Quem subiu foi o PS: de 65/16,7 para 94/22,71, mas avantagem da CDU era tão larga que se deram ao «luxo» de perder 20 votos (224/244) e manter a maioria absoluta, embora perdendo 6 pontos (60,70/54,11);
xii.Em «Bena» a CDU reforçou a percentagem e a respectiva maioria apesar de ter perdido votos: (344/56,77 em 2005 contra 395/60,77 este ano). O PS baixou 23 votos e cerca de 1 ponto e meio na percentagem. O PSD subiu de 66 para 76. Nesta freguesia houve menos 62 inscritos e votaram menos 44.
xiii. Na Aldeia Velha o PCP-PEV não deixou os seus créditos por mãos alheias e aumentou de 145 para 156 votos, e de 54,10 para 62,15. Aqui o PS foi-se m bocado abaixo tendo perdido 6,5% (34,7 para 28,29) e 22 votos (93/71). O PSD é quase inexistente por estes lados (19/18)
xiv. No Alcorrego, a freguesia com mais jovens do concelho, a CDU obteve exactamente o mesmo número de votos que em 2001 (237), o PS subiu de 40 para 51 e o PSD desceu de 21 para 10 (curiosamente o mesmo número de votos que o PS ganhou). Votaram mais 3 eleitores do que nas últimas autárquicas;
xv. Na freguesia da sede do concelho a CDU reforçou a votação e a percentagem (515/48,63% - 587/55,64%). O PS manteve-se estável e o PSD desceu cerca de 6%. Quer no número de inscritos (1504/1515) quer no de votantes (1055-1059) não houve alterações de monta.
segunda-feira, outubro 10, 2005
Solidariedade é preciso... e calma também
Quem lê os blogs que escrevem sobre Avis sabe que entre O Maranhão e o Zaratrusta as diferenças são muitas. Mas, independentemente de se poder criticar a linguagem mais desabrida* utilizada pelo «filósofo», não são de todo admissíveis os ataques pessoais que o seu autor tem sido vítima. Mais vale alguém que pensa pela sua cabeça (ainda que mal) do que quem pense pelas cabeças de outros. Isto vale para todos: só assim se entende que as listas da CDU integrem nomes de pessoas que já militaram no PSD e que nas do PS participem antigos comunistas.
Apetece-me citar um blog amigo («À Liberdade, que é sempre demasiado pouca») e um livro (A Superioridade Moral dos Comunistas).
Aos outros - aqueles que são incapazes de aceitar o resultado de uma votação democrática - não digo nada...
*O melhor é escolheres outro jornal para fazer o estágio...
Quem lê os blogs que escrevem sobre Avis sabe que entre O Maranhão e o Zaratrusta as diferenças são muitas. Mas, independentemente de se poder criticar a linguagem mais desabrida* utilizada pelo «filósofo», não são de todo admissíveis os ataques pessoais que o seu autor tem sido vítima. Mais vale alguém que pensa pela sua cabeça (ainda que mal) do que quem pense pelas cabeças de outros. Isto vale para todos: só assim se entende que as listas da CDU integrem nomes de pessoas que já militaram no PSD e que nas do PS participem antigos comunistas.
Apetece-me citar um blog amigo («À Liberdade, que é sempre demasiado pouca») e um livro (A Superioridade Moral dos Comunistas).
Aos outros - aqueles que são incapazes de aceitar o resultado de uma votação democrática - não digo nada...
*O melhor é escolheres outro jornal para fazer o estágio...
sexta-feira, outubro 07, 2005
quarta-feira, outubro 05, 2005
Programas eleitorais comparados
Continuo sem conseguir aceder ao programa da CDU na net, mas «mão amiga» fez-me chegar o dito cujo em papel. Assim sendo, os posts de baixo foram actualizados.
Cultura
Dos programas em análise o PS (prático) apresenta a proposta da criação de «doze rotas» culturais a serem desenvolvidas ao longo do ano. O PSD (teórico) apresenta um texto que podia servir de introdução à proposta dos socialistas. A saber: «integrar a política cultural do Município no processo económico, social e político de desenvolvimento local, criando novos postos de trabalho, dinamizando o turismo e aumentando o reconhecimento do concelho de Avis.(...)». A CDU apresenta um programa de continuidade com algumas novas propostas, ainda que não completamente concretizadas, tal como a da construção de um Fórum Municipal de Cultura.
A criação de um Centro Documental sobre a Ordem de Avis e a criação do Conselho Municipal de Cultura só pecam por tardias...
Comentário de O Maranhão: Independentemente de podermos achar que as actividades podiam ser outras (cada cabeça sua sentença...) a proposta do PS para se criar uma identidade que funcione como um «chapéu-de-sol» dos eventos culturais, parece-nos uma boa ideia. É inegável que no passado o concelho tem tido eventos culturais múltiplos, mas também é verdade que têm sido «vendidos» de forma pouco visível e desgarrada. Transformar a actividade cultural num «produto», aumenta a possibilidade de sucesso se o objectivo for o de promover a imagem de Avis para o exterior.
O Centro de Documentação da Ordem de Avis pode ser a âncora do Turismo Histórico, mas não pode ser apenas isso. Deve, no meu entender, incentivar para o estudo da Ordem investigadores conceituados, atribuindo bolsas de estudo anuais; lançar a nível nacional um concurso para os alunos do secundário; promover uma conferência anual que seja referência no meio académico, fazendo-a coincidir com a Feira Medieval de cariz mais popular; lançar um concurso de ideias sobre o que, e como, se deve fazer um espaço museológico dedicado à Ordem; contactar, em Espanha, associações e especialistas da Ordem de Calatrava e acertar parcerias. Se assim não for, será mais uma oportunidade perdida...
Actividade Económica
Em mais de uma coisa socialistas e social-democratas estão de acordo, a saber: apoiar o comércio local (o PS diz mesmo como – procurando adquirir todos os produtos sempre que possível no concelho) e dar trabalho aos pequenos empreiteiros nomeadamente na recuperação do parque habitacional degradado.Também concordam na forma de gestão do Parque de Campismo. O PSD é mais claro e propõe-se concessionar a sua exploração; o PS diz que quer «uma gestão profissional, em que a câmara não [tenha] um papel que vá para além do estratégico». A CDU, neste particular, nada anuncia.A capacidade hoteleira do concelho também preocupa as duas listas da oposição. O PS diz que cabe aos privados avançar, mas caso isso não aconteça a própria Câmara deve dar passos nesse sentido. O PSD, propõe mesmo transformar as instalações da velha Moagem num Albergue da Juventude.Os socialistas querem um ninho de empresas no concelho, e até não se importariam que fosse nas instalações da Sulei; o PSD quer criar pólos Industriais em Benavila e Ervedal e aumentar a zona Industrial de Avis.O turismo é referenciado pelos dois programas como um dos sectores a apostar; A CDU promete lançar a 3ª fase da Zona Industrial de Avis e estender a outras freguesias Zonas de actividades económicas. De resto, esta força política, aposta no Plano de Ordenamento da Albufeira do Maranhão, do qual espera uma «forte repercussão no desenvolvimento local» com base «cada vez mais, na actividade turística».
Comentário do Maranhão: Faz-me muita confusão apostar no desenvolvimento industrial (que não temos) e «relativizar» o turismo (mais o PS e PSD, menos a CDU). Acredito que a criação de uma empresa Municipal, de capitais públicos e privados, para gerir e coordenar todo o sector turístico é fundamental para haver uma estratégia que coordene e aproveite tudo o que há para oferecer neste campo: albufeira, Camping, Piscinas, Museus, eventos tipo Feira Franca, Gastronomia, etc. De assinalar que apesar da economia concelhia ter uma forte componente agrícola as referências serem minimais: para o PS é essencial a «promoção das marcas comerciais do concelho, nomeadamente as que estão ligadas à actividade agrícola», o PSD diz o mesmo de uma forma mais curta - «apoiar a produção de iguarias e produtos tradicionais». E no programa da CDU as poucas referências também são subliminares. É sintomático.
Câmara Municipal
O PS quer «melhorar a imagem dos funcionários da câmara, (...) [e] distinguir os mais competentes e cumpridores». Diz ainda que acredita que «os funcionários que têm brio profissional não se podem sentir bem no meio desta desorganização». «Reorganizar os serviços [de forma a evitar] o desperdício e a falta de controle» [e] «servir melhor a população» é um dos objectivos.Também o PSD promete «proceder aos ajustamentos funcionais que respeitem os direitos dos trabalhadores, a sua formação e a melhoria das condições de trabalho».
Os socialistas dizem que caso sejam eleitos reduzem o número de assessores e que os substituem, prioritariamente, por «por pessoas do concelho, nomeadamente, jovens que pela sua formação sejam um valor acrescentado para a gestão do município».
O PSD diz que vai criar uma linha de «atendimento telefónico personalizado e gratuito» que permita aos munícipes ter acesso «à informação sobre os processos» e, na página da internet, pretende disponibilizar documentação informativa e os formulários do Município. Promete ainda facturar o saneamento básico de acordo com o agregado familiar.
Por seu lado a CDU diz que vai desburocratizar e modernizar a gestão administrativa, aprofundando a utilização de sistemas informáticos e da internet. Promete criar Postos de atendimento nas Freguesias e, preto no branco, «adaptar o antigo edifício da Moagem para sede do Município» de forma a aí concentrar os diversos serviços».
Comentário do Maranhão: Acredito que a figura do «assessor» foi prevista pelo legislador para serem, como diz o PS, mais-valias para quem governa. Não é exigível que um presidente da Câmara domine todos os assuntos. Sendo assim, torna-se necessário que se rodeie de técnicos com experiência reconhecida que estudem os dossiers e o aconselhem de forma a decidir «politicamente» quais as decisões a tomar. Não me parece que sejam cargos para serem desempenhados «por jovens» - logo com pouca experiência - ou que, necessariamente, tenham de ser do concelho, caso haja melhores soluções vindas do «estrangeiro»...
Com a saída da CMA do Centro Histórico, duas coisas podem acontecer: ou o espaço é aproveitado e dinamizado com outras actividades e consegue-se repovoar a zona, ou será, defenitivamente, um espaço fantasma. Como as obras de adaptação ainda devem demorar, há tempo para pensar no que há a fazer para que isso não aconteça. Pessoalmente, acho que o equipamento em questão está mais vocacionado para outros fins (cultura e lazer...), mas, como o outro diz, «eles é que têm os livros...»
Saúde
Os «laranjas» propõem «a aquisição do lar da 3ª Idade à Santa Casa da Misericórdia de Avis para instalação dos serviços da Câmara. (...) Em contrapartida, a Santa Casa poderia construir um novo lar junto ao internamento do Centro de Saúde de Avis, aumentando e melhorando a sua capacidade». Querem ainda criar «em parceria com as Instituições de Solidariedade Social do concelho, uma rede de Centros de Acolhimento Nocturnos para os idosos e pessoas que vivam sós».
Os socialistas querem «reunir com os dirigentes da saúde no distrito para que de uma forma serena e responsável se possa rentabilizar o centro de saúde de Avis».
Os comunistas vão continuar a exigir do governo, mais médicos de família e enfermeiros de forma a repor o funcionamento do Centro de Saúde 24 horas por dia.
Prometem ainda apoiar a conclusão do Centro de Noite em Valongo, e juntamente com a Misericórdia e a Segurança Social avançar para a construção de um outro no Ervedal.
Comentário do Maranhão: Pelas últimas notícias a proposta do PSD para a «permuta» de instalações, vem atrasada, já que este executivo - ao que corre por aí - adquiriu instalações, exactamente para esse fim. Mas, com imaginação, talvez uma coisa não impeça a outra...Suponho que o objectivo do PS, ao querer reunir-se com a ARS da zona seja conseguir que o Centro de Saúde esteja aberto mais horas, ou mesmo as 24 horas. Julgo saber que a Câmara actual também se reuniu em tempos com a ARS exactamente com os mesmos fins. No entanto, depois de lermos o programa do PS, desconfiamos que não deve ter sido de «forma serena e responsável»...
Continuo sem conseguir aceder ao programa da CDU na net, mas «mão amiga» fez-me chegar o dito cujo em papel. Assim sendo, os posts de baixo foram actualizados.
Cultura
Dos programas em análise o PS (prático) apresenta a proposta da criação de «doze rotas» culturais a serem desenvolvidas ao longo do ano. O PSD (teórico) apresenta um texto que podia servir de introdução à proposta dos socialistas. A saber: «integrar a política cultural do Município no processo económico, social e político de desenvolvimento local, criando novos postos de trabalho, dinamizando o turismo e aumentando o reconhecimento do concelho de Avis.(...)». A CDU apresenta um programa de continuidade com algumas novas propostas, ainda que não completamente concretizadas, tal como a da construção de um Fórum Municipal de Cultura.
A criação de um Centro Documental sobre a Ordem de Avis e a criação do Conselho Municipal de Cultura só pecam por tardias...
Comentário de O Maranhão: Independentemente de podermos achar que as actividades podiam ser outras (cada cabeça sua sentença...) a proposta do PS para se criar uma identidade que funcione como um «chapéu-de-sol» dos eventos culturais, parece-nos uma boa ideia. É inegável que no passado o concelho tem tido eventos culturais múltiplos, mas também é verdade que têm sido «vendidos» de forma pouco visível e desgarrada. Transformar a actividade cultural num «produto», aumenta a possibilidade de sucesso se o objectivo for o de promover a imagem de Avis para o exterior.
O Centro de Documentação da Ordem de Avis pode ser a âncora do Turismo Histórico, mas não pode ser apenas isso. Deve, no meu entender, incentivar para o estudo da Ordem investigadores conceituados, atribuindo bolsas de estudo anuais; lançar a nível nacional um concurso para os alunos do secundário; promover uma conferência anual que seja referência no meio académico, fazendo-a coincidir com a Feira Medieval de cariz mais popular; lançar um concurso de ideias sobre o que, e como, se deve fazer um espaço museológico dedicado à Ordem; contactar, em Espanha, associações e especialistas da Ordem de Calatrava e acertar parcerias. Se assim não for, será mais uma oportunidade perdida...
Actividade Económica
Em mais de uma coisa socialistas e social-democratas estão de acordo, a saber: apoiar o comércio local (o PS diz mesmo como – procurando adquirir todos os produtos sempre que possível no concelho) e dar trabalho aos pequenos empreiteiros nomeadamente na recuperação do parque habitacional degradado.Também concordam na forma de gestão do Parque de Campismo. O PSD é mais claro e propõe-se concessionar a sua exploração; o PS diz que quer «uma gestão profissional, em que a câmara não [tenha] um papel que vá para além do estratégico». A CDU, neste particular, nada anuncia.A capacidade hoteleira do concelho também preocupa as duas listas da oposição. O PS diz que cabe aos privados avançar, mas caso isso não aconteça a própria Câmara deve dar passos nesse sentido. O PSD, propõe mesmo transformar as instalações da velha Moagem num Albergue da Juventude.Os socialistas querem um ninho de empresas no concelho, e até não se importariam que fosse nas instalações da Sulei; o PSD quer criar pólos Industriais em Benavila e Ervedal e aumentar a zona Industrial de Avis.O turismo é referenciado pelos dois programas como um dos sectores a apostar; A CDU promete lançar a 3ª fase da Zona Industrial de Avis e estender a outras freguesias Zonas de actividades económicas. De resto, esta força política, aposta no Plano de Ordenamento da Albufeira do Maranhão, do qual espera uma «forte repercussão no desenvolvimento local» com base «cada vez mais, na actividade turística».
Comentário do Maranhão: Faz-me muita confusão apostar no desenvolvimento industrial (que não temos) e «relativizar» o turismo (mais o PS e PSD, menos a CDU). Acredito que a criação de uma empresa Municipal, de capitais públicos e privados, para gerir e coordenar todo o sector turístico é fundamental para haver uma estratégia que coordene e aproveite tudo o que há para oferecer neste campo: albufeira, Camping, Piscinas, Museus, eventos tipo Feira Franca, Gastronomia, etc. De assinalar que apesar da economia concelhia ter uma forte componente agrícola as referências serem minimais: para o PS é essencial a «promoção das marcas comerciais do concelho, nomeadamente as que estão ligadas à actividade agrícola», o PSD diz o mesmo de uma forma mais curta - «apoiar a produção de iguarias e produtos tradicionais». E no programa da CDU as poucas referências também são subliminares. É sintomático.
Câmara Municipal
O PS quer «melhorar a imagem dos funcionários da câmara, (...) [e] distinguir os mais competentes e cumpridores». Diz ainda que acredita que «os funcionários que têm brio profissional não se podem sentir bem no meio desta desorganização». «Reorganizar os serviços [de forma a evitar] o desperdício e a falta de controle» [e] «servir melhor a população» é um dos objectivos.Também o PSD promete «proceder aos ajustamentos funcionais que respeitem os direitos dos trabalhadores, a sua formação e a melhoria das condições de trabalho».
Os socialistas dizem que caso sejam eleitos reduzem o número de assessores e que os substituem, prioritariamente, por «por pessoas do concelho, nomeadamente, jovens que pela sua formação sejam um valor acrescentado para a gestão do município».
O PSD diz que vai criar uma linha de «atendimento telefónico personalizado e gratuito» que permita aos munícipes ter acesso «à informação sobre os processos» e, na página da internet, pretende disponibilizar documentação informativa e os formulários do Município. Promete ainda facturar o saneamento básico de acordo com o agregado familiar.
Por seu lado a CDU diz que vai desburocratizar e modernizar a gestão administrativa, aprofundando a utilização de sistemas informáticos e da internet. Promete criar Postos de atendimento nas Freguesias e, preto no branco, «adaptar o antigo edifício da Moagem para sede do Município» de forma a aí concentrar os diversos serviços».
Comentário do Maranhão: Acredito que a figura do «assessor» foi prevista pelo legislador para serem, como diz o PS, mais-valias para quem governa. Não é exigível que um presidente da Câmara domine todos os assuntos. Sendo assim, torna-se necessário que se rodeie de técnicos com experiência reconhecida que estudem os dossiers e o aconselhem de forma a decidir «politicamente» quais as decisões a tomar. Não me parece que sejam cargos para serem desempenhados «por jovens» - logo com pouca experiência - ou que, necessariamente, tenham de ser do concelho, caso haja melhores soluções vindas do «estrangeiro»...
Com a saída da CMA do Centro Histórico, duas coisas podem acontecer: ou o espaço é aproveitado e dinamizado com outras actividades e consegue-se repovoar a zona, ou será, defenitivamente, um espaço fantasma. Como as obras de adaptação ainda devem demorar, há tempo para pensar no que há a fazer para que isso não aconteça. Pessoalmente, acho que o equipamento em questão está mais vocacionado para outros fins (cultura e lazer...), mas, como o outro diz, «eles é que têm os livros...»
Saúde
Os «laranjas» propõem «a aquisição do lar da 3ª Idade à Santa Casa da Misericórdia de Avis para instalação dos serviços da Câmara. (...) Em contrapartida, a Santa Casa poderia construir um novo lar junto ao internamento do Centro de Saúde de Avis, aumentando e melhorando a sua capacidade». Querem ainda criar «em parceria com as Instituições de Solidariedade Social do concelho, uma rede de Centros de Acolhimento Nocturnos para os idosos e pessoas que vivam sós».
Os socialistas querem «reunir com os dirigentes da saúde no distrito para que de uma forma serena e responsável se possa rentabilizar o centro de saúde de Avis».
Os comunistas vão continuar a exigir do governo, mais médicos de família e enfermeiros de forma a repor o funcionamento do Centro de Saúde 24 horas por dia.
Prometem ainda apoiar a conclusão do Centro de Noite em Valongo, e juntamente com a Misericórdia e a Segurança Social avançar para a construção de um outro no Ervedal.
Comentário do Maranhão: Pelas últimas notícias a proposta do PSD para a «permuta» de instalações, vem atrasada, já que este executivo - ao que corre por aí - adquiriu instalações, exactamente para esse fim. Mas, com imaginação, talvez uma coisa não impeça a outra...Suponho que o objectivo do PS, ao querer reunir-se com a ARS da zona seja conseguir que o Centro de Saúde esteja aberto mais horas, ou mesmo as 24 horas. Julgo saber que a Câmara actual também se reuniu em tempos com a ARS exactamente com os mesmos fins. No entanto, depois de lermos o programa do PS, desconfiamos que não deve ter sido de «forma serena e responsável»...
sexta-feira, setembro 30, 2005
quarta-feira, setembro 28, 2005
terça-feira, setembro 27, 2005
segunda-feira, setembro 26, 2005
Trova do vento que passa
"Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não."
Manuel Alegre
"Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de sevidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não."
Manuel Alegre
domingo, setembro 25, 2005
Diário de um Hooligam - 3
É sempre a mesma marmelada: ontem, nas Antas, ou no Dragão, ou lá como é que aquilo se chama, o segundo golo foi em fora-de-jogo e o primeiro nem devia ter entrado... E depois dizem que a malta é que é levada ao colo. Hoje, não espero nada de radicalmente diferente no jogo dos «lagartos». Até já estou a ver o lance de onde sairá o penalti, inventado pelo árbitro, que irá dar o empate ao Sporting...
É sempre a mesma marmelada: ontem, nas Antas, ou no Dragão, ou lá como é que aquilo se chama, o segundo golo foi em fora-de-jogo e o primeiro nem devia ter entrado... E depois dizem que a malta é que é levada ao colo. Hoje, não espero nada de radicalmente diferente no jogo dos «lagartos». Até já estou a ver o lance de onde sairá o penalti, inventado pelo árbitro, que irá dar o empate ao Sporting...
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