sábado, setembro 27, 2008




E agora o quê?!...

Este agora, entre o evasivo e a ameaça, deixa espaço à imaginação. Aceitam-se apostas e eu faço já as primeiras:

agora... quero que se lixem que eu vou ver o benfica-sporting
agora... vou chamar o correio da manhã e a tvi e fazer um «ganda« escândalo
agora... vou dar uma entrevista à «A PONTE» onde vou contar tudo de fio a pavio
agora... vou para carcavelos, que era de onde nunca devia ter saído
agora... vou «pôr-lhes um processo em cima» como fazia o Herman José
agora...

quinta-feira, setembro 25, 2008

Quem conta um conto...

Mar Seara

De nada lhe serve a boina com o sol a marrar de frente. Entre o monte e a povoação não há chaparro que lhe possa valer. Tudo descampado. Apesar da hora o magano já queima, mas tem mesmo de ser. A camioneta não espera por ninguém, e Zé Galhofa não quer perder esta viagem por nada deste mundo.
Foram anos e mais anos a sonhar com o assunto. Sozinho no campo, à volta com a bicheza, mal tinha tempo para, uma vez por mês, ir à vila ver do avio, quanto mais folgazar um dia inteiro numa passeata. Agora era diferente. Reformado, viúvo, com os filhos desmamados, podia-se dar ao luxo de aproveitar as viagens organizadas pelo presidente da Junta para os velhotes espairecerem.
É certo que a pequena courela e a meia dúzia de galinhas, coelhos e o bácoro para sustento próprio ainda lhe davam luta, até porque a reforma, apesar de bem vinda, ia-se toda no «raio dos medicamentos». No entanto, quando voltasse «lá pela tardinha» ainda viria muito a tempo de lhes dar a ração e regar os nabiços...
Desde gaiato que sonhava com o dia em que veria o mar com «aqueles que a terra há-de comer». Quando foi às sortes ainda esteve tentado a oferecer-se para a Marinha, mas o pai cortou-lhe as pernas: «Nem Marinha, nem farinha. Não penses nisso que fazes por cá muita falta. A mim e ao patrão»... - decretou. Depois de, em criança, ter sido seu ajuda na guarda dos porcos, passaram a dividir todo o trabalho no monte. Tornava-se o serviço mais leve e era mais algum a entrar em casa.
A tropa tinha-a feito em Estremoz, a poucos quilómetros do monte onde nasceu, e daí não arredou pé até passar à peluda, continuando, assim, por realizar esse seu grande desejo, ver o mar.
Nem sabia de onde lhe tinha nascido aquela ideia. Da família não era de certeza. Tudo gente do campo, de água só conheciam os ribeiros e as nascentes das redondezas. Na escola também não fora, pois era sítio de onde nunca tinha saído... Para muita pena sua que «saber fazer o nome» ter-lhe-ia dado jeito em várias ocasiões. Mas «mais vale tarde do que nunca» e, hoje, chegara o dia. O grande dia.
Chegado ao largo, aprochegou-se da carreira. Como ainda faltavam alguns minutos para a partida, resolveu puxar da bucha e comer o almocito. Hábito antigo de horários campestres. Na vila, a esta hora da manhã, havia muita gente que nem o mata-bicho ainda tinha batido. Navalha numa mão, pão e queijo na outra. A pequenos golpes, certeiros, ia lascando o petisco. Só lhe faltava a bebida. «Logo mais bebo», pensou. Daria um salto à tasca do Garrafão e aproveitaria para se precaver para a jornada «mudando a água às azeitonas».
A rapaziada da sua idade foi arribando. Homens para um lado, mulheres para outro. As conversas eram as de sempre, próprias destas idades: «O Tóino Catrapuz lá se foi, coitado»... «É verdade, coitado. E eu também não ando lá muito bem. As cruzes não me deixam em paz. Só à força de drogas é que cá me vou arranjando»...
A viagem prometia ser curta. «Menos que um fósforo», tinham-lhe dito. Daí a nada estaria a mirar o mar. Pela janela do autocarro olhou a planície ondulante, com o vento a inventar carneirinhos nas searas. A viagem tinha começado.
A camioneta cheirava a nova, com belos bancos estofados a veludo e, vejam lá, televisão a cores. A cores! O seu velho aparelho, a preto e branco, de vez em quando, passava imagens dos grandes mares deixando-o «a modos que assarapantado»... Era como que um gosto e irritação. Tudo ao mesmo tempo. Um país com tanta costa e ele, a meia dúzia de quilómetros, sem nunca ter visto o mar.
Já não faltava tudo. A Aldeia Nova já tinha ficado para trás, e estavam agora a entrar na auto-estrada. Uma hora, mais coisa, menos coisa, estaria ao pé do Oceano.
Chico Zangado, seu companheiro de jornada, não percebia a ansiedade do Galhofa: «Ó homem, olha que água é água em todo o lado»... Pudera, tinha ido ainda novo para a Outra Banda e mar, por lá, era coisa que não faltava...
Estavam a chegar. «Por favor, não se afastem uns dos outros. O almoço é ao meio-dia no sítio que lhes vou indicar», ouviu-se nas colunas da camioneta...
Foi dos primeiros a sair. Mal esperou que a doutora fizesse as últimas recomendações. Virou as costas ao sol e encaminhou-se para poente. Rumo ao mar.
Ao virar da esquina, uma enorme maré cheia espraiou-se-lhe olhos dentro. Grandiosa. Imponente. Azul, ouro e prata.«Ó compadre, é bonito, não é ?! Tão bonito que até parece uma seara...»

sexta-feira, setembro 19, 2008

Discos pedidos (1)

Tem toda a razão o Do Castelo. Mas é por manifesta falta de tempo que não tenho vindo ao(s) blog(s). E como os desejos dos amigos para mim são ordens, aqui fica uma canção francesa da qual provavelmente, e sem desculpa, me iria esquecer. Jacques Brel (peço desculpa pelas legendas em inglês...)

domingo, agosto 31, 2008


Nossa Senhora Mãe dos Homens

Cumpriu-se, no dia certo, mais uma vez a tradição: um grupo de peregrinos deixou Avis cerca das seis da manhã, com destino à capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, onde chegou cerca de três horas depois.
A missa e a procissão completaram o programa litúrgico que, desde há muito, já é bem mais do que apenas isso.
Confesso (a «confissão» revela um resquício da minha formação cristã...) que esta, foi apenas a terceira vez que participei no evento - mais propriamente na segunda parte dele -, mas já deu para entender que este acontecimento, como muitos outros por esse Portugal fora, mais do que manifestações da fé cristã, são oportunidades, cada vez mais raras, de pessoas que fazem parte da mesma comunidade falarem entre si. E ainda bem...
No campo, com a capela à vista e o Maranhão a refrescar as ideias, os petiscos vão saltando de dentro das arcas e as mesas e cadeiras vão procurando as sombras. Depois do repasto, há quem estenda as mantas e durma a sesta prometida, e quem fique à conversa com os parceiros de jornada, e outros (como eu) que após se terem «saciado» com um fabuloso rolo de carne tenham abandonado, contrafeitos, o local...Mas, pelas 18:30, Nossa Senhora voltou a casa e, com ela, trouxe quem a levou, por um dia, à sua Capela. Os carros tocaram como se um casamento fosse e, por isso, vim à rua ver passar o cortejo.

domingo, agosto 24, 2008






















O Elias nos Jogos de Pequim












Durante os jogos foram algumas as ocasiões em que o Elias se meteu com os Jogos - ou melhor dizendo com as peripécias das olimpíadas.

Aqui ficam (do primeiro publicado para o mais recente) os bonecos que foram saindo no JN.

quarta-feira, agosto 20, 2008

músicas da minha vida (e não só)

Isto que vos proponho ouvir, sendo da autoria de um «cantautor», não é uma música no sentido clássico, mas as suas palavras são música para os meus ouvidos. Para os mais novos, a sigla FMI pouco quererá dizer, mas, para os «quarentões» como eu, infelizmente, dizem muito. José Mário Branco: não podia faltar!

domingo, agosto 17, 2008

Vindo de férias...

confesso que já estava com saudades das pequenas/grandes questões locais... regressado de poucos dias à beira-mar, depois de pôr em dia os e-mails (propositademente) em atraso, o computadar levou-me aos blogs da «família»: o poolman e o do castelo!

folguei em saber que o primeiro tinha andado por sintra - coisa que para alguém que é de cascais é o mesmo que, para alguém que seja de avis ouvir dizer bem de fronteira... aliás, e para que conste, sintra é aquela terra que mesmo no pico do verão, parece que faltam sempre cinco minutos para chover. acho que não preciso dizer mais nada a esse tal de poolman...

Mas o meu amigo do castelo fala de coisas bem mais interessantes. A saber: o padre da freguesia, ficou chateado com o estendal que o RAPID fez em frente à porta da igreja do convento. vejam lá! um templo que a nossa santa igreja tão acarinha; que é um exemplo de boa conservação; que todos os dias santos está aberto à celebração; que ao longo dos tempos foi protegida de forma a não danificarem ou roubarem o seu património; que, enfim, é algo que ele, por ser o responsável do edifício (pelos vistos dono da chave...) utiliza amiúde para reunir o seu rebanho, não suporta ver incomodado por aquilo que para mim, é uma manifestação de criatividade e liberdade de alguns jovens - e também menos jovens - de avis.

é por essas e por outras, no que a mim me diz respeito, e apesar de ter sido educado na fé cristã
há muito me impede de meter os pés numa igreja, a não ser para a visitar...

apetecia-me ser mais cáustico, mas acho que não vale a pena. pensando melhor: fica para a próxima.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Músicas da minha vida (6)

E já se faz tarde para falar do Zeca. Nem é preciso justificar a escolha. Seria apenas mais uns redondos vovábulos...

domingo, julho 20, 2008

Músicas da minha vida (5)

Vi o Chico pela primeira vez ao vivo na Festa do Avante. Já não me lembro onde, se no Alto da Ajuda, se em Loures, não sei... Antes disso já fazia parte do «meu reportório» com «eu estava à toa na vida / o meu amor me chamou / para ver a banda passar /cantando coisas de amor»... Na altura, ainda não tinha pedalada para me aventurar a tocar coisas mais complicadas como, por exemplo, «Meus Caros Amigos». Mas este tema antigo que descobri no Youtube tem a vantagem de também prestar uma justa homenagem aos MPB4 que também participaram nesse meu primeiro concerto brasileiro, onde acturaram ainda Edu Lobo e, a então «desconhecida», Simone... Oiçam e divirtam-se!

quarta-feira, julho 16, 2008

Músicas da minha vida (4)

E os «dinossauros» do rock que, infelizmente, vieram a Portugal quando já não eram vivos também tem lugar nos meus «dez+». Satisfação...
Músicas da minha vida (3)

Os Beatles são uma referência incontornável para a gente da minha geração. A dificuldade está na escolha. Seleccionei esta pelo facto de ser - como está anunciado - um filme raro, mas podia ser uma outra qualquer...

terça-feira, julho 15, 2008

Músicas da minha vida (2)

Os «Shadows» são (infelizmente para os que de vez em quando me têm de gramar...) o conjunto em que eu me «inspirei» para «aprender» a tocar guitarra. Era a banda que, para além de uma carreira a solo, ficou conhecida por acompanhar o Clif Richard, presença assídua nos festivais da Eurovisão, local onde os ditos cujos «sombras» também actuaram em representação da Grã-bretanha.

Tocaram em Portugal por várias vezes durante os anos 60, e Apache e Dance On são dois dos seus temas mais conhecidos. O que talvez muita gente não saiba é que numa das suas visitas a solo luso, atravessaram o Tejo e compuseram e gravaram um tema intitulado Alentejo, aqui tocado por uma banda de tributo.
Músicas da minha vida (1)

A TSF, o RCP e a Antena 1 (com grande originalidade) têm uma rúbrica em que perguntam a várias «personalidades» quais são as canções das suas vidas. Eu sei que ninguém me perguntou nada, mas, assim como assim, nos próximos dias vou postar aqui algumas das canções da minha vida.

E começo por uma canção do Fausto que fazia parte do primeiro LP (long Play) que comprei:

Ó Partor que choras

quarta-feira, julho 09, 2008

Sinais

Há que olhar para os sinais.

Cavaco não viu o buzinão, e foi o que se viu...

Sócrates não viu os 100 mil professores, os 200 mil «comunistas», as «esperas» que lhe fazem todos os dias, e é o que se vai ver...

Logo, é importante olhar para os sinais.

*

Por exemplo: se um sinal é destruído, é preciso perceber porquê e por quem. Se foi um mero acto de vandalismo, não há outro caminho que não seja punir o «destruidor»; mas se essa atitude, revela uma insatisfação generalizada, há que, humildemente, reconhecer que não bastam uns cartazes a anunciar mudanças para que as pessoas se convençam da boa vontade das alterações.

Pessoalmente, percebo e concordo com a generalidade das alterações de trânsito dentro do Centro Histórico (o sinal proibido que impede a quem venha da Câmara o acesso até ao largo da Igreja não faz, na minha opinião, sentido...), mas, não basta apregoar uma «gestão participada».

Seria de bom tom que a vereação – mais do que os técnicos – explicassem aos moradores e utilizadores do Centro Histórico o motivo pelo qual se fizeram tais modificações.

É certo que, há tempos atrás, o plano de pormenor do Centro Histórico foi apresentado a «toda a população» no cine-teatro, mas, nestas situações não há nada como o porta-a-porta tão visto nas campanhas eleitorais...

segunda-feira, junho 30, 2008

sexta-feira, junho 20, 2008

Ricardo, 3 - Portugal, 2

... e o burro sou eu!
Abertas as inscrições para o ano lectivo 2008/09
Na Escola Profissional Abreu Callado

Clica aqui para ver o filme



A Escola Profissional Abreu Callado, de Benavila, concelho de Avis, informa que estão abertas as matrículas para o ano lectivo de 2008/09, dos cursos de Técnico de Informática de Gestão, Técnico de Turismo Ambiental e Rural e Animador Sociocultural.

Estes cursos profissionais de Nível III, destinam-se a jovens que tenham completado o 9º ano e conferem, ao fim de três anos, uma certificação profissional na área respectiva, equivalência ao 12º ano e a possibilidade de continuar a estudar no Ensino Superiror.

Quem estiver interessado em obter mais informações acerca dos cursos ou da escola pode consultar o site www.abreucallado.com.pt ou contactar o Gabinete Escolar de Apoio Profissional pelo número grátis 800 207 949.

quinta-feira, junho 19, 2008

montedomel.blogspot.com

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

seba bem vindo quem vier por bem.

segunda-feira, junho 16, 2008

O Europeu

Eu sei que não é «politicamente correcto», mas o que é que querem... Esta semana tive duas grandes alegrias: a primeira foi o anúncio da contratação do Scolari pelo Chelsea; a segunda foi o resultado do Suiça/Portugal. Passo a explicar: os poucos leitores deste blog, certamente se lembrarão de algumas diatribes escritas aqui contra o «eu é que sou burro»! Pronto, estão mais que justificadas as minhas palavras. Só existem dois tipos de homens, os que não prestam e os que não prestam para nada. Scolari pertence sem dúvida à segunda categoria. Alguém que ganha 250 mil euros por mês pode-se dar ao luxo de recusar uma proposta de 750 mil. O mesmo não direi de um pobre trabalhador que ganhando 500 se despede para ir ganhar 1500, mas dispenso-me de explicar as razões - até para não chatear os leitores.
Quanto ao resultado, é a minha costela de Hooligan a falar mais alto: que eu me lembre, na última década, sempre que a selecção entrou em campo sem um jogador do Benfica, nunca saiu vitoriosa. Aconteceu, ontem, dia 15 de Junho, e manteve-se a tradição. É para aprenderem...

sábado, junho 07, 2008

Até os comemos...

Faltam poucas horas para começar o Europeu. Mesmo aqueles que nas últimas semanas não deixaram de pensar em coisas bem mais importantes do que o «chuto na bola», hoje, às 19:45 irão estar de nariz colado à televisão. É o meu caso.
Espero que Portugal ganhe e, se possível, traga o «caneco» para casa. As várias gerações de bons futebolistas nacionais merecem uma grande vitória. É que, caso a consigam, o mérito não será apenas destes 23 jogadores, mas também de outros - de Eusébio a Figo, passando por Humberto Coelho e Carlos Manuel, Fernando Gomes e Rui Costa, só para citar alguns - que nunca tendo vencido uma grande prova internacional foram o início de tudo e inspiraram estes que lá estão agora.
Mas espero que findo o Europeu, seja qual for o resultado, olhemos para o país com olhos de ver e hajamos em conformidade. Há que pôr ordem nisto e o Governo cada vez demonstra menos capacidade para o conseguir. Depois do campeonato, é tempo de dizer: até os comemos...

domingo, junho 01, 2008

Artur Teles Grilo

Não éramos íntimos, mas sentíamos por ele uma simpatia que ultrapassava o facto de ser pai, sogro e avô de amigos nossos. Ao longo do ano víamo-lo amiúde em festas, aniversários, à porta do José Joaquim à procura de qualquer coisa para bricolar ou, no Verão, nas várias as vezes que nos acolheu no seu «quintalão». Generoso, bem-disposto, sempre de bem com a vida e com os outros, partiu ontem, sabe-se lá para onde... E como cada um de nós é um pouco dos que connosco se cruzam nesta vida, um pouco de nós partiu também. Para a Rita, Quim, Ana, Isabel, Artur, Miguel e João, aquele abraço.
Grande texto do Fernando Marques no JN
Os Avisenses

Na passada 5ª feira, pelas 21:30, realizou-se a Assembleia Geral d' «A Bola». Apenas 15 sócios estiveram presentes, e os corpos sociais foram - pode-se dizer - «reconduzidos» com um voto em branco e um nulo.

As coisas não estão famosas. Apesar de no último ano o clube ter mantido em actividade o Voleibol e o Futsal (só com atletas da terra e sem qualquer remuneração), assim como atletismo e pesca, há quem tenha saudades do futebol e não perceba porque é que ele não existe.

Eu que sou novo por cá, de uma coisa sei: o clube está assim por causa do que aconteceu no futebol!

As ajudas camarárias «prometidas» para a nova época são quase à conta para pagar as despesas fixas. Ou seja, neste momento, até o voleibol e o futsal estão seriamente comprometidos por falta de verbas para incrições e seguros obrigatórios.

A culpa, em primeira análise, é dos sócios que há muito se divorciaram do clube, mas uma marca com mais de 60 anos, que faz parte da memória colectiva da vila e do concelho, deveria suscitar mais interesse (para não utilizar outra palavra...) de quem está à frente dos destinos desta comunidade.

Se o Clube Futebol «Os Avisenses» fechasse as portas, não seria caso único no panorama associativo nacional, mas seria, certamente, muito lamentável...
O banqueiro e o anarquista

Não confundir com «O Banqueiro Anarquista» de Fernando Pessoa... O ex-banqueiro Paulo Teixeira Pinto escreveu, na edição de ontem da revista NS - distribuida com o DN e JN - «onde se escreveu "Morreu Torcato Sepúlveda" deveria antes ter-se dito que "nós perdemos Torcato Sepúlveda". Mas não a obra - e não só a escrita - que nos legou. Também enquanto responsável nesta publicação.»

Esteja lá onde estiver, o Torcato, deve estar a rir-se a bandeiras despregadas...

domingo, maio 25, 2008

Vejam bem...

Que não há
Só gaivotas
Em terra
Quando um homem
Se põe
A pensar

Quem lá vem
Dorme à noite
Ao relento
Na areia
Dorme à noite
Ao relento
Do mar

E se houver
Uma praça
De gente
Madura
E uma estátua
De febre
A arder

Anda alguém
Pela noite
À procura
E não há
Quem lhe queira
Valer

Vejam bem
Daquele homem
A fraca
Figura
Desbravando
Os caminhos
Do pão

E se houver
Uma praça
De gente
Madura
Ninguém vai
Levantá-lo
Do chão
Meia-tigela

O Santana Lopes acha que o Sócrates é um «socialista de meia-tigela»!
Cá para mim está a exagerar! A coisa bem medida não chegar para um quarto...

quinta-feira, maio 22, 2008


Tem aqui um quarto com o nome dele – o quarto do Torcato -, mas não vai voltar a usá-lo; Deixa amigos – vários – a quem ofereceu livros, fez entrevistas, conversou e desconversou; Já era um pouco de cá. Sentia-se bem aqui. Gostava dos cozinhados da Nazaré e das favas guisadas do sr. João; As minis com o Carmo e o Paulo sabiam-lhe bem; As sestas, preparavam-no para as noitadas no quintal: «Gosto dos teus amigos, pá», dizia-me. Falava de agricultura e toiros com o Quim, de política com o João e o Zé, de literatura com a Anabela e a Teresa; de tudo com todos: com as Ritas, o Zé Luís e a Luísa, com os João, com o Víctor, a Mimi, a Ilda... Ao telefone perguntava por eles e não se cansava de contar a rir como o Chino o tinha tentado convencer a aceitar um pato vivo. Partilhámos aventuras, alegrias e desilusões. Partiu ontem não sei para onde. Se soubesse havia de lá ir buscá-lo!

Morreu o "Desvairadão", ínclito bracarense, anarco-surreal-situacionista, de cuja prosa elegante e truculenta todos beneficiamos. Companheiro de todas as fronteiras, aristocrata das ideias, o Torcato vai fazer muita falta. Sejamos sérios, anda por aí muita canalha que vai desatar a insinuar que ele foi um grande jornalista... mas... tinha o defeito de odiar certos reflexos do poder económico no texto jornalístico de alguma fauna de futuros administradores. Com Torcato vai-se a prosa mais cáustica e terna da nossa depauperada imprensa cultural. Sossega camarada, vamos vingar-te!
Barcaro, in site do PÙBLICO

quarta-feira, maio 14, 2008


Como é possível...


...não saber que a Escola Mestre de Avis tem um blog?!!! E, ainda por cima actualizado, coisa qe começa a ser raro aqui por estes sítios.

segunda-feira, maio 12, 2008

Feira Medieval

É certo que o tempo não ajudou, mas a nova versão da Feira Medieval estava muito catita. Percebe-se a tentativa de espraiar os feirantes pelo Centro Histórico e - apesar de à partida achar uma boa ideia - o facto de ter estado menos gente do que seria expectável, não me deixa ter uma opinião definitiva sobre a questão.
Fica, no entanto, a confirmação sobre a valia dos «artistas» e das suas performances. E o mesmo vale para os alunos da Mestre de Avis que se portaram à altura com a apresentação do Auto da Feira. Há ali matéria prima que muito promete em termos teatrais. Actores e encenadores (leia-se professores) os meus parabéns.
Para o ano há (deve haver, digo eu...) mais. Até lá vejam as fotos no poolman...

quarta-feira, maio 07, 2008

VI Jogos Florais de Avis

É já no próximo dia 17 de Maio que terá lugar no Auditório Municipal a sessão de encerramento e a entrega de prémios dos VI Jogos Florais de Avis, organizados pelos Amigos do Concelho de Aviz - Associação Cultutral.
Aqui o escriba, este ano, aventurou-se a concorrer na categoria de conto e acabou por -sabe-se lá como?... - ser distinguido com uma Menção Honrosa.
Para memória futura, aqui fica a «obra» que enviei a concurso:

Pouca terra, pouca sorte

O ambiente estava tenso. O fumo dos cigarros não deixava ver dois palmos à frente do nariz. As faces fechadas em volta da mesa compunham a fotografia. Ao fundo ecoava um ruído que fazia lembrar um disco a rodar em morte lenta. De repente, uma voz: «rien va plus!». A esfera raspou a roleta. Segundos depois, a sentença: «Vermelho, 12».

* * *

As sopas deixavam-se comer. Joaquim e Margarida, sentados, faziam-lhes a vontade. No móvel, a televisão temperava a refeição. Era o único som na cozinha. «Vamos agora proceder à extracção dos números do Totoloto», anunciou a rapariga. Joaquim mirou o aparelho de soslaio: «Ó Guida, muda aí o canal».

* * *

Três fichas. Apenas três fichas. Era agora ou nunca. Puxou uma passa do cigarro e colocou-as no 33. Negro. Saiu vermelho. Passava das três. Noite escura como breu. Mãos na gabardine, passo estugado, desceu o jardim rumo à estação do comboio. Sacou dos trocos e comprou o bilhete na máquina. Em frente, o mar.

* * *

«Raio de tempo este», exclamou para ninguém. Ao lado, a mulher, nada disse. «Farta-se um homem de trabalhar, e é isto»... continuou ele. «Quando faz falta, não aparece, e quando não é precisa, lá vem ela... Pouca sorte a minha», protestou.

* * *

Apesar de Inverno, a noite estava amena. Atravessou a linha à descoberta da praia. Maré baixa. Puxou de um cigarro. Era o último. «Talvez seja um sinal»... pensou.

* * *

Há muito que tinha deixado de fumar, mas agora apetecia-lhe um. As trovoadas tinham-lhe dado cabo da azeitona. Pouca tinha sobrado. Um ano inteiro a tratar das oliveiras, e nada. Ou quase nada. Comparado com isso que mal lhe faria um cigarro? «Raios partam esta vida e quem a inventou». «Ó homem, tem calma. Não é a primeira, nem há-de ser a última vez que há trovoadas. Já nos aconteceu o mesmo e ainda aqui andamos»...

* * *

Mal via a água. Ouvia-a. «Pouca-terra, pouca-terra, pouca-terra». Era o comboio. «Deixá-lo ir... apanho o próximo. Aliás, tenho mesmo de embarcar noutro comboio»...

* * *

Na soleira do monte, boina puxada para a nuca, esticou-se para o céu. Lá estavam as estrelas. «Maganas. Se não fossem vocês»... O rafeiro veio ter com ele. Fez-lhe uma festa: «Então, companheiro... Vamos descansar. Amanhã é outro dia».

A Tasca do Montinho no «Expresso»

Há cinco anos que o Expresso edita o livro «Boa Cama, Boa Mesa» onde divulgam os melhores restaurantes (no entender do júri) e os melhores sítios para se dormir.
Este ano, na região alentejana, o vencedor foi a Tasquinha do Oliveira, em Évora, mas num honroso segundo lugar ex-equo aparece a Tasca do Montinho.
Estão de parabéns a Maria José e o Fava, pelo reconhecimento e estamos nós pelo privilégio de os ter ao pé da porta.
Acresce que, no que diz respeito aos restaurantes da zona de Lisboa, o «Garfo de Ouro» também calhou a outros amigos: D. Gestrudes e Henrique, do Galito, nascido na Serra d'Ossa, mas há muito a divulgar a gastronomia alentejana pela zona de Lisboa.
Aos dois parabéns e obrigado.

sábado, maio 03, 2008


Velhos são os trapos


Ontem, eu e o Manuel fomos ao Lar da Santa Casa fazer uma visita ao vizinho Zé e à mulher. Já há umas semanas que se «mudaram» para lá - se bem que só durante o dia - e o Manuel andava um bocado intrigado com a sua ausência. Quando os viu perguntou-lhes «o que é que estão aqui a fazer?»... Uma questão que ficou sem resposta.


Hoje no Público, o Carlos Dias escreve um artigo sobre aldeias-lar. Uma ideia interessante que começa agora a dar os primeiros passos. (carregar na imagem para aumentar)

sexta-feira, maio 02, 2008


A tradição já não é o que era


Escrever cartas caiu em desuso. E, pior que isso - para os serviços postais -, também caíram os lucros das empresas distribuidoras de correio. Portanto, não espanta que apareçam campanhas de publicidade apelando a que as pessoas não se deixem de escrever.
De facto, os mails, os telemóveis, os «spike» e etc, vieram revolucionar a forma como nos comunicamos. Hoje, receber uma carta é, quase sempre, sinónimo de uma conta para pagar, ou, na melhor das hipóteses, um qualquer «convite» para comprar qualquer coisa.

Pela criatividade, beleza e eficácia, deixo-vos este anúncio dos correios australianos. E, por favor, escrevam o que vos vai na alma. Nem que seja por mail...

sexta-feira, abril 25, 2008


Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo


Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, abril 24, 2008


Textos Alentejanos


Para Miguel Urbano Rodrigues, João Honrado é «o mais alentejano dos alentejanos». Para mim é apenas, e tão só, o João. Aqule que há cerca de 30 anos me telefonou de Beja para Lisboa e disse: «caga nesse gajo. Faz a mala e vem para baixo que, depois, eu trato disso»... O «gajo», no caso, é o autor do prefácio deste seu livro - Miguel Urbano Rodrigues à altura director de «o diário» - e a conversa tinha a ver com um desafio para trabalhar no Diário do Alentejo que acabaria por não aceitar. Infelizmente, esta minha decisão «atrasou» a minha vinda para o Alentejo cerca de 20 anos...

No entanto, o João, nunca me «cobrou» nada pela minha «cobardia adolescente». Antes pelo contrário, sempre que nos encontravamos falava-me como se essa questão nunca se tivesse posto.

Um dia, já em Avis, apareceu com vários originais para fazer um livro sobre Catarina Eufémia. À hora do almoço virou-se para mim e disse: «telefona aí ao Bartolomeu para irmos almoçar com ele». É certo que já sabia quem era «o Bartolomeu», mas nunca tinha falado com ele e muito menos tinha o seu número de telefone. Após alguns telefonemas, lá consegui o contacto do ex-presidente da Câmara e passados alguns minutos estavamos sentados à mesa, no Silvas, em Benavila. Já não se viam há uns anos, mas a conversa começou como se tivessem falado no dia anterior.

Ontem, em Beja, ofereceu-me o seu último livro. Recebi-o com agrado. Não que seja um escritor de alto gabarito, mas, acima de tudo, porque - mesmo sem ainda o ter lido - quase de certeza é uma obra que transpira Alentejo por todos os poros. E, nestes tempos de amnésia generalizada, é importante que não se perca uma certa memória de «Alentejo».

Quem o quiser adquirir pode fazê-lo enviando um pedido para jornal@alentejopopular.com .pt.

quinta-feira, abril 17, 2008

Sporting, 5 - Benfica, 3

A todos aqueles que me telefonaram, enviaram sms e mails, as operadoras de comunicações a operar no mercado agradecem. Eu, nem por isso...

sábado, abril 12, 2008

Mais uma vez deixei passar o prazo... para o ano há mais


Quem me diz o qu’ é preciso?
Quem m’afaga o meu penar?
Quem me mostra o Paraíso?
Quem me ajuda a acreditar?
E ainda há quem diga que os benfiquistas não gostam dos sportinguistas...

quarta-feira, abril 09, 2008

sexta-feira, abril 04, 2008

Tristezas não pagam dívidas...

Clic também aqui
Já nem com a família se pode contar.

Os meus dois primos (este e este) andam a falhar um bocado. Vamos lá a dar ao dedo. Isto de ganhar fama e deitarem-se à sombra da bananeira tem de acabar...

Coisas que não têm preço (1)


Todos nós temos coisas que não têm preço - e não me refiro a pessoas ou sentimentos. Um quadro, um boneco, um livro, um disco, sei lá eu...

No que me diz respeito, tenho várias. A começar pela «minha» colecção de elefantes, passando por um exemplar da primeira edição do policial «A Mão Esquerda do Diabo» de Dennis McShade (pseudónimo de Diniz Machado) e acabando neste disco, agora autografado pelo Fausto.

Foi o primeiro LP que comprei (nos princípios de 70) apenas porque tinha uma canção que na altura passava na rádio e da qual eu gostava particularmente: Ó Pastor que Choras.

Três décadas depois, num almoço «arranjado» por amigo comum, pedi ao autor para o autografar. Se, até agora, este disco era uma das «coisas» que nunca deixava para trás, agora não tem preço.

Lanço o repto, aos leitores de O Maranhão, para partilharem connosco, as suas coisas «sem preço». O mail está lá em cima: maranhao@iol.pt

terça-feira, abril 01, 2008



Ler Jornais é saber mais?


Hoje, todo o cuidado é pouco...


Para a mentira ser segura
E atingir profundidade
Tem de trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade


António Aleixo, in Este Livro Que Vos Deixo

sábado, março 29, 2008

Blogagem

Os blogs são espaços individuais de reflexão. Mas não são todos iguais. Existem uns mais iguais que os outros...

Por exemplo: o maranhão pertence à família do desabafos e do castelo. São blogs que embora não sendo assinados pelos nomes verdadeiros dos seus «donos», na generalidade, os leitores sabem quem eles são, quer por «sinais» que vão deixando voluntariamente transparecer nos posts, quer por, em uma ou outra ocasião, terem assumido a sua autoria.

Depois existem outros que, ao contrário destes, tudo fazem para permanecer no anonimato mais profundo. E, vivendo nós em liberdade, têm todo o direito de o fazer. No entanto, é também o facto de vivermos em liberdade, e sem nada a temer por expressar as nossas opiniões, que nos permite perguntar que tipo de motivação, medo ou seja lá o que for, leva um indivíduo a optar por não dar a cara.

Por norma estes blogs têm caixa de comentários onde os «comentadores» de serviço puxam a brasa à sua sardinha. Anonimamente, quase sempre.

O maranhão, tem todo o gosto em receber correspondência dos seus leitores, mas via mail.Não para fazer censura, mas para aquilatar da oportunidade e civilidade do texto a publicar. É que como disse ao princípio, os blogs são a casa de cada um, e cada um manda na sua casa.

Aqui fica a minha morada: maranhao@iol.pt

sexta-feira, março 28, 2008

Desertificação

Avisa-nos o Desabafos que as Finanças correm o risco de fechar.

Lembra-nos o Do Castelo que o Retiro da Ponte está «a cair aos bocados».

Preocupa-se o Tudo e mais alguma coisa com o fecho do Água Doce.

Para mim, todas estas notícias são faces da mesma moeda. Não partilho de todo a opinião de Sarsfield Cabral que, há dias no Público, se vergava à inevitabilidade do êxodo das populações do inteiror para o litoral.

Cada um fala por si. Que ele não consiga, ou não queira, descobrir uma solução para o problema, é uma coisa; Eu, na minha modesta opinião, acho que não se deve deitar a toalha ao chão.

Estou até convencido que é de todo o interesse nacional, não só criar as condições para que as populações se mantenham no interior, mas também «aliciar» cada vez mais gente para trocar a «grande cidade» pelo «campo».

Com mais gente a viver nos pequenos centros urbanos, vários problemas seriam só por isso resolvidos.

A História está cheia de exemplos de povoamentos e repovoamentos de determinados espaços geográficos. A presença humana é condição sine qua non para que haja desenvolvimento.

Há que ter imaginação – a começar pelo Poder Local – e oferecer as «motivações» adequadas aos tempos que correm.

Por mim (agora que as necessidades básicas das populações ao nível da distribuição de água, saneamento, caminhos, etc... estão generalizados) votaria de bom grado numa lista que apresentasse como um dos principais pontos do seu programa, propostas com vista ao «repovoamento» do território.










Ler jornais é saber mais?


Às vezes é. E desta vez (Outubro de 2006) aponte teve razão antes de tempo. Há ano e meio o céu apresentava-se muito «nublado», segundo palavras de um membro da Comissão de Trabalhadores da Delphi. Infelizmente, o tempo não apresentou melhorias.

A mesma notícia dizia ainda: «aponte soube junto de fontes da empresa [Lactogal] que a data provável para o encerramento da unidade fabril será durante o ano de 2009». Não actredito, mas espero que, neste caso, a notícia esteja errada.

Fica, portanto, provado - tal como diz o «nosso» primeiro-ministro - que o «número líquido» de empregos não pára de aumentar em Portugal. É uma pena Avis e Ponte de Sor, ficarem noutro país. O país real.

quinta-feira, março 27, 2008

Património degradado

Neste blog cá do burgo existe uma saudável (nem sempre...) discussão acerca do estado do património edificado na vila de Avis.

Se atendermos apenas ao Centro Histórico - e convenhamos que não seria nada mau - constatamos que se o Estado, o Patriarcado e os Lopes cuidassem daquilo que é deles o panorama seria completamente diferente. Para melhor.

Ora, qualquer um destes três proprietários referidos, têm certamente mais dinheiro que 90 por cento da população da freguesia junta. Não seria de mau tom que assumissem as suas responsabilidades sociais e tratassem de recuperar aquilo que sendo seu, pertence a todos.

Mas como já não acredito no Pai Natal, resta-me esperar sentado (ao computador) e dizer aos nossos governantes (quando falam da desertificação do interior) à Igreja (quando diz que se preocupa com os mais desfavorecidos) e aos Lopes (que não dizem nada, mas deviam dizer) que para todos haverá o «tal dia» do juízo final.

Talvez não seja é onde eles pensam que é...






















O Elias de hoje (27 Mar 08) no JN. R. Reimão / Aníbal F.






Pois é...


se fossem realmente bons, se calhar, estavam na selecção brasileira. Como provavelmente o não são, jogam na portuguesa só para nos entalar. Os dois golos gregos nasceram de duas faltas (desnecessárias) produzidas por Pepe e Bruno Alves e, como se não bastasse, na baliza - a orientar a barreira e a tentar «não» se fazer à bola - estava essa brilhante invenção do Scolari que dá pelo nome de Ricardo...

Só para chatear, os três golos do desafio, cheiraram a Benfica, só para calar o António Tadeia (lagarto até mais não poder...) que passou o jogo todo a querer substituir o Nuno Gomes. Azar!

Agora é só fazer as contas: se apenas com um jogador do Glorioso a selecção fez um golo, imaginem o que seria se lá houvessem mais.

Ah! e se com «uma espécie de guarda-redes» sofremos dois, se lá estivesse o Quim, outro galo cantaria...

terça-feira, março 25, 2008
















Tira da gaveta












Penso LOGO existe (5)

O redesign está para as empresas, como o lifting para o corpo humano. De vez em quando é preciso refrescar a imagem. Aqui fica um exemplo de uma instituição sexagenária de Benavila.

segunda-feira, março 24, 2008

Feriado Municipal

Hoje foi feriado municipal (FM) numa dúzia de concelhos alentejanos (Avis, Borba, Campo Maior, Castelo de Vide, Crato, Cuba, Mora, Nisa, Ponte de Sor, Portel, Redondo, Sousel).
Amanhã é a vez de Serpa ter o seu FM. Devem-se ter atrasado, mas, no caso, há males que vêm por bem. Ponte. Quer dizer: ponto.







penso LOGO existe (4)


às vezes as «marcas» nascem primeiro que os negócios, mas depois os negócios não avançam...

domingo, março 23, 2008

sábado, março 22, 2008

Com um dia de atraso - ontem foi Dia Mundial da Poesia - aqui fica um lindíssimo poema de Eugénio de Andrade, do livro «O Outro Lado da Terra».

As Amoras

O meu país sabe as amoras bravas
no verão.
Ninguém ignora que não é grande,
nem inteligente, nem elegante o meu país,
mas tem esta voz doce
de quem acorda cedo para cantar nas silvas.
Raramente falei do meu país, talvez
nem goste dele, mas quando um amigo
me traz amoras bravas
os seus muros parecem-me brancos,
reparo que também no meu país o céu é azul.
























O Elias de hoje, e o publicado há um ano. Jornal de Notícias, Anibal F. / R. Reimão

sexta-feira, março 21, 2008

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segunda-feira, março 17, 2008

É preciso acreditar

O título acima é o tema dos próximos jogos florais da ACA (Amigos do Concelho de Aviz). O prazo para concorrer só acaba a 11 de Abril. No que toca aqui ao escriba, pensei em concorrer na categoria de «conto», mas os primeiros escritos não me agradaram o suficiente para os levar a concurso. No entanto, deixo aqui no blog, a tal «tentativa falhada». Pode ser que até ao final do prazo, se arranje mais qualquer coisa...

Janeiro de 2008

São oito e meia da manhã do segundo dia do ano. À porta de uma velha fábrica de confecções os trabalhadores vão-se juntando. Homens e mulheres. Uns, mais velhos, outros, nem tanto. As Festas tinham sido passadas em família, como sempre. Como sempre não! Este ano, os três meses de ordenado em atraso, não deixaram que a alegria se sentasse à mesa da consoada.
As crianças contentaram-se com o «tal» presente, mas, na ementa, o habitual camarão cozido não fez companhia ao bacalhau com as couves. O vinho foi o de todos os dias - do garrafão - ao contrário de outros anos em que se abria uma garrafa daquelas com rótulos bonitos e de preferência com a palavra «reserva» impressa a letras douradas.
No último dia do ano, a angústia foi ainda maior. A menos de 24 horas de pegar ao trabalho, as dúvidas de que isso acontecesse eram mais que muitas.
Agora era certo. A presença dos repórteres e dos carros de exteriores das televisões, prontos para entrar em directo, confirmavam o que todos temiam: a fábrica tinha fechado. Cinquenta anos depois de nascer com pompa e circunstância, morria sem honra nem glória.
«O que é que a malta vai fazer, Chico»? – questionava-se Antunes, 55 anos, há mais de quarenta a trabalhar na fábrica.
«Ó pá, não sei. Só sei que tenho direito à vida e faço questão de a viver», respondeu o camarada, dez anos mais novo, também ele com mais de vinte «de casa».
«Já não somos novos»... insistiu Antunes.
«Velhos são os trapos, e nós até trabalhámos uma data de anos com eles», retorquiu Chico ensaiando uma piada fácil.
«Tens razão: velhos são os trapos. Nós somos descartáveis»...

*

A ambulância entrou com pressa no recinto da urgência. Passavam cinco minutos da meia-noite. O motorista e o maqueiro procederam como habitualmente e transportaram a grávida para dentro do edifício.
Minutos volvidos, o mesmo movimento, mas em sentido contrário. Parturiente dentro da carrinha, luzes a acender e a apagar, sirene a tocar, e «ala que se faz tarde».
Há uma criança que quer nascer e ainda é preciso fazer 30 quilómetros até à maternidade mais próxima. Com sorte, vai tudo correr bem...

*

Uma ultrapassagem pela direita, uma operação stop, um agente da BT a fazer sinal para parar, um sopro, e zás! Um artista apanhado nas malhas da lei. O Reveillon já era. Agora era o «chui» quem gozava. Dois dias depois, no tribunal, o juiz, condescendente, condena-o a 40 horas de trabalho comunitário e ao pagamento de 400 euros a uma instituição de solidariedade.
Apesar de tudo teve sorte. Bem vistas as coisas, com os copos e a conduzir, mais vale ser apanhado pela Brigado do que sair disparado da estrada contra um poste de iluminação pública...

*

Na televisão a bonita apresentadora dá início à extracção dos números do Totoloto. No café do Henrique, os clientes são poucos àquela hora. Mesmo assim cumpre-se o ritual: põem-se a jeito os boletins da sociedade, faz-se silêncio, e apontam-se os números.
«Porra! ‘inda não foi desta»... refila o dono do estabelecimento pela última vez nesse ano.


Um ano depois

Antunes e Chico voltaram à «escola» para tentar uma nova oportunidade Com outros camaradas da velha fábrica lançaram mãos a uma pequena oficina têxtil. Trabalham, essencialmente, para novos estilistas. O convívio com a «malta nova» abriu-lhes horizontes e deu-lhes uma janela de esperança.
Antunes, na fila do supermercado, à espera de vez para comprar o leitão, pensa para com os seus botões: «Estive eu quase a desistir»...

*

Será menina ou menino? Com apenas um ano é difícil perceber pelas feições, e até a cor da vestimenta pouco ajuda. No jardim, a criança corre, atabalhoadamente, com a mão na mão da mãe.
Há um ano a correria foi outra, de ambulância. Nasceu a meio caminho entre uma urgência fechada «sem condições» e uma maternidade aberta e equipada com «tudo o que há de melhor».
Para a mãe foi uma hora com minutos a mais; Para os dois jovens bombeiros foi «o dia mais feliz» das suas vidas - como fizeram questão de dizer, ao vivo e a cores, em todos os telejornais; Para o bebé, foi apenas o primeiro acidente de percurso, dos muitos que irá encontrar durante a vida.
Só tem de fazer, a cada vez, aquilo que fez na primeira: dizer sim à vida.

*

Está a chegar ao fim o «ano sabático» do artista. As 40 horas de trabalho comunitário foram passadas num hospital da capital a fazer rir os miúdos internados no serviço de pediatria.
Na verdade não foram 40. Foram muitas mais. Depressa a «sentença» se transformou em gosto, e continuou a ir lá todas as semanas.
Ainda bem que o juiz acreditou que ele se podia regenerar. Evitou-se uma prisão e ganhou-se um «voluntário».

*

Henrique de papel na mão confere os relapsos na sociedade do Totoloto - «Faltam dois pagar. Se não vierem cá hoje acertar as contas, são excluídos da sociedade. Quem quer, quer, e quem não quer, não quer. E quem não acreditar, não faz cá falta nenhuma»...
Quatro minutos e vinte cinco segundos de boas rcordações...

sexta-feira, março 14, 2008

























Elias, o sem abrigo. in, Jornal de Notícias, R. Reimão / Anibal F. (14 Março 08)

Já há um protocandidato à Câmara de Avis...

o próprio disse...
Se um dia me candidatar será o meu "mote" de campanha, até lá não posso divulgar as minhas armas secretas... ;)
12 de Março de 2008 21:25

quinta-feira, março 13, 2008























Elias, o sem abrigo
- JN, 2008/03/13
Pronto, está bem, eu pago a aposta...

Apesar de não acreditar em tal coisa, apostei que o Glorioso passava a eliminatória contra o Getafe, Gefafe ou lá como se chama aquele clubito dos «espanhuelos».
Infelizmente, Camacho continuou a ter razão: os jogadores não se empenharam o suficiente para conseguirem mais do que um remate (?) ao poste.
No final do jogo, já com a farda número 1 (fato e gravata) vestida, Nuno Gomes explicou que o plantel «não estava bem fisicamente».
Não me digas! A malta ainda não tinha percebido...

terça-feira, março 11, 2008











penso LOGO existe

este foi um dos primeiros logos que fizemos cá na terra
Uma papoila
Há já algumas semanas que giestas, azedas e mimosas estão em flor no Alentejo. A D. olhava a planície verde-amarela e dizia: «A falta que faz uma papoila».

Post roubado ao meu amigo Bandeira

Um elias do arquivo (fev. 08)

segunda-feira, março 10, 2008

Conversa de Café (2)

- Dá-me um café à Benfica.
- Como?!...
- ...fraquinho...

sexta-feira, março 07, 2008

Uma grande canção

*****
- Compadre, o PS vai fazer um comício de apoio ao Governo.
- E onde é que é, compadre? Na SIC, na RTP, na TVI ou nas três ao mesmo tempo ?!...
(Avis Rara, in Alentejo Popular, 08.03.06)

quinta-feira, março 06, 2008

Uma do baú para descontrair

Ora então, caros ouvintes, bem vindos ao programa «Gente Ordinária» do «Rádio Clube Lá Vai Alho de Cima», um formato que a malta ouviu na CBS – com o nome Ordinary People – e como gostou muito fizemos igualinho...

Hoje, em pleno campo, à beira da auto-estrada A55, temos connosco o mestre Cachaporra Bolota com quem vamos trocar algumas palavras.

(separador)

- Boa noite, mestre Cachaporra...
- Boa noite.
- Olhe...
- Olhe não! Ouça. Qu’eu saiba estas lérias são para um programa de rádio...
- Tem muita razão. Ouça..
- Já ouvi, porra!... Afinal o que é que vocemecê me quer?
- Bem... só o queria entrevistar...
- (O homem não anda bom...) Mas não me disse que isto é para a telefonia?! Quanto muito vocemecê quer-me entrouvistar...
- Também está bem visto...
- E ele a dar-lhe!... Na rádio não se vê nada. Para se ver qualquer coisa, mesmo com chuva, tem de ser na televisão...
- Pronto, tem razão, ok, já percebi... Comecemos então: Mestre Cachaporra, qual é a sua profissão?
- Sou pastor.
- E... pasta o quê?
- ... (Eu não disse que homem não anda bom. Está mesmo a pedi-las) Pastor, está entendendo?! Sacerdote, padre, ministro de Deus. Pastor...
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh.... E de que Igreja?
- Da IVTFC
- IVTFC?!!!!!!!
- Sim. «Igreja do Vai Tudo à Frente do Cajado».
- O nome é bem curioso... Tem muitos seguidores?
- Quer-se dizer... o rebanhito não é nada mau... Mas dão muito trabalho. É preciso andar sempre de olho em cima deles. Mal nos descuidamos fazem logo merda.
- Merda?!!!!
- Sim! Merda, có-có, estrume... E depois, as estradas ficam cheias de bosta. Temos de concordar que dá mau aspecto para quem passa de carro... Alguns, mais impliquentos, até me acenam com’a dizer: «Então não tinhas outro sítio para ir fazer as necessidades?...»É claro que eu fico em broa e puxo logo do cajado para dar o justo correctivo ao rebanho, mas o mal já ficou feito...
- Depreendo daí que na sua igreja, fazer as necessidades é pecado...
- Não! Pecado, pecado não é, mas têm de o fazer no sítio certo: no campo, atrás do chaparro, no curral ou, vá lá, na Assembleia da República...
- Na Assembleia da República?!!!!
- Pois... Quer dizer, aí não tenho bem a certeza, mas como estou farto de ouvir dizer que aquilo é quase tudo uma cambada de carneiros, calculo que sim...
- Mas não são carneiros de verdade. É só em sentido figurado...
- Isso já não sei. Se têm de fazer o serviço em sentido, ou se é só figurado é lá com eles... Do meu rebanho sei eu: só cagam onde eu quero!
- E quantas cabeças são?
- Eu sei lá, são tantas...
- Tantas?! Essa é boa... Não me diga que o senhor não sabe contar... (com ar de gozo)
- Sei sim senhor! Sei contar até miles...
- Até miles!!!!! o que é que isso quer dizer?!!!!
- Ou te metes a miles, ou ainda levas com o cajado...
Para matar saudades, uma do ex-Aviz

«Quando ofereceram o poder ao Mestre de Avis, explicaram-lhe: prometa o que não pode, ofereça o que não tem e perdoe a quem não o ofendeu. Aprendam.»
Diário de um hooligan (1)

Para este e este os meus sentimentos. Aos outros, aqueles que não têm blog, vou-os dar pessoalmente...

terça-feira, março 04, 2008

Conversas de café

... Não arranjava namorada porque andava a pé. Comprou uma bicicleta, passava por elas e nem as via...

Ler jornais é saber mais?


O PÚBLICO anuncia na edição de hoje que Pacheco Pereira (PP) irá ser director do jornal por um dia. Não espero grandes mudanças. Bem vistas as coisas, PP é o que de mais parecido ao José Manuel Fernandes se pode encontrar em Portugal.
Pior que sarna...

Com tantos (?) clubes decentes (estou a falar do Vitória...) tinha logo que nos sair o Sporting outra vez. Parece sarna. Pior que sarna. Está bem. Confesso. Eliminar os lagartos em Alvalade ainda vai dando um certo gozo...

segunda-feira, março 03, 2008

Conversa entre benfiquistas antes do jogo começar

- Tens fé?
- Fé tenho, mas não acredito...

domingo, março 02, 2008


Ler Jornais é saber mais?...


Tem dias. Hoje, por exemplo, não. À excepção do JN, todos os outros jornais de expressão nacional, ignoram «democraticamente», nas chamadas à capa, a manifestação que o PCP organizou, ontem, em Lisboa.
Fosse eu leitor do DN e andasse distraído, até podia ser levado a pensar que tinha sido o Bloco de Esquerda a organizar o protesto, tal o destaque que dão ao Francisco Louçã. Critérios editoriais, dirão. Pois, digo eu...



Não temos o Rei, mas temos o Príncipe...



sábado, março 01, 2008

A Moagem (ou o café do Garrafão) é tida por muitos em Avis, como a Casa dos Sportinguistas na vila. Mas é só aparência. Apesar de serem muitos os «lagartos» que frequentam o estabelecimento, sempre que se contam as espingardas os benfiquistas dão cabazada.
Na última jornada da taça UEFA, houve mosquitos por cordas já que os dois emblemas jogavam à mesma hora e só existe um televisor no café. A escolha acabou por privilegiar os sportinguistas o que levou alguns «lampiões» menos tolerantes a abandonar o estabelecimento.
Amanhã, dia de Sporting-Benfica, esse problema não se colocará. No entanto, haverá outro, quem sabe até mais difícil de resolver: a colocação das claques (quem vê o jogo sentado e quem fica de pé ao balcão...).
Aconselha-se os potenciais espectadores a irem cedo para o estádio (quer dizer café...) e não levarem very-ligths. Como o jogo é de alto risco e de prever engarrafamentos (refiro-me aos de cerveja e tinto).
Os adeptos do clube vencedor ficarão dispensados de pagar a despesa... (esta é mentira, foi só para assustar o Ricardo).
Que vença o melhor, que como toda a gente sabe é o Benfica.

O Raposo era aquele tipo de homem que já não se fazem. Foi professor, mas distinguiu-se, acima de tudo, como presidente da Câmara de Aljustrel. Quando exerceu as funções de director do Diário do Alentejo, tive a sorte de o conhecer e com ele privar em algumas ocasiões.

Sentado à mesa, rodeado de amigos e petiscos, era um desfilar de estórias que nunca mais acabavam.

Certa vez confessou que só não deixava de fumar porque não queria correr o risco de «passar por parvo», caso, no futuro, se viesse a descobrir que o tabaco (como tantas outras coisas) afinal, fazia bem à saúde.

Achei que ele tinha toda a razão e, também eu, abracei a causa de não «passar por parvo». Mas a coisa está a ficar difícil. Agora, só de uma vezada, forma 30 cêntimos de aumento. Qualquer dia, um maço de SG Filtro, custa tanto como um bom bife de lombo e, até ver, ainda está por provar que o cigarrito faz bem ao físico.

Se calhar vou ter de fazer uma inflexão na minha luta e passar a fumar tabaco de enrrolar...

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Aniversários

Há 20 anos morreu a «telefonia» e nasceu a «rádio». E a rádio, neste caso, é a TSF. Sempre em cima do acontecimento, com notícias de meia em meia hora, tem sido, para mim, a companhia de inúmeras viagens. Primeiro nas intermináveis filas da auto-estrada; agora nas deslocações mais ou menos longas a que não se pode fugir.

Começou pirata, esteve no centro de estórias de faca e alguidar (quem não se lembra do assalto do Rangel com um black&deker...), mas afirmou-se no panorama da rádio portuguesa e mudou (e obrigou os outros a mudar) o paradigma até aí instalado.

Pelo que foi, pelo que é e, certamente, pelo que será merece parabéns.

.........

Daqui a dois dias é a vez do PÚBLICO comemorar 18 anos. Com a edição de 2 de Março será distribuido a réplica do jornal com a data de 1 de Janeiro de 2000. Ou seja, uma edição que apesar de feita e impressa, não chegou a ser distribuida.
Por razões técnicas a data de nascimento do diário do grupo sonae foi adiada dois meses. Aqui o escriba fez parte da enorme equipa que deu vida a este projecto jornalístico que, tal como a TSF na rádio, mudou para sempre a imprensa escrita em Portugal.
A todos os camaradas que ainda lá se encontram envio um abraço fraterno, mas do que eu tenho saudades é da loucura saudável do Vicente Jorge Silva; do ar austero mas amigo do Jorge Wemans; da liberdade do Torcato; do talento do Adelino Gomes; da companhia da minha comadre Ivone; das birras da Cristina Sampaio...

até sempre camaradas

Elias, o sem abrigo (JN, 29 Fev. 08)

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Estatística

Quando se fala de números lembro-me sempre da estória em que o rico comeu duas galinhas e o pobre nenhuma, mas para a estatística, cada um comeu uma.

José Socrátes, está contente. Diz ele que «pela primeira vez, nos últimos 10 anos, temos mais alunos no ensino Básico e Secundário».

Aconselho o primeiro-ministro a ir procurar as razões para «esse sucesso», aos números do INE de há dez anos atrás. Talvez consiga perceber que nessa altura - apesar de tudo - nasceram mais bébes em Portugal. E, o mais provável, é eles andarem (ainda que a custo...) por aí.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Matemática pura

- Então se o Sporting perdeu três pontos e o Benfica empatou, ganhamo-lhes dois pontos.
- ... Pois...

sábado, fevereiro 23, 2008