
Dinis Machado faleceu (ou terá sido Dennis McShade?...)
Sempre gostei de comprar livros nas barraquinhas de segunda mão. O vício deve-se-me ter pegado na «Galileu», em Cascais, mesmo ali ao lado do Santini, onde, na rua, no alpendre me frente à montra da livraria, estavam sempre em exposição várias centenas de títulos a preços de saldo.
Comprei aí grandes preciosidades por tuta e meia. Muitos policiais ao peso e clássicos da literatura a bom preço e que ficam bem em qualquer biblioteca. Confesso que muitos deles acabaram nas estantes sem serem lidos, mas toda a gente sabe que há no mundo mais livros do que horas para os ler... alguns têm infelizmente que ficar para trás.
Comprei aí grandes preciosidades por tuta e meia. Muitos policiais ao peso e clássicos da literatura a bom preço e que ficam bem em qualquer biblioteca. Confesso que muitos deles acabaram nas estantes sem serem lidos, mas toda a gente sabe que há no mundo mais livros do que horas para os ler... alguns têm infelizmente que ficar para trás.
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Vem isto a propósito da morte de Dinis Machado, autor consagrado de «O Que Diz Molero», jornalista da geração boémia do Bairro Alto, fumador compulsivo de cigarrilhas, bebedor de quase tudo, apreciador do que há de bom na vida, sejam copos, conversas, filmes, banda desenha ou mulheres. Lindas de preferência.
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Nos anos 80 - trabalhava eu na Avenida da Liberdade nos semanários JL e O Jornal - o Parque Mayer, apesar de mal ainda funcionava. Ao almoço os dois ou três restaurantes ainda serviam refeições e os comensais das redondezas aproveitavam os dias de bom tempo para almoçarem ao ar livre. O nosso grupo tinha mesa «marcada» no Pierot, mesmo junto à barraquinha de livros em segunda mão que por lá existia.
Era certo e sabido que a refeição não acabava com o café e o digestivo, só era dada por terminada depois de mais uma mirada às «novidades» do quiosque - algumas delas com mais 50 anos...
Do grupo fazia parte à vez o José Carlos Vasconcelos, o José Jorge Letria, o Viriato Teles, o Miguel Eduardo Serrano, o Rogério Rodrigues, só para citar alguns...
Numa dessas visitas saltou-me à vista a 1ª edição de «A Mão Direita do Diabao», de Janeiro de 1967, da coleção Rififi, da editorial Ibis, assinada, em estrangeiro por Dennis McShade - Nada mais, nada menos que Dinis Machado.
Era certo e sabido que a refeição não acabava com o café e o digestivo, só era dada por terminada depois de mais uma mirada às «novidades» do quiosque - algumas delas com mais 50 anos...
Do grupo fazia parte à vez o José Carlos Vasconcelos, o José Jorge Letria, o Viriato Teles, o Miguel Eduardo Serrano, o Rogério Rodrigues, só para citar alguns...
Numa dessas visitas saltou-me à vista a 1ª edição de «A Mão Direita do Diabao», de Janeiro de 1967, da coleção Rififi, da editorial Ibis, assinada, em estrangeiro por Dennis McShade - Nada mais, nada menos que Dinis Machado.
De regresso à redaccão, dei-me ao trabalho de folhear o livro e a surpresa aparareceu na quinta página: «Ao Sr. Jaime - que possibilitou o contacto de Maynard com o homem da rua - a gratidão do Dennis MacShade».
Ainda estou para saber o que levou este Sr. Jaime a desfazer-se de um objecto que, já na altura seria, certamente, um livro muito procurado e ainda por cima com dedicatória. Eu que o comprei por 5 escudos (2 cêntimos e meio) por nada deste mundo me desfazia dele.
Ainda estou para saber o que levou este Sr. Jaime a desfazer-se de um objecto que, já na altura seria, certamente, um livro muito procurado e ainda por cima com dedicatória. Eu que o comprei por 5 escudos (2 cêntimos e meio) por nada deste mundo me desfazia dele.










