sábado, outubro 04, 2008




Dinis Machado faleceu (ou terá sido Dennis McShade?...)


Sempre gostei de comprar livros nas barraquinhas de segunda mão. O vício deve-se-me ter pegado na «Galileu», em Cascais, mesmo ali ao lado do Santini, onde, na rua, no alpendre me frente à montra da livraria, estavam sempre em exposição várias centenas de títulos a preços de saldo.
Comprei aí grandes preciosidades por tuta e meia. Muitos policiais ao peso e clássicos da literatura a bom preço e que ficam bem em qualquer biblioteca. Confesso que muitos deles acabaram nas estantes sem serem lidos, mas toda a gente sabe que há no mundo mais livros do que horas para os ler... alguns têm infelizmente que ficar para trás.


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Vem isto a propósito da morte de Dinis Machado, autor consagrado de «O Que Diz Molero», jornalista da geração boémia do Bairro Alto, fumador compulsivo de cigarrilhas, bebedor de quase tudo, apreciador do que há de bom na vida, sejam copos, conversas, filmes, banda desenha ou mulheres. Lindas de preferência.


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Nos anos 80 - trabalhava eu na Avenida da Liberdade nos semanários JL e O Jornal - o Parque Mayer, apesar de mal ainda funcionava. Ao almoço os dois ou três restaurantes ainda serviam refeições e os comensais das redondezas aproveitavam os dias de bom tempo para almoçarem ao ar livre. O nosso grupo tinha mesa «marcada» no Pierot, mesmo junto à barraquinha de livros em segunda mão que por lá existia.
Era certo e sabido que a refeição não acabava com o café e o digestivo, só era dada por terminada depois de mais uma mirada às «novidades» do quiosque - algumas delas com mais 50 anos...
Do grupo fazia parte à vez o José Carlos Vasconcelos, o José Jorge Letria, o Viriato Teles, o Miguel Eduardo Serrano, o Rogério Rodrigues, só para citar alguns...
Numa dessas visitas saltou-me à vista a 1ª edição de «A Mão Direita do Diabao», de Janeiro de 1967, da coleção Rififi, da editorial Ibis, assinada, em estrangeiro por Dennis McShade - Nada mais, nada menos que Dinis Machado.

De regresso à redaccão, dei-me ao trabalho de folhear o livro e a surpresa aparareceu na quinta página: «Ao Sr. Jaime - que possibilitou o contacto de Maynard com o homem da rua - a gratidão do Dennis MacShade».
Ainda estou para saber o que levou este Sr. Jaime a desfazer-se de um objecto que, já na altura seria, certamente, um livro muito procurado e ainda por cima com dedicatória. Eu que o comprei por 5 escudos (2 cêntimos e meio) por nada deste mundo me desfazia dele.

domingo, setembro 28, 2008

sábado, setembro 27, 2008

Benfica-Sporting – ficção ou talvez não...

Existe uma terra, no Alentejo que tempos não muito distantes, os adeptos destas duas equipa se juntavam no Café Central nos dias dos grandes jogos. Quer dizer: juntavam-se todos os dias, mas, nos dias dos «grandes jogos» - e entenda-se «grandes jogos» como «benficas-sportings» - a verbe estava mais aguçada. Era de esperar uma picadela daqui, uma boca mais atrevida dali... enfim, situações próprias de um dia clássico.
Os tempos passaram e os «lampiões» – como no país, maioritários na vila – resolveram fundar uma casa do SLB na terra. Os «lagartos» mais empedernidos juraram a pés juntos nunca os pôr em tal sítio. Conheço alguns que até hoje cumprem a promessa: por exemplo o pintor. Mas, outros há que até se fizeram sócios do ninho da águia (o bancário, o coifeur, o segurador...) sem nunca renegarem à sua condição clubística.
Razões de mercado (expressão em voga que quer dizer uma data de coisas que normalmente não são boas...) levou ao aparecimento de um novo café (A miragem) onde, pouco e pouco, os sportinguistas órfãos de sítio, se foram acoitando. Sportinguistas e não só: existe uma «raça» que tende a passar, rapidamente, do azul para o verde e que se chamam – a eles mesmo - «belenenses».
A ironia disto tudo é que o proprietário é benfiquista ainda antes de ter nascido. E tem coração mole e, pelos vistos, a carteira vazia. Já não é a primeira vez que perante dois jogos ao mesmo tempo em canais diferentes, opta por pôr os «lagartos» na tv a dar chutos na bola, e os acontecimentos artísticos – que são sempre os jogos do benfica – ficam escondidos atrás da pantalha, para desespero dos, ainda assim, muitos clientes benfiquistas. É claro que hoje esse problema não se põe, já que as duas equipas se confrontam, mas não deixa de ser um problema.
Como é que o taberneiro «garrafinhas» vai saber, a cada momento, qual a correlação de forças presente no seu estabelecimento e optar por um, ou por outro desafio?
FÁCIL ! Basta instalar à porta um «verdómetro». Cada vez que der entrada um «lagarto» a maquineta apita e ele aponta, quando sai apita outra vez e desconta. Quando começar o jogo, basta conta os pés existentes no estabelecimento, dividir por dois e descontar o número apontado. Se o resto for maior, vê-se o «glorioso». Nunca falha, até porque os adeptos dos outros clubes, não têm direito a voto...



E agora o quê?!...

Este agora, entre o evasivo e a ameaça, deixa espaço à imaginação. Aceitam-se apostas e eu faço já as primeiras:

agora... quero que se lixem que eu vou ver o benfica-sporting
agora... vou chamar o correio da manhã e a tvi e fazer um «ganda« escândalo
agora... vou dar uma entrevista à «A PONTE» onde vou contar tudo de fio a pavio
agora... vou para carcavelos, que era de onde nunca devia ter saído
agora... vou «pôr-lhes um processo em cima» como fazia o Herman José
agora...

quinta-feira, setembro 25, 2008

Quem conta um conto...

Mar Seara

De nada lhe serve a boina com o sol a marrar de frente. Entre o monte e a povoação não há chaparro que lhe possa valer. Tudo descampado. Apesar da hora o magano já queima, mas tem mesmo de ser. A camioneta não espera por ninguém, e Zé Galhofa não quer perder esta viagem por nada deste mundo.
Foram anos e mais anos a sonhar com o assunto. Sozinho no campo, à volta com a bicheza, mal tinha tempo para, uma vez por mês, ir à vila ver do avio, quanto mais folgazar um dia inteiro numa passeata. Agora era diferente. Reformado, viúvo, com os filhos desmamados, podia-se dar ao luxo de aproveitar as viagens organizadas pelo presidente da Junta para os velhotes espairecerem.
É certo que a pequena courela e a meia dúzia de galinhas, coelhos e o bácoro para sustento próprio ainda lhe davam luta, até porque a reforma, apesar de bem vinda, ia-se toda no «raio dos medicamentos». No entanto, quando voltasse «lá pela tardinha» ainda viria muito a tempo de lhes dar a ração e regar os nabiços...
Desde gaiato que sonhava com o dia em que veria o mar com «aqueles que a terra há-de comer». Quando foi às sortes ainda esteve tentado a oferecer-se para a Marinha, mas o pai cortou-lhe as pernas: «Nem Marinha, nem farinha. Não penses nisso que fazes por cá muita falta. A mim e ao patrão»... - decretou. Depois de, em criança, ter sido seu ajuda na guarda dos porcos, passaram a dividir todo o trabalho no monte. Tornava-se o serviço mais leve e era mais algum a entrar em casa.
A tropa tinha-a feito em Estremoz, a poucos quilómetros do monte onde nasceu, e daí não arredou pé até passar à peluda, continuando, assim, por realizar esse seu grande desejo, ver o mar.
Nem sabia de onde lhe tinha nascido aquela ideia. Da família não era de certeza. Tudo gente do campo, de água só conheciam os ribeiros e as nascentes das redondezas. Na escola também não fora, pois era sítio de onde nunca tinha saído... Para muita pena sua que «saber fazer o nome» ter-lhe-ia dado jeito em várias ocasiões. Mas «mais vale tarde do que nunca» e, hoje, chegara o dia. O grande dia.
Chegado ao largo, aprochegou-se da carreira. Como ainda faltavam alguns minutos para a partida, resolveu puxar da bucha e comer o almocito. Hábito antigo de horários campestres. Na vila, a esta hora da manhã, havia muita gente que nem o mata-bicho ainda tinha batido. Navalha numa mão, pão e queijo na outra. A pequenos golpes, certeiros, ia lascando o petisco. Só lhe faltava a bebida. «Logo mais bebo», pensou. Daria um salto à tasca do Garrafão e aproveitaria para se precaver para a jornada «mudando a água às azeitonas».
A rapaziada da sua idade foi arribando. Homens para um lado, mulheres para outro. As conversas eram as de sempre, próprias destas idades: «O Tóino Catrapuz lá se foi, coitado»... «É verdade, coitado. E eu também não ando lá muito bem. As cruzes não me deixam em paz. Só à força de drogas é que cá me vou arranjando»...
A viagem prometia ser curta. «Menos que um fósforo», tinham-lhe dito. Daí a nada estaria a mirar o mar. Pela janela do autocarro olhou a planície ondulante, com o vento a inventar carneirinhos nas searas. A viagem tinha começado.
A camioneta cheirava a nova, com belos bancos estofados a veludo e, vejam lá, televisão a cores. A cores! O seu velho aparelho, a preto e branco, de vez em quando, passava imagens dos grandes mares deixando-o «a modos que assarapantado»... Era como que um gosto e irritação. Tudo ao mesmo tempo. Um país com tanta costa e ele, a meia dúzia de quilómetros, sem nunca ter visto o mar.
Já não faltava tudo. A Aldeia Nova já tinha ficado para trás, e estavam agora a entrar na auto-estrada. Uma hora, mais coisa, menos coisa, estaria ao pé do Oceano.
Chico Zangado, seu companheiro de jornada, não percebia a ansiedade do Galhofa: «Ó homem, olha que água é água em todo o lado»... Pudera, tinha ido ainda novo para a Outra Banda e mar, por lá, era coisa que não faltava...
Estavam a chegar. «Por favor, não se afastem uns dos outros. O almoço é ao meio-dia no sítio que lhes vou indicar», ouviu-se nas colunas da camioneta...
Foi dos primeiros a sair. Mal esperou que a doutora fizesse as últimas recomendações. Virou as costas ao sol e encaminhou-se para poente. Rumo ao mar.
Ao virar da esquina, uma enorme maré cheia espraiou-se-lhe olhos dentro. Grandiosa. Imponente. Azul, ouro e prata.«Ó compadre, é bonito, não é ?! Tão bonito que até parece uma seara...»

sexta-feira, setembro 19, 2008

Discos pedidos (1)

Tem toda a razão o Do Castelo. Mas é por manifesta falta de tempo que não tenho vindo ao(s) blog(s). E como os desejos dos amigos para mim são ordens, aqui fica uma canção francesa da qual provavelmente, e sem desculpa, me iria esquecer. Jacques Brel (peço desculpa pelas legendas em inglês...)

domingo, agosto 31, 2008


Nossa Senhora Mãe dos Homens

Cumpriu-se, no dia certo, mais uma vez a tradição: um grupo de peregrinos deixou Avis cerca das seis da manhã, com destino à capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, onde chegou cerca de três horas depois.
A missa e a procissão completaram o programa litúrgico que, desde há muito, já é bem mais do que apenas isso.
Confesso (a «confissão» revela um resquício da minha formação cristã...) que esta, foi apenas a terceira vez que participei no evento - mais propriamente na segunda parte dele -, mas já deu para entender que este acontecimento, como muitos outros por esse Portugal fora, mais do que manifestações da fé cristã, são oportunidades, cada vez mais raras, de pessoas que fazem parte da mesma comunidade falarem entre si. E ainda bem...
No campo, com a capela à vista e o Maranhão a refrescar as ideias, os petiscos vão saltando de dentro das arcas e as mesas e cadeiras vão procurando as sombras. Depois do repasto, há quem estenda as mantas e durma a sesta prometida, e quem fique à conversa com os parceiros de jornada, e outros (como eu) que após se terem «saciado» com um fabuloso rolo de carne tenham abandonado, contrafeitos, o local...Mas, pelas 18:30, Nossa Senhora voltou a casa e, com ela, trouxe quem a levou, por um dia, à sua Capela. Os carros tocaram como se um casamento fosse e, por isso, vim à rua ver passar o cortejo.

domingo, agosto 24, 2008






















O Elias nos Jogos de Pequim












Durante os jogos foram algumas as ocasiões em que o Elias se meteu com os Jogos - ou melhor dizendo com as peripécias das olimpíadas.

Aqui ficam (do primeiro publicado para o mais recente) os bonecos que foram saindo no JN.

quarta-feira, agosto 20, 2008

músicas da minha vida (e não só)

Isto que vos proponho ouvir, sendo da autoria de um «cantautor», não é uma música no sentido clássico, mas as suas palavras são música para os meus ouvidos. Para os mais novos, a sigla FMI pouco quererá dizer, mas, para os «quarentões» como eu, infelizmente, dizem muito. José Mário Branco: não podia faltar!

domingo, agosto 17, 2008

Vindo de férias...

confesso que já estava com saudades das pequenas/grandes questões locais... regressado de poucos dias à beira-mar, depois de pôr em dia os e-mails (propositademente) em atraso, o computadar levou-me aos blogs da «família»: o poolman e o do castelo!

folguei em saber que o primeiro tinha andado por sintra - coisa que para alguém que é de cascais é o mesmo que, para alguém que seja de avis ouvir dizer bem de fronteira... aliás, e para que conste, sintra é aquela terra que mesmo no pico do verão, parece que faltam sempre cinco minutos para chover. acho que não preciso dizer mais nada a esse tal de poolman...

Mas o meu amigo do castelo fala de coisas bem mais interessantes. A saber: o padre da freguesia, ficou chateado com o estendal que o RAPID fez em frente à porta da igreja do convento. vejam lá! um templo que a nossa santa igreja tão acarinha; que é um exemplo de boa conservação; que todos os dias santos está aberto à celebração; que ao longo dos tempos foi protegida de forma a não danificarem ou roubarem o seu património; que, enfim, é algo que ele, por ser o responsável do edifício (pelos vistos dono da chave...) utiliza amiúde para reunir o seu rebanho, não suporta ver incomodado por aquilo que para mim, é uma manifestação de criatividade e liberdade de alguns jovens - e também menos jovens - de avis.

é por essas e por outras, no que a mim me diz respeito, e apesar de ter sido educado na fé cristã
há muito me impede de meter os pés numa igreja, a não ser para a visitar...

apetecia-me ser mais cáustico, mas acho que não vale a pena. pensando melhor: fica para a próxima.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Músicas da minha vida (6)

E já se faz tarde para falar do Zeca. Nem é preciso justificar a escolha. Seria apenas mais uns redondos vovábulos...

domingo, julho 20, 2008

Músicas da minha vida (5)

Vi o Chico pela primeira vez ao vivo na Festa do Avante. Já não me lembro onde, se no Alto da Ajuda, se em Loures, não sei... Antes disso já fazia parte do «meu reportório» com «eu estava à toa na vida / o meu amor me chamou / para ver a banda passar /cantando coisas de amor»... Na altura, ainda não tinha pedalada para me aventurar a tocar coisas mais complicadas como, por exemplo, «Meus Caros Amigos». Mas este tema antigo que descobri no Youtube tem a vantagem de também prestar uma justa homenagem aos MPB4 que também participaram nesse meu primeiro concerto brasileiro, onde acturaram ainda Edu Lobo e, a então «desconhecida», Simone... Oiçam e divirtam-se!

quarta-feira, julho 16, 2008

Músicas da minha vida (4)

E os «dinossauros» do rock que, infelizmente, vieram a Portugal quando já não eram vivos também tem lugar nos meus «dez+». Satisfação...
Músicas da minha vida (3)

Os Beatles são uma referência incontornável para a gente da minha geração. A dificuldade está na escolha. Seleccionei esta pelo facto de ser - como está anunciado - um filme raro, mas podia ser uma outra qualquer...

terça-feira, julho 15, 2008

Músicas da minha vida (2)

Os «Shadows» são (infelizmente para os que de vez em quando me têm de gramar...) o conjunto em que eu me «inspirei» para «aprender» a tocar guitarra. Era a banda que, para além de uma carreira a solo, ficou conhecida por acompanhar o Clif Richard, presença assídua nos festivais da Eurovisão, local onde os ditos cujos «sombras» também actuaram em representação da Grã-bretanha.

Tocaram em Portugal por várias vezes durante os anos 60, e Apache e Dance On são dois dos seus temas mais conhecidos. O que talvez muita gente não saiba é que numa das suas visitas a solo luso, atravessaram o Tejo e compuseram e gravaram um tema intitulado Alentejo, aqui tocado por uma banda de tributo.
Músicas da minha vida (1)

A TSF, o RCP e a Antena 1 (com grande originalidade) têm uma rúbrica em que perguntam a várias «personalidades» quais são as canções das suas vidas. Eu sei que ninguém me perguntou nada, mas, assim como assim, nos próximos dias vou postar aqui algumas das canções da minha vida.

E começo por uma canção do Fausto que fazia parte do primeiro LP (long Play) que comprei:

Ó Partor que choras

quarta-feira, julho 09, 2008

Sinais

Há que olhar para os sinais.

Cavaco não viu o buzinão, e foi o que se viu...

Sócrates não viu os 100 mil professores, os 200 mil «comunistas», as «esperas» que lhe fazem todos os dias, e é o que se vai ver...

Logo, é importante olhar para os sinais.

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Por exemplo: se um sinal é destruído, é preciso perceber porquê e por quem. Se foi um mero acto de vandalismo, não há outro caminho que não seja punir o «destruidor»; mas se essa atitude, revela uma insatisfação generalizada, há que, humildemente, reconhecer que não bastam uns cartazes a anunciar mudanças para que as pessoas se convençam da boa vontade das alterações.

Pessoalmente, percebo e concordo com a generalidade das alterações de trânsito dentro do Centro Histórico (o sinal proibido que impede a quem venha da Câmara o acesso até ao largo da Igreja não faz, na minha opinião, sentido...), mas, não basta apregoar uma «gestão participada».

Seria de bom tom que a vereação – mais do que os técnicos – explicassem aos moradores e utilizadores do Centro Histórico o motivo pelo qual se fizeram tais modificações.

É certo que, há tempos atrás, o plano de pormenor do Centro Histórico foi apresentado a «toda a população» no cine-teatro, mas, nestas situações não há nada como o porta-a-porta tão visto nas campanhas eleitorais...