Associação Nacional de Direito ao Crédito
Este fim de semana, teve lugar em Avis, discretamente, uma contecimento que pode ser útil para muita gente. O núcleo duro da ANDC, escolheu a vila para dois dias de debates acerca da sua actividade, num ambiente descontraído e, aproveitando para usufruir da calma alentejana.
Contaram com a prestimosa ajuda da Junta de Freguesia de Avis - que lhes cedeu as instalações para as reuniões - e passeram anónimos pelo centro histórico. Aproveitaram para se pôr a para da gastronomia local, desde as migas, à sopa de ossos, aos pézinhos de coentrada, etc e prometeram voltar. Era bom que voltassem, até porque poderia ser útil para muita gente.
veja o site deles.
segunda-feira, outubro 06, 2008
A estância de turismo do Tarrafal versus O Campo da morte lenta
este post é para um amigo que anda convencido que os deportafos iam para cabo-verde de férias. Depois posto mais...
Palavras de João Faria Borda (já falecido), um homem que passou dezasseis anos e três meses no Campo da Morte Lenta.
«O campo de concentração era um rectângulo (cerca de 250m por 180) situado num dos sítios mais insalubres do arquipélago de Cabo Verde. Como alojamento existiam umas barracas de lona onde eram metidos cerca de 12 presos em cada uma.As casas de banho não existiam. Havia apenas uns sanitários – toscos muros de tijolo com uns buracos no chão e umas latas de gasolina para as necessidades.Como cozinha existia um telheiro com uns muros por onde a poeira entrava aos montes. Dois indígenas faziam a comida. A alimentação era péssima – havia ocasiões em que era necessário pôr bolas de algodão no nariz pois o cheiro da comida impedia que ela entrasse no estômago.Não havia água potável. Só existia água num poço a cerca de oitocentos metros do campo, água salobra que os presos transportavam em latas de gasolina. Mesmo assim era má e em pequena quantidade, não chegando para a higiene. Tomava-se banho com um único litro de água despejada de uma lata onde eram feitos uns buracos para o efeito.»
«O primeiro director do Tarrafal foi Manuel Martins dos Reis, capitão gatuno e paranóico, vindo da Fortaleza de Angra do Heroísmo. Este director “entretinha-se” a roubar as coisas que os familiares dos presos, com sacrifício, mandavam, desculpando-se que tudo aquilo era enviado pelo Socorro da Marinha Internacional. Chegou mesmo a montar uma pseudo cantina onde vendia as coisas roubadas.Mal desembarcámos começámos imediatamente a trabalhar. Transportávamos pedras, sob vigilância constante dos guardas.Em Cabo Verde, região de clima variável, calhou chover bastante nesses anos. A lona das barracas apodreceu de tal maneira que lá dentro chovia como na rua e de manhã acordávamos com a cara negra da poeira que se pegava à humidade que sobre nós caía.As águas acumuladas formavam pântanos onde se desenvolviam mosquitos transmissores do paludismo. A saúde de todos nós, presos, arruinava-se.Caíamos atacados da doença chamada biliose. Sem fornecimento de medicamentos e com um médico que era um patife da pior espécie, em poucos dias morreram sete camaradas. Em cerca de uma média de 200 presos era vulgar, em certas alturas, apenas dez andarem a pé.»
«Os escândalos da actuação do primeiro director levaram à demissão deste. Foi substituído por João da Silva, acompanhado pelo fascista Seixas.Estávamos em 1938/39. A guerra civil espanhola terminava com a vitória do fascismo. O ditador português Salazar tinha contribuído, apoiando com o envio de géneros alimentícios e de homens, os quais ficaram conhecidos pelos Viriatos. Hitler tinha subido ao poder em 1933. Na Itália existia Mussolini. A situação no campo do Tarrafal, reflexo da situação política internacional caracterizada pela ascensão do fascismo, agrava-se terrivelmente.João da Silva dizia frequentemente: “Quem está aqui é para morrer!”Com este director começou a funcionar sistematicamente a célebre tortura conhecida por “frigideira”. Todos os dias eram para lá atirados presos e eu também por lá passei algumas vezes.»
este post é para um amigo que anda convencido que os deportafos iam para cabo-verde de férias. Depois posto mais...
Palavras de João Faria Borda (já falecido), um homem que passou dezasseis anos e três meses no Campo da Morte Lenta.
«O campo de concentração era um rectângulo (cerca de 250m por 180) situado num dos sítios mais insalubres do arquipélago de Cabo Verde. Como alojamento existiam umas barracas de lona onde eram metidos cerca de 12 presos em cada uma.As casas de banho não existiam. Havia apenas uns sanitários – toscos muros de tijolo com uns buracos no chão e umas latas de gasolina para as necessidades.Como cozinha existia um telheiro com uns muros por onde a poeira entrava aos montes. Dois indígenas faziam a comida. A alimentação era péssima – havia ocasiões em que era necessário pôr bolas de algodão no nariz pois o cheiro da comida impedia que ela entrasse no estômago.Não havia água potável. Só existia água num poço a cerca de oitocentos metros do campo, água salobra que os presos transportavam em latas de gasolina. Mesmo assim era má e em pequena quantidade, não chegando para a higiene. Tomava-se banho com um único litro de água despejada de uma lata onde eram feitos uns buracos para o efeito.»
«O primeiro director do Tarrafal foi Manuel Martins dos Reis, capitão gatuno e paranóico, vindo da Fortaleza de Angra do Heroísmo. Este director “entretinha-se” a roubar as coisas que os familiares dos presos, com sacrifício, mandavam, desculpando-se que tudo aquilo era enviado pelo Socorro da Marinha Internacional. Chegou mesmo a montar uma pseudo cantina onde vendia as coisas roubadas.Mal desembarcámos começámos imediatamente a trabalhar. Transportávamos pedras, sob vigilância constante dos guardas.Em Cabo Verde, região de clima variável, calhou chover bastante nesses anos. A lona das barracas apodreceu de tal maneira que lá dentro chovia como na rua e de manhã acordávamos com a cara negra da poeira que se pegava à humidade que sobre nós caía.As águas acumuladas formavam pântanos onde se desenvolviam mosquitos transmissores do paludismo. A saúde de todos nós, presos, arruinava-se.Caíamos atacados da doença chamada biliose. Sem fornecimento de medicamentos e com um médico que era um patife da pior espécie, em poucos dias morreram sete camaradas. Em cerca de uma média de 200 presos era vulgar, em certas alturas, apenas dez andarem a pé.»
«Os escândalos da actuação do primeiro director levaram à demissão deste. Foi substituído por João da Silva, acompanhado pelo fascista Seixas.Estávamos em 1938/39. A guerra civil espanhola terminava com a vitória do fascismo. O ditador português Salazar tinha contribuído, apoiando com o envio de géneros alimentícios e de homens, os quais ficaram conhecidos pelos Viriatos. Hitler tinha subido ao poder em 1933. Na Itália existia Mussolini. A situação no campo do Tarrafal, reflexo da situação política internacional caracterizada pela ascensão do fascismo, agrava-se terrivelmente.João da Silva dizia frequentemente: “Quem está aqui é para morrer!”Com este director começou a funcionar sistematicamente a célebre tortura conhecida por “frigideira”. Todos os dias eram para lá atirados presos e eu também por lá passei algumas vezes.»
Há quem não preste, e quem não preste para nada...
É por estas e por outras que os benfiquistas têm grande relutância - para usar uma escrita políticamente correcta - em ter uma ponta de simpatia pelo Sporting. É claro que falo por mim, já que conheço muito lampião que é capaz de carpir as mágoas dos lagartos. A mim não me convencem. São com o o Sócrates, nunca me enganaram...
Vem isto a propósito do triste resultado do SCP, 1 - FCP, 2 de ontem em Alvaláxia. De facto a primeira parate bem parecia um jogo de outro planeta de tão tal estava a ser jogado. Mas isso é o menos: quando, os sportinguistas, tiveram hipótese de servir para alguma coisa ao Glorioso (ou seja, ganhar ao FCP e entreabrir as portas do primeiro lugar ao Benfica...) o que é que fizeram? nada! Melhor: menos de nada. Já não tenho dúvidas há quem não preste, mas o slb não presta para nada...
É por estas e por outras que os benfiquistas têm grande relutância - para usar uma escrita políticamente correcta - em ter uma ponta de simpatia pelo Sporting. É claro que falo por mim, já que conheço muito lampião que é capaz de carpir as mágoas dos lagartos. A mim não me convencem. São com o o Sócrates, nunca me enganaram...
Vem isto a propósito do triste resultado do SCP, 1 - FCP, 2 de ontem em Alvaláxia. De facto a primeira parate bem parecia um jogo de outro planeta de tão tal estava a ser jogado. Mas isso é o menos: quando, os sportinguistas, tiveram hipótese de servir para alguma coisa ao Glorioso (ou seja, ganhar ao FCP e entreabrir as portas do primeiro lugar ao Benfica...) o que é que fizeram? nada! Melhor: menos de nada. Já não tenho dúvidas há quem não preste, mas o slb não presta para nada...
domingo, outubro 05, 2008

Coisas estranhas na blogosfera avisense, ou «o post fantasma».
Quem aceder ao regressado justiça seja feita2 depara-se com um novo visual, e até outras funcionalidades como, por exemplo os «alertas» para os posts editados em alguns blogs cá do burgo.
Estranho é que um desses «alertas» a dar notícia de um assalto de que o Saloon teria sido alvo, apesar de servir de atalho para o blog em causa - Tudo e mais alguma coisa em... Avis - não leva à notícia lá revelada.
Das duas uma: ou o autor do «Tudo e mais» apagou o post respectivo ou, o autor do «justiça» consegue fazer links para posts fantasmas...
Estranho é que um desses «alertas» a dar notícia de um assalto de que o Saloon teria sido alvo, apesar de servir de atalho para o blog em causa - Tudo e mais alguma coisa em... Avis - não leva à notícia lá revelada.
Das duas uma: ou o autor do «Tudo e mais» apagou o post respectivo ou, o autor do «justiça» consegue fazer links para posts fantasmas...
Que é estranho, lá isso é.
sábado, outubro 04, 2008

Dinis Machado faleceu (ou terá sido Dennis McShade?...)
Sempre gostei de comprar livros nas barraquinhas de segunda mão. O vício deve-se-me ter pegado na «Galileu», em Cascais, mesmo ali ao lado do Santini, onde, na rua, no alpendre me frente à montra da livraria, estavam sempre em exposição várias centenas de títulos a preços de saldo.
Comprei aí grandes preciosidades por tuta e meia. Muitos policiais ao peso e clássicos da literatura a bom preço e que ficam bem em qualquer biblioteca. Confesso que muitos deles acabaram nas estantes sem serem lidos, mas toda a gente sabe que há no mundo mais livros do que horas para os ler... alguns têm infelizmente que ficar para trás.
Comprei aí grandes preciosidades por tuta e meia. Muitos policiais ao peso e clássicos da literatura a bom preço e que ficam bem em qualquer biblioteca. Confesso que muitos deles acabaram nas estantes sem serem lidos, mas toda a gente sabe que há no mundo mais livros do que horas para os ler... alguns têm infelizmente que ficar para trás.
***
Vem isto a propósito da morte de Dinis Machado, autor consagrado de «O Que Diz Molero», jornalista da geração boémia do Bairro Alto, fumador compulsivo de cigarrilhas, bebedor de quase tudo, apreciador do que há de bom na vida, sejam copos, conversas, filmes, banda desenha ou mulheres. Lindas de preferência.
***
Nos anos 80 - trabalhava eu na Avenida da Liberdade nos semanários JL e O Jornal - o Parque Mayer, apesar de mal ainda funcionava. Ao almoço os dois ou três restaurantes ainda serviam refeições e os comensais das redondezas aproveitavam os dias de bom tempo para almoçarem ao ar livre. O nosso grupo tinha mesa «marcada» no Pierot, mesmo junto à barraquinha de livros em segunda mão que por lá existia.
Era certo e sabido que a refeição não acabava com o café e o digestivo, só era dada por terminada depois de mais uma mirada às «novidades» do quiosque - algumas delas com mais 50 anos...
Do grupo fazia parte à vez o José Carlos Vasconcelos, o José Jorge Letria, o Viriato Teles, o Miguel Eduardo Serrano, o Rogério Rodrigues, só para citar alguns...
Numa dessas visitas saltou-me à vista a 1ª edição de «A Mão Direita do Diabao», de Janeiro de 1967, da coleção Rififi, da editorial Ibis, assinada, em estrangeiro por Dennis McShade - Nada mais, nada menos que Dinis Machado.
Era certo e sabido que a refeição não acabava com o café e o digestivo, só era dada por terminada depois de mais uma mirada às «novidades» do quiosque - algumas delas com mais 50 anos...
Do grupo fazia parte à vez o José Carlos Vasconcelos, o José Jorge Letria, o Viriato Teles, o Miguel Eduardo Serrano, o Rogério Rodrigues, só para citar alguns...
Numa dessas visitas saltou-me à vista a 1ª edição de «A Mão Direita do Diabao», de Janeiro de 1967, da coleção Rififi, da editorial Ibis, assinada, em estrangeiro por Dennis McShade - Nada mais, nada menos que Dinis Machado.
De regresso à redaccão, dei-me ao trabalho de folhear o livro e a surpresa aparareceu na quinta página: «Ao Sr. Jaime - que possibilitou o contacto de Maynard com o homem da rua - a gratidão do Dennis MacShade».
Ainda estou para saber o que levou este Sr. Jaime a desfazer-se de um objecto que, já na altura seria, certamente, um livro muito procurado e ainda por cima com dedicatória. Eu que o comprei por 5 escudos (2 cêntimos e meio) por nada deste mundo me desfazia dele.
Ainda estou para saber o que levou este Sr. Jaime a desfazer-se de um objecto que, já na altura seria, certamente, um livro muito procurado e ainda por cima com dedicatória. Eu que o comprei por 5 escudos (2 cêntimos e meio) por nada deste mundo me desfazia dele.
sábado, setembro 27, 2008
Benfica-Sporting – ficção ou talvez não...
Existe uma terra, no Alentejo que tempos não muito distantes, os adeptos destas duas equipa se juntavam no Café Central nos dias dos grandes jogos. Quer dizer: juntavam-se todos os dias, mas, nos dias dos «grandes jogos» - e entenda-se «grandes jogos» como «benficas-sportings» - a verbe estava mais aguçada. Era de esperar uma picadela daqui, uma boca mais atrevida dali... enfim, situações próprias de um dia clássico.
Os tempos passaram e os «lampiões» – como no país, maioritários na vila – resolveram fundar uma casa do SLB na terra. Os «lagartos» mais empedernidos juraram a pés juntos nunca os pôr em tal sítio. Conheço alguns que até hoje cumprem a promessa: por exemplo o pintor. Mas, outros há que até se fizeram sócios do ninho da águia (o bancário, o coifeur, o segurador...) sem nunca renegarem à sua condição clubística.
Razões de mercado (expressão em voga que quer dizer uma data de coisas que normalmente não são boas...) levou ao aparecimento de um novo café (A miragem) onde, pouco e pouco, os sportinguistas órfãos de sítio, se foram acoitando. Sportinguistas e não só: existe uma «raça» que tende a passar, rapidamente, do azul para o verde e que se chamam – a eles mesmo - «belenenses».
A ironia disto tudo é que o proprietário é benfiquista ainda antes de ter nascido. E tem coração mole e, pelos vistos, a carteira vazia. Já não é a primeira vez que perante dois jogos ao mesmo tempo em canais diferentes, opta por pôr os «lagartos» na tv a dar chutos na bola, e os acontecimentos artísticos – que são sempre os jogos do benfica – ficam escondidos atrás da pantalha, para desespero dos, ainda assim, muitos clientes benfiquistas. É claro que hoje esse problema não se põe, já que as duas equipas se confrontam, mas não deixa de ser um problema.
Como é que o taberneiro «garrafinhas» vai saber, a cada momento, qual a correlação de forças presente no seu estabelecimento e optar por um, ou por outro desafio?
FÁCIL ! Basta instalar à porta um «verdómetro». Cada vez que der entrada um «lagarto» a maquineta apita e ele aponta, quando sai apita outra vez e desconta. Quando começar o jogo, basta conta os pés existentes no estabelecimento, dividir por dois e descontar o número apontado. Se o resto for maior, vê-se o «glorioso». Nunca falha, até porque os adeptos dos outros clubes, não têm direito a voto...
Existe uma terra, no Alentejo que tempos não muito distantes, os adeptos destas duas equipa se juntavam no Café Central nos dias dos grandes jogos. Quer dizer: juntavam-se todos os dias, mas, nos dias dos «grandes jogos» - e entenda-se «grandes jogos» como «benficas-sportings» - a verbe estava mais aguçada. Era de esperar uma picadela daqui, uma boca mais atrevida dali... enfim, situações próprias de um dia clássico.
Os tempos passaram e os «lampiões» – como no país, maioritários na vila – resolveram fundar uma casa do SLB na terra. Os «lagartos» mais empedernidos juraram a pés juntos nunca os pôr em tal sítio. Conheço alguns que até hoje cumprem a promessa: por exemplo o pintor. Mas, outros há que até se fizeram sócios do ninho da águia (o bancário, o coifeur, o segurador...) sem nunca renegarem à sua condição clubística.
Razões de mercado (expressão em voga que quer dizer uma data de coisas que normalmente não são boas...) levou ao aparecimento de um novo café (A miragem) onde, pouco e pouco, os sportinguistas órfãos de sítio, se foram acoitando. Sportinguistas e não só: existe uma «raça» que tende a passar, rapidamente, do azul para o verde e que se chamam – a eles mesmo - «belenenses».
A ironia disto tudo é que o proprietário é benfiquista ainda antes de ter nascido. E tem coração mole e, pelos vistos, a carteira vazia. Já não é a primeira vez que perante dois jogos ao mesmo tempo em canais diferentes, opta por pôr os «lagartos» na tv a dar chutos na bola, e os acontecimentos artísticos – que são sempre os jogos do benfica – ficam escondidos atrás da pantalha, para desespero dos, ainda assim, muitos clientes benfiquistas. É claro que hoje esse problema não se põe, já que as duas equipas se confrontam, mas não deixa de ser um problema.
Como é que o taberneiro «garrafinhas» vai saber, a cada momento, qual a correlação de forças presente no seu estabelecimento e optar por um, ou por outro desafio?
FÁCIL ! Basta instalar à porta um «verdómetro». Cada vez que der entrada um «lagarto» a maquineta apita e ele aponta, quando sai apita outra vez e desconta. Quando começar o jogo, basta conta os pés existentes no estabelecimento, dividir por dois e descontar o número apontado. Se o resto for maior, vê-se o «glorioso». Nunca falha, até porque os adeptos dos outros clubes, não têm direito a voto...

E agora o quê?!...
Este agora, entre o evasivo e a ameaça, deixa espaço à imaginação. Aceitam-se apostas e eu faço já as primeiras:
agora... quero que se lixem que eu vou ver o benfica-sporting
agora... vou chamar o correio da manhã e a tvi e fazer um «ganda« escândalo
agora... vou dar uma entrevista à «A PONTE» onde vou contar tudo de fio a pavio
agora... vou para carcavelos, que era de onde nunca devia ter saído
agora... vou «pôr-lhes um processo em cima» como fazia o Herman José
agora...
quinta-feira, setembro 25, 2008
Quem conta um conto...
Mar Seara
De nada lhe serve a boina com o sol a marrar de frente. Entre o monte e a povoação não há chaparro que lhe possa valer. Tudo descampado. Apesar da hora o magano já queima, mas tem mesmo de ser. A camioneta não espera por ninguém, e Zé Galhofa não quer perder esta viagem por nada deste mundo.
Foram anos e mais anos a sonhar com o assunto. Sozinho no campo, à volta com a bicheza, mal tinha tempo para, uma vez por mês, ir à vila ver do avio, quanto mais folgazar um dia inteiro numa passeata. Agora era diferente. Reformado, viúvo, com os filhos desmamados, podia-se dar ao luxo de aproveitar as viagens organizadas pelo presidente da Junta para os velhotes espairecerem.
É certo que a pequena courela e a meia dúzia de galinhas, coelhos e o bácoro para sustento próprio ainda lhe davam luta, até porque a reforma, apesar de bem vinda, ia-se toda no «raio dos medicamentos». No entanto, quando voltasse «lá pela tardinha» ainda viria muito a tempo de lhes dar a ração e regar os nabiços...
Desde gaiato que sonhava com o dia em que veria o mar com «aqueles que a terra há-de comer». Quando foi às sortes ainda esteve tentado a oferecer-se para a Marinha, mas o pai cortou-lhe as pernas: «Nem Marinha, nem farinha. Não penses nisso que fazes por cá muita falta. A mim e ao patrão»... - decretou. Depois de, em criança, ter sido seu ajuda na guarda dos porcos, passaram a dividir todo o trabalho no monte. Tornava-se o serviço mais leve e era mais algum a entrar em casa.
A tropa tinha-a feito em Estremoz, a poucos quilómetros do monte onde nasceu, e daí não arredou pé até passar à peluda, continuando, assim, por realizar esse seu grande desejo, ver o mar.
Nem sabia de onde lhe tinha nascido aquela ideia. Da família não era de certeza. Tudo gente do campo, de água só conheciam os ribeiros e as nascentes das redondezas. Na escola também não fora, pois era sítio de onde nunca tinha saído... Para muita pena sua que «saber fazer o nome» ter-lhe-ia dado jeito em várias ocasiões. Mas «mais vale tarde do que nunca» e, hoje, chegara o dia. O grande dia.
Chegado ao largo, aprochegou-se da carreira. Como ainda faltavam alguns minutos para a partida, resolveu puxar da bucha e comer o almocito. Hábito antigo de horários campestres. Na vila, a esta hora da manhã, havia muita gente que nem o mata-bicho ainda tinha batido. Navalha numa mão, pão e queijo na outra. A pequenos golpes, certeiros, ia lascando o petisco. Só lhe faltava a bebida. «Logo mais bebo», pensou. Daria um salto à tasca do Garrafão e aproveitaria para se precaver para a jornada «mudando a água às azeitonas».
A rapaziada da sua idade foi arribando. Homens para um lado, mulheres para outro. As conversas eram as de sempre, próprias destas idades: «O Tóino Catrapuz lá se foi, coitado»... «É verdade, coitado. E eu também não ando lá muito bem. As cruzes não me deixam em paz. Só à força de drogas é que cá me vou arranjando»...
A viagem prometia ser curta. «Menos que um fósforo», tinham-lhe dito. Daí a nada estaria a mirar o mar. Pela janela do autocarro olhou a planície ondulante, com o vento a inventar carneirinhos nas searas. A viagem tinha começado.
A camioneta cheirava a nova, com belos bancos estofados a veludo e, vejam lá, televisão a cores. A cores! O seu velho aparelho, a preto e branco, de vez em quando, passava imagens dos grandes mares deixando-o «a modos que assarapantado»... Era como que um gosto e irritação. Tudo ao mesmo tempo. Um país com tanta costa e ele, a meia dúzia de quilómetros, sem nunca ter visto o mar.
Já não faltava tudo. A Aldeia Nova já tinha ficado para trás, e estavam agora a entrar na auto-estrada. Uma hora, mais coisa, menos coisa, estaria ao pé do Oceano.
Chico Zangado, seu companheiro de jornada, não percebia a ansiedade do Galhofa: «Ó homem, olha que água é água em todo o lado»... Pudera, tinha ido ainda novo para a Outra Banda e mar, por lá, era coisa que não faltava...
Estavam a chegar. «Por favor, não se afastem uns dos outros. O almoço é ao meio-dia no sítio que lhes vou indicar», ouviu-se nas colunas da camioneta...
Foi dos primeiros a sair. Mal esperou que a doutora fizesse as últimas recomendações. Virou as costas ao sol e encaminhou-se para poente. Rumo ao mar.
Ao virar da esquina, uma enorme maré cheia espraiou-se-lhe olhos dentro. Grandiosa. Imponente. Azul, ouro e prata.«Ó compadre, é bonito, não é ?! Tão bonito que até parece uma seara...»
Mar Seara
De nada lhe serve a boina com o sol a marrar de frente. Entre o monte e a povoação não há chaparro que lhe possa valer. Tudo descampado. Apesar da hora o magano já queima, mas tem mesmo de ser. A camioneta não espera por ninguém, e Zé Galhofa não quer perder esta viagem por nada deste mundo.
Foram anos e mais anos a sonhar com o assunto. Sozinho no campo, à volta com a bicheza, mal tinha tempo para, uma vez por mês, ir à vila ver do avio, quanto mais folgazar um dia inteiro numa passeata. Agora era diferente. Reformado, viúvo, com os filhos desmamados, podia-se dar ao luxo de aproveitar as viagens organizadas pelo presidente da Junta para os velhotes espairecerem.
É certo que a pequena courela e a meia dúzia de galinhas, coelhos e o bácoro para sustento próprio ainda lhe davam luta, até porque a reforma, apesar de bem vinda, ia-se toda no «raio dos medicamentos». No entanto, quando voltasse «lá pela tardinha» ainda viria muito a tempo de lhes dar a ração e regar os nabiços...
Desde gaiato que sonhava com o dia em que veria o mar com «aqueles que a terra há-de comer». Quando foi às sortes ainda esteve tentado a oferecer-se para a Marinha, mas o pai cortou-lhe as pernas: «Nem Marinha, nem farinha. Não penses nisso que fazes por cá muita falta. A mim e ao patrão»... - decretou. Depois de, em criança, ter sido seu ajuda na guarda dos porcos, passaram a dividir todo o trabalho no monte. Tornava-se o serviço mais leve e era mais algum a entrar em casa.
A tropa tinha-a feito em Estremoz, a poucos quilómetros do monte onde nasceu, e daí não arredou pé até passar à peluda, continuando, assim, por realizar esse seu grande desejo, ver o mar.
Nem sabia de onde lhe tinha nascido aquela ideia. Da família não era de certeza. Tudo gente do campo, de água só conheciam os ribeiros e as nascentes das redondezas. Na escola também não fora, pois era sítio de onde nunca tinha saído... Para muita pena sua que «saber fazer o nome» ter-lhe-ia dado jeito em várias ocasiões. Mas «mais vale tarde do que nunca» e, hoje, chegara o dia. O grande dia.
Chegado ao largo, aprochegou-se da carreira. Como ainda faltavam alguns minutos para a partida, resolveu puxar da bucha e comer o almocito. Hábito antigo de horários campestres. Na vila, a esta hora da manhã, havia muita gente que nem o mata-bicho ainda tinha batido. Navalha numa mão, pão e queijo na outra. A pequenos golpes, certeiros, ia lascando o petisco. Só lhe faltava a bebida. «Logo mais bebo», pensou. Daria um salto à tasca do Garrafão e aproveitaria para se precaver para a jornada «mudando a água às azeitonas».
A rapaziada da sua idade foi arribando. Homens para um lado, mulheres para outro. As conversas eram as de sempre, próprias destas idades: «O Tóino Catrapuz lá se foi, coitado»... «É verdade, coitado. E eu também não ando lá muito bem. As cruzes não me deixam em paz. Só à força de drogas é que cá me vou arranjando»...
A viagem prometia ser curta. «Menos que um fósforo», tinham-lhe dito. Daí a nada estaria a mirar o mar. Pela janela do autocarro olhou a planície ondulante, com o vento a inventar carneirinhos nas searas. A viagem tinha começado.
A camioneta cheirava a nova, com belos bancos estofados a veludo e, vejam lá, televisão a cores. A cores! O seu velho aparelho, a preto e branco, de vez em quando, passava imagens dos grandes mares deixando-o «a modos que assarapantado»... Era como que um gosto e irritação. Tudo ao mesmo tempo. Um país com tanta costa e ele, a meia dúzia de quilómetros, sem nunca ter visto o mar.
Já não faltava tudo. A Aldeia Nova já tinha ficado para trás, e estavam agora a entrar na auto-estrada. Uma hora, mais coisa, menos coisa, estaria ao pé do Oceano.
Chico Zangado, seu companheiro de jornada, não percebia a ansiedade do Galhofa: «Ó homem, olha que água é água em todo o lado»... Pudera, tinha ido ainda novo para a Outra Banda e mar, por lá, era coisa que não faltava...
Estavam a chegar. «Por favor, não se afastem uns dos outros. O almoço é ao meio-dia no sítio que lhes vou indicar», ouviu-se nas colunas da camioneta...
Foi dos primeiros a sair. Mal esperou que a doutora fizesse as últimas recomendações. Virou as costas ao sol e encaminhou-se para poente. Rumo ao mar.
Ao virar da esquina, uma enorme maré cheia espraiou-se-lhe olhos dentro. Grandiosa. Imponente. Azul, ouro e prata.«Ó compadre, é bonito, não é ?! Tão bonito que até parece uma seara...»
sexta-feira, setembro 19, 2008
Discos pedidos (1)
Tem toda a razão o Do Castelo. Mas é por manifesta falta de tempo que não tenho vindo ao(s) blog(s). E como os desejos dos amigos para mim são ordens, aqui fica uma canção francesa da qual provavelmente, e sem desculpa, me iria esquecer. Jacques Brel (peço desculpa pelas legendas em inglês...)
Tem toda a razão o Do Castelo. Mas é por manifesta falta de tempo que não tenho vindo ao(s) blog(s). E como os desejos dos amigos para mim são ordens, aqui fica uma canção francesa da qual provavelmente, e sem desculpa, me iria esquecer. Jacques Brel (peço desculpa pelas legendas em inglês...)
domingo, agosto 31, 2008

Nossa Senhora Mãe dos Homens
Cumpriu-se, no dia certo, mais uma vez a tradição: um grupo de peregrinos deixou Avis cerca das seis da manhã, com destino à capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, onde chegou cerca de três horas depois.
A missa e a procissão completaram o programa litúrgico que, desde há muito, já é bem mais do que apenas isso.
Confesso (a «confissão» revela um resquício da minha formação cristã...) que esta, foi apenas a terceira vez que participei no evento - mais propriamente na segunda parte dele -, mas já deu para entender que este acontecimento, como muitos outros por esse Portugal fora, mais do que manifestações da fé cristã, são oportunidades, cada vez mais raras, de pessoas que fazem parte da mesma comunidade falarem entre si. E ainda bem...
No campo, com a capela à vista e o Maranhão a refrescar as ideias, os petiscos vão saltando de dentro das arcas e as mesas e cadeiras vão procurando as sombras. Depois do repasto, há quem estenda as mantas e durma a sesta prometida, e quem fique à conversa com os parceiros de jornada, e outros (como eu) que após se terem «saciado» com um fabuloso rolo de carne tenham abandonado, contrafeitos, o local...Mas, pelas 18:30, Nossa Senhora voltou a casa e, com ela, trouxe quem a levou, por um dia, à sua Capela. Os carros tocaram como se um casamento fosse e, por isso, vim à rua ver passar o cortejo.
Cumpriu-se, no dia certo, mais uma vez a tradição: um grupo de peregrinos deixou Avis cerca das seis da manhã, com destino à capela de Nossa Senhora Mãe dos Homens, onde chegou cerca de três horas depois.
A missa e a procissão completaram o programa litúrgico que, desde há muito, já é bem mais do que apenas isso.
Confesso (a «confissão» revela um resquício da minha formação cristã...) que esta, foi apenas a terceira vez que participei no evento - mais propriamente na segunda parte dele -, mas já deu para entender que este acontecimento, como muitos outros por esse Portugal fora, mais do que manifestações da fé cristã, são oportunidades, cada vez mais raras, de pessoas que fazem parte da mesma comunidade falarem entre si. E ainda bem...
No campo, com a capela à vista e o Maranhão a refrescar as ideias, os petiscos vão saltando de dentro das arcas e as mesas e cadeiras vão procurando as sombras. Depois do repasto, há quem estenda as mantas e durma a sesta prometida, e quem fique à conversa com os parceiros de jornada, e outros (como eu) que após se terem «saciado» com um fabuloso rolo de carne tenham abandonado, contrafeitos, o local...Mas, pelas 18:30, Nossa Senhora voltou a casa e, com ela, trouxe quem a levou, por um dia, à sua Capela. Os carros tocaram como se um casamento fosse e, por isso, vim à rua ver passar o cortejo.
quarta-feira, agosto 20, 2008
músicas da minha vida (e não só)
Isto que vos proponho ouvir, sendo da autoria de um «cantautor», não é uma música no sentido clássico, mas as suas palavras são música para os meus ouvidos. Para os mais novos, a sigla FMI pouco quererá dizer, mas, para os «quarentões» como eu, infelizmente, dizem muito. José Mário Branco: não podia faltar!
Isto que vos proponho ouvir, sendo da autoria de um «cantautor», não é uma música no sentido clássico, mas as suas palavras são música para os meus ouvidos. Para os mais novos, a sigla FMI pouco quererá dizer, mas, para os «quarentões» como eu, infelizmente, dizem muito. José Mário Branco: não podia faltar!
domingo, agosto 17, 2008
Vindo de férias...
confesso que já estava com saudades das pequenas/grandes questões locais... regressado de poucos dias à beira-mar, depois de pôr em dia os e-mails (propositademente) em atraso, o computadar levou-me aos blogs da «família»: o poolman e o do castelo!
folguei em saber que o primeiro tinha andado por sintra - coisa que para alguém que é de cascais é o mesmo que, para alguém que seja de avis ouvir dizer bem de fronteira... aliás, e para que conste, sintra é aquela terra que mesmo no pico do verão, parece que faltam sempre cinco minutos para chover. acho que não preciso dizer mais nada a esse tal de poolman...
Mas o meu amigo do castelo fala de coisas bem mais interessantes. A saber: o padre da freguesia, ficou chateado com o estendal que o RAPID fez em frente à porta da igreja do convento. vejam lá! um templo que a nossa santa igreja tão acarinha; que é um exemplo de boa conservação; que todos os dias santos está aberto à celebração; que ao longo dos tempos foi protegida de forma a não danificarem ou roubarem o seu património; que, enfim, é algo que ele, por ser o responsável do edifício (pelos vistos dono da chave...) utiliza amiúde para reunir o seu rebanho, não suporta ver incomodado por aquilo que para mim, é uma manifestação de criatividade e liberdade de alguns jovens - e também menos jovens - de avis.
é por essas e por outras, no que a mim me diz respeito, e apesar de ter sido educado na fé cristã
há muito me impede de meter os pés numa igreja, a não ser para a visitar...
apetecia-me ser mais cáustico, mas acho que não vale a pena. pensando melhor: fica para a próxima.
confesso que já estava com saudades das pequenas/grandes questões locais... regressado de poucos dias à beira-mar, depois de pôr em dia os e-mails (propositademente) em atraso, o computadar levou-me aos blogs da «família»: o poolman e o do castelo!
folguei em saber que o primeiro tinha andado por sintra - coisa que para alguém que é de cascais é o mesmo que, para alguém que seja de avis ouvir dizer bem de fronteira... aliás, e para que conste, sintra é aquela terra que mesmo no pico do verão, parece que faltam sempre cinco minutos para chover. acho que não preciso dizer mais nada a esse tal de poolman...
Mas o meu amigo do castelo fala de coisas bem mais interessantes. A saber: o padre da freguesia, ficou chateado com o estendal que o RAPID fez em frente à porta da igreja do convento. vejam lá! um templo que a nossa santa igreja tão acarinha; que é um exemplo de boa conservação; que todos os dias santos está aberto à celebração; que ao longo dos tempos foi protegida de forma a não danificarem ou roubarem o seu património; que, enfim, é algo que ele, por ser o responsável do edifício (pelos vistos dono da chave...) utiliza amiúde para reunir o seu rebanho, não suporta ver incomodado por aquilo que para mim, é uma manifestação de criatividade e liberdade de alguns jovens - e também menos jovens - de avis.
é por essas e por outras, no que a mim me diz respeito, e apesar de ter sido educado na fé cristã
há muito me impede de meter os pés numa igreja, a não ser para a visitar...
apetecia-me ser mais cáustico, mas acho que não vale a pena. pensando melhor: fica para a próxima.
sexta-feira, agosto 01, 2008
Músicas da minha vida (6)
E já se faz tarde para falar do Zeca. Nem é preciso justificar a escolha. Seria apenas mais uns redondos vovábulos...
E já se faz tarde para falar do Zeca. Nem é preciso justificar a escolha. Seria apenas mais uns redondos vovábulos...
domingo, julho 20, 2008
Músicas da minha vida (5)
Vi o Chico pela primeira vez ao vivo na Festa do Avante. Já não me lembro onde, se no Alto da Ajuda, se em Loures, não sei... Antes disso já fazia parte do «meu reportório» com «eu estava à toa na vida / o meu amor me chamou / para ver a banda passar /cantando coisas de amor»... Na altura, ainda não tinha pedalada para me aventurar a tocar coisas mais complicadas como, por exemplo, «Meus Caros Amigos». Mas este tema antigo que descobri no Youtube tem a vantagem de também prestar uma justa homenagem aos MPB4 que também participaram nesse meu primeiro concerto brasileiro, onde acturaram ainda Edu Lobo e, a então «desconhecida», Simone... Oiçam e divirtam-se!
Vi o Chico pela primeira vez ao vivo na Festa do Avante. Já não me lembro onde, se no Alto da Ajuda, se em Loures, não sei... Antes disso já fazia parte do «meu reportório» com «eu estava à toa na vida / o meu amor me chamou / para ver a banda passar /cantando coisas de amor»... Na altura, ainda não tinha pedalada para me aventurar a tocar coisas mais complicadas como, por exemplo, «Meus Caros Amigos». Mas este tema antigo que descobri no Youtube tem a vantagem de também prestar uma justa homenagem aos MPB4 que também participaram nesse meu primeiro concerto brasileiro, onde acturaram ainda Edu Lobo e, a então «desconhecida», Simone... Oiçam e divirtam-se!
quarta-feira, julho 16, 2008
Músicas da minha vida (4)
E os «dinossauros» do rock que, infelizmente, vieram a Portugal quando já não eram vivos também tem lugar nos meus «dez+». Satisfação...
E os «dinossauros» do rock que, infelizmente, vieram a Portugal quando já não eram vivos também tem lugar nos meus «dez+». Satisfação...
Músicas da minha vida (3)
Os Beatles são uma referência incontornável para a gente da minha geração. A dificuldade está na escolha. Seleccionei esta pelo facto de ser - como está anunciado - um filme raro, mas podia ser uma outra qualquer...
Os Beatles são uma referência incontornável para a gente da minha geração. A dificuldade está na escolha. Seleccionei esta pelo facto de ser - como está anunciado - um filme raro, mas podia ser uma outra qualquer...
terça-feira, julho 15, 2008
Músicas da minha vida (2)
Os «Shadows» são (infelizmente para os que de vez em quando me têm de gramar...) o conjunto em que eu me «inspirei» para «aprender» a tocar guitarra. Era a banda que, para além de uma carreira a solo, ficou conhecida por acompanhar o Clif Richard, presença assídua nos festivais da Eurovisão, local onde os ditos cujos «sombras» também actuaram em representação da Grã-bretanha.
Tocaram em Portugal por várias vezes durante os anos 60, e Apache e Dance On são dois dos seus temas mais conhecidos. O que talvez muita gente não saiba é que numa das suas visitas a solo luso, atravessaram o Tejo e compuseram e gravaram um tema intitulado Alentejo, aqui tocado por uma banda de tributo.
Os «Shadows» são (infelizmente para os que de vez em quando me têm de gramar...) o conjunto em que eu me «inspirei» para «aprender» a tocar guitarra. Era a banda que, para além de uma carreira a solo, ficou conhecida por acompanhar o Clif Richard, presença assídua nos festivais da Eurovisão, local onde os ditos cujos «sombras» também actuaram em representação da Grã-bretanha.
Tocaram em Portugal por várias vezes durante os anos 60, e Apache e Dance On são dois dos seus temas mais conhecidos. O que talvez muita gente não saiba é que numa das suas visitas a solo luso, atravessaram o Tejo e compuseram e gravaram um tema intitulado Alentejo, aqui tocado por uma banda de tributo.
Músicas da minha vida (1)
A TSF, o RCP e a Antena 1 (com grande originalidade) têm uma rúbrica em que perguntam a várias «personalidades» quais são as canções das suas vidas. Eu sei que ninguém me perguntou nada, mas, assim como assim, nos próximos dias vou postar aqui algumas das canções da minha vida.
E começo por uma canção do Fausto que fazia parte do primeiro LP (long Play) que comprei:
Ó Partor que choras
A TSF, o RCP e a Antena 1 (com grande originalidade) têm uma rúbrica em que perguntam a várias «personalidades» quais são as canções das suas vidas. Eu sei que ninguém me perguntou nada, mas, assim como assim, nos próximos dias vou postar aqui algumas das canções da minha vida.
E começo por uma canção do Fausto que fazia parte do primeiro LP (long Play) que comprei:
Ó Partor que choras
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