quinta-feira, novembro 13, 2008













Pavia
actualizado

Não é que duvide daquilo que o Desabafos diz, mas não há nada como fazer como S. Tomé: ver para crer. Assim sendo, rodas ao caminho que se faz cedo. A tarde soalheira convidava ao passeio e Pavia é já ali.
Junto à Casa Museu do Manuel Ribeiro Pavia uma enorme sapata ainda fumegava. Sinal inequívoco que tinha havido «movimentações» na noite anterior. Depois de uma apressada visita aos trabalhos do Pavia (hei-de voltar com mais tempo...) lá perguntámos que costume era aquele de, na noite de S. Martinho, farruscar as paredes da terra com quadras feitas à medida de cada morador.
Que sim senhor, «é mesmo isso que acontece», disseram-nos. E se quiséssemos bastaria subir a rua que logo veríamos as ditas cujas em alguns cafés e habitações. E como cantava o Sérgio:

Eu vi quatro quadras soltas
à solta lá numa herdade
amarrei-as com uma corda
e carreguei-as para a cidade.

Não era esta, até porque todas começavam pelo verso «Se és irmão do S. Martinho» e a qualidade literária deixava algo a desejar, mas que esta tradição tem graça, lá isso tem.


Recebi um mail do Monte do Mel que vem dar uma achega a este post. Afinal, na Casa Branca, também são «percursores» dos blogs.


«li no teu blog acerca daquela curiosa tradição [de Pavia]. Em Casa Branca, há uns anos atrás, isso era muito comum. As pessoas escreviam em verso nas paredes das casas comentários comprometedores sobre os donos da casa. Isso originava um grande vai vem durante a noite: Eram os que escreviam nas paredes que só o faziam quando tudo já dormia; Eram os donos das casas "com telhados de vidro" que não queriam as carecas descobertas que se deitavam muito tarde a guardar as paredes, ou levantavam-se muito cedo para as lavar; Havia ainda um terceiro grupo, os curiosos, que também se deitavam tarde ,ou levantavam muito cedo, para verem as "novidades" nas paredes antes dos donos as lavarem. As paredes no S. Martinho eram o equivalente aos blogs de hoje em dia»....

sexta-feira, novembro 07, 2008

Será que ainda alguém se lembra das «praças de Jornas»?

E será que hoje é muito diferente?

Confira aqui.

quinta-feira, novembro 06, 2008

quarta-feira, novembro 05, 2008

O luís Afonso, no PÚBLICO on-line e o Bandeira no DN, já mandaram umas «bocas» sobre a eleição de Barak Obama. O Elias também vai versar o assunto, mas apenas na edição do JN de amanhã...





Yes, we can!

sábado, novembro 01, 2008


Baja Portalegre (actualizado)

Segundo informações disponibilizadas pelo site da organização da prova Paulo Correia (Saicó), de Avis, conduzindo uma Suzuki RMZ 250, no final da 2ª etapa, classificou-se na 41ª posição - entre cerca de 90 concorrentes à partida - a 1:11:24 do primeiro. O piloto avisense, montado numa Suzuki RMZ 250, fez o percurso à média de 67,50 km por hora.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Caderneta de Cromos

Ofereci uma caderneta de cromos ao M. Confesso que há anos que não me lembrava de tal fenómeno que, quando éramos pequenos, estava associado ao ínicio das aulas, sempre a 7 de Outubro... Era nessa altura, que por cada um tostão (quanto é que isso seria agora em euros?!) recebíamos dois rebuçados embrulhados na cara de um qualquer jogador. Fazia-se a cola de farinha e iam-se juntando os «cromos» até a caderneta estra completa. O último rebuçado a ser comprado dava direito a bola de catchú para as pelejas no recreio (1ª e 2ª classes contra 3ª e 4ª). Ou seja: dois anos a perder, seguidos de dois anos a ganhar.
Voltemos ao M. Até aqui não ligava nada ao futebol. Dizia que era dos «vermelhos» por duas razões, para me agradar e por ser a cor do Faísca protagonista do filme Cars. Aliás, sempre gostou muito mais de riscar, colar e pintar, do que qualquer jogo ou brincadeira que puxasse mais físico.
Mas a coisa mudou. Agora, quando vê uns tipos no ecrã aos chutos na bola, vem logo perguntar quem é que está a jogar; não pára de insistir para que passe na Celeste para comprar mais cromos; e até já foi buscar «onze moedas» ao mealheiro para investir nos cromos...
Devo confessar que acho graça a este súbito interesse pelo Futebol. Mas não há bela sem senão: a primeira equipa a ficar preenchida foi o Leixões que, ainda por cima, tem um emblema «giro» e já deu para perceber que o seu coração - apesar de continuar vermelho - pode estar a ganhar umas riscas brancas.
Notícias do «café»

A Delphi, afinal, já não fecha em Dezembro. Ontem numa reunião com os trabalhadores a empresa informou que vão continuar em «morte-lenta», possivelmente, até ao fim do 1º semestre....

A entrega da obra do Hotel da Cortesia, por parte do empreiteiro, está ligeiramente atrasada, mas, diz quem sabe, dia 5 de Janeiro vai estar tudo a rolar sobre rodas e já com 50 clientes...

Seis miúdos de Avis e do Alcórrego foram contratados pelo Casa Branca para a sua equipa de futebol de escolinhas. O primeiro jogo treino é já este sábado, em Fronteira. Um dos treinadores é filho do senhor Marcelino que trabalha no Montinho...
Os «bonecos» do dia no Público, DN e JN




Coerente, mais coerente não há...

«Tal como a maioria dos portugueses, também eu estou profundamente desiludido com a nossa classe política que transformou o Estado e as autarquias num monstro com tentáculos enormes que esmaga, sufoca e asfixia todas as pessoas e empresas que têm a veleidade de querer viver fora da sua dependência. E se o PS é o pai biológico do monstro, o PSD é o seu pai afectivo porque sempre que esteve no poder alimentou-o e acarinhou-o como se fosse seu filho»
(...)
«O convite da comissão política de Abrantes do PSD [o filho efectivo do monstro] apanhou-me, por isso, completamente de surpresa. Como qualquer pessoa facilmente concluirá, a solução mais cómoda e inteligente seria recusar o convite. Mas havia um problema: se eu recusasse o convite, deixava de ter autoridade moral para continuar a pregar no deserto

Discurso de Santana-Maia Leonardo ao povo de Abrantes, ontem, 29 de Outubro, na sua apresentação como candidato à presidênci da Câmara de Abrantes na lista do PSD

sexta-feira, outubro 24, 2008

De repente perdi-me. Ou por outra, comecei a andar às voltas. Chego ao computador e ligo a internet. Salta-me o Sapo a dar as notícias. Lá, no sítio do habitual, estão os links que me fazem falta: JN, TSF, Lusa, RTP... As novidades são as do costume. Más. Ainda por cima as mesmas em todas as páginas. Por mais voltas que dê, as notícias repetem-se. Más. Desisto. Soletro com os dedos: p-o-o-l... poolman! O gajo é esperto, penso eu. Antes de escrever toda a palavra , já o «Acer» percebeu onde quero ir. Hoje, o J. deu-se ao trabalho. Postou o cartaz do «rally papper» do Saloon. Deve ser por o ganhar todos os anos... Ao lado lá está a mirar-me mais um botão: Do Castelo. Mais um clic. A "árvore" já desceu. Voltamos a ter poesia. Leio na diagonal e ouço coaxar. É o Sapo. Em cima, mostram-se os links do costume. Lembro-me, de repente, porque me sentei ao computador: tenho de trabalhar. Mas as notícias são as do costume. Más...

sábado, outubro 18, 2008

estória curta (4)

Hoje fui à Feira do Ervedal. Contaram-me que, este ano, a feira «calhou» no seu dia. Ou seja: tradicionalmente era sempre a 18 de Outubro. Depois as coisa mudaram e passou a ser em fim-de-semana certo. O tempo está de feição para que lá vá muita gente. Até o Lajeira por lá arribou, para além do senhor vereador e outros ilustres ervedalenses.

O puto quis andar no carrocel. Com muita pena minha, que o tentei convencer a andar nos carrinhos de choques para eu apanhar boleia. Ele não foi na conversa e trocou os encontrões da pista grande pelo carro de bombeiros do círculo ao lado.

A minha «antiga» terra não tinha feira. Tinha um mercado todas as quartas-feiras, com tudo e mais alguma coisa à venda, com ciganos e tendeiros, tal como aqui, mas não era uma feira.

Uma feira é – mais que um local – um dia. Um dia de reencontros como os que eu vi no café do Sérgio. Entre cunhados e primos, irmãos e genros que, por mor da «feira», foram à terra.

Infelizmente, para mim, trabalhei pouco tempo com o Carlos Pinhão. O jornalista de «A Bola» que dispensa apresentações, era aquilo que se pode chamar um «alfacinha de gema». Numa das muitas estórias que deixou publicadas em vários jornais, recordo-me de uma em que dizia que quando era criança de escola e o Verão chegava se sentia triste porque todos os seus amigos «iam para a terra» e ele, filho e neto de lisboetas, não podia fazer o mesmo.

É por isso que eu costumo dizer que sou de onde me apetecer. E hoje, durante umas horas, apeteceu-me ser do Ervedal...