
Pavia actualizado
Não é que duvide daquilo que o Desabafos diz, mas não há nada como fazer como S. Tomé: ver para crer. Assim sendo, rodas ao caminho que se faz cedo. A tarde soalheira convidava ao passeio e Pavia é já ali.
Junto à Casa Museu do Manuel Ribeiro Pavia uma enorme sapata ainda fumegava. Sinal inequívoco que tinha havido «movimentações» na noite anterior. Depois de uma apressada visita aos trabalhos do Pavia (hei-de voltar com mais tempo...) lá perguntámos que costume era aquele de, na noite de S. Martinho, farruscar as paredes da terra com quadras feitas à medida de cada morador.
Que sim senhor, «é mesmo isso que acontece», disseram-nos. E se quiséssemos bastaria subir a rua que logo veríamos as ditas cujas em alguns cafés e habitações. E como cantava o Sérgio:
Eu vi quatro quadras soltas
à solta lá numa herdade
amarrei-as com uma corda
e carreguei-as para a cidade.
Não era esta, até porque todas começavam pelo verso «Se és irmão do S. Martinho» e a qualidade literária deixava algo a desejar, mas que esta tradição tem graça, lá isso tem.














