terça-feira, março 17, 2009
Hoje é Terça-feira, 17 de Março, septuagésimo sexto dia do ano. Faltam 289 dias para o final de 2009.
Este dia é dedicado a São Patrício, bispo, e a São Ambrósio de Alexandria, diácono.
Nos céus, a Lua encontra-se na Fase Minguante. Quarto Minguante, dia 18, às 17:47.
O sol nasce às 06:45 e o ocaso regista-se às 18:46.
No porto de Lisboa, a preia-mar verifica-se às 06:51 e 19:10, a baixa-mar às 00:26 e 12:40.
Peixes é o signo dos nascidos nesta data, destacando-se de entre eles o cantor norte-americano Nat King Cole (1919) e o bailarino russo Rudolf Nureyev (1938).
Nesta data, em 1756, era canonizada a princesa portuguesa Santa Joana, filha de Afonso V.
Em 1776, tropas americanas, comandadas por George Washington, obrigavam o exército britânico a retirar-se de Boston, Massachusetts.
Em 1938, era assinado o Pacto Ibérico, Tratado de amizade e não-agressão entre Portugal e Espanha.
Em 1945, os norte-americanos ganhavam a batalha com os japoneses pela posse de Iwo-Jima.
Em 1959, morria, no Rio de Janeiro, o poeta português António Botto.
Em 1958, a marinha norte-americana lançava, com êxito, o satélite Vanguard-1.
Em 1976, morria o cineasta e encenador italiano Luchino Visconti.
Em 1978, o petroleiro Amoco Cadiz naufragava ao largo da costa da Bretanha, França, libertando cerca de 220 mil toneladas de ramas de petróleo.
Em 1988, o Senado espanhol aprovava o projecto de lei que abria a televisão à iniciativa privada.
Em 1990, Freitas do Amaral era reeleito líder dos centristas, no IX Congresso do CDS.
Em 1992, cerca de 70 por cento dos brancos da África do Sul votavam favoravelmente as reformas propostas pelo presidente De Klerk tendo em vista o fim do Apartheid.
Em 1993, morria o professor António José Saraiva, 76 anos, personagem de relevo na cultura portuguesa do século XX.
Em 1994, iniciava-se em Versalhes, França, o julgamento de Paul Touvier, acusado da execução de sete reféns judeus durante a II Guerra Mundial.
Em 1995, a Polícia Judiciária de Faro apreendia 1500 quilos de cocaína colombiana. Na mesma data, Totto Rina, chefe máximo da máfia siciliana, era condenado, em Palermo, a prisão perpétua.
Em 1996, morria o cineasta francês René Clement, 82 anos.
Em 1997, chegava a Luanda o primeiro grupo de 49 deputados da UNITA.
Em 2000, a BMW vendia a Rover.
Em 2001, cinco pessoas ficavam feridas, três delas com gravidade, num tiroteio à porta de uma discoteca em Lisboa.
Em 2002, o PSD vencia as eleições legislativas em Portugal, com 40,12% dos votos.
Em 2003, o presidente norte-americano George W. Bush prometia guerra ao Iraque se Saddam Hussein e os filhos não deixassem o país em 48 horas.
Em 2004, a multinacional canadiana Bombardier anunciava o fecho da fábrica na Amadora, em Maio.
Em 2006, o Tribunal de Instrução Criminal de Guimarães pronunciava Fátima Felgueiras pela prática de 23 crimes.
Em 2007 ocorria a investidura do novo governo de unidade nacional palestiniano, da Fatah e do Hamas, tendo como primeiro-ministro Ismail Haniyeh.
Entrava em vigor a Convenção sobre a Protecção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, lançada em 2002 pela UNESCO e aprovada em 20 de Outubro de 2005, em Paris.
A curta-metragem de animação "História Trágica com Final Feliz", de Regina Pessoa, conquistava o Grande Prémio do Júri do South by Southwest Film Festival, em Austin, no Texas.
Morria Ernst Haefliger, 87 anos, tenor suíço.
Em 2008, os confrontos na cidade de Kosovska Mitrovica, norte do Kosovo, entre nacionalistas sérvios e forças internacionais, faziam pelo menos 140 feridos, dos quais 27 polícias polacos da MINUK e 20 soldados franceses da KFOR.
domingo, março 15, 2009

Retratos
Após a reportagem vídeo, ficam aqui para a posteridade os retratistas e os retratos. Talvez os retratos sejam melhores, apesar de na imagem em baixo, aparecer um senhor que também sendo fotógrafo nas horas vagas, não tem nada a ver com estes retratos.
No entanto, é sempre bom lembrar que Fernando Máximo, foi o vencedor do concurso de fotografia sobre a Albufeira do Maranhão, promovido pela Câmara de Avis.
O Jorge e o Chico que se cuidem que, pelos vistos, fotógrafos há muitos...
Andam para aí a dizer que a história curta aqui publicada há umas semanas atrás, faz referência directa a um «determinado» dono e a um «determinado» café de Avis.
O Maranhão esclarece que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, não negando, porém, que alguns dos factos relatados nesta obra de ficção até ao autor lhe fazem lembrar situações e personagens com quem lida na vida real. Outras - situações e personagens - são de tempos diferentes e de diferentes cafés ...
sábado, março 14, 2009
São caracóis, são caracoletas...
Há aí um café n' Avis que não presta para nada! O dono foi picado pela mosca do sono, proibiu, de repente que se fumasse no estabelecimento e anda sempre de mau humor...
Mas, verdade seja dita, o rapaz não tem só defeitos. De vez em quando - muito de vez em quando... - é homem, justiça seja feita, para dar uma de convivialidade. Ah! e é do Benfica, o que conta muito.
Na última sexta-feira, o repórter da WTVM presenciou um desses momentos mais permissivos do dito cujo «taberneiro». Um grupo de clientes conseguiu, sabe-se lá como, apanhar umas poucas de caracoletas, e ele permitiu que fossem deglutidas às mesas da «casa de pasto».
Confesso que não sou fã, mas para a posteridade aqui fica registada a ementa que ainda contou com a presença de alguns enchidos de se lhe tirar o chapéu. Na palavra de um dos comensais era porque «não eram de compra», o que quer dizer que os deve ter trazido de casa...
terça-feira, março 10, 2009
Não saia do seu lugar...
Segue-se um pequeníssimo bloco publicitário de apenas alguns segundos.
*
* *
Todos os canais que se prezam, fazem saber que são independentes de qualquer tipo de poder, a saber: político, económico, futebolístico ou religioso.
O WtvM não foge à regra - não queremos cá saber de partidos (excepto de um...), nem de grupos económicos (excepto de alguns...), nem de clubes de futebol (excepto de um... BENFICA!), nem de religiões (excepto de todas).
Assim, para financiar as nossa emissões, não temos outro remédio do pedinchar ao comércio local o anúnciozeco da ordem. Excepto quando damos uma borla que é o caso do spot aqui de cima.
Assim, ficam a saber que a ópticavis passou a disponibilizar aos seus clientes, após marcação, uma consulta de oftalmologia.
E, já agora, mesmo ali ao lado (faltou a bateria ao telefone para poder mostrar...) há uma loja de fotografia que faz milagres aos mal encarados, carecas, e etcs e tais. Não deixe pois de entrar e aproveite para tirar umas fotografias tipo-passe que apesar de cada vez servirem para menos, têm a vantagem de ser pequeninas e, assim, não ocuparem muito espaço. Avisphoto - com ph - é o nome do estabelecimento em causa. Se não tiver PH, não entrem...
Vá lá, façam compras no comércio local.
segunda-feira, março 09, 2009
Pequena GRANDE reportagem
É melro, mas não tem penas...
É melro, mas não tem penas, não é belga, mas joga-o como (quase) ninguém, e, para além de tudo, tem uma grande virtude: é benfiquista.
Quem o quiser desafiar, encontra-o no «Caçador», ali no Alcórrego, em dias de bom tempo.
Como a reportagem documenta, a esplanada apresenta as melhores condições técnicas para a prática do dominó e, como prémio, sempre pode ir vendo como é que vai ficar a nova entrada para a freguesia.
domingo, março 08, 2009
sábado, março 07, 2009
Hoje, 7 de Março, mais ou menos à hora em que publico esta posta, está a decorrer no Auditório Muncipal, uma apresentação do Rancho Folclórico de Avis.
O repórter de «o maranhão» de serviço no local, para presenciar a inauguração da exposição de retratos de Jorge Traquinas e Francisco Cordeiro, aproveitou e filmou os dois acontecimentos...
Quer dizer, apanhou os fotógrafos à janela e os bailadores momentos antes de entrarem para o palco.
ficam as imagens da RTVM (rádio televisão do maranhão)

Eles «andem» aí...
Estava eu, sossegadinho, em casa, quando me entra pela caixa do correio o último boletim da Valnor.
«Nada de extraordinário», diz o leitor, e acrescenta: «a mim também».
Pois, mas a fotografia do Engenheiro (?) Rui NObre Gonçalves - Presidente do Conselho de Administração da Valnor, não lhe suscita a mínima ideia?!
Claro, é mesmo esse que ainda há dias vimos na televisão a jurar a pés juntos que o Engenheiro (?) José Sócrates não era visto nem achado no caso Freeport.
Sim, sim este senhor era secretário de Estado do Ambiente do então Ministro Sócrates...
Onde ele havia de vir parar... Afinal, as lealdades têm de se pagar e, às vezes, os silêncios também.
quinta-feira, março 05, 2009

PÚBLICO
Sejamos claros: do primeiro que saiu para as bancas, porque entre dezembro e março fizemos mais uma série deles que não foram vistos (?) por ninguém a não ser pela equipa que os produzia.
É uma das coisa que hei-de deixar de herança aos meus filhos: os célebres números zeros do PÚBLICO - colecção completa.
A verdade é que, tenho saudades desse tempo, como tenho de outros que vieram depois...
Mas hoje, é tempo de lembrar esses dias loucos em que pensávamos todos que íamos fazer o melhor jornal do mundo. E, a verdade, é que falhámos por pouco. Mesmo com o Belmiro a atrapalhar, foi por pouco que não conseguimos.
Parabéns aos que ficaram, e saudades dos que partiram - com o Torcatão à cabeça, não esquecendo os outros que andam por aí, como o Santana Lopes...
quarta-feira, março 04, 2009
Mesmo dizendo nada não deixava de falar. Era assim que o via. Era assim que ele se via. Às seis, todos os dias, Verão ou Inverno, lá estava atrás do balcão. A televisão há muito que se tinha calado, reconhecendo a derrota, face a tal concorrente. Os clientes, habituados ao vendaval de palavras, adoptavam tácticas diferentes tentando evitar a enxurrada de sons: uns nada diziam, outros, ainda com um pé de fora, atiravam logo o pedido e apenas os mais temerários se esforçavam por gritar mais alto que ele.
Nada o demovia. Esperava pacientemente a oportunidade e, quando apanhava uma aberta, metia a palavra como uma bandarilha no cachaço do touro. Não falhava. Era certeiro e selectivo. O que dizia a um não servia para outro.
Vezes houve em que o «Jirómino» quase passou o risco, mas não há notícia de desentendimentos com a clientela. Fazia-se de parvo, mas não o era de todo.
O antigo proprietário da tasca, era diferente. De outra geração, foi obrigado por força do progresso a comprar uma máquina de café «de ligar à electricidade» para a velha taberna. Os mariolas da terra, faziam bicha ao balcão para lhe pedir um cafézinho da dita cuja «malvada» sempre desligada. «Desligada, sim! que a luz custa dinheiro e não dá jeito cada vez que me pedem um café estar a ligá-la à corrente. Toma lá cinco coroas e vai bebê-lo noutro lado»..., dizia o velho taberneiro atirando, com desprezo, uma moeda para cima do balcão.
O Jirómino, não! Desengane-se quem pensar que por ter passado grande parte da vida a guardar gado - primeiro como ajuda, mais tarde como «moiral» - não sabia dar contas à vida: «se uma vaca tem quatro patas, duas hão-de ter oito. Passa para cá o dinheiro e põe-te ao fresco»...
Quando, finalmente, ficava sozinho, abria a vitrina e punha-se a ajeitar a mercadoria dentro das travessas de alumínio: «Vá, chega-te para lá»... dizia ele para os queques e tortas, dando-lhes vergastadas com a pinça dos bolos, como se tocasse o rebanho para a cerca.
Certa manhã, entrei no café e estranhei o ambiente. Até o roufanhar da televisão se ouvia. Olhei de repente para o balcão, mas ele lá estava. Pedi uma bica, abri o jornal e, escondido pelas folhas, mirei os presentes à espera de descobrir nas suas caras explicação para tal coisa. Serviu-me o café sem abrir o bico. Ninguém arriscava perguntar-lhe, directamente, a causa de tão estranho comportamento. Até porque a sua cara denunciava algum sacrifício e todos sabemos que o sofrimento alheio merece respeito. Os clientes matinais iam saindo aos pares e, na rua, comentavam baixinho a situação. «Não deve ser coisa boa», dizia um. «O Jerónimo calado é o mesmo que um ribeiro sem água», concordava logo o outro.
Ao almoço, a situação mantinha-se. O silêncio continuava a ser de ouro. Às três horas saiu de mansinho, sem nada dizer, dobrou a esquina, fez os duzentos metros que o separavam da farmácia de olhar cabisbaixo, abriu a porta de vidro e entrou.
Razão tinha quem dizia que a coisa devia ser grave. Ninguém se lembrava da última vez em que ele tinha ido à farmácia. Devia ser caso sério.
Minutos depois regressou ao café. Trazia um saco de plástico com uma embalagem. Sempre em silêncio, dirigiu-se à porta do fundo que dava acesso à sua residência. Passados alguns instantes, voltou sem uma palavra.O Antunes não se conteve. Emborcou a média de uma vez, pagou e raspou-se pela porta a grande velocidade. Passados dois minutos já estava de conversa com a Rosa da Farmácia e daí a outros dois estava de volta à tasca com um sorriso estampado na cara. No meio das sala, chamou para si as atenções e, com ar de gozo anunciou: «Pessoal, o Jerónimo apanhou uma pontada de ar e ficou afónico»...

Ler Jornais é Saber Mais ????
Por acaso, a mim, aconteceu-me o mesmo, mas foi no euro milhões: joguei com sete estrelas, e logo por azar sairam os dois números que não tinha usado...
Aqui há marosca. Já não bastava a história do canudo tirado ao fim-de-semana e por fax, a casa comprada a preço abaixo do mercado, a história mal contada do «fripó» - como ele diz - e as malfeitorias que nos tem feito que, agora, o homem quer ficar imune à passagem do tempo, provavelmente para se eternizar no poder.
Quem me alertou para a questão foi o ouriquense, mas para não irem mais longe e não perderem muito tempo deixo aqui as imagens de sócrates 2009 e sócrates 2005.
Descubra as diferenças. Se conseguir...
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
Lembrei-me de um texto antigo escrito para o Diário do Alentejo e, como não sou graganeiro, deixo-o aqui em baixo para vos fazer inveja...
A Tradição reinventada
A vida dá muitas voltas, mas a «Tradição» ainda é o que era. Pelo menos desde Agosto de 2001, ano em que abriu as portas na cidade de Serpa.
Sejamos claros: quem entrar só pelo nome corre o risco de se sentir enganado que, neste lugar de bem comer, a tradição é apenas um dos condimentos da inventiva lista que a acolhedora casa apresenta.
Desengane-se quem for à espera da «tradicional» comida regional alentejana. Não é que não se pressinta, mas apresenta-se com roupagens e toques que surpreendem até os menos ortodoxos.
Já vamos aos cozinhados, falemos, por ora, dos cozinheiros. Ana Cristina e António Luís são os proprietários deste pequeno espaço de restauração. Ela, nascida em Lisboa com raízes em Alcácer do Sal, ele nado e criado em Grândola.
Ana, desde os 19 anos que anda à volta com os tachos a matar a fome a quem calha. Começou no Café Popular, em Alcácer, passou por campos de férias para crianças, intervalou para «arejar a cabeça» para lá das cordilheiras, vendeu trapos e, quando António Luís escolheu Serpa para base da sua ex-actividade profissional, estabeleceram-se no ramo hoteleiro com o «Café da Ana».
Nada de especial. Baguetes com pastas caseiras variadas, sopas, hamburgueres e outras coisas tais que tiveram o seu tempo e, como tudo, acabou. Acabou ali, mas os petiscos continuaram a ser preparados para amigos e outros sortudos.
O saudoso Safara, cirurgião e petisqueiro, descobriu-lhe um sítio e entusiasmou-a a avançar com um espaço comerístico para que as invenções da Ana pudessem chegar a mais gente. Nasceu «A Tradição», nome «roubado» a um antigo jornal da terra.
Ali pode apreciar o melhor da herança gastronómica alentejana, mas com up-date ao século XXI. Sem medo e sem preconceito. Senão vejamos: costeletas de porco preto em molho de ameixa natural e puré de maça; costeletas de borrego com alecrim e puré de beterraba e chu-chu; lombinhos com queijo de serpa fundido e arroz selvagem salteado com aipo ou, para terminar, favas à alentejana com polvo salteado em fio de azeite com alecrim.
E nem falamos dos doces que são de comer e chorar por mais. Vá, mas vá com tempo. Para saborear os petiscos e a conversa sempre afável dos anfitriões. E ao contrário de muitos sítios, se pedir, a «cozinheira» até lhe passa a receita para, depois, a tentar fazer em casa.
A notícia chegou à mesa do café, na forma de «edital»: a rua dos muros, a de s. Roque, e o acesso ao largo da igreja a partir da praça serpa pinto, passam ser feitos nos dois sentidos a partir do dia 2 de março.
Infelizmente, vou deixar de poder estacionar à porta de casa, mas, como toda a gente sabe, nesta vida, não se pode ter tudo...
Mas lá que se fala, lá isso fala...
Corre com grande insistência cá pelos «mentideros» do burgo que vai haver uma candidatura «independente» à Câmara, protagonizada por um «peso-pesado» do concelho.
A ser verdade, quem é que estará por trás desta iniciativa, ou, por outras palavras, quem é que a estará a «empurrar»?...
O novo e o velho
Os meus amigos não param de me dar na cabeça, mas eu sou de ideias fixas: gosto do novo visual do jardim do mestre, e até – vejam lá – do acrescento empedrado que agora ficou a descoberto.
Sou contra aqueles que defendem a preservação de qualquer «pedragulho» sem interesse nenhum (artístico/etnológico/histórico) só por ter mais de 50 anos...
Com bom senso é possível, e até recomendável, intervir com modernidade nos Centros Históricos. É um sinal de vitalidade, coragem, e diz-nos que anda gente por aqui...
O hotel da cortesia
Ainda não fui ao hotel. Por isso, há quem me acuse de «snobismo». Depois de muito pensar, cheguei à conclusão que é uma crítica injusta: há muitos anos, ainda vivia à beira-mar, o Belmiro construiu aquele mamarracho que se chama Cascais Shopping. Sem me aperceber, demorei um ano a lá entrar... portanto, não é defeito; é feitio.
O convento
Será que é desta que o scala abre «o convento»? Um sítio daqueles – e a respectiva esplanada – é uma pena estar sem funcionar. Fechado já basta o Clube Náutico que não ata, nem desata...
sábado, fevereiro 21, 2009
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
SERÃO MESMO OS PORTUGUESES COMO OS OUTROS?!! ...
Um amigo meu comprou um frigorífico novo e, para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso : "Grátis e afuncionar. Se quiser, pode levar".
O frigorífico ficou três dias no passeio, sem receber um olhar dos passantes. Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso: "Frigorífico à venda por 50,00"
No dia seguinte, tinha sido roubado!
Cuidado ! Este tipo de gente vota!
quarta-feira, janeiro 28, 2009
O estilo usado, é revelador da forma como muita (a maioria) da comunicação social trata determinados assuntos, condicionando a sua compreensão pelos consumidores de notícias.
Mais que não seja, o post em causa, pode servir de alerta para quem tem por hábito ler, ouvir e ver as notícias: a maior parte das vezes é preciso ir às entrelinhas, para perceber, não a notícia, mas porque é que «aquilo» é notícia.
Ao quem, o quê, onde e quando do lead, há, cada vez mais, que acrescentar quem o escreveu e para quê...
terça-feira, janeiro 27, 2009
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Os bancos preparam-se para nos cobrarem 1,50 Eur por cada levantamento nas caixas ATM. Isto é, de cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão, o banco vai almoçar à sua conta. Este 'imposto' (é mesmo uma imposição, e unilateral) aumenta exponencialmente os lucros dos bancos, que continuam a subir na razão directa da perda de poder de compra dos Portugueses. Este é um assunto que interessa a todos os que não são banqueiros e não têm pais ricos. Quem não estiver de acordo e quiser protestar, assine a petição e reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas.
http://www.petitiononline.com/bancatms/
Vá lá, não custa nada e ainda pode vir a poupar algum
terça-feira, janeiro 20, 2009
quarta-feira, dezembro 31, 2008
Balancete diletante...
O fim-de-ano é propício a balanços. Correndo o risco de algumas omissões, passarei a destacar alguns aspectos positivos e negativos da nossa vivência comum, no ano de 2008.
com sinal +
Foram concluídas as obras (iluminação, passeios, rotunda, ciclo-via) na Estrada Nacional que atravessa Avis. Há quem não goste dos candeeiros públicos, mas a mim agradam-me. Gosto de coisas arrojadas...
A primeira fase das obras de requalificação da envolvente da Muralha foi concluída. É a parte boa, a má está mais abaixo...
Foi o ano 1 do Parque de Campismo (o ano passado não contou...) e conseguiu boas taxas de ocupação. Falta apenas quaquer coisa... é favor de ler na parte de baixo.
O Rapid foi um sucesso. Mexeu com a terra e conseguiu envolver muita gente nas suas actividades. Foram dias diferentes e viveu-se nas ruas uma animação pouco habitual. O espectáculo final foi bem conseguido.
Abriu um novo espaço comerístico: Aventuravis. A oferta, a este nível, deixava algo a desejar. O (bom) serviço prestado veio alargar as possibilidades para quem vive e trabalha por cá, mas também para quem nos visita.
Feira das Sopas. Foi apenas a segunda edição, mas, a par do Mercado dos Produtos, é sem dúvida um grande sucesso. Os professores e os alunos da Mestre de Avis estão de parabéns.
Apesar do pequeno atraso, o Hotel da Cortesia vai ser uma realidade em 2009. Como dizia o poeta «Venham Mais Cinco»...
A Farmácia de Avis mudou de local. É hoje um estabelecimento moderno e com condições melhoradas para quem lá trabalha e para quem tem que (infelizmente) lá ir aviar-se...
A ACA – Amigos do Concelho de Avis, comemorou dez anos cheios de vitalidade. Venham mais dez...
O 4º Encontro de Contadores de Histórias voltou a ter «casas cheias».
Foi inaugurada a Adega da Herdade de Fonte Paredes.
Foi lançado no mercado um vinho com o nome ALCÓRREGUS. Ganda pinga... (espero que esta linha dê direito a mais umas garrafitas...)
As crianças das freguesias já têm «direito» a almoçar na escola.
O Centro de Saúde perdeu um clínico. Não se perdeu nada, dizem uns... que pena, dizem outros.
Com sinal -
O Clube Náutico passou mais um ano fechado. Uma das zonas mais aprazíveis do concelho, voltou a estar a meio-gás. Podem existir razões para que tudo continue na mesma, mas ao menos que as digam...
O Clube de Futebol Os Avisenses vai de mal a pior. E os motards, também não passam de umas letras pintadas na parede...
A nova sinalização no Centro Histórico da vila – apesar de se aceitar no essencial – tem alguns «fundamentalismos» que não se justificam. Por exemplo: o acesso ao largo da Igreja deveria ser permitido nos dois sentidos. Não só por causa dos moradores, mas acima de tudo para facilitar o acesso em dias de casório, missas e velórios.
As obras na Cerca da Muralha demoraram muito mais do que estava previsto, com o inevitável prejuízo de quem ali trabalha e de quem ali se deslocava.
O Convento fechou. Ainda bem, dizem uns... Que pena, dizem outros...
A proibição de estacionar na Cerca do Convento não é razoável. Pelo menos por enquanto...
A Lactogal vai fechar. E a Delphi umas vezes fecha, outras vezes não...
Voltou a chover na Feira Franca. Ninguém tem culpa, eu sei, mas não se podia mudar a data... É que o investimento feito é enorme para ficar à mercê das intempéries.
O «Avis a Rasgar» não se realizou. Será que este ano vai ressuscitar?
terça-feira, dezembro 30, 2008
Silva Fernandes, crónica publicada in, Alentejo Popular, Dez. 08
Nem o mais pontual picuinhas se lembraria de protestar por causa de um mísero segundo, mas agora a situação é bem diversa: o ano de 2008, vai ter mais um segundo...
Tal é obrigatório para que os relógios atómicos de todo o Mundo acertem o ritmo pela rotação da Terra.
Para nós portugueses, será mais um segundo de Sócrates, e, convenhamos, um segundo, sendo pouco, neste caso, é muito.
Faz-me lembrar a gota de água que transborda o copo. É que, psicologicamente, não estou preparado para nem mais um segundo deste Governo.
Bem sei que as eleições legislativas ainda não estão marcadas, mas, de uma forma ou de outra, será sempre um segundo a mais.
Na vida, por um segundo se ganha, por um segundo se perde. Um acidente pode acontecer por um segundo de distracção. Podem dizer que segundo não é nada, mas a verdade é que é tudo. É o começo do tempo: 60 vezes um segundo é um minuto; 60 vezes um minuto é uma hora; 24 horas é um dia... Ou seja, segundo a segundo enche Sócrates o papo.
Cá por mim já decidi: vou começar o ano um segundo mais cedo. E, quando chegar a hora de votar, vou ter o gozo supremo de, naquele exacto segundo, votar de acordo com o tempo que se aproxima. Que é de luta, mas de confiança, num tempo novo.
segunda-feira, dezembro 29, 2008
Uma pequena notícia no site da Rádio Pax, de Beja, sobre as Árvores de Interesse Público, no distrito de Beja, levou-me a pesquisar se, no concelho de Avis, também haveria algum membro do Reino Vegetal «digno» dessa distinção.
E a verdade é que há. Não uma, não duas, mas três que foi a conta que Deus fez. Quem quiser ver mais pormenores pode clicar aqui, mas sempre posso adiantar que uma tem 100 anos, é um sobreiro e está em S. Martinho, na freguesia do Maranhão e as outras duas estão plantadas em Valongo: uma aroeira (ex-libris da terra) com 600 anos, e um freixo, na Fonte do Vale, com «apenas» 500 anos...
domingo, dezembro 21, 2008
O senhor Manuel deixou-nos. À Nazaré, às filhas, aos netos e genros, mas também a mim, à R. e ao M.
Fazia-me lembrar o meu pai: tal como ele saiu cedo da terra para aprender um ofício; construiu uma vida a partir do nada; inventou uma família e cuidou dela; trabalhou, trabalhou sempre e, quando chegou a altura da merecida reforma, não foi a tempo da desfrutar.
Foi por causa dele – também por causa dele – que fui ficando. Apreciava a sua companhia e partilhou comigo o que sabia da vida. Não era apenas um amigo, era família sem o ser, o que até vale mais.
Não sou crente, mas nestas alturas gostava de ser. Só assim se faria justiça a uma injustiça tão grande – o Senhor Manuel, de certeza, iria para o paraíso, já que no Inferno andou ele, pelo menos, nestes últimos tempos.
sexta-feira, dezembro 05, 2008
Cavacas de Avis
Ingredientes:
150 g de farinha
1 dl de azeite
1 dl de aguardente (mal medido)
4 ovos
1 clara
100 g de açúcar
Confecção:
Peneira-se a farinha para uma tigela.Juntam-se-lhe os ovos e o azeite e bate-se muito bem a mistura com uma colher de pau ou à mão.Adiciona-se a aguardente e liga-se muito bem com o preparado anterior.Untam-se com azeite formas redondas, que se enchem até ao meio com a massa.Levam-se a cozer em forno quente.Depois de desenformadas pincelam-se com uma cobertura de açúcar, que se prepara batendo energicamente a clara com o açúcar.
terça-feira, dezembro 02, 2008
Rui Miguel Silva / TSF
Em Portugal, existem várias localidades com o nome de Casa Branca. Uma delas fica no Alentejo, no concelho de Sousel. A TSF foi ouvir o presidente desta casa branca portuguesa, que não tem gabinete para trabalhar na Junta de Freguesia e que se queixa da falta de água e esgotos num dos lugares da freguesia.
As semelhanças com a Casa Branca norte-americana são nulas. A Junta de Freguesia só tem três divisões e o presidente não tem sequer um gabinete para trabalhar.
Joaquim Manuel Pereira não pretende governar o mundo, apenas quer dar água e esgotos que faltam a 50 habitantes de um dos lugares da freguesia.
Na Casa Branca portuguesa vivem 1300 pessoas. A aldeia tem centro social, parque desportivo e duas colectividades, mas falta o emprego.
«A principal preocupação é o emprego. O Alentejo está a ser desertificado. Casa Branca não foge à regra. A juventude afasta-se, porque não há emprego», explica Joaquim Manuel Pereira.
O nome da freguesia estará relacionado com uma casa branca que ali.
sexta-feira, novembro 28, 2008
Para não ser acusado de «sectário» e para provar o meu fair-play, transcrevo abaixo uma mensagem - e a respectiva resposta - sobre a anedota dos lagartos que publiquei há dias:
................................................................................................
... e os gatinhos do joão depois de ontem à noite?
voltaram a fechar os olhos ou andam de óculos escuros???
abraço
JP
........................................................................................................
nem uma coisa nem outra. os que eram do benfica, passaram-se para o barcelona e, os outros, entretanto abriram os olhos e são do Olympiakos...
abraço
af
quinta-feira, novembro 27, 2008
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O Joãozinho chega à escola e diz à Sra. Professora: - A minha gatinha teve 4 gatinhos e são todos do Sporting. A professora fica muito espantada com a saída da criança. No outro dia o Director vai visitar a escola e a Professora como achou muita piada ao miúdo, pergunta: - Joãozinho diga lá o que aconteceu à sua gatinha? Diz o Joãozinho: -A minha gatinha teve 4 gatinhos, 2 são do Sporting e 2 são do Benfica. A Professora fica intrigada e diz: - Então não eram os 4 do Sporting?! - Responde o Joãozinho: -Eram, só que 2 já abriram os olhos....
Hoje, quinta-feira, por volta das 18:00, terá lugar no Hotel D. Fernando, em Évora, a inauguração da exposição de escultura de Francisco Alexandre.
A obra do «presidente» da ACA é por demais conhecida e apreciada pelas gentes de Avis. A cada ano, por altura da Feira Franca, surpreende-nos sempre com novas peças, nascidas das pedras e filhas do seu trabalho e imaginação.
Decerto que esta mostra só irá confirmar a maestria de chico alexandre na arte de esculpir. Endereço desde já os parabéns e deixo a reportagem do acontecimento para o Do Castelo.
quarta-feira, novembro 26, 2008
fizeram-me descobrir um site que defende uma ideia que há muito me anda na cabeça.
quem achar que o melhor capital de um país (ou território) são as pessoas, vale a pena visitar
aqui
quarta-feira, novembro 19, 2008
RIFÃO QUOTIDIANO
Uma nêspera
estava na cama
deitada
muito calada
a ver o que acontecia
chegou a Velha
e disse
olha uma nêspera
e zás comeu-a
é o que acontece
às nêsperas
que ficam deitadas
caladas
a esperar o que acontece

Mas que disse, disse... (aqui)
quinta-feira, novembro 13, 2008

Pavia actualizado
Não é que duvide daquilo que o Desabafos diz, mas não há nada como fazer como S. Tomé: ver para crer. Assim sendo, rodas ao caminho que se faz cedo. A tarde soalheira convidava ao passeio e Pavia é já ali.
Junto à Casa Museu do Manuel Ribeiro Pavia uma enorme sapata ainda fumegava. Sinal inequívoco que tinha havido «movimentações» na noite anterior. Depois de uma apressada visita aos trabalhos do Pavia (hei-de voltar com mais tempo...) lá perguntámos que costume era aquele de, na noite de S. Martinho, farruscar as paredes da terra com quadras feitas à medida de cada morador.
Que sim senhor, «é mesmo isso que acontece», disseram-nos. E se quiséssemos bastaria subir a rua que logo veríamos as ditas cujas em alguns cafés e habitações. E como cantava o Sérgio:
Eu vi quatro quadras soltas
à solta lá numa herdade
amarrei-as com uma corda
e carreguei-as para a cidade.
Não era esta, até porque todas começavam pelo verso «Se és irmão do S. Martinho» e a qualidade literária deixava algo a desejar, mas que esta tradição tem graça, lá isso tem.
sexta-feira, novembro 07, 2008
E será que hoje é muito diferente?
Confira aqui.
quarta-feira, novembro 05, 2008
domingo, novembro 02, 2008
sábado, novembro 01, 2008
Segundo informações disponibilizadas pelo site da organização da prova Paulo Correia (Saicó), de Avis, conduzindo uma Suzuki RMZ 250, no final da 2ª etapa, classificou-se na 41ª posição - entre cerca de 90 concorrentes à partida - a 1:11:24 do primeiro. O piloto avisense, montado numa Suzuki RMZ 250, fez o percurso à média de 67,50 km por hora.
sexta-feira, outubro 31, 2008
quinta-feira, outubro 30, 2008
Ofereci uma caderneta de cromos ao M. Confesso que há anos que não me lembrava de tal fenómeno que, quando éramos pequenos, estava associado ao ínicio das aulas, sempre a 7 de Outubro... Era nessa altura, que por cada um tostão (quanto é que isso seria agora em euros?!) recebíamos dois rebuçados embrulhados na cara de um qualquer jogador. Fazia-se a cola de farinha e iam-se juntando os «cromos» até a caderneta estra completa. O último rebuçado a ser comprado dava direito a bola de catchú para as pelejas no recreio (1ª e 2ª classes contra 3ª e 4ª). Ou seja: dois anos a perder, seguidos de dois anos a ganhar.
Voltemos ao M. Até aqui não ligava nada ao futebol. Dizia que era dos «vermelhos» por duas razões, para me agradar e por ser a cor do Faísca protagonista do filme Cars. Aliás, sempre gostou muito mais de riscar, colar e pintar, do que qualquer jogo ou brincadeira que puxasse mais físico.
Mas a coisa mudou. Agora, quando vê uns tipos no ecrã aos chutos na bola, vem logo perguntar quem é que está a jogar; não pára de insistir para que passe na Celeste para comprar mais cromos; e até já foi buscar «onze moedas» ao mealheiro para investir nos cromos...
Devo confessar que acho graça a este súbito interesse pelo Futebol. Mas não há bela sem senão: a primeira equipa a ficar preenchida foi o Leixões que, ainda por cima, tem um emblema «giro» e já deu para perceber que o seu coração - apesar de continuar vermelho - pode estar a ganhar umas riscas brancas.
A Delphi, afinal, já não fecha em Dezembro. Ontem numa reunião com os trabalhadores a empresa informou que vão continuar em «morte-lenta», possivelmente, até ao fim do 1º semestre....
A entrega da obra do Hotel da Cortesia, por parte do empreiteiro, está ligeiramente atrasada, mas, diz quem sabe, dia 5 de Janeiro vai estar tudo a rolar sobre rodas e já com 50 clientes...
Seis miúdos de Avis e do Alcórrego foram contratados pelo Casa Branca para a sua equipa de futebol de escolinhas. O primeiro jogo treino é já este sábado, em Fronteira. Um dos treinadores é filho do senhor Marcelino que trabalha no Montinho...
«Tal como a maioria dos portugueses, também eu estou profundamente desiludido com a nossa classe política que transformou o Estado e as autarquias num monstro com tentáculos enormes que esmaga, sufoca e asfixia todas as pessoas e empresas que têm a veleidade de querer viver fora da sua dependência. E se o PS é o pai biológico do monstro, o PSD é o seu pai afectivo porque sempre que esteve no poder alimentou-o e acarinhou-o como se fosse seu filho»
(...)
«O convite da comissão política de Abrantes do PSD [o filho efectivo do monstro] apanhou-me, por isso, completamente de surpresa. Como qualquer pessoa facilmente concluirá, a solução mais cómoda e inteligente seria recusar o convite. Mas havia um problema: se eu recusasse o convite, deixava de ter autoridade moral para continuar a pregar no deserto.»
Discurso de Santana-Maia Leonardo ao povo de Abrantes, ontem, 29 de Outubro, na sua apresentação como candidato à presidênci da Câmara de Abrantes na lista do PSD
sexta-feira, outubro 24, 2008
sábado, outubro 18, 2008
estória curta (4)
Hoje fui à Feira do Ervedal. Contaram-me que, este ano, a feira «calhou» no seu dia. Ou seja: tradicionalmente era sempre a 18 de Outubro. Depois as coisa mudaram e passou a ser em fim-de-semana certo. O tempo está de feição para que lá vá muita gente. Até o Lajeira por lá arribou, para além do senhor vereador e outros ilustres ervedalenses.
O puto quis andar no carrocel. Com muita pena minha, que o tentei convencer a andar nos carrinhos de choques para eu apanhar boleia. Ele não foi na conversa e trocou os encontrões da pista grande pelo carro de bombeiros do círculo ao lado.
A minha «antiga» terra não tinha feira. Tinha um mercado todas as quartas-feiras, com tudo e mais alguma coisa à venda, com ciganos e tendeiros, tal como aqui, mas não era uma feira.
Uma feira é – mais que um local – um dia. Um dia de reencontros como os que eu vi no café do Sérgio. Entre cunhados e primos, irmãos e genros que, por mor da «feira», foram à terra.
Infelizmente, para mim, trabalhei pouco tempo com o Carlos Pinhão. O jornalista de «A Bola» que dispensa apresentações, era aquilo que se pode chamar um «alfacinha de gema». Numa das muitas estórias que deixou publicadas em vários jornais, recordo-me de uma em que dizia que quando era criança de escola e o Verão chegava se sentia triste porque todos os seus amigos «iam para a terra» e ele, filho e neto de lisboetas, não podia fazer o mesmo.
É por isso que eu costumo dizer que sou de onde me apetecer. E hoje, durante umas horas, apeteceu-me ser do Ervedal...
sexta-feira, outubro 17, 2008
Estória curta (3)
Crianças e sopas são coisas que não ligam. Ou não ligavam. Teria para aí uns cinco anos quando me foi apresentada uma de favas ao jantar. O cenário era o mesmo de sempre: a mesa composta com a tradicional toalha aos quadradinhos, tinha ao centro o cesto do pão. Os pratos dispostos à volta eram levantados para serem servidos um a um que a panela fumegante estava ali mesmo ao lado, em cima do fogão.
Resolvi dizer que não gostava da ementa. «Vá lá, prova que vais gostar»... disseram-me ainda a boas. Que não, de certeza que não gostava, insisti a esticar a corda. A táctica da minha mãe foi mudando – da contenção passou ao ataque em menos de nada. «Só te levantas daí quando comeres». O ambiente estava a ficar quente e as favas frias. O meu pai, à cabeceira, terminou a janta sem uma palavra. Levantou-se e, como de costume, foi ler as notícias requentadas de um SÉCULO qualquer. Pensei que era o sinal para insistir: «Não tenho fome». Não pegou! «Fome arranja-se sempre»... Horas depois, com o sono aliado à casmurrice, tinha-se atingido o ponto de retorno. A palmada antecedeu a ordem de marcha para a cama «de barriga vazia». Devo ter pensado que tinha empatado o jogo: tinha levado uma «galheta» mas as favas continuavam no prato. Puro engano, ainda só estávamos no intervalo. De manhã, depois da passagem pela casa de banho, o leite e o pão com marmelada, tinham-se transformado em favas... Pensei rápido e percebi que ia perder um dia de brincadeiras a olhar para um prato de sopa. Resmunguei qualquer coisa, numa última tentativa para fintar as favas, mas lá acabei por comer. Tinha-me ido abaixo das canetas na segunda parte do jogo. O «adversário» era muito mais consistente.
***
Ontem fui à Feira das Sopas na sede do Agrupamento de Escolas Mestre de Avis. Provei três: canja de galinha, sopa da pedra e, claro, a do Alcórrego, o creme de alface com pão torrado e ovo batido. Todas boas, mas, claramente, a última bateu as outras aos pontos.
quinta-feira, outubro 16, 2008
Por este dias, nos cafés da terra, as conversas acabam sempre na caça. Que é pouca, até um não caçador como eu já percebeu, mas que as estórias são mais que muitas, lá isso são. Hoje lembrei-me do Pirata, o cão do meu tio Bicho-da-Seda, de Salvaterra de Magos. Esperto que nem sei lá o quê... É preciso ver que nessa altura se caçava todos os dias. Amiúde, o meu tio, depois de um dia de trabalho em cima de tractores e ceifeiras, chegava a casa, pegava na espingarda e saía campo fora. O dito cujo Pirata que passava o dia na «boa-vida», se por algum motivo não estava no seu posto, assim que chegava vistoriava o sítio da arma e, na falta dela, corria em busca do dono. Eram muitas as vezes que o encontrava, até porque o tio Zé ia mais passeio do que propriamente em busca do jantar. Mas quando não o encontrava só voltava ao quintal depois de conseguir filar alguma peça para o dono – quase sempre uma galinha de água...
Hoje conheci a história do Benfica. Cão mais recente e, como tal, com outra instrução. Já era do tempo em que só se caçava à quinta e ao domingo. Segundas, terças, quartas, sextas e sábados não largava a dona. Seguia-a para todo o lado, à horta, à ribeira, à venda: por onde ela andasse, andava ele. Quintas e domingos é que não! Corria à procura do dono que tinha ido à caça. Ora aí está um cão, tão esperto, tão esperto que até sabia os dias da semana...
Içada por dois ébrios, a velha senhora é colocada em cima do banco de cozinha. A muleta em que se apoia, no caso, só atrapalha. O receio está-lhe na cara, bem como o cansaço. São cinco horas da manhã, de um primeiro dia do ano. Dona Alzira olha à volta e, a medo, diz: «gosto muito de todos».
Os três segundos de silêncio que se seguiram, foram reveladores, mas os aplausos impediram qualquer tipo de reflexão sobre o que tinha acabado de dizer - «gosto muito de todos»!Ninguém duvidada da sua sinceridade, mas mais alguém ali presente poderia proferir o mesmo sem se estar a enganar? Não creio. Foi o que todos pensaram nesses três longos segundos de silêncio...
Faz-me impressão ver gente em bicos de pés. Literalmente. Mas gosto de reconhecer o sucesso nos outros. A felicidade deles é a minha felicidade. Lembro-me sempre de uma colega que aos 30 anos, empregada de limpeza na Amadora, divorciada e com duas filhas a cargo, resolveu «tirar» o segundo ano do ciclo. Ainda não tinham inventado as «Novas Oportunidades» mas ela aproveitava as quatro horas de caminho diário – morava na Moita – para ler os livros... Nunca mais parou, formou-se em Direito alguns anos depois.
Duvido que o Ronaldo conseguisse «tirar» o 9º ano, quanto mais ser o «melhor do Mundo»...
segunda-feira, outubro 06, 2008
Este fim de semana, teve lugar em Avis, discretamente, uma contecimento que pode ser útil para muita gente. O núcleo duro da ANDC, escolheu a vila para dois dias de debates acerca da sua actividade, num ambiente descontraído e, aproveitando para usufruir da calma alentejana.
Contaram com a prestimosa ajuda da Junta de Freguesia de Avis - que lhes cedeu as instalações para as reuniões - e passeram anónimos pelo centro histórico. Aproveitaram para se pôr a para da gastronomia local, desde as migas, à sopa de ossos, aos pézinhos de coentrada, etc e prometeram voltar. Era bom que voltassem, até porque poderia ser útil para muita gente.
veja o site deles.
este post é para um amigo que anda convencido que os deportafos iam para cabo-verde de férias. Depois posto mais...
Palavras de João Faria Borda (já falecido), um homem que passou dezasseis anos e três meses no Campo da Morte Lenta.
«O campo de concentração era um rectângulo (cerca de 250m por 180) situado num dos sítios mais insalubres do arquipélago de Cabo Verde. Como alojamento existiam umas barracas de lona onde eram metidos cerca de 12 presos em cada uma.As casas de banho não existiam. Havia apenas uns sanitários – toscos muros de tijolo com uns buracos no chão e umas latas de gasolina para as necessidades.Como cozinha existia um telheiro com uns muros por onde a poeira entrava aos montes. Dois indígenas faziam a comida. A alimentação era péssima – havia ocasiões em que era necessário pôr bolas de algodão no nariz pois o cheiro da comida impedia que ela entrasse no estômago.Não havia água potável. Só existia água num poço a cerca de oitocentos metros do campo, água salobra que os presos transportavam em latas de gasolina. Mesmo assim era má e em pequena quantidade, não chegando para a higiene. Tomava-se banho com um único litro de água despejada de uma lata onde eram feitos uns buracos para o efeito.»
«O primeiro director do Tarrafal foi Manuel Martins dos Reis, capitão gatuno e paranóico, vindo da Fortaleza de Angra do Heroísmo. Este director “entretinha-se” a roubar as coisas que os familiares dos presos, com sacrifício, mandavam, desculpando-se que tudo aquilo era enviado pelo Socorro da Marinha Internacional. Chegou mesmo a montar uma pseudo cantina onde vendia as coisas roubadas.Mal desembarcámos começámos imediatamente a trabalhar. Transportávamos pedras, sob vigilância constante dos guardas.Em Cabo Verde, região de clima variável, calhou chover bastante nesses anos. A lona das barracas apodreceu de tal maneira que lá dentro chovia como na rua e de manhã acordávamos com a cara negra da poeira que se pegava à humidade que sobre nós caía.As águas acumuladas formavam pântanos onde se desenvolviam mosquitos transmissores do paludismo. A saúde de todos nós, presos, arruinava-se.Caíamos atacados da doença chamada biliose. Sem fornecimento de medicamentos e com um médico que era um patife da pior espécie, em poucos dias morreram sete camaradas. Em cerca de uma média de 200 presos era vulgar, em certas alturas, apenas dez andarem a pé.»
«Os escândalos da actuação do primeiro director levaram à demissão deste. Foi substituído por João da Silva, acompanhado pelo fascista Seixas.Estávamos em 1938/39. A guerra civil espanhola terminava com a vitória do fascismo. O ditador português Salazar tinha contribuído, apoiando com o envio de géneros alimentícios e de homens, os quais ficaram conhecidos pelos Viriatos. Hitler tinha subido ao poder em 1933. Na Itália existia Mussolini. A situação no campo do Tarrafal, reflexo da situação política internacional caracterizada pela ascensão do fascismo, agrava-se terrivelmente.João da Silva dizia frequentemente: “Quem está aqui é para morrer!”Com este director começou a funcionar sistematicamente a célebre tortura conhecida por “frigideira”. Todos os dias eram para lá atirados presos e eu também por lá passei algumas vezes.»
É por estas e por outras que os benfiquistas têm grande relutância - para usar uma escrita políticamente correcta - em ter uma ponta de simpatia pelo Sporting. É claro que falo por mim, já que conheço muito lampião que é capaz de carpir as mágoas dos lagartos. A mim não me convencem. São com o o Sócrates, nunca me enganaram...
Vem isto a propósito do triste resultado do SCP, 1 - FCP, 2 de ontem em Alvaláxia. De facto a primeira parate bem parecia um jogo de outro planeta de tão tal estava a ser jogado. Mas isso é o menos: quando, os sportinguistas, tiveram hipótese de servir para alguma coisa ao Glorioso (ou seja, ganhar ao FCP e entreabrir as portas do primeiro lugar ao Benfica...) o que é que fizeram? nada! Melhor: menos de nada. Já não tenho dúvidas há quem não preste, mas o slb não presta para nada...
domingo, outubro 05, 2008

Estranho é que um desses «alertas» a dar notícia de um assalto de que o Saloon teria sido alvo, apesar de servir de atalho para o blog em causa - Tudo e mais alguma coisa em... Avis - não leva à notícia lá revelada.
Das duas uma: ou o autor do «Tudo e mais» apagou o post respectivo ou, o autor do «justiça» consegue fazer links para posts fantasmas...
sábado, outubro 04, 2008

Comprei aí grandes preciosidades por tuta e meia. Muitos policiais ao peso e clássicos da literatura a bom preço e que ficam bem em qualquer biblioteca. Confesso que muitos deles acabaram nas estantes sem serem lidos, mas toda a gente sabe que há no mundo mais livros do que horas para os ler... alguns têm infelizmente que ficar para trás.
Era certo e sabido que a refeição não acabava com o café e o digestivo, só era dada por terminada depois de mais uma mirada às «novidades» do quiosque - algumas delas com mais 50 anos...
Do grupo fazia parte à vez o José Carlos Vasconcelos, o José Jorge Letria, o Viriato Teles, o Miguel Eduardo Serrano, o Rogério Rodrigues, só para citar alguns...
Numa dessas visitas saltou-me à vista a 1ª edição de «A Mão Direita do Diabao», de Janeiro de 1967, da coleção Rififi, da editorial Ibis, assinada, em estrangeiro por Dennis McShade - Nada mais, nada menos que Dinis Machado.
Ainda estou para saber o que levou este Sr. Jaime a desfazer-se de um objecto que, já na altura seria, certamente, um livro muito procurado e ainda por cima com dedicatória. Eu que o comprei por 5 escudos (2 cêntimos e meio) por nada deste mundo me desfazia dele.




































