domingo, março 15, 2009



Retratos

Após a reportagem vídeo, ficam aqui para a posteridade os retratistas e os retratos. Talvez os retratos sejam melhores, apesar de na imagem em baixo, aparecer um senhor que também sendo fotógrafo nas horas vagas, não tem nada a ver com estes retratos.

No entanto, é sempre bom lembrar que Fernando Máximo, foi o vencedor do concurso de fotografia sobre a Albufeira do Maranhão, promovido pela Câmara de Avis.

O Jorge e o Chico que se cuidem que, pelos vistos, fotógrafos há muitos...

Esclarecimento

Andam para aí a dizer que a história curta aqui publicada há umas semanas atrás, faz referência directa a um «determinado» dono e a um «determinado» café de Avis.

O Maranhão esclarece que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência, não negando, porém, que alguns dos factos relatados nesta obra de ficção até ao autor lhe fazem lembrar situações e personagens com quem lida na vida real. Outras - situações e personagens - são de tempos diferentes e de diferentes cafés ...

sábado, março 14, 2009

Coisas que se ouvem...

Beber sozinho é triste, mas com muitos sai caro...


Elias de sábado, 14, no JN

Dedicado ao poolman

São caracóis, são caracoletas...

Há aí um café n' Avis que não presta para nada! O dono foi picado pela mosca do sono, proibiu, de repente que se fumasse no estabelecimento e anda sempre de mau humor...

Mas, verdade seja dita, o rapaz não tem só defeitos. De vez em quando - muito de vez em quando... - é homem, justiça seja feita, para dar uma de convivialidade. Ah! e é do Benfica, o que conta muito.

Na última sexta-feira, o repórter da WTVM presenciou um desses momentos mais permissivos do dito cujo «taberneiro». Um grupo de clientes conseguiu, sabe-se lá como, apanhar umas poucas de caracoletas, e ele permitiu que fossem deglutidas às mesas da «casa de pasto».

Confesso que não sou fã, mas para a posteridade aqui fica registada a ementa que ainda contou com a presença de alguns enchidos de se lhe tirar o chapéu. Na palavra de um dos comensais era porque «não eram de compra», o que quer dizer que os deve ter trazido de casa...

terça-feira, março 10, 2009

Não saia do seu lugar...

Segue-se um pequeníssimo bloco publicitário de apenas alguns segundos.

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Todos os canais que se prezam, fazem saber que são independentes de qualquer tipo de poder, a saber: político, económico, futebolístico ou religioso.

O WtvM não foge à regra - não queremos cá saber de partidos (excepto de um...), nem de grupos económicos (excepto de alguns...), nem de clubes de futebol (excepto de um... BENFICA!), nem de religiões (excepto de todas).

Assim, para financiar as nossa emissões, não temos outro remédio do pedinchar ao comércio local o anúnciozeco da ordem. Excepto quando damos uma borla que é o caso do spot aqui de cima.

Assim, ficam a saber que a ópticavis passou a disponibilizar aos seus clientes, após marcação, uma consulta de oftalmologia.

E, já agora, mesmo ali ao lado (faltou a bateria ao telefone para poder mostrar...) há uma loja de fotografia que faz milagres aos mal encarados, carecas, e etcs e tais. Não deixe pois de entrar e aproveite para tirar umas fotografias tipo-passe que apesar de cada vez servirem para menos, têm a vantagem de ser pequeninas e, assim, não ocuparem muito espaço. Avisphoto - com ph - é o nome do estabelecimento em causa. Se não tiver PH, não entrem...

Vá lá, façam compras no comércio local.

segunda-feira, março 09, 2009

Pequena GRANDE reportagem

É melro, mas não tem penas...


É melro, mas não tem penas, não é belga, mas joga-o como (quase) ninguém, e, para além de tudo, tem uma grande virtude: é benfiquista.

Quem o quiser desafiar, encontra-o no «Caçador», ali no Alcórrego, em dias de bom tempo.

Como a reportagem documenta, a esplanada apresenta as melhores condições técnicas para a prática do dominó e, como prémio, sempre pode ir vendo como é que vai ficar a nova entrada para a freguesia.

domingo, março 08, 2009

Hora de estudo...

WtvM (web tv maranhão)

Como já perceberam, entre ontem e hoje, o canal mudou de nome.

Amanhã, mostramos o logotipo. Entretanto, continuam as emissões experimentais.

sábado, março 07, 2009

Dois em Um

Hoje, 7 de Março, mais ou menos à hora em que publico esta posta, está a decorrer no Auditório Muncipal, uma apresentação do Rancho Folclórico de Avis.

O repórter de «o maranhão» de serviço no local, para presenciar a inauguração da exposição de retratos de Jorge Traquinas e Francisco Cordeiro, aproveitou e filmou os dois acontecimentos...

Quer dizer, apanhou os fotógrafos à janela e os bailadores momentos antes de entrarem para o palco.

ficam as imagens da RTVM (rádio televisão do maranhão)






Eles «andem» aí...

Estava eu, sossegadinho, em casa, quando me entra pela caixa do correio o último boletim da Valnor.

«Nada de extraordinário», diz o leitor, e acrescenta: «a mim também».

Pois, mas a fotografia do Engenheiro (?) Rui NObre Gonçalves - Presidente do Conselho de Administração da Valnor, não lhe suscita a mínima ideia?!

Claro, é mesmo esse que ainda há dias vimos na televisão a jurar a pés juntos que o Engenheiro (?) José Sócrates não era visto nem achado no caso Freeport.

Sim, sim este senhor era secretário de Estado do Ambiente do então Ministro Sócrates...

Onde ele havia de vir parar... Afinal, as lealdades têm de se pagar e, às vezes, os silêncios também.

quinta-feira, março 05, 2009



























PÚBLICO


Há 19 anos, mais hora, menos hora, devia estar de volata da capa do primeiro número do PÚBLICO.

Sejamos claros: do primeiro que saiu para as bancas, porque entre dezembro e março fizemos mais uma série deles que não foram vistos (?) por ninguém a não ser pela equipa que os produzia.

É uma das coisa que hei-de deixar de herança aos meus filhos: os célebres números zeros do PÚBLICO - colecção completa.

A verdade é que, tenho saudades desse tempo, como tenho de outros que vieram depois...

Mas hoje, é tempo de lembrar esses dias loucos em que pensávamos todos que íamos fazer o melhor jornal do mundo. E, a verdade, é que falhámos por pouco. Mesmo com o Belmiro a atrapalhar, foi por pouco que não conseguimos.

Parabéns aos que ficaram, e saudades dos que partiram - com o Torcatão à cabeça, não esquecendo os outros que andam por aí, como o Santana Lopes...
Já há missa no Convento.

Agora desta é que foi: o Convento já está, de novo, a funcionar. Espera-se que com mais respeito pelos vizinhos, para ver se chega ao verão, altura em que sabe bem estar na esplanada a ver as estrela e a beber uns canecos...

quarta-feira, março 04, 2009

História curta

Mesmo dizendo nada não deixava de falar. Era assim que o via. Era assim que ele se via. Às seis, todos os dias, Verão ou Inverno, lá estava atrás do balcão. A televisão há muito que se tinha calado, reconhecendo a derrota, face a tal concorrente. Os clientes, habituados ao vendaval de palavras, adoptavam tácticas diferentes tentando evitar a enxurrada de sons: uns nada diziam, outros, ainda com um pé de fora, atiravam logo o pedido e apenas os mais temerários se esforçavam por gritar mais alto que ele.

Nada o demovia. Esperava pacientemente a oportunidade e, quando apanhava uma aberta, metia a palavra como uma bandarilha no cachaço do touro. Não falhava. Era certeiro e selectivo. O que dizia a um não servia para outro.

Vezes houve em que o «Jirómino» quase passou o risco, mas não há notícia de desentendimentos com a clientela. Fazia-se de parvo, mas não o era de todo.

O antigo proprietário da tasca, era diferente. De outra geração, foi obrigado por força do progresso a comprar uma máquina de café «de ligar à electricidade» para a velha taberna. Os mariolas da terra, faziam bicha ao balcão para lhe pedir um cafézinho da dita cuja «malvada» sempre desligada. «Desligada, sim! que a luz custa dinheiro e não dá jeito cada vez que me pedem um café estar a ligá-la à corrente. Toma lá cinco coroas e vai bebê-lo noutro lado»..., dizia o velho taberneiro atirando, com desprezo, uma moeda para cima do balcão.

O Jirómino, não! Desengane-se quem pensar que por ter passado grande parte da vida a guardar gado - primeiro como ajuda, mais tarde como «moiral» - não sabia dar contas à vida: «se uma vaca tem quatro patas, duas hão-de ter oito. Passa para cá o dinheiro e põe-te ao fresco»...
Quando, finalmente, ficava sozinho, abria a vitrina e punha-se a ajeitar a mercadoria dentro das travessas de alumínio: «Vá, chega-te para lá»... dizia ele para os queques e tortas, dando-lhes vergastadas com a pinça dos bolos, como se tocasse o rebanho para a cerca.

Certa manhã, entrei no café e estranhei o ambiente. Até o roufanhar da televisão se ouvia. Olhei de repente para o balcão, mas ele lá estava. Pedi uma bica, abri o jornal e, escondido pelas folhas, mirei os presentes à espera de descobrir nas suas caras explicação para tal coisa. Serviu-me o café sem abrir o bico. Ninguém arriscava perguntar-lhe, directamente, a causa de tão estranho comportamento. Até porque a sua cara denunciava algum sacrifício e todos sabemos que o sofrimento alheio merece respeito. Os clientes matinais iam saindo aos pares e, na rua, comentavam baixinho a situação. «Não deve ser coisa boa», dizia um. «O Jerónimo calado é o mesmo que um ribeiro sem água», concordava logo o outro.

Ao almoço, a situação mantinha-se. O silêncio continuava a ser de ouro. Às três horas saiu de mansinho, sem nada dizer, dobrou a esquina, fez os duzentos metros que o separavam da farmácia de olhar cabisbaixo, abriu a porta de vidro e entrou.

Razão tinha quem dizia que a coisa devia ser grave. Ninguém se lembrava da última vez em que ele tinha ido à farmácia. Devia ser caso sério.

Minutos depois regressou ao café. Trazia um saco de plástico com uma embalagem. Sempre em silêncio, dirigiu-se à porta do fundo que dava acesso à sua residência. Passados alguns instantes, voltou sem uma palavra.O Antunes não se conteve. Emborcou a média de uma vez, pagou e raspou-se pela porta a grande velocidade. Passados dois minutos já estava de conversa com a Rosa da Farmácia e daí a outros dois estava de volta à tasca com um sorriso estampado na cara. No meio das sala, chamou para si as atenções e, com ar de gozo anunciou: «Pessoal, o Jerónimo apanhou uma pontada de ar e ficou afónico»...
















Ler Jornais é Saber Mais ????


Às vezes, digo eu. O Semanário - uma espécie de jornal que ainda se publica por aí - na última edição garantia a pés juntos, e na primeira página, que Soares, Guterres, Sampaio e Alegre iriam ao Congresso do PS. Azar! Não foi nenhum. É preciso ter galo, tantas hipóteses de acertar pelo menos em um e nicles...

Por acaso, a mim, aconteceu-me o mesmo, mas foi no euro milhões: joguei com sete estrelas, e logo por azar sairam os dois números que não tinha usado...
Só eu é que envelheço...

Aqui há marosca. Já não bastava a história do canudo tirado ao fim-de-semana e por fax, a casa comprada a preço abaixo do mercado, a história mal contada do «fripó» - como ele diz - e as malfeitorias que nos tem feito que, agora, o homem quer ficar imune à passagem do tempo, provavelmente para se eternizar no poder.

Quem me alertou para a questão foi o ouriquense, mas para não irem mais longe e não perderem muito tempo deixo aqui as imagens de sócrates 2009 e sócrates 2005.

Descubra as diferenças. Se conseguir...

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Com a crise, até me estava a esquecer de muitos amigos...

é só clicar aqui !
Aproveitámos a 3ª feira de carnaval para um passeio/trabalho na Margem Esquerda do Guadiana. Vila Nova de S. Bento foi o destino, mas a sessão comerística desenvolveu-se na sede do concelho: Serpa.

Lembrei-me de um texto antigo escrito para o Diário do Alentejo e, como não sou graganeiro, deixo-o aqui em baixo para vos fazer inveja...

A Tradição reinventada


A vida dá muitas voltas, mas a «Tradição» ainda é o que era. Pelo menos desde Agosto de 2001, ano em que abriu as portas na cidade de Serpa.
Sejamos claros: quem entrar só pelo nome corre o risco de se sentir enganado que, neste lugar de bem comer, a tradição é apenas um dos condimentos da inventiva lista que a acolhedora casa apresenta.
Desengane-se quem for à espera da «tradicional» comida regional alentejana. Não é que não se pressinta, mas apresenta-se com roupagens e toques que surpreendem até os menos ortodoxos.
Já vamos aos cozinhados, falemos, por ora, dos cozinheiros. Ana Cristina e António Luís são os proprietários deste pequeno espaço de restauração. Ela, nascida em Lisboa com raízes em Alcácer do Sal, ele nado e criado em Grândola.
Ana, desde os 19 anos que anda à volta com os tachos a matar a fome a quem calha. Começou no Café Popular, em Alcácer, passou por campos de férias para crianças, intervalou para «arejar a cabeça» para lá das cordilheiras, vendeu trapos e, quando António Luís escolheu Serpa para base da sua ex-actividade profissional, estabeleceram-se no ramo hoteleiro com o «Café da Ana».
Nada de especial. Baguetes com pastas caseiras variadas, sopas, hamburgueres e outras coisas tais que tiveram o seu tempo e, como tudo, acabou. Acabou ali, mas os petiscos continuaram a ser preparados para amigos e outros sortudos.
O saudoso Safara, cirurgião e petisqueiro, descobriu-lhe um sítio e entusiasmou-a a avançar com um espaço comerístico para que as invenções da Ana pudessem chegar a mais gente. Nasceu «A Tradição», nome «roubado» a um antigo jornal da terra.
Ali pode apreciar o melhor da herança gastronómica alentejana, mas com up-date ao século XXI. Sem medo e sem preconceito. Senão vejamos: costeletas de porco preto em molho de ameixa natural e puré de maça; costeletas de borrego com alecrim e puré de beterraba e chu-chu; lombinhos com queijo de serpa fundido e arroz selvagem salteado com aipo ou, para terminar, favas à alentejana com polvo salteado em fio de azeite com alecrim.
E nem falamos dos doces que são de comer e chorar por mais. Vá, mas vá com tempo. Para saborear os petiscos e a conversa sempre afável dos anfitriões. E ao contrário de muitos sítios, se pedir, a «cozinheira» até lhe passa a receita para, depois, a tentar fazer em casa.
Só os burros é que não mudam...

A notícia chegou à mesa do café, na forma de «edital»: a rua dos muros, a de s. Roque, e o acesso ao largo da igreja a partir da praça serpa pinto, passam ser feitos nos dois sentidos a partir do dia 2 de março.
Infelizmente, vou deixar de poder estacionar à porta de casa, mas, como toda a gente sabe, nesta vida, não se pode ter tudo...

Mas lá que se fala, lá isso fala...

Corre com grande insistência cá pelos «mentideros» do burgo que vai haver uma candidatura «independente» à Câmara, protagonizada por um «peso-pesado» do concelho.
A ser verdade, quem é que estará por trás desta iniciativa, ou, por outras palavras, quem é que a estará a «empurrar»?...

O novo e o velho

Os meus amigos não param de me dar na cabeça, mas eu sou de ideias fixas: gosto do novo visual do jardim do mestre, e até – vejam lá – do acrescento empedrado que agora ficou a descoberto.
Sou contra aqueles que defendem a preservação de qualquer «pedragulho» sem interesse nenhum (artístico/etnológico/histórico) só por ter mais de 50 anos...
Com bom senso é possível, e até recomendável, intervir com modernidade nos Centros Históricos. É um sinal de vitalidade, coragem, e diz-nos que anda gente por aqui...

O hotel da cortesia

Ainda não fui ao hotel. Por isso, há quem me acuse de «snobismo». Depois de muito pensar, cheguei à conclusão que é uma crítica injusta: há muitos anos, ainda vivia à beira-mar, o Belmiro construiu aquele mamarracho que se chama Cascais Shopping. Sem me aperceber, demorei um ano a lá entrar... portanto, não é defeito; é feitio.

O convento

Será que é desta que o scala abre «o convento»? Um sítio daqueles – e a respectiva esplanada – é uma pena estar sem funcionar. Fechado já basta o Clube Náutico que não ata, nem desata...